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Brasil em Foco: Este mês em arquitetura, habitação, espaços de aprendizagem e vida urbana

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O Foco no Brasil deste mês analisa como a arquitetura e o desenvolvimento urbano se cruzam com questões de habitação, educação, espaço público e mobilidade em todo o país. A seleção deste mês inclui uma aldeia indígena em Maricá reconhecida pelo ONU-Habitat por sua abordagem de habitação adequada, editoriais que examinam campi universitários e cidades planejadas como estruturas para a vida coletiva, e projetos que vão desde a expansão de um aeroporto com estrutura de madeira até um edifício comercial que dialoga com o espaço público de São Paulo e uma residência moldada por sua paisagem. Também estão em destaque a proposta vencedora para a nova sede do Itaú Cultural na Avenida Paulista, o reconhecimento internacional de dois projetos de paisagismo brasileiros e um diagnóstico nacional que aponta lacunas persistentes na infraestrutura para pedestres e na segurança viária.

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Sir Donald Insall, arquiteto e figura de destaque na conservação arquitetônica moderna, falece aos 100 anos

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No dia 11 de outubro de 2026, a Donald Insall Associates anunciou o falecimento de seu fundador, Sir Donald Insall. Descrevendo-o como "um homem de grande tato, charme e humor", o escritório reconheceu sua contribuição para as estruturas, instituições e ferramentas de preservação do patrimônio na Inglaterra, bem como seu conhecimento prático e aplicação do ofício da restauração. Arquiteto, conservacionista, consultor de planejamento, autor e professor, ele liderou um dos principais escritórios de conservação do Reino Unido por quatro décadas após fundá-lo em 1958. Seu escritório realizou a renovação da Kelmscott Manor de William Morris em Oxfordshire e da Kedleston Hall de Robert Adam em Derbyshire, a conservação do centro histórico de Chester e a restauração do Castelo de Windsor após o incêndio de 1992, entre outros marcos britânicos.

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Além da caixa: O que a arquitetura com contêineres acerta e onde deixa a desejar

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Além da caixa: O que a arquitetura com contêineres acerta e onde deixa a desejar - Imagem de Destaque
Edifício de contêineres District 10. Imagem cortesia de Shipping Containers

Usar contêineres marítimos como base para uma estrutura — prática também conhecida como "cargotectura" — parece ser uma abordagem simples para a construção. Uma impressão que, no entanto, pode ser enganosa. Embora seja verdade que os contêineres são um material de construção rápido, econômico e que frequentemente exige menos esforço, além de durável e personalizável, as conversões dessas estruturas também trazem desafios. Sem um planejamento minucioso, o processo de obra pode ser desgastante e os resultados, frustrantes.

Para entender se os contêineres são a escolha certa para um projeto de construção, é importante olhar além de seu apelo industrial e encarar a realidade e as limitações das caixas de aço como material construtivo.

Abrindo espaço para a água: parques inundáveis na América Latina

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Caminhar ao longo de um rio em quase qualquer cidade da América Latina revela trechos que foram retificados, canalizados em concreto, soterrados por avenidas ou relegados aos fundos de áreas industriais e bairros residenciais. Ao longo do século XX, a expansão urbana ocupou gradualmente as margens dos rios e as antigas planícies de inundação, enquanto os cursos d'água eram desviados ou confinados em infraestruturas destinadas a controlá-los. Contudo, a água continuou a retornar. Há décadas, as inundações representam o desastre natural mais frequente na América Latina e no Caribe, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Algumas cidades começaram a reconsiderar o que acontece ao longo dessas margens. No Chile, no México e no Brasil, parques vêm sendo desenvolvidos em leitos de rios, canais de drenagem e outros territórios expostos a inundações. Esses espaços acolhem a água durante as fortes chuvas, ao mesmo tempo que oferecem áreas de lazer, circulação e convivência na maior parte do ano. O projeto desses espaços também transforma a forma como as comunidades do entorno acessam territórios antes associados a enchentes, poluição ou uso público restrito.

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Ágoras urbanas: Como as pistas de skate podem devolver o espaço público à cidade

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Criado por surfistas da Califórnia que queriam trazer as linhas do surfe para o asfalto, o skate logo superou seu papel de mera alternativa para os dias sem ondas. Estabeleceu-se como uma prática que lê a cidade sob uma lógica diferente, reinterpretando degraus, corrimãos, muros e espaços intersticiais como possíveis linhas, desafios e oportunidades. Ao longo do tempo, evoluiu para uma cultura urbana global, uma forma de habitar e transformar o espaço público por meio do movimento. O que antes era marginal tornou-se um catalisador para a coesão comunitária e para novos usos em espaços negligenciados. Em sua essência, o skate revela como diversas cidades coexistem dentro de uma mesma cidade, a depender de quem se desloca por ela e de como cada pessoa é capaz de reinterpretar o que está ao seu redor.

