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Guia de arquitetura de Tashkent: dez edifícios do modernismo híbrido soviético

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Situada ao longo da histórica Rota da Seda na Ásia Central, Tashkent é uma cidade com uma longa história que remonta a milhares de anos. Sua arquitetura histórica é conhecida pelos pátios, cúpulas e cerâmicas azuis, típicos do patrimônio timúrida. Hoje capital do Uzbequistão, a cidade foi incorporada ao Império Russo no século XIX, antes de se tornar uma república soviética. Durante o período em que integrou a União Soviética, a cidade transformou-se em um modelo de modernização, celebrando as conquistas socialistas na Ásia. Um terremoto devastador em 1966 acelerou esse processo à medida que a cidade era reconstruída, dando origem a muitos dos monumentos modernistas pelos quais Tashkent é conhecida hoje.

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Primeira Casa de Ópera de Busan, do Snøhetta, aproxima-se da conclusão

Comissionada em 2012 após um concurso internacional de projetos, a Ópera de Busan, projetada pelo escritório Snøhetta, está em construção na orla do Porto Norte da cidade, com as obras principais previstas para conclusão no final de 2026 e abertura planejada para 2027. Concebido como a primeira casa de ópera na segunda maior cidade da Coreia do Sul, o projeto redefine a tradicional casa de ópera como uma instituição cívica aberta e inclusiva. Em vez de funcionar apenas como um local de espetáculos, o edifício é concebido como um destino público que promove o uso cotidiano, a experiência coletiva e o engajamento cultural de longo prazo na paisagem urbana em constante evolução de Busan.

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Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily

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"Sabemos que não nascemos para morrer", dizia frequentemente o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. "Nascemos para continuar." Na arquitetura, essa ideia de continuidade está no cerne do patrimônio — não como uma herança estática, mas como algo que resiste, se transforma e é constantemente reinterpretado. No entanto, o que continua e o que se permite desaparecer nunca é algo neutro. As decisões sobre preservação são moldadas pelo poder, pela memória e pelo valor, levantando uma questão fundamental para a prática contemporânea: quem define o que vale a pena ser levado adiante, e para quem?

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Dia Mundial das Áreas Úmidas 2026: Integrando Conhecimentos Tradicionais para a Resiliência Climática

Celebrado anualmente em 2 de fevereiro, o Dia Mundial das Zonas Úmidas marca a adoção da Convenção de Ramsar em 1971, estabelecendo uma estrutura internacional para reconhecer o papel dessas áreas úmidas na proteção ambiental e no desenvolvimento sustentável. A edição de 2026 tem como tema "Zonas úmidas e conhecimento tradicional: Celebrando o patrimônio cultural", chamando a atenção para a relação duradoura entre os ecossistemas dessas regiões e as práticas culturais, sistemas de conhecimento e estruturas de governança desenvolvidos por comunidades ao longo dos séculos. O tema destaca como o conhecimento ecológico herdado, frequentemente incorporado em rituais, calendários sazonais, práticas de uso da terra e organização espacial, moldou interações resilientes entre os assentamentos humanos e as paisagens hídricas.

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DAM Preis 2026 é concedido a Peter Grundmann Architekten pelo ZK/U Center for Art and Urbanistics em Berlim

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A 20ª edição do DAM Preis 2026 foi concedida ao escritório Peter Grundmann Architekten pelo ZK/U Center for Art and Urbanistics, um projeto de reutilização adaptativa em Berlim, na Alemanha. O projeto transforma um antigo galpão térreo em uma estação de carga em Berlin-Moabit em um ponto de encontro cultural. O júri reconheceu a abordagem transformadora da equipe de arquitetura, destacando o uso de uma quantidade de trabalho manual acima da média e um orçamento modesto para envolver o pavilhão existente em uma estrutura leve de aço e vidro, além de adicionar um pavimento extra. Desenvolvido em estreita colaboração com a associação sem fins lucrativos KUNSTrePUBLIK e. V., o projeto apoia uma ampla programação pública estabelecida na antiga estação de carga desde 2012, incluindo exposições, performances, residências artísticas, oficinas de reparo, feiras de bairro e exibições públicas. O escritório Peter Grundmann Architekten foi selecionado por meio de uma licitação de âmbito europeu e contratado para construir a aclamada ampliação em 2019.

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Conforto ambiental como condição de interior na arquitetura sul-americana

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Em toda a América do Sul, o conforto ambiental é compreendido não como uma condição interna estática, mas como algo moldado através do espaço. Em regiões marcadas pelo calor, umidade, luz solar intensa e variações sazonais, a arquitetura há muito tempo se apoia em decisões espaciais para amenizar o clima e acolher a vida cotidiana. O conforto surge da maneira como os interiores são abertos, sombreados, ventilados e habitados ao longo do tempo.

Em vez de isolar os espaços internos de seu entorno, muitos projetos contemporâneos na região cultivam o conforto por meio da profundidade, da porosidade e de zonas intermediárias. A luz é filtrada, e não maximizada; o ar é direcionado por aberturas alinhadas e vazios; e os limiares se transformam em espaços ativos de uso, em vez de bordas residuais. Tais estratégias não buscam um controle ambiental uniforme, mas produzem interiores que permanecem amenos, adaptáveis e intimamente sintonizados com as mudanças nas condições climáticas. Nesse contexto, o conforto ambiental torna-se indissociável da experiência espacial.

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Emoldurando a vida através de vazios e varandas: A arquitetura de pk_iNCEPTiON

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Fundado como um escritório que atua na interseção entre arquitetura e projetos de base comunitária, o pk_iNCEPTiON está sediado em Maharashtra, Índia. O estúdio, um dos vencedores do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, desenvolve escolas rurais, casas, bibliotecas e edifícios públicos, sempre com foco na organização espacial e na adaptabilidade. Atuando em diversos contextos sociais e climáticos, o pk_iNCEPTiON aborda o projeto com uma atenção minuciosa ao movimento, à escala e à relação entre a forma construída e o espaço livre.

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A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa

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Uma mesa longa pode ser colocada em quase qualquer lugar e ainda desempenhar a mesma função. Ela pode se estender sob a cobertura de um mercado, alinhar-se ao refeitório de uma escola ou ocupar o centro de uma sala de estar compartilhada, alterando imediatamente a temperatura do ambiente.

É por isso que a mesa longa é menos um objeto e mais um instrumento espacial. Ela não garante uma conexão e raramente parece "inclusiva" por padrão. Em vez disso, estabelece condições: uma borda compartilhada, um ritmo comum de chegada, um campo de visibilidade mútua ou uma regra que transforma o ato de comer em uma cena compartilhada. Estudos sobre alimentação descrevem essa prática como comensalidade, o ato de comer junto e a ordem social que ele pode criar, reforçar ou contestar. No entanto, o que importa aqui não é uma dimensão específica ou a função da mesa, mas a maneira como uma superfície longa comporta a diferença, a conversa e o silêncio; a intimidade e a distância; a decisão de se juntar e o direito de hesitar.

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Por dentro da arquitetura contemporânea do Cazaquistão: Explorando a obra do NAAW

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Selecionado como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório NAAW representa uma nova geração de estúdios de arquitetura que estão remodelando a prática contemporânea na Ásia Central. Fundado em 2019 por Elvira Bakubayeva e Aisulu Uali, o estúdio atua na interseção entre pesquisa, colaboração interdisciplinar e experimentação espacial, posicionando a arquitetura como uma ferramenta de reflexão e um agente ativo na construção da identidade cazaque contemporânea.

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Salone del Mobile anuncia diretrizes para 2026 e nomeia o OMA para projetar o masterplan do "Salone Contract"

O Salone del Mobile.Milano anunciou as diretrizes para sua 64ª edição, programada para acontecer de 21 a 26 de abril de 2026, na Fiera Milano, Rho. O evento reunirá mais de 1.900 expositores/as de 32 países em uma área de exposição superior a 169.000 metros quadrados, evidenciando a escala contínua e o alcance internacional da feira. Para além de sua dimensão quantitativa, o Salone 2026 se posiciona como uma infraestrutura cultural e econômica em evolução, cada vez mais estruturada em torno de estratégias de longo prazo, em detrimento de eventos isolados. A programação reflete uma ênfase crescente na acessibilidade, profundidade curatorial e diálogo intersetorial, apontando para o papel do Salone não apenas como um mercado para o setor, mas também como uma plataforma onde o pensamento arquitetônico, a produção industrial e as dinâmicas globais se cruzam em um sistema único e coordenado.

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A uma semana de Milão Cortina 2026: A Olimpíada Cultural expande os Jogos por meio de um programa artístico e público descentralizado

A praticamente uma semana do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, o comitê organizador divulgou informações oficiais sobre a Olimpíada Cultural do evento: um programa de arte e cultura que acompanha os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O programa é reconhecido pelo COI como um dos três pilares do Movimento Olímpico, ao lado do esporte e da educação. Concebida como uma ampla plataforma que envolve territórios, instituições e comunidades por toda a Itália, a Olimpíada Cultural busca destacar os Alpes Italianos e o patrimônio cultural de Milão, ao mesmo tempo em que promove os valores olímpicos por meio da arte, da história e da participação ativa além dos locais de competição oficiais.

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Fórum, Depósito, Labirinto: Rumo a uma ecologia plural de museus

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato para ensaios baseados em argumentos sobre questões críticas que moldam nossa área.

Tradicionalmente, a visita a um museu é uma ocasião programada, com uma sequência claramente roteirizada. A chegada é marcada de forma cerimonial — por escadarias monumentais ou limiares, por bilheterias e balcões de informações, por um audioguia e um conciso prefácio institucional sobre missão e história. Esse caