As paisagens urbanas da Índia são caracterizadas por uma negociação entre o formal e o informal, a permanência e a impermanência. Estruturados em meio a edifícios de concreto e bairros planejados, mercados improvisados e bazares formam o núcleo da vida urbana. Muitas vezes compostos por estruturas sustentáveis, esses centros comerciais transitórios exibem uma forma de arquitetura rudimentar que lança raízes profundas nas tradições culturais e econômicas da Índia.
O coração do urbanismo informal da Índia reside em seus mercados públicos e bazares de beira de estrada que existem há séculos. Essas zonas urbanas carregam uma história que, acredita-se, teve origem na era dos mercadores itinerantes e das relações comerciais imperiais. Hoje, esses ambientes evoluíram para labirintos densos de abrigos temporários feitos de chapas de zinco recicladas, coberturas de lona e postes de madeira. Esses bazares transformam organicamente as vizinhanças em um caos coreografado de comerciantes, mercadorias e o público em geral. Os mercados semanais costumam ter proporções massivas, sendo montados a cada poucos dias apenas para desaparecer novamente.
Painéis de parede de palha. Imagem cortesia de EcoCocon
Durante muito tempo, a indústria da construção civil seguiu um processo linear: extrair matérias-primas, construir estruturas, demoli-las e, por fim, descartar os resíduos em aterros sanitários. Essa abordagem gera graves impactos negativos sobre o meio ambiente e a sociedade, sendo inerentemente insustentável. Repensar os métodos e fluxos de trabalho tradicionais exige o apoio de todas as partes interessadas e um senso de urgência manifestado pelas autoridades. Nos Estados Unidos, administrações municipais começaram a implementar novas políticas para evitar que os resíduos da construção civil parem em aterros e para apoiar práticas circulares. Diversas cidades, como Seattle e Pittsburgh, começaram a adotar decretos de desconstrução que exigem que edifícios mais antigos sejam cuidadosamente desconstruídos em vez de demolidos. De que maneira suas principais diretrizes podem influenciar as práticas circulares no país?
O papel principal da arquitetura é criar estruturas que nos protejam do ambiente e gerem espaços seguros e confortáveis para todos os tipos de necessidades e atividades. Ao fornecer abrigo, a arquitetura também molda a maneira como as pessoas interagem com seu entorno. As tecnologias construtivas do passado, contudo, raramente conseguiam criar uma separação completa entre nós e o mundo exterior.
Embora a impermeabilidade fosse um resultado desejado, os materiais de construção porosos então disponíveis sempre permitiam que água, vento ou partículas externas se infiltrassem nos espaços internos. Em contrapartida, as tecnologias modernas hoje possibilitam envoltórias quase completamente impermeáveis, permitindo uma separação total entre o interior e o exterior e passando a depender de sistemas de engenharia para regular a temperatura, o fluxo de ar ou a umidade. Este artigo explora as diferenças entre essas duas abordagens contrastantes, analisando como as fachadas dos edifícios são equipadas para regular o conforto interno e seu impacto ambiental.
A pergunta "como podemos controlar a luz natural nos espaços internos?" é fundamental na arquitetura. A incidência descontrolada da luz solar direta pode causar desconforto, como fadiga visual e ganhos térmicos indesejados. Por isso, controlar sua entrada de forma eficaz torna-se crucial. Entre as soluções de projeto estão a instalação de dispositivos de sombreamento, o planejamento da orientação espacial e o desenho de formas edificadas que favoreçam a luz natural indireta. Tratamentos nas janelas, como películas ou vidros de controle solar, também são opções viáveis.
No entanto, existem estratégias inovadoras para controlar a luz natural com mais eficiência por meio de painéis de fechamento avançados, como o Kalwall 175CW. Esta unidade de vidro insulado translúcido é compatível com a maioria dos sistemas de fachada-cortina do mercado. Ao manipular a translucidez do material, é possível influenciar diretamente o conforto visual e térmico dos ambientes. Ao mesmo tempo, essa solução valoriza a arquitetura dos espaços contemporâneos, agregando um valor estético e emocional significativo.
