Frequentemente apelidada de “Manhattan do Maas”, Roterdã é uma cidade sem igual nos Países Baixos. A metrópole neerlandesa, com seu horizonte marcante, narra uma trajetória arquitetônica singular, cujos capítulos passam pelos escombros dos devastadores bombardeios da Segunda Guerra Mundial, seguidos por uma história de reconstrução que transformou a cidade em um polo de arquitetura experimental e planejamento urbano. Hoje um mosaico de estilos arquitetônicos, Roterdã abraçou a inovação, tornando-se uma vitrine global para o design de vanguarda e o desenvolvimento urbano sustentável.
Em 1940, quase todo o centro da cidade foi devastado por bombas alemãs. Em vez de seguir o exemplo de reconstrução de outras cidades europeias, Roterdã optou por se reinventar. Atualmente, a cidade abriga algumas das obras mais conhecidas da arquitetura holandesa, como as Kubuswoningen ou o Het Nieuwe Instituut. Sua postura aberta à inovação e à experimentação continua a atrair talentos de todo o mundo, à medida que sua silhueta marcante se transforma e se adapta às exigências contemporâneas.
Como uma das cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA de 2026, Toronto está se preparando para receber torcedores de todo o mundo. A cidade canadense, a quarta maior da América do Norte, tornou-se um centro cosmopolita com seu renomado centro financeiro e espaços culturais que ganham vida durante as noites de verão e início do outono. Toronto oferece um cenário urbano belo e diversificado, com arranha-céus imponentes e pequenas casas de tijolo, integrando áreas residenciais a bairros comerciais vibrantes, parques públicos e até praias. Tudo isso compõe a marcante silhueta urbana da cidade, coroada pela icônica CN Tower.
A contínua expansão de Toronto e seu constante desenvolvimento urbano são evidentes à medida que novos projetos se espalham pela cidade, integrando-se às construções existentes, desde marcos do século XIX, como o Gooderham Building, até grandes obras contemporâneas, como o Museu Aga Khan. Essas novas construções incluem um número crescente de projetos de reuso adaptativo e retrofit por toda a cidade, impulsionados por esforços e incentivos para a redução das emissões de carbono.
Localizada nas montanhas centrais de Honduras, Tegucigalpa se destaca como a maior cidade do país. Com uma população de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, trata-se também de um dos maiores centros urbanos da América Central, cujas origens remontam a 1578, ano de sua fundação por colonizadores espanhóis. Declarada capital em 1880, a cidade consolidou-se desde então como o coração político, cultural e econômico de Honduras. Essa trajetória histórica dotou a cidade de um patrimônio arquitetônico diverso, que evidencia estilos de diferentes épocas e influências.
Estilos que variam do barroco colonial, neoclássico e art déco ao modernismo e pós-modernismo refletem sua história dinâmica. O município abriga também diversos museus que celebram a arte hondurenha tradicional e contemporânea, como o Museu da Identidade Nacional (MIN) e a Galeria Nacional de Arte. Para além de suas atrações urbanas, as montanhas circundantes abrigam as trilhas de caminhada do Parque Nacional La Tigra e diversos povoados históricos de mineração de prata do período colonial, tornando a cidade um destino imperdível em um roteiro pela América Central.
Valência, uma das cidades mais vibrantes da Espanha, ostenta uma rica história arquitetônica que reflete sua evolução cultural e histórica. Fundada em 138 a.C. sob o domínio romano, a cidade foi moldada por sucessivas ondas de influência, desde povos visigodos e mouros até a reconquista cristã no século XIII. Cada período deixou uma marca arquitetônica distinta, conferindo a Valência uma mistura singular de estruturas góticas, barrocas e renascentistas, ao lado de intervenções modernas. Entre os marcos históricos mais proeminentes da cidade está a La Lonja de la Seda, um Patrimônio Mundial da UNESCO que exemplifica a arquitetura civil do gótico tardio, ao lado da majestosa Catedral de Valência, onde elementos românicos, góticos e barrocos se entrelaçam, ilustrando o passado multifacetado da cidade.
A evolução arquitetônica de Valência não se encerra em seu legado histórico. Hoje, a cidade é um exemplo dinâmico de como a arquitetura moderna e a contemporânea podem coexistir com estruturas milenares. A impressionante Cidade das Artes e das Ciências, projetada pelo/a arquiteto/a valenciano/a Santiago Calatrava, tornou-se um símbolo internacional de inovação, expandindo os limites do design futurista. Paralelamente, projetos de planejamento urbano, como a transformação do antigo leito do rio Turia em um parque linear exuberante, redefiniram o espaço público e a sustentabilidade na cidade. Esse equilíbrio entre preservação e design de vanguarda reflete o compromisso de Valência em abraçar a modernidade ao mesmo tempo em que honra suas raízes históricas, tornando-a não apenas uma cidade repleta de história, mas também na vanguarda da prática arquitetônica contemporânea.
Quanto mais oculto e distante, mais magia; quanto mais se vislumbra terra, céu e água, mais mistério. Conhecer seus vilarejos é adentrar o Peru profundo, que possui costa, serra e selva. Além do imenso mar, há o deserto costeiro, as elevadas montanhas definidas pela Cordilheira dos Andes, que atravessa o país de norte a sul, e a vasta selva que abriga a nascente do rio Amazonas. E sobre essa paisagem assentam-se construções e populações de culturas milenares. Sendo assim, imaginem quantas atmosferas ainda restam por descobrir nos encontros mais recônditos desta biodiversidade. A variedade de climas é proporcional aos diferentes tipos de vilarejos: povoados de bruxos, fantasmas, perdidos, flutuantes, de línguas antigas ou esquecidas, de músicos, de pedra, de barro, coloridos...
O “Mapa-Guia Arquitetura Moderna Concepción”, realizado pela Doutora em Teoria e História da Arquitetura, Verónica Esparza, da Universidad San Sebastián, em conjunto com os arquitetos da Universidad del Bío-Bío, Patricio Escobar (responsável pelo projeto gráfico do mapa) e Cristóbal Caro (autor das fotografias), foi uma iniciativa viabilizada pelo apoio da Ilustre Municipalidad de Concepción por meio do Fundo de Iniciativas Culturais Comunais (FAICC), Concurso 2017. O guia apresenta uma seleção de 30 obras e tem como objetivo o reconhecimento e a valorização de exemplos emblemáticos da arquitetura moderna local, sensibilizando o público sobre a importância de conservar este patrimônio vivo que, muitas vezes, é desvalorizado devido à sua proximidade cronológica. Este mapa-guia pretende ser um instrumento educativo que contribua para o reconhecimento de um patrimônio muito presente no cotidiano dos cidadãos.
Se você tem paixão pela fotografia de arquitetura, saiba que Bogotá, a capital colombiana, acumula múltiplas camadas históricas em sua arquitetura: desde obras coloniais até clássicos do período republicano.
Se você está visitando Bogotá pela primeira vez —ou é um(a) bogotano(a) turista em sua própria cidade— recomendamos neste guia de arquitetura 10 lugares da capital colombiana para fotografar o melhor de suas obras.
Construída em um conjunto de 118 pequenas ilhas na rasa Lagoa de Veneza, a cidade de Veneza, na Itália, tem cativado a imaginação de arquitetos e turistas há séculos. A área é habitada desde a antiguidade. Teve grande poder financeiro e marítimo durante a idade média e o período do renascimento, como comprovado pela rica arquitetura que caracteriza a cidade até hoje. Com influências dos estilos bizantino, gótico e renascentista, a cidade representa um palimpsesto de narrativas arquitetônicas, sobrepostas que influenciaram umas às outras. Veneza também se tornou uma grande atração para arquitetos atraídos pela La Biennale di Venezia, que reúne pavilhões nacionais, exposições e eventos sobre temas urgentes relacionados à profissão.
Além da Bienal, Veneza em si é um museu ao ar livre para amantes da arquitetura. Como a cidade é conhecida por seus edifícios históricos, as intervenções modernistas e contemporâneas adicionam uma nova camada de interesse, com muitos arquitetos contemporâneos trabalhando com o tecido histórico, como a intervenção e reabilitação da Fondaco dei Tedeschi da OMA, ou a restauração da Procuratie Vecchie de David Chipperfield, um dos edifícios que definem a Piazza San Marco. Além do que a cidade tem a oferecer, o local da Bienal de Veneza também é marcado por intervenções de arquitetos famosos como Carlo Scarpa, Sverre Fehn e Alvar Aalto, tornadas permanentes devido às suas qualidades excepcionais.
Nova York é um dos lugares mais instigantes do mundo. Como epicentro das artes, mídia e cultura, Nova York tem uma história rica e um futuro promissor, contado principalmente por meio de sua arquitetura. Talvez mais conhecida por edifícios icônicos como o Empire State Building e o Chrysler Building, ou mesmo torres residenciais mega altas como a 432 Park Avenue que estão em ascensão, a cidade também possui uma diversidade de edifícios que contam uma história diferente da big apple.
Doha é a capital do Qatar e a área mais populosa do condado, acomodando mais pessoas do que todo o resto do Qatar. Localizada na costa do Golfo Pérsico, é uma cidade relativamente jovem, fundada nas proximidades de outro povoado, Al Bidda, em algum momento da década de 1820. Nos últimos anos, a cidade tem passado por um rápido crescimento populacional, o que se reflete na paisagem arquitetônica. Durante as décadas de 1960 e 1970, muitos dos bairros antigos de Doha foram demolidos para dar espaço a novos empreendimentos, enquanto uma série de projetos foram implantados para defender a preservação do patrimônio cultural e arquitetônico da cidade.
A capital da Coreia do Sul, oficialmente conhecida como Cidade Especial de Seul, é a maior metrópole do país. De arranha-céus modernos, metrôs de alta tecnologia e expressões da cultura pop a templos, palácios e pagodes tradicionais, Seul é uma mistura cativante entre o antigo e o novo que consegue agradar a todos.
Se você está planejando visitar Seul e aproveitar ao máximo o que esta cidade cheia de vida oferece aos seus moradores e aos turistas, a lista a seguir apresenta 30 projetos únicos para você aproveitar e explorar, oferecendo um ponto de partida para suas idas à metrópole.
Após um difícil período de isolamento, finalmente estamos voltando a circular. Na busca por novas atividades que podem ser realizadas de forma segura, os parques e passeios ao ar livre tem ganhado ainda mais destaque. São Paulo é famosa por ser a "selva de concreto", marcada por sua arquitetura moderna, mas também é possível se deparar com muito verde em seu entorno.
Construída ao longo de três milênios e conhecida como a cidade eterna, Roma abriga um dos mais ricos patrimônios construídos do mundo todo, obras que influenciaram e inspiram arquitetos ainda hoje. Talvez, sua maior peculiaridade esteja nas incontáveis camadas de história que foram sendo sobrepostas ao longo do tempo.
A lista que apresentaremos à seguir tem como principal objetivo mostrar toda a diversidade de sua história. Dispensamos os monumentos mais óbvios e os lugares que todos nós conhecemos para construir uma paisagem mais representativa e profunda de sua pluralidade arquitetônica. Locais onde ainda é possível encontrar a autenticidade na arquitetura, mesmo que em um cenário tão atemporal como a cidade eterna. Roma é, por excelência, a cidade palimpsesto.
Amsterdã é uma das cidades mais belas da Europa. Suas origens estão no século XII, quando pescadores que moravam às margens do rio Amstel construíram uma ponte sobre a hidrovia perto do IJ criando uma grande enseada de água salgada. A maior parte do território da cidade está abaixo do nível do mar e, portanto, em uma porção de terra onde antes era água.
A capital holandesa tem uma forte relação com planejamento urbano, infra-estrutura de ciclismo e pontes, que cruzam os canais junto às antigas casas comerciais que se inclinam em ângulos impossíveis. Conheça, a seguir, 25 lugares em Amsterdã que merecem uma vista.
https://www.archdaily.com.br/pt/933364/guia-de-arquitetura-de-amsterda-25-lugares-para-conhecer-na-capital-holandesaVirginia Duran
Fundada por Walter Gropius em 1919, a Bauhaus passou rapidamente da gloria à angustia. Perseguida durante boa parte dos anos vinte pelo recém fundado partido nazista, a escola foi finalmente fechada em 1933 e seus membros perseguidos e exilados. Muitos dos seus mais talentosos e visionários integrantes migraram para outros países da Europa e América. Tel Aviv foi uma das cidades à receber um considerável contingente de professores da extinta Bauhaus. Fundada em 1909, a recém criada cidade de Tel Aviv estava começando a se desenvolver e atrair interesse da comunidade internacional, firmando-se como um terreno sedutor onde os antigos membros da Bauhaus poderiam aplicar seus novos conceitos. Desde 2003 a cidade de Tel Aviv é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade, a qual conta atualmente com mais de 4.000 edifícios construídos no estilo Bauhaus. No ano passado, como parte das comemorações dos 100 anos da fundação da instituição, a prefeitura da Cidade Branca – em parceria com o governo alemão – inaugurou o White City Center com o principal objetivo de promover a preservação e a salvaguarda da arquitetura bauhausiana na cidade. O White City Center conta hoje com uma série de exposições onde os visitantes podem descobrir e aprender mais sobre a história da Bauhaus e as principais características deste icônico estilo. Se você estiver pensando em ir à Israel, o Bauhaus Center também merece uma visita. Todas às sextas-feiras o instituto organiza uma série de visitas guiadas pela cidade por um valor simbólico. Aqui apresentamos nossa seleção dos seis principais edifícios da Bauhaus que você não pode deixar de visitar quando for à Tel Aviv.
https://www.archdaily.com.br/pt/932712/guia-de-arquitetura-de-tel-aviv-6-edificios-da-bauhaus-na-cidade-brancaThe White City Center
Em 1897 foi instituída a Cidade de Minas Gerais, que em 1901 passou a ser chamada de Belo Horizonte. O projeto urbanístico de Aarão Reis para a capital mineira deu origem à primeira cidade moderna planejada no Brasil. A malha ortogonal que define quarteirões, grandes corredores e diferentes zonas urbanas foi inspirada em outros modelos de cidades, como Paris e Washington, com a presença de ideais modernizantes e republicanos que inspiraram a hierarquização do território.
Eleita Capital Europeia da Cultura em 1994 e Capital Ibero-Americana da Cultura 2017, Lisboa tem sido destino de turistas de muitas partes do mundo nos últimos anos. Com uma programação cultural pujante, a cidade é sede de importantes acontecimentos relacionados à arte, à música, ao cinema, e, como não poderia faltar, à arquitetura. A Trienal de Arquitectura de Lisboa e o Open House - evento que organiza visitas guiadas gratuitas a edifícios marcantes de cidades ao redor do mundo - são alguns desses acontecimentos de relevância no campo arquitetônico, responsáveis por divulgar, debater e refletir questões ligadas à área.
Além de programações ligadas à arquitetura, Lisboa tem visto nos últimos anos o surgimento de novos equipamentos, como museus, centros culturais e teatros, além da requalificação de espaços públicos. A construção ou requalificação dessas estruturas, relacionadas direta ou indiretamente à movimentação cultural na cidade, podem ser controversas, levantando questões como a gentrificação e o aumento do turismo de massa - tema de um artigo publicado anteriormente no ArchDaily Brasil.
Créditos das imagens: Architecture Paste Book (superior esquerda), Leonardo Finotti (inferior esquerda) e Manuel Sá (direita)
Salvador é uma cidade marcada por uma falha geológica que a divide em duas: cidade alta e cidade baixa. Essa diferença de nível de aproximadamente 80 metros originou, desde o início da sua colonização, diferenças de usos e ocupações do solo nesse território - que foram se modificando ao longo dos anos com o desenvolvimento e expansão da cidade. A paisagem soteropolitana não é marcada apenas pela falha geológica, mas também é expressão de diferentes camadas de tempo: a primeira capital do Brasil, que completou 470 anos este ano, teve na sua arquitetura, ao longo da história, exemplares de diversos estilos e vertentes, como o neocolonial, barroco, neoclássico, eclético, moderno e contemporâneo.
Rio de Janeiro dispensa apresentações. Uma cidade de contrastes, tão diversa nas suas pessoas, natureza e arquitetura. Seus edifícios históricos de influência europeia, os ícones modernos do século XX e as recentes obras assinadas por arquitetos internacionais garantem um lugar no mapa da arquitetura mundial e pontuam a paisagem urbana da segunda maior cidade do Brasil.
Barcelona é o berço do urbanismo contemporâneo, uma cidade enriquecida por suas infinitas camadas históricas sobrepostas. Desde os primórdios da Roma antiga, gerações após gerações transformaram esta cidade em palimpsesto, escrevendo e reescrevendo a sua historia ao longo do tempo.
A origem dos primeiros povos que aqui chagaram é até certo ponto, incerta. Entretanto, sabemos que os romanos deixaram marcas indeléveis na capital catalã assim como os visigodos o fizeram em seu tempo. Barcelona passou por um breve período islâmico que ainda pode ser visível na arquitetura de algumas das mais importantes ruas da cidade. Essas antigas histórias permanecem presentes ainda hoje, convivendo para construir uma atmosfera arquitetônica espirituosa. Junto ao coração da cidade, podemos visitar uma catedral de pedra construída no século XIV e logo em seguida visitar ao lado um edifício de arquitetura contemporânea de estrutura metálica e cobertura sinuosa. Talvez não haja cidade no mundo em que podemos experimentar tal tensão temporal como em Barcelona.
https://www.archdaily.com.br/pt/919329/guia-de-arquitetura-de-barcelona-23-lugares-imperdiveis-que-todo-arquiteto-precisa-visitarVirginia Duran
Guia de arquitetura: 12 marcos da independência da Colômbia que todo arquiteto deveria conhecer
Pouco mais de dois séculos se passaram desde os acontecimentos que estabeleceram as bases para a libertação da Colômbia. Hoje em dia, perduram marcas da história materializadas no tempo e na paisagem - palcos de disputas e lutas; lugares que resguardam a identidade história do país.
Em comemoração à independência de nosso vizinho latino, selecionamos 12 lugares emblemáticos relacionados à libertação do país há 207 anos, e que por seu valor estético, histórico e geográfico, realçam os valores da arquitetura e do urbanismo colonial e republicano na Colômbia.
Em 2013, Medellín, na Colômbia, foi considerada a cidade mais inovadora do mundo no concurso City of the Year, organizado pelo The Wall Street Journal, competindo com cidades do nível de Nova Iorque e Tel Aviv.
Embora possa parecer improvável, este prêmio não é tão estranho: nos últimos anos, a cidade se converteu em um dos epicentros tecnológicos e intelectuais de maior influência da Colômbia, sem mencionar o importante desenvolvimento urbano que a cidade vem vivendo desde 2010. As infraestruturas integradas à mobilidade, juntamente com intervenções de alto impacto social, converteram Medellín no centro de debate sobre o crescimento e desenvolvimento das cidades latino-americanas.
Nessa seleção de obras de arquitetura, contamos um pouco da história de uma cidade que apostou na consolidação urbana através de espaços públicos de qualidade e projetos que fomentaram a gestão cidadã apoiando o desenvolvimento de zonas marginais em um processo de reconstrução social em que a arquitetura desempenhou um papel importante como ferramenta de formulação espacial.
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via Kickstarter. Cortesia de Virginia Duran
As cidades oferecem uma riqueza de experiências, referência e pontos turísticos aos visitantes a ponto de estes correrem o risco de serem oprimidos pelo peso da cultura e geografia durante suas viagens. É fácil se perder não só nas peregrinações aos locais icônicos, mas também em função do número de lugares para visitar e coisas para ver, sob a orientação de guias turísticos caros e mapas que enfatizam o consumismo. Contra isso, uma campanha Kickstarter foi lançada para financiar o Architectour Guide - um compêndio dos pontos mais importantes de algumas cidades que lhe ajudará em sua próxima viagem.
"O guia é feito para o explorador urbano, um indivíduo que adora descobrir cidades de uma maneira diferente", explica Virginia Duran, arquiteta e urbanista de Londres, responsável pela campanha. "O Architectour Guide coleta os melhores espaços de uma cidade inspirando viajantes a embarcar em suas viagens de uma maneira única, tornando mais fácil para nós visitar, compreender e fotografar cada um desses lugares. Como conseqüência, nós viajantes estaremos ajudando a manter os edifícios vivos."
No Peru, você não pode viver, passar sem conhecer nem, muito menos, deixar de aprender as lições do legado arquitetônico milenar de alguns do seus tantos sítios arqueológicos - 19.903 para ser mais exato. Estes lugares estão cheios de inspiração, arte, história, lendas, magia do começo ao fim, que vale conhecer e dedicar um tempo para apreciar até os mínimos detalhes. São histórias plasmadas na arquitetura cujos vestígios fomentaram mistérios que talvez nos deixem mais perguntas do que respostas, mas aí está este poder de se encantar que todo o arquiteto saberá aproveitar para seguir viagem com uma visão enriquecida.
Poderíamos escrever belezas, mas é melhor conhecê-las. Assim, esta pequena lista é, mais do que um convite, uma provocação dos sentidos que se dedica a alma do arquiteto-viajante.