Construída sobre diversas colinas, Amã cresceu em um ritmo que poucas capitais do Oriente Médio conseguiram acompanhar. A cidade recebeu sucessivas ondas migratórias — circassianos no final do século XIX, refugiados palestinos em 1948 e 1967, a população iraquiana após 1990 e sírios a partir de 2011 —, cada uma redesenhando sua densidade e seu perfil social. O calcário extraído localmente de pedreiras por toda a Jordânia, cujo uso em fachadas é obrigatório por lei desde a década de 1970, tornou-se o único denominador visual comum da cidade. Por trás dessa uniformidade material, contudo, reside um diálogo contínuo entre a tradição vernacular e a ambição internacional.
A identidade arquitetônica de Nairóbi foi transformada pela independência do Quênia em 1963. À medida que a nova nação buscava se definir, a cidade tornou-se um campo de testes para uma arquitetura moderna capaz de incorporar o progresso e, ao mesmo tempo, responder à cultura africana, ao clima e às condições locais. Isso deu início a um período de experimentação arquitetônica, com o surgimento de diferentes abordagens para a relação entre modernidade, identidade e lugar.
O Kenyatta International Convention Centre é talvez a expressão mais clara desse momento. Sua arquitetura uniu princípios modernistas a referências de formas africanas, estabelecendo uma resposta singular às ambições de uma nação recém-independente. Ao seu redor, arquitetos/as quenianos/as e internacionais desenvolveram outras interpretações do modernismo, desde as fachadas com brises do Reinsurance Plaza até a silhueta escultórica do Nation Centre, além de projetos religiosos, educacionais e cívicos que ampliaram o vocabulário arquitetônico da cidade.
Vista a partir da água, Tallinn apresenta o perfil urbano de uma cidade mercantil hanseática. Durante o período soviético, a maior parte da orla era uma zona militar restrita, restando o porto como um dos poucos pontos de encontro entre a cidade e o mar. Até mesmo o Linnahall, a imensa arena de concreto construída para as competições de vela dos Jogos Olímpicos de Moscou de 1980, foi implantado, em parte, de modo a preservar a vista da cidade antiga para as embarcações que se aproximavam do porto. Durante meio século, Tallinn cresceu de costas para a água que outrora a transformara em uma cidade comercial. Desse modo, quando a independência foi restaurada em 1991, algumas das áreas mais valiosas da capital estavam também entre as menos familiares para a sua população.
A arquitetura recente de Tallinn é, em grande medida, uma arquitetura de reconexão. A cidade vem reabrindo o que havia sido isolado e adaptando o que perdeu sua função, ao mesmo tempo em que constrói novas estruturas onde os limites entre cidade, infraestrutura e paisagem ainda estão sendo negociados. As fábricas ao redor do centro medieval — dos moinhos de Rotermann, próximos ao porto, aos estaleiros de submarinos em Noblessner — haviam perdido seu propósito original. Desde então, sua conversão gradual tornou-se uma das narrativas definidoras da Tallinn contemporânea. Grande parte dessa arquitetura é deliberadamente discreta, extraindo seu impacto da maneira como estruturas antigas, novos usos e a orla marítima foram reintegrados à vida da cidade.
A arquitetura de Birmingham reflete a história da cidade como um dos primeiros centros industriais da Inglaterra. A riqueza gerada na cidade e na região circundante deu origem à imponência da era vitoriana no século XIX. Os intensos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial causaram destruição generalizada. A esse período seguiu-se uma rápida reconstrução entre as décadas de 1950 e 1970, que introduziu o modernismo racional e a ambição brutalista que hoje caracterizam grande parte do centro da cidade. Algumas décadas mais tarde, o apagamento urbano retornou a Birmingham, trazendo consigo a revisão de decisões tomadas em meados do século XX. Notadamente, o Bullring Centre e a Biblioteca de Birmingham foram demolidos para dar lugar a novos projetos do século XXI, acrescentando novas camadas de riqueza ao ambiente construído da cidade.
Como uma das cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA de 2026, Toronto está se preparando para receber torcedores de todo o mundo. A cidade canadense, a quarta maior da América do Norte, tornou-se um centro cosmopolita com seu renomado centro financeiro e espaços culturais que ganham vida durante as noites de verão e início do outono. Toronto oferece um cenário urbano belo e diversificado, com arranha-céus imponentes e pequenas casas de tijolo, integrando áreas residenciais a bairros comerciais vibrantes, parques públicos e até praias. Tudo isso compõe a marcante silhueta urbana da cidade, coroada pela icônica CN Tower.
A contínua expansão de Toronto e seu constante desenvolvimento urbano são evidentes à medida que novos projetos se espalham pela cidade, integrando-se às construções existentes, desde marcos do século XIX, como o Gooderham Building, até grandes obras contemporâneas, como o Museu Aga Khan. Essas novas construções incluem um número crescente de projetos de reuso adaptativo e retrofit por toda a cidade, impulsionados por esforços e incentivos para a redução das emissões de carbono.
Situada na interseção entre as paisagens do Adriático e a geopolítica dos Bálcãs, Tirana passou por uma das transformações urbanas mais aceleradas da Europa nas últimas três décadas. Outrora definida por um rígido planejamento socialista e pelo isolamento político, a cidade se reorientou progressivamente por meio de uma combinação de crescimento informal, investimento internacional e intervenções urbanas estratégicas que buscam redefinir sua imagem pública e estrutura espacial.
Desde o início dos anos 2000, uma série de políticas públicas urbanas, notadamente aquelas iniciadas durante o mandato de Edi Rama como prefeito (atual primeiro-ministro da Albânia), promoveu o uso da cor, do espaço público e da experimentação arquitetônica como ferramentas de reativação cívica. Em vez de depender exclusivamente de planos diretores, o desenvolvimento de Tirana tem se operado por meio de intervenções, nas quais edifícios individuais e espaços públicos funcionam como catalisadores em um tecido urbano fragmentado.
Algumas cidades crescem pela continuidade; outras se constroem em momentos de aceleração. Baku, no Azerbaijão, parece situar-se em algum ponto intermediário. Seu núcleo histórico, o Icherisheher, ainda mantém uma lógica espacial que resiste à expansão: denso, fechado, definido pela proximidade e pela repetição. No entanto, logo além de suas muralhas, a cidade começa a se transformar. A escala aumenta, as distâncias se ampliam e a relação entre os edifícios passa a se basear menos na continuidade e mais na visibilidade.
Nas últimas duas décadas, Baku tem sido palco de um esforço deliberado para construir uma imagem de si mesma. A riqueza do petróleo forneceu os meios, mas a arquitetura tornou-se uma de suas principais ferramentas. Projetos como o Centro Heydar Aliyev, do escritório Zaha Hadid Architects, ou as Flame Towers são símbolos dessa transformação, com formas projetadas para circular tanto nos meios de comunicação quanto na própria cidade. Trata-se de objetos precisos, controlados e extremamente bem resolvidos. Contudo, eles também introduzem uma lógica urbana distinta, que privilegia a singularidade em detrimento da continuidade e posiciona a arquitetura como um agente de representação.
A intenção original dos edifícios sempre foi resolver um problema simples: o abrigo. Por meio da forma e da materialidade, eles protegiam seus ocupantes das intempéries e organizavam a atividade humana. A arquitetura moderna, acompanhando a evolução dos estilos de vida, acrescentou novas prioridades — eficiência, densidade, inovação estrutural e estética. Hoje, as pessoas exigem mais dos edifícios. Os/as ocupantes desejam, cada vez mais, ambientes que apoiem ativamente a maneira como vivem, trabalham e se sentem.
O bem-estar tornou-se uma preocupação central na contemporaneidade. Décadas de pesquisa em psicologia ambiental e ciência da construção revelam que as condições internas podem afetar profundamente a saúde e o comportamento humano. A iluminação influencia os ritmos circadianos e os padrões de sono. A qualidade do ar afeta o desempenho cognitivo e a saúde respiratória. A temperatura e a acústica moldam o conforto e a concentração.
Situada à beira do Mediterrâneo e moldada por séculos de ocupação contínua, Nápoles é uma cidade onde a arquitetura é indissociável do tempo. Camadas de fundações gregas, infraestruturas romanas, igrejas medievais, palácios barrocos e intervenções modernas coexistem em uma malha urbana densa e compacta. Nápoles revela-se como um acúmulo de estruturas, adaptações e reutilizações, onde os edifícios raramente são objetos isolados, mas sim partes de um sistema espacial, social e histórico mais amplo.
A arquitetura da cidade está profundamente ligada à sua geografia e à sua cultura construtiva. Construída entre o mar e o terreno vulcânico, Nápoles desenvolveu-se verticalmente e voltada para dentro, valendo-se de pátios, ruas estreitas e grossas paredes de alvenaria para mediar a luz, o clima e a circulação. Espaços subterrâneos, cisternas romanas reaproveitadas e estruturas escavadas no tufo estendem a cidade sob o solo, criando uma dimensão arquitetônica paralela que dá suporte à vida cotidiana na superfície.
Centro de Miami. Foto por Rolando Yera no Unsplash
Estendendo-se ao longo da costa atlântica no extremo sul da Flórida, Miami é frequentemente apresentada por meio de imagens de cartão-postal com praias, palmeiras e torres de vidro voltadas para o mar. No entanto, por trás dessa imagem familiar esconde-se uma cidade moldada pela migração, pelo turismo e por ciclos imobiliários, onde a arquitetura tem sido repetidamente utilizada para projetar novas identidades e reinventar a paisagem urbana. Dos primeiros hotéis resort e das fachadas Art Deco de South Beach a arranha-céus experimentais e instituições culturais na baía, o ambiente construído oferece uma chave de leitura sobre como Miami negocia clima, economia e cotidiano.
Ao longo do último século, a cidade cresceu por meio de sucessivas camadas de desenvolvimento que permanecem visíveis em suas ruas e horizontes. A geometria aerodinâmica e os tons pastel do histórico Art Deco District coexistem com as formas exuberantes dos motéis do Miami Modern (MiMo) e da infraestrutura do pós-guerra ao longo do Biscayne Boulevard. O centro (Downtown) e Brickell transformaram-se de distritos comerciais de baixa densidade em adensados aglomerados de torres residenciais e corporativas, muitas delas projetadas por escritórios internacionais em parceria com escritórios locais. Paralelamente, bairros como Little Havana, Allapattah e Wynwood revelam como comunidades diaspóricas, o patrimônio industrial e as indústrias criativas ocupam e adaptam o tecido existente, muitas vezes em contraste com a orla focada em imagem.
Ao todo, o festival de três dias contará com mais de 460 apresentações ao vivo dos finalistas de 2025, avaliadas por mais de 160 jurados e juradas internacionais. Hoje, projetos selecionados de todo o mundo competiram em 21 categorias nas áreas de Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os premiados estão OMA, Sordo Madaleno, Studio Arthur Casas e NIKKEN SEKKEI.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142056/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-segundo-diaEnrique Tovar
Frankfurt é frequentemente reconhecida por seu skyline marcante, uma característica rara nas cidades europeias. Grandiosos arranha-céus de vidro consolidam seu papel como um polo financeiro global; no entanto, por trás dessa imagem vertical, revela-se uma cidade construída sobre camadas de séculos de história, destruição e reconstrução. De casas medievais em enxaimel ao modernismo do pós-guerra e edifícios altos contemporâneos, Frankfurt tem se reinventado constantemente através da arquitetura, gerando um ambiente construído onde diferentes períodos coexistem em diálogo.
A transformação da cidade acelerou após a Segunda Guerra Mundial, quando grande parte de seu núcleo histórico foi destruída e as equipes de planejamento urbano buscaram equilibrar o rápido crescimento econômico com a necessidade de reconstrução cultural. Marcos urbanos como a praça Römerberg foram meticulosamente reconstruídos, enquanto intervenções modernistas e projetos de infraestrutura introduziram novas escalas e linguagens. Mais recentemente, projetos de escritórios de renome internacional reformularam a orla do rio e os distritos de negócios, somando ícones arquitetônicos que expressam a relevância global de Frankfurt.
Localizada no sul da Espanha, Sevilha se revela como uma cidade de múltiplas camadas, moldada por séculos de cruzamentos culturais. Como antiga capital de Al-Andalus e porto central durante a expansão do Império Espanhol, seu ambiente construído reflete uma profunda complexidade histórica. Das fundações romanas às geometrias islâmicas, dos palácios renascentistas às intervenções contemporâneas, Sevilha apresenta uma narrativa espacial única, na qual a arquitetura reflete diretamente suas transformações políticas, religiosas e sociais.
O patrimônio arquitetônico da cidade é indissociável de seu clima e de sua geografia. Ruas estreitas e sombreadas, pátios internos e o uso da água como elemento espacial revelam um profundo conhecimento de adaptação ambiental que, ainda hoje, orienta a articulação dos espaços públicos e privados. Enquanto marcos monumentais como o Alcázar, a Giralda ou a Catedral preservam e reinterpretam legados históricos, projetos modernos começaram a introduzir novos materiais, programas e tipologias espaciais, desafiando formas convencionais e propondo maneiras alternativas de habitar a cidade.
Nas últimas décadas, Santiago evoluiu para um polo de exploração arquitetônica contemporânea, mesclando seu charme histórico a intervenções modernas. Projetos como a Cidade da Cultura, do escritório Eisenman Architects, refletem um diálogo ambicioso entre o design de vanguarda e a paisagem natural da Galícia. Somam-se a isso obras de Álvaro Siza Vieira, Arata Isozaki, Francisco Mangado e outros grandes nomes da arquitetura, que incorporam materiais e formas locais em projetos inovadores. Juntas, essas obras posicionam Santiago de Compostela como um destino arquitetônico dinâmico na narrativa cultural mais ampla da Espanha.
Osaka, a terceira maior cidade do Japão, é uma mistura vibrante de tradição e modernidade, o que a torna um destino fascinante para entusiastas da arquitetura. Conhecida historicamente como a "cozinha do país" devido ao seu papel como polo mercantil, Osaka também se destaca pela sua diversidade cultural e arquitetônica. Seus marcos urbanos variam do histórico Castelo de Osaka a impressionantes empreendimentos contemporâneos, cada um refletindo a evolução da identidade urbana japonesa.
Como cidade-sede da tão aguardada Expo 2025, Osaka está pronta para exibir sua força arquitetônica no cenário global. A silhueta da cidade apresenta obras inovadoras de arquitetos/as e urbanistas de renome, incluindo centros culturais de vanguarda, hubs de transporte e projetos de revitalização de frentes de água. Com contribuições de célebres arquitetos/as e escritórios japoneses, como Tadao Ando, Kengo Kuma & Associates e Takenaka Corporation, ao lado de figuras internacionais como Dominique Perrault, Renzo Piano Building Workshop e Pelli Clarke & Partners, Osaka combina perfeitamente modernidade e tradição, criando uma identidade arquitetônica única que reflete seu passado ao mesmo tempo em que aponta com ousadia para o futuro.
Bilbao, a maior cidade do País Basco, na Espanha, passou por uma transformação notável nas últimas décadas. Antes um polo industrial, a cidade se redefiniu como um centro de cultura, inovação e regeneração urbana. Essa evolução foi impulsionada, em parte, pela arquitetura, que desempenha um papel central na construção da identidade de Bilbao. De marcos contemporâneos a espaços cuidadosamente reaproveitados, o ambiente construído da cidade reflete um equilíbrio meticuloso entre honrar seu patrimônio industrial e abraçar a modernidade.
O ponto de virada na narrativa arquitetônica de Bilbao ocorreu com a inauguração do Museu Guggenheim Bilbao em 1997. Projetada por Gehry Partners, essa estrutura icônica catalisou a renovação da cidade, desencadeando uma onda de investimentos urbanos e culturais. Essa transformação ficou conhecida como o "efeito Bilbao", um fenômeno no qual um único e expressivo projeto arquitetônico impulsiona uma regeneração urbana e um crescimento econômico mais amplos. Hoje, Bilbao apresenta uma paisagem arquitetônica dinâmica, onde obras de nomes internacionais como Santiago Calatrava, Norman Foster e Arata Isozaki coexistem com projetos de escritórios locais, tais como ACXT e Coll-Barreu Arquitectos. Juntas, essas intervenções ilustram como a arquitetura pode ser uma poderosa ferramenta de revitalização social, econômica e cultural.
Valência, uma das cidades mais vibrantes da Espanha, ostenta uma rica história arquitetônica que reflete sua evolução cultural e histórica. Fundada em 138 a.C. sob o domínio romano, a cidade foi moldada por sucessivas ondas de influência, desde povos visigodos e mouros até a reconquista cristã no século XIII. Cada período deixou uma marca arquitetônica distinta, conferindo a Valência uma mistura singular de estruturas góticas, barrocas e renascentistas, ao lado de intervenções modernas. Entre os marcos históricos mais proeminentes da cidade está a La Lonja de la Seda, um Patrimônio Mundial da UNESCO que exemplifica a arquitetura civil do gótico tardio, ao lado da majestosa Catedral de Valência, onde elementos românicos, góticos e barrocos se entrelaçam, ilustrando o passado multifacetado da cidade.
A evolução arquitetônica de Valência não se encerra em seu legado histórico. Hoje, a cidade é um exemplo dinâmico de como a arquitetura moderna e a contemporânea podem coexistir com estruturas milenares. A impressionante Cidade das Artes e das Ciências, projetada pelo/a arquiteto/a valenciano/a Santiago Calatrava, tornou-se um símbolo internacional de inovação, expandindo os limites do design futurista. Paralelamente, projetos de planejamento urbano, como a transformação do antigo leito do rio Turia em um parque linear exuberante, redefiniram o espaço público e a sustentabilidade na cidade. Esse equilíbrio entre preservação e design de vanguarda reflete o compromisso de Valência em abraçar a modernidade ao mesmo tempo em que honra suas raízes históricas, tornando-a não apenas uma cidade repleta de história, mas também na vanguarda da prática arquitetônica contemporânea.
Localizada nas montanhas centrais de Honduras, Tegucigalpa se destaca como a maior cidade do país. Com uma população de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, trata-se também de um dos maiores centros urbanos da América Central, cujas origens remontam a 1578, ano de sua fundação por colonizadores espanhóis. Declarada capital em 1880, a cidade consolidou-se desde então como o coração político, cultural e econômico de Honduras. Essa trajetória histórica dotou a cidade de um patrimônio arquitetônico diverso, que evidencia estilos de diferentes épocas e influências.
Estilos que variam do barroco colonial, neoclássico e art déco ao modernismo e pós-modernismo refletem sua história dinâmica. O município abriga também diversos museus que celebram a arte hondurenha tradicional e contemporânea, como o Museu da Identidade Nacional (MIN) e a Galeria Nacional de Arte. Para além de suas atrações urbanas, as montanhas circundantes abrigam as trilhas de caminhada do Parque Nacional La Tigra e diversos povoados históricos de mineração de prata do período colonial, tornando a cidade um destino imperdível em um roteiro pela América Central.
Localizada às margens do Rio São Lourenço, no sul de Quebec, Montreal é a segunda maior cidade do Canadá. Reconhecida por sua diversidade arquitetônica, seu ambiente construído reflete tanto o passado colonial quanto sua evolução moderna. Como antigo território da "Nouvelle France", a língua e a cultura francesas permanecem dominantes, o que, por sua vez, influenciou o caráter arquitetônico local. Em especial, a Velha Montreal apresenta edifícios bem preservados dos séculos XVIII e XIX, testemunhos, em sua maioria, do crescimento industrial da cidade após a construção do Canal de Lachine. O patrimônio da região tem sido protegido e restaurado graças aos esforços de personalidades como Phyllis Lambert e de organizações como a Heritage Montreal, permitindo que a rica história arquitetônica de Montreal coexista em harmonia com seus desenvolvimentos contemporâneos.
O multiculturalismo de Montreal é evidente em bairros como Little Italy e Little Portugal, uma diversidade que alimenta uma cena cultural vibrante. A cidade sedia uma infinidade de festivais todos os anos, muitos deles realizados em espaços ao ar livre, como a Place des Festivals. O Parc Jean-Drapeau, construído para a Exposição Mundial de 1967 (Expo 67), é outro local popular para grandes eventos, além de oferecer vistas deslumbrantes do horizonte da cidade. Outro ponto de destaque é o Mont Royal, um parque que oferece vistas panorâmicas do centro da cidade e acesso a trilhas, ao Oratório de São José, ao Beaver Lake e a outras áreas de interesse arquitetônico, como o Plateau.
Praga, a capital da República Tcheca, é uma das cidades mais bem preservadas da Europa, tendo sobrevivido milagrosamente aos bombardeios generalizados da Segunda Guerra Mundial. Como capital do país, Praga abriga mais de 1,3 milhão de habitantes e apresenta um patrimônio arquitetônico que se estende por séculos, abrangendo diversos estilos, do românico, gótico, renascentista, barroco e rococó ao modernismo, desconstrutivismo e tendências contemporâneas. A Praça da Cidade Velha, onde coexistem diferentes estilos, é um testemunho dessa diversidade. Conhecida como a "Mãe de todas as cidades", a "Cidade de Ouro" e a "Cidade das Cem Torres", Praga integra perfeitamente história e cultura contemporânea. Suas origens, repletas de lendas, somam-se ao charme da cidade.
Frequentemente apelidada de “Manhattan do Maas”, Roterdã é uma cidade sem igual nos Países Baixos. A metrópole neerlandesa, com seu horizonte marcante, narra uma trajetória arquitetônica singular, cujos capítulos passam pelos escombros dos devastadores bombardeios da Segunda Guerra Mundial, seguidos por uma história de reconstrução que transformou a cidade em um polo de arquitetura experimental e planejamento urbano. Hoje um mosaico de estilos arquitetônicos, Roterdã abraçou a inovação, tornando-se uma vitrine global para o design de vanguarda e o desenvolvimento urbano sustentável.
Em 1940, quase todo o centro da cidade foi devastado por bombas alemãs. Em vez de seguir o exemplo de reconstrução de outras cidades europeias, Roterdã optou por se reinventar. Atualmente, a cidade abriga algumas das obras mais conhecidas da arquitetura holandesa, como as Kubuswoningen ou o Het Nieuwe Instituut. Sua postura aberta à inovação e à experimentação continua a atrair talentos de todo o mundo, à medida que sua silhueta marcante se transforma e se adapta às exigências contemporâneas.
Construída em um conjunto de 118 pequenas ilhas na rasa Lagoa de Veneza, a cidade de Veneza, na Itália, tem cativado a imaginação de arquitetos e turistas há séculos. A área é habitada desde a antiguidade. Teve grande poder financeiro e marítimo durante a idade média e o período do renascimento, como comprovado pela rica arquitetura que caracteriza a cidade até hoje. Com influências dos estilos bizantino, gótico e renascentista, a cidade representa um palimpsesto de narrativas arquitetônicas, sobrepostas que influenciaram umas às outras. Veneza também se tornou uma grande atração para arquitetos atraídos pela La Biennale di Venezia, que reúne pavilhões nacionais, exposições e eventos sobre temas urgentes relacionados à profissão.
Além da Bienal, Veneza em si é um museu ao ar livre para amantes da arquitetura. Como a cidade é conhecida por seus edifícios históricos, as intervenções modernistas e contemporâneas adicionam uma nova camada de interesse, com muitos arquitetos contemporâneos trabalhando com o tecido histórico, como a intervenção e reabilitação da Fondaco dei Tedeschi da OMA, ou a restauração da Procuratie Vecchie de David Chipperfield, um dos edifícios que definem a Piazza San Marco. Além do que a cidade tem a oferecer, o local da Bienal de Veneza também é marcado por intervenções de arquitetos famosos como Carlo Scarpa, Sverre Fehn e Alvar Aalto, tornadas permanentes devido às suas qualidades excepcionais.
Nova York é um dos lugares mais instigantes do mundo. Como epicentro das artes, mídia e cultura, Nova York tem uma história rica e um futuro promissor, contado principalmente por meio de sua arquitetura. Talvez mais conhecida por edifícios icônicos como o Empire State Building e o Chrysler Building, ou mesmo torres residenciais mega altas como a 432 Park Avenue que estão em ascensão, a cidade também possui uma diversidade de edifícios que contam uma história diferente da big apple.
Doha é a capital do Qatar e a área mais populosa do condado, acomodando mais pessoas do que todo o resto do Qatar. Localizada na costa do Golfo Pérsico, é uma cidade relativamente jovem, fundada nas proximidades de outro povoado, Al Bidda, em algum momento da década de 1820. Nos últimos anos, a cidade tem passado por um rápido crescimento populacional, o que se reflete na paisagem arquitetônica. Durante as décadas de 1960 e 1970, muitos dos bairros antigos de Doha foram demolidos para dar espaço a novos empreendimentos, enquanto uma série de projetos foram implantados para defender a preservação do patrimônio cultural e arquitetônico da cidade.