Durante séculos, os ambientes áridos solucionaram os problemas de iluminação, privacidade e calor por meio de um elemento marcante da arquitetura islâmica e árabe: o muxarabi. Feito com padrões geométricos tradicionalmente compostos por pequenas peças de madeira torneada, o muxarabi apresenta tramas em treliça que cobrem grandes superfícies. Tradicionalmente, era utilizado para captar o vento e proporcionar resfriamento passivo sob o calor seco do deserto no Oriente Médio. Frequentemente utilizado nas laterais de estruturas edificadas voltadas para a rua, o muxarabi abrigava jarros e bacias de água em seu interior para ativar o resfriamento evaporativo. O ar fresco da rua passava pela treliça de madeira, proporcionando circulação de ar para os/as ocupantes.
Semelhante ao jali indiano, essa linguagem vernacular também oferece um jogo dinâmico com a luz do dia, ao mesmo tempo em que mantém um certo nível de privacidade. Com origens que remontam ao Império Otomano, os painéis perfurados protegiam os/as ocupantes do sol, ao mesmo tempo que permitiam a entrada de luz natural em doses calculadas. Embora o muxarabi fosse uma marca registrada das linguagens arquitetônicas árabe e islâmica, foi apenas em 1987 que esse elemento arquetípico começou a surgir com uma aplicação contemporânea renovada.
O surgimento da IA generativa deu a todo/a educador/a de design motivos suficientes para reconsiderar tanto o que ensinar quanto como ensinar. A formação de um/a arquiteto/a é um processo longo, e projetá-la em um futuro incerto é uma tarefa desafiadora. Pesquisadores/as da OpenAI, DeepMind, Meta e empresas semelhantes parecem constantemente surpreendidos/as com o desenvolvimento rápido e, por vezes, com os recursos imprevistos de suas criações de IA. Se nem mesmo os criadores e criadoras sabem com que rapidez o futuro chegará, seria pretensioso de nossa parte afirmar que a IA fará X ou que a IA não será capaz de fazer Y na próxima década — período que corresponde, aproximadamente, ao tempo necessário para realmente formar um/a arquiteto/a.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140879/como-a-ia-pode-nos-ajudar-a-acabar-com-os-anacronismos-no-ensino-de-designEric J. Cesal
Aproveite ao máximo Milão com os nossos guias selecionados da feira e da cidade – elaborados por nossa equipe de arquitetura e design para garantir que você saiba exatamente o que ver e aonde ir. Como Designboom, Architonic e ArchDaily, nosso principal propósito é inspirar, conectar e capacitar. Embora não possamos guiar você fisicamente pelas ruas da cidade ou pelos mapas redesenhados do Salone del Mobile de 2024, podemos garantir que você tenha as melhores ferramentas para localizar as maiores descobertas, os melhores novos contatos e as histórias mais interessantes: nossos dois guias selecionados de Milão, um para a feira e outro para a cidade.
O ofício da arquitetura é, definitivamente, uma prática de aproximação com o outro. Embora o produto esperado do/a arquiteto/a seja um elemento materializado, este deve responder de maneira sensível aos/às habitantes que utilizarão esse elemento, ou seja, às pessoas que ocuparão esse espaço.
Por volta das décadas de 1980 e 1990, evidenciou-se um momento de ruptura na compreensão de certos fenômenos sociais estudados pelas Ciências Sociais; assim, a espacialidade tornou-se um tema fundamental para situar os fenômenos sociais em espaços materiais. Isso abriu caminho para o surgimento de uma nova perspectiva de pesquisa a partir da chamada “Virada Espacial nas Ciências Sociais”, que tem como objetivo localizar os fenômenos sociais — como o habitar — em espaços materiais e concretos, reconhecendo a influência do espaço material sobre a vida social das pessoas e vice-versa.
Como parte da Bienal Design Doha 2024, Glenn Adamson e Péter Tamás Nagy apresentam a exposição “Colors of the City: A Century of Architecture in Doha” (Cores da Cidade: Um Século de Arquitetura em Doha), que investiga a evolução arquitetônica da capital do Catar com base nas diversas influências globais que a caracterizam. Em cartaz até 30 de março de 2024, a mostra propõe uma viagem pela história da arquitetura de Doha, apresentando estilos variados como o Classicismo, o Art Déco e o Modernismo, além de contemplar as adaptações cataris dessas linguagens desenvolvidas por arquitetos e arquitetas da Europa, das Américas, do Oriente Médio e do Sul da Ásia.
Quando o briefing para o projeto de um novo escritório pede algo novo, dinâmico e moderno — um espaço onde as pessoas gostem de estar e, crucialmente, de trabalhar, que as ajude a se concentrar em tarefas individuais, mas também a relaxar, colaborar e criar —, há poucos pontos de partida melhores do que o círculo cromático. À medida que o mundo do trabalho e os diversos ambientes onde ele se desenvolve se tornam menos formais e restritos em termos de design, arquitetos/as, designers e, acima de tudo, seus/suas clientes estão assinando a demissão do escritório monótono e sem graça, buscando alternativas mais expressivas em opções coloridas fora do convencional.
Embora a capacidade do azul de melhorar a concentração, estimular o pensamento e proporcionar clareza mental ajude a aumentar a produtividade, o corpo humano também precisa de períodos regulares de descanso e relaxamento. Nesse sentido, cores quentes como o amarelo proporcionam bem-estar por meio do acolhimento e do conforto — sendo ideais para áreas de descompressão. Por outro lado, tons de vermelho e laranja estimulam a criatividade e a expressão, o que significa que podem ser muito úteis em áreas destinadas à integração social, enquanto o verde favorece uma abordagem mais calma e equilibrada, adequada para reuniões de outra natureza.
Explorar projetos de arquitetura não construídos de escritórios consagrados oferece um vislumbre do que há de mais inovador no design e de conceitos voltados para o futuro. De fato, estudar projetos futuros proporciona uma oportunidade de antecipar tendências emergentes e vislumbrar o futuro do ambiente construído, estimulando o debate em torno de novas ideias. Diante da iminente crise climática em um mundo pós-COVID, a seleção desta semana de projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily demonstra a dimensão da resolução de problemas por meio do planejamento urbano e de ativações espaciais contextuais.
Seja um bairro vertical em Kunming, um centro de ciências biológicas em Manhattan ou um centro cultural em Venaria Reale, esses projetos não construídos capturam o espectro diversificado da evolução de mentes visionárias da arquitetura. Cada uma dessas propostas representa uma narrativa única, buscando redefinir a vida residencial ou revitalizar o espaço urbano. Por meio desses projetos, a comunidade de arquitetura pode oferecer ao meio ambiente um vislumbre do potencial transformador do design quando aplicado na resolução de problemas.
Alero Olympio (1959-2005) foi uma arquiteta e construtora conhecida por uma abordagem profundamente ecológica da arquitetura. Nascida em Gana, ela dividiu sua atuação profissional entre seu país natal e a Escócia. Seu trabalho concentrou-se em priorizar as pessoas e demonstrou um compromisso sincero com a sustentabilidade social e ambiental, privilegiando o uso de materiais de origem local.
O legado de seu trabalho inclui edifícios físicos como o Instituto Kokrobitey, sua defesa das construções de terra, pesquisas sobre produtos florestais sustentáveis e muito mais. No entanto, existe uma lacuna nos arquivos institucionalizados sobre sua obra, o que motivou os esforços atuais para construir um acervo abrangente de suas contribuições. A conferência anual Womxn in Design and Architecture (WDA) de 2024, organizada pela Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, trouxe uma contribuição significativa. O evento contou com exposições, seminários e mesas-redondas que refletiram sobre o legado de Alero Olympio e examinaram as perspectivas arquitetônicas que sua obra continua a oferecer.
A ideia de um parquinho comunitário ou público fundamenta-se na criação de um espaço de lazer acessível para todas as pessoas. Contudo, em muitos casos, a viabilização de um projeto desse tipo pode esbarrar na falta de recursos financeiros ou em restrições regulatórias. O primeiro grande desafio consiste em colocar o projeto em prática e, acima de tudo, obter a recepção positiva da comunidade e, se possível, seu engajamento direto, garantindo assim o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa.
Localizado no município de Leogang, na província de Salzburgerland, na Áustria, o Priesteregg Premium Eco Resort situa-se em um planalto a 1.100 metros de altitude. Inaugurado em 2009, o resort é composto por 15 chalés e três vilas, cercados por exuberantes pinheiros-das-montanhas, rosas-alpinas e arbustos de mirtilo. Esse cenário proporciona relaxamento e vistas deslumbrantes das montanhas Leogang Steinberg, do maciço Steinernes Meer com o pico Hochkönig e dos Alpes de Kitzbühel.
O desenvolvimento do resort foi influenciado pelo uso tradicional da terra agrícola, resultando em uma abordagem conservacionista. Essa postura engloba conceitos de energia sustentável, apoio a produtores regionais e a utilização de materiais naturais em todo o empreendimento. Nas três vilas, o estúdio W2 Manufaktur e o arquiteto Ulrich Stöckl conceberam interiores que mesclam o estilo alpino rústico ao luxo moderno, incorporando produtos da Dornbracht. Cada vila combina de forma única materiais e elementos naturais a uma variedade de metais e acessórios da marca.
Terrenos inclinados representam uma perspectiva atraente para incorporadores. Com vistas deslumbrantes para paisagens naturais ou urbanas — muitas vezes sem a possibilidade real de obstrução por empreendimentos futuros —, um lote em declive promete um retorno valioso. No entanto, seja pela escavação adicional necessária para cortes e aterros, pelas estruturas em balanço, pelas complicações de drenagem de água ou pela perda de luz natural e dificuldade de acesso na parte frontal da propriedade, construir nessas topografias traz seus desafios.
Contudo, o principal obstáculo não é necessariamente a inclinação do terreno, mas sim a forma do edifício. Ao fracionar uma estrutura de múltiplos pavimentos e reposicionar — e talvez até desconectar — cada nível, projetos concebidos para se adaptarem à topografia existente por meio de múltiplos níveis de implantação conseguem reduzir o volume de escavação. Essa planta escalonada também contribui para melhorar o acesso e a iluminação natural, além de ampliar as áreas internas e externas.
A loja física da Benetton mimetizará seu ambiente virtual. Imagem cortesia de Benetton
A evolução do design de varejo demanda uma análise da prática da arquitetura no ambiente digital. Embora os espaços comerciais físicos tenham sido tradicionalmente o centro das experiências de compra, a fronteira emergente do metaverso — uma rede interconectada de ambientes virtuais em 3D — sinaliza uma mudança significativa nas interações entre marcas e consumidores. Para arquitetos e arquitetas, esse espaço liminar apresenta uma tela única, livre das restrições materiais que tradicionalmente moldaram as concepções de projeto. O metaverso é um novo território onde a arquitetura da imaginação pode ser plenamente realizada, convidando a uma reconceituação das possibilidades do design de varejo.
Ao comemorar o Dia Mundial do Autismo, é fundamental reconhecer o impacto do design na vida das pessoas com deficiência. Seja o Jardim do Autismo no Irã, projetado pelo escritório Hajm.e.Sabz, o hospital Sycamore no Northgate Park Hospital, no Reino Unido, ou o projeto Home for The Homeless, cada uma dessas propostas celebra as diferentes necessidades e busca promover um senso de pertencimento e empoderamento para todas as pessoas.
Em uma busca constante por encontrar novas maneiras de reduzir os custos e prazos de construção, a arquitetura modular se apresenta como uma oportunidade para implementar diversos métodos, tecnologias e técnicas que permitam projetar espaços habitáveis a partir de elementos repetitivos independentes, como os módulos. Como afirma Tom Hardiman, diretor executivo do Modular Building Institute (MBI), "modular" não se trata de um produto de construção, mas sim de um processo construtivo.
Como seres humanos, vivemos sob a reconfortante ilusão de que somos donos do nosso próprio destino, determinados e imunes a influências externas. No entanto, o papel crucial desempenhado pelo design de interiores no sucesso dos espaços comerciais prova que a realidade é outra. Cada aspecto desses ambientes é cuidadosamente planejado para incentivar os/as clientes a gastar — e a fazê-lo com satisfação —, desde a iluminação e a temperatura até a acústica e, talvez de forma mais marcante, a paisagem visual.
Seja atraindo o público consumidor com uma individualidade cativante, proporcionando relaxamento por meio do luxo e da hospitalidade, desenhando um universo elegante no qual consumidor/a e produto coexistem, ou oferecendo estímulos sutis para explorar o espaço mais a fundo, a influência que as superfícies de um ambiente comercial exercem sobre o seu sucesso é imensa.
Escadarias do PUI 13. Imagem cortesia de CityMakers
CityMakers, a Comunidade Global de Profissionais da Arquitetura que Aprendem com Cidades Exemplares e Seus Criadores, trabalha em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. A autoria dos textos é de arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas responsáveis pelos projetos que transformaram essas três cidades e que são estudados nas "Escolas de Cidades" e nos "Cursos Documentais" realizados pela CityMakers. Nesta ocasião, Victor Restrepo, coordenador da CityMakers em Medellín, apresenta seu artigo "Medellín: um estudo de caso".
Medellín destaca-se como um exemplo inspirador para muitas cidades ao redor do mundo. Trata-se de uma metrópole que transitou de um profundo medo coletivo para um entusiasmo esperançoso em relação à vida urbana e social, pautada pela qualidade e pela convivência. Embora a crise da cidade seja historicamente associada à violência e ao narcotráfico, ela se revela mais estrutural e profunda. Na verdade, responde a uma gama muito mais ampla de fatores, alguns dos quais ligados ao crescimento populacional acelerado, de forma semelhante ao que ocorre em diversas cidades latino-americanas.
Em todas as cidades, os projetos de habitação urbana representam a maior parte do ambiente construído, refletindo uma trama complexa de necessidades sociais e visões arquitetônicas. Esta seleção de projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily oferece uma perspectiva sobre a interação dinâmica entre as restrições de projeto e as oportunidades criativas. Da revitalização de fragmentos urbanos à exploração de métodos construtivos inovadores, profissionais de arquitetura navegam por um território moldado por imperativos de sustentabilidade, inclusão comunitária e dinâmicas urbanas em constante evolução.
A diversidade dos projetos de habitação urbana não construídos aqui apresentados reforça a amplitude das intervenções arquitetônicas, caracterizadas pelo compromisso com a sustentabilidade e a inclusão. Variando de propostas que adotam novos materiais de construção — como sistemas construtivos em madeira — a outras concebidas para maximizar a luz solar ou envolver a comunidade local, a seleção curada desta semana apresenta projetos de habitação coletiva não construídos de diversas partes do mundo.
Formalmente, a transparência costuma se materializar na forma de uma janela, uma porta, uma fachada-cortina ou uma claraboia. Geralmente, esses elementos se traduzem em aberturas retangulares pontuais ou em sistemas de fachadas-cortina de vidro e painéis translúcidos. Os projetos a seguir subvertem as noções tradicionais de transparência e esquadrias de maneiras lúdicas e inusitadas. O resultado são fachadas visualmente impactantes e relações dinâmicas entre o exterior e o interior. Através da articulação de suas esquadrias e superfícies envidraçadas, eles filtram a luz e emolduram vistas para proporcionar experiências arquitetônicas memoráveis.
Com mais de 30 mil visitantes, a instalação da GROHE SPAna Pinacoteca di Brera durante a Milan Design Week 2023 deixou uma marca duradoura, sendo posteriormente premiada com o selo ‘Best of the Best’ do Red Dot. Impulsionada por esse sucesso, a GROHE retorna para a Milan Design Week 2024 com uma experiência imersiva em uma das localizações mais prestigiadas de Milão: o Palazzo Reale. O antigo palácio real, situado próximo ao Duomo, funciona como um polo cultural e abriga exposições de arte internacionais, constituindo o cenário ideal para a sua submarca premium GROHE SPA e para a celebração do poder revigorante da água.
De 16 a 21 de abril, o pátio do histórico Palazzo Reale de Milão se transformará em um espaço expositivo. Concebida pela equipe interna de Design Global e Identidade de Marca da LIXIL, a instalação presta homenagem à história do edifício, evocando seu passado e entrelaçando-o ao conceito contemporâneo de “Salus per aquam” (latim para “Saúde através da Água”) da GROHE SPA.
A Semana de Design de Milão consolida-se como um dos eventos mais importantes do calendário global de design, funcionando não apenas como uma vitrine de inovação, mas também como um catalisador para o discurso crítico e o intercâmbio criativo. Este ano, o evento se desdobra em uma infinidade de exposições, instalações e palestras que acontecem por toda a cidade entre os dias 15 e 21 de abril de 2024. Ao reunir diversas vozes, perspectivas e talentos, a Semana de Design de Milão ganha grande relevância para arquitetos/as e profissionais de design, servindo como um ponto de convergência para o diálogo interdisciplinar. Para ajudar você a navegar melhor pela infinidade de eventos, conferências e instalações, este artigo destaca as principais locações com atividades voltadas a arquitetos/as e designers — desde a grandiosa feira de negócios Salone del Mobile na Rho Fiera até os distritos de design espalhados pela cidade e locais inusitados escondidos nos pátios de palácios históricos ou em patrimônios industriais ressignificados.