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Arquitetos: R+R Architects
- Área: 6000 ft²
- Ano: 2026


No coração do distrito de Navrangpura, em Ahmedabad, na Índia, ergue-se o Estádio Sardar Vallabhbhai Patel. Muito mais do que um campo de críquete, o estádio representa um dos primeiros experimentos da Índia em arquitetura pública modernista. Construída nas décadas que se seguiram à independência do país, a estrutura tornou-se não apenas um marco da engenharia, mas também um espaço público de destaque na malha urbana de Ahmedabad. Apesar do significado arquitetônico e histórico do edifício, bem como de sua profunda inserção na vida cotidiana da comunidade, a estrutura sofreu uma degradação física significativa devido a décadas de manutenção precária e falta de recursos. Essa fragilidade foi justamente o que atraiu a atenção internacional. Em 2020, o World Monuments Fund (WMF) incluiu o Estádio Sardar Vallabhbhai Patel no World Monuments Watch, uma lista global que destaca sítios de patrimônio cultural que enfrentam desafios urgentes de preservação.


Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.


Fundado em 2015 em Ahmedabad por Anand Sonecha, o SEAlab é um escritório moldado por um envolvimento lento e contemplativo com o lugar, a proporção e a participação. Reconhecido como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio constrói com materiais simples e técnicas locais, buscando criar ambientes que são tanto vivenciados quanto vistos. Esse ethos tornou-se particularmente tangível em Gandhinagar, onde a Escola para Crianças Cegas e com Deficiência Visual não começou como uma instituição projetada sob medida para esse fim. A escola funcionava em um edifício escolar de ensino fundamental já existente, com salas de aula posicionadas acima dos dormitórios e doze crianças compartilhando um único quarto. O espaço era limitado, assim como as oportunidades de crescimento. O novo edifício acadêmico era necessário para expandir a capacidade, melhorar as condições de vida e apoiar uma maior independência dos/as estudantes.