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Agilidade Incorporada e a Arquitetura do Ciclo de Vida Infinito

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Embora a arquitetura frequentemente responda a um programa de necessidades específico, considerando áreas, contextos e diversas condicionantes econômicas e técnicas, os edifícios raramente permanecem os mesmos ao longo de sua vida útil. Programas, dinâmicas espaciais e as necessidades dos/as usuários/as se transformam, assim como as condições ambientais, econômicas e tecnológicas, exigindo intervenções que provavelmente não foram previstas no início do projeto. Estruturas de aço tornam possível conceber uma arquitetura capaz de crescer, se transformar, ser desmontada e remontada. Sua precisão dimensional, componentes industrializados e o potencial de conexões mecânicas viabilizam o projeto de sistemas abertos preparados para futuras intervenções.

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No Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres: "A resiliência começa em casa"

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Todos os anos, em 13 de outubro, o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres (IDDRR) chama a atenção para as formas como as comunidades podem reduzir a exposição e a vulnerabilidade a perigos. Instituída pela Organização das Nações Unidas em 1989, a data oferece uma oportunidade para refletir sobre como governos, comunidades e profissionais podem fortalecer a preparação e a resiliência antes que os desastres ocorram. Para a edição de 2026, o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) escolheu "A Resiliência Começa em Casa" como tema, colocando a habitação no centro da campanha deste ano.

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OMA / Jason Long transforma a histórica fábrica de café Folger de Houston em uma escola de música e artes

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Tiveram início as obras da Frank Liu Jr. Academy for Music and Arts (FLAMA) em Houston, Texas, projetada pelo OMA, sob a liderança do sócio Jason Long, com o escritório RDLR Architects como arquiteto de registro e o SWA Group responsável pelo projeto de paisagismo. O projeto consiste na reconversão e reuso adaptativo da histórica fábrica de café J. A. Folger & Co., da década de 1930, em Houston, transformada em um espaço educacional voltado às artes. A instalação de 6.050 m² será uma escola pública autônoma (charter school) de matrícula aberta e gratuita, atendendo a estudantes desde a educação infantil até o oitavo ano do ensino fundamental. O edifício localiza-se ao longo do corredor Buffalo Bayou East, em Houston, logo em frente ao Turkey Bend, um projeto de paisagismo assinado por Reed Hilderbrand com NADAAA e Rogers Partners que reimagina a antiga orla industrial como uma rede de espaços públicos e paisagens adaptadas a enchentes. A conversão da antiga fábrica de café faz parte de uma transformação mais ampla da região, com previsão de inauguração para agosto de 2027.

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Guia de Arquitetura da Cidade do México: 38 projetos de Tenochtitlán ao século XXI

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A Cidade do México é uma vasta metrópole de temporalidades sobrepostas, onde a arquitetura atua como uma negociação contínua entre uma história profundamente enraizada e uma intensa mutação urbana. Construída sobre os vestígios aquáticos de Tenochtitlán, a malha urbana é um diálogo contínuo entre eras: a escala monumental do Templo Mayor pré-hispânico e a arquitetura vice-reinal da Catedral Metropolitana coexistem com os impulsos modernos e contemporâneos que definem seu perfil urbano. Essa justaposição densa cria um cenário urbano único, onde a geografia sagrada, a imposição colonial e a ambição do século XX se cruzam.

Os meados do século XX marcaram uma era definitiva de experimentação, forjando um modernismo mexicano que sintetizou com maestria o racionalismo estrutural internacional com a identidade e a materialidade locais. Essa síntese é simbolizada pela vasta integração plástica entre arte e arquitetura na Ciudad Universitaria, pela poesia estrutural das cascas paraboloides hiperbólicas de Félix Candela e pelo brutalismo cru e monumental de Teodoro González de León e Abraham Zabludovsky. Paralelamente, o domínio íntimo e introspectivo de Luis Barragán e Juan O'Gorman redefiniu o espaço doméstico, experimentando com a luz, as cores vernáculas e a honestidade tectônica para criar espaços de profunda quietude espacial.

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A vida cultural das cores nos interiores latino-americanos

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Uma cor tem uma biografia. Ela pode ter uma origem, mas também se transformar. Pode transitar entre materiais e disciplinas, de uma prática local para a arquitetura, do ordinário ao simbólico. Pode perder uma associação e adquirir outra, ou persistir sem que ninguém a considere conscientemente como algo cultural. Sua vida se desenrola a partir das condições em que é produzida, utilizada, repetida e habitada. À medida que essas condições mudam, transformam-se também os significados que ela pode carregar.

O interior é o local onde essas histórias convergem. A cor dentro de um cômodo pode carregar vestígios de um território, de uma prática material, de um clima ou de uma história de habitação. Sua presença não depende necessariamente de uma intenção de representar qualquer um desses aspectos.

A cor pode passar a integrar um lugar pela continuidade dos materiais e dos modos de vida, adquirindo um significado que extrapola a superfície na qual se apresenta.

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"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel

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Tsuyoshi Tane é um arquiteto japonês nascido em 1979 em Tóquio e radicado em Paris, onde fundou o ATTA – Atelier Tsuyoshi Tane Architects em 2006. Com atuação em projetos culturais, institucionais e de paisagismo, Tane desenvolveu uma abordagem arquitetônica que posiciona a memória como diretriz fundamental do projeto. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, gravada em seu estúdio em Paris, ele reflete sobre a arquitetura como uma disciplina de observação e pensamento, argumentando que o design significativo surge de uma leitura atenta dos vestígios contidos em um terreno. Para ele, a arquitetura não é produzida a partir de uma tela em branco, mas começa com uma investigação sobre o que já existe física, cultural e emocionalmente sob a superfície de um lugar.

"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 1 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 2 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 3 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 4 of 4Um lugar lembra o que aconteceu: Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Mais Imagens+ 3

“Cidades são armas mentais”: Utopian Hours 2026 retorna a Turim com Sir Peter Cook e uma programação sobre o "fazer cidade"

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A segunda parte do Utopian Hours 2026, festival internacional de city-making, será realizada em Turim nos dias 16 e 17 de outubro. Após um primeiro capítulo em Roterdã, o festival celebra sua edição de décimo aniversário retornando à sua cidade natal, na Itália. A programação e o projeto cultural do evento foram concebidos para explorar como as cidades podem responder de forma criativa aos desafios sociais, ambientais e políticos do século XXI. O festival Utopian Hours é organizado desde 2017 pela Stratosferica, uma associação cultural sem fins lucrativos dedicada a produzir e compartilhar conhecimento urbano por meio de conteúdos sobre a evolução das cidades, estratégias de comunicação urbana, eventos, engajamento comunitário (community building) e placemaking.

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Integração da proteção solar como estratégia de envoltória

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Ondas de calor estão se tornando cada vez mais frequentes em todo o mundo, levando arquitetos e arquitetas a reconsiderarem como as envoltórias dos edifícios são concebidas e projetadas. O foco não está mais apenas em limitar a perda de calor durante os meses mais frios, mas também em controlar a quantidade de calor que entra nas edificações durante períodos de radiação solar intensa. Ao compreender o sombreamento solar como uma decisão de projeto — e não como um elemento meramente decorativo ou de condicionamento interno —, ele passa a integrar as estratégias passivas de eficiência energética, que podem contribuir para o conforto térmico e visual ao mesmo tempo em que reduzem a demanda por resfriamento.

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Projetando o entre-lugar: da visão de bairro à política urbana em Barcelona

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Na Europa, as cidades enfrentam o desafio de adaptar as condições urbanas existentes às mudanças climáticas e a verões cada vez mais quentes ao mesmo tempo em que buscam melhorar o acesso à natureza, a espaços públicos de qualidade e aos recursos necessários para a vida diária. O ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe que atua em nove cidades europeias, aborda esse desafio por meio de estratégias de renaturalização urbana em escala de bairro. Ao conectar diretrizes para bairros completos, espaços comunitários e soluções baseadas na natureza para cidades, o projeto em Barcelona analisa como a adaptação climática pode ser integrada aos espaços residuais e periféricos do cotidiano. Como parte de uma série que acompanha o ReGreeneration pelas cidades participantes, este artigo se volta para Barcelona, onde o projeto atua no bairro de Trinitat Nova para explorar como pequenos espaços urbanos, frequentemente negligenciados, podem contribuir para modelos de regeneração mais amplos.

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O futuro como propaganda: a arquitetura soviética no Cazaquistão e o imaginário de uma nova era

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Praticamente todos os livros de história registram 1961 como o ano em que a humanidade chegou pela primeira vez ao espaço, um feito que colocou a União Soviética no centro da corrida espacial. O que nem todos sabem é que a jornada de Yuri Gagarin começou em um lugar aparentemente improvável, mais precisamente no Cazaquistão. Do Cosmódromo de Baikonur, Gagarin partiu para além da Terra, inaugurando não apenas uma nova era de exploração espacial, mas também uma história de tecnologia e ambição que transformaria essa paisagem.

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Arquitetura do Cuidado: 6 espaços não construídos para a infância da comunidade ArchDaily

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Conforme as cidades se transformam, nossas expectativas sobre elas também mudam. Cada vez mais, as pessoas demandam espaços de acolhimento: locais públicos abertos a todas as idades e gêneros, a natureza ao alcance de todas as classes sociais e ambientes que promovam o convívio. Poucas premissas de projeto sintetizam tão bem esses anseios quanto os espaços voltados para a infância. Esta seleção de projetos não construídos, enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, apresenta diferentes abordagens para uma arquitetura baseada no cuidado. Escolas, creches, uma biblioteca, um centro de juventude e um novo modelo de orfanato assumem a missão de proporcionar um ambiente seguro e estimulante para as crianças em todas as etapas de seu desenvolvimento. Ainda não construídas, mas cuidadosamente projetadas, essas propostas oferecem um vislumbre de espaços de brincar, aprender e acalmar que alimentam a criatividade no design para pessoas de todas as idades.

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ONU-Habitat reconhece cinco abordagens para moradia adequada com o Prêmio Pergaminho de Honra de 2026

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A ONU-Habitat anunciou os cinco premiados do Scroll of Honour Award de 2026, reconhecendo contribuições para a habitação adequada e o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, Myanmar, Paquistão, Tunísia e Reino Unido. Os vencedores deste ano incluem uma organização de habitação que trabalha com comunidades afetadas por conflitos e deslocamentos forçados, um/a pesquisador/a que desenvolve materiais de construção a partir de resíduos locais e de mineração, uma aldeia indígena no Brasil, uma agência de habitação pública no Paquistão e o prefeito de Londres, Sadiq Khan. Selecionados entre 101 candidaturas enviadas de toda a África, Ásia, Europa e Américas, os premiados representam uma variedade de abordagens para enfrentar os desafios de habitação e desenvolvimento urbano.

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Nova sala de concertos da Colburn School, projetada por Frank Gehry, será inaugurada em 25 de setembro de 2027

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A expansão de 9.300 metros quadrados (100.000 pés quadrados) do campus da Colburn, projetada por Frank Gehry, será inaugurada em 25 de setembro de 2027, com um evento no novo Terri and Jerry Kohl Hall, uma sala de concertos em formato circular com capacidade para 1.000 pessoas. A Colburn é uma escola de música e dança em Los Angeles, em um campus no centro da cidade que recebe cerca de 10.000 pessoas semanalmente. A instituição oferece formação em artes cênicas, além de promover anualmente mais de 500 apresentações de música e dança abertas ao público. As primeiras imagens do projeto foram divulgadas em 2022. A expansão triplica as instalações atualmente dedicadas à dança e abrigará o Trudl Zipper Dance Institute da Colburn. O edifício, com acabamento em revestimento rosa metálico, está localizado ao lado do campus da Grand Avenue da Colburn, no centro de Los Angeles, e deve ter suas obras concluídas no verão do hemisfério norte de 2027.

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Terras Planas, Água Oculta: Arquitetura sobre Terras Conquistadas

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As terras conquistadas à água são frequentemente apresentadas como um novo solo: plano, disponível e pronto para a arquitetura. Elas prometem mais espaço às cidades onde a terra é escassa, permitindo-lhes estender frentes de água e construir distritos culturais. Em alguns casos, essas novas áreas conquistadas também se convertem em centros financeiros, dão origem a parques e projetam futuros além dos limites do território existente. No entanto, a terra conquistada nunca é apenas terra. Trata-se de uma superfície de engenharia, produzida por meio de aterros, diques, sistemas de drenagem e estabilização do solo — uma negociação de longo prazo com a água que ela afirma ter deslocado.

Isso faz da conquista de terras uma das fantasias espaciais mais poderosas e ambíguas da arquitetura. Por um lado, oferece liberdade: uma tábula rasa onde ruas e edifícios podem ser planejados praticamente do zero. Por outro, essa aparente liberdade esconde uma dependência. A terra construída deve constantemente se provar como solo firme. Ela precisa resistir a inundações, suportar fundações, nutrir árvores e sustentar a vida pública sobre um terreno que antes simplesmente não existia.

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De relíquia a infraestrutura: os sistemas hídricos históricos da Índia podem voltar a funcionar?

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Os stepwells da Índia costumam ser encontrados após o fim de suas vidas úteis. São fotografados, restaurados e interpretados como evidências de uma cultura da água que outrora existiu. Sob as pedras esculpidas e as escadarias descendentes, reside uma questão prática: o que acontece quando uma estrutura construída para gerenciar a água é reativada? À medida que as cidades indianas enfrentam estresse hídrico, chuvas sazonais e pressão sobre os sistemas municipais, pesquisadores/as e projetos de restauração analisam se as estruturas tradicionais de água podem voltar a funcionar.

A arquitetura tradicional da água raramente era um objeto isolado. Em Ahmedabad, a gestão dos recursos hídricos estava integrada à própria organização da cidade. Nos pols históricos (bairros residenciais tradicionais), poços, pátios e as Tankas subterrâneas faziam parte de um sistema distribuído de armazenamento de água doméstico e comunitário. Um estudo de 2026 publicado na revista Built Heritage estima que quase 10.000 Tankas ainda possam existir em Ahmedabad, muitas localizadas sob pátios residenciais.

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Quando mais material não significa melhor desempenho

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Na história dos Três Porquinhos, a escolha do material determina o destino de cada casa. O sopro do lobo derruba as estruturas feitas de palha e madeira, enquanto a casa de tijolos permanece de pé. A moral é que, quanto mais sólida a construção, maior sua capacidade de resistência. Um edifício, no entanto, precisa responder a questões muito menos simples. Permanecer de pé continua sendo essencial, mas calor, luz, ar e som não são forças que necessariamente precisam ser bloqueadas. Às vezes, a luz solar deve ser evitada; em outras, a luz natural precisa entrar. Reter o calor pode ser desejável no inverno e contraproducente no verão. O ar precisa circular, o som pode precisar ser absorvido, e as condições que determinam essas respostas mudam ao longo do dia, das estações e da própria vida útil da edificação. Mais material não significa necessariamente um melhor desempenho. Em alguns casos, pode simplesmente adicionar complexidade sem melhorar a forma como o edifício responde.

Os escritórios de arquitetura da Bélgica pelas lentes de Marc Goodwin

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O fotógrafo Marc Goodwin expandiu seu Atlas of Architectural Atmospheres para a Bélgica, registrando os espaços de trabalho de escritórios de arquitetura em Antuérpia, Bruxelas e Gante. A série inclui grandes escritórios, como B-architecten, POLO e Binst Architects, além de escritórios de menor escala, como Studio Okami, Stand Van Zaken e Bruno Spaas Architectuur. Muitos deles ocupam edifícios com múltiplas camadas históricas, que vão de antigas oficinas a cinemas, e de depósitos a estruturas à beira-mar.

Além de fotografar os estúdios, Goodwin fez a mesma pergunta a cada escritório: "O que constitui um bom espaço de escritório e uma boa cultura de trabalho para você?" Suas respostas acompanham as imagens, oferecendo uma perspectiva de como os/as arquitetos/as definem a atmosfera de seus ambientes de trabalho. O Studio Okami descreve seu local de trabalho como um "home office fora de casa", enquanto o Brut destaca o papel das refeições compartilhadas e da vegetação para suavizar o espaço de sua cobertura.

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Design Week México 2026: um diálogo entre a identidade, o artesanato e o futuro do design na América Latina

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Até 11 de outubro de 2026, a Cidade do México se transforma mais uma vez em um epicentro global de inovação e excelência criativa com a abertura da Design Week México 2026 (#DWM26). Esta edição adota uma visão curatorial mais ampla e diversa, convidando tanto o público quanto profissionais do design a refletirem sobre a disciplina a partir de perspectivas globais, fluidas e inclusivas que vão além das abordagens tradicionais.

Moradia como um direito humano e uma exposição que reavalia Le Corbusier: o resumo da semana

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A semana começou com o Dia Mundial da Arquitetura, chamando a atenção para a crise global de moradia como um elemento fundamental da dignidade humana, inclusão e bem-estar. Em uma mensagem conjunta entre a UIA e as Nações Unidas, o apelo deste ano é para concentrar os esforços da disciplina na construção não apenas de estruturas residenciais, mas também de sistemas para melhor distribuir e utilizar o que já existe, com propostas que possibilitem novas formas de viver e alternativas para uma indústria mais sustentável. Em sintonia com esse conceito, destacamos três projetos onde o reuso e a representação convergem, e outros três que ajudam a estabelecer um diálogo entre o que consideramos antigo e o que podemos esperar do novo. No radar desta semana, encontramos também uma oportunidade para reexaminar os cânones da arquitetura moderna na Suíça, o início da construção de um edifício translúcido, mas resistente a furacões nos Estados Unidos, e o projeto vencedor para um complexo urbano de uso misto na Áustria.

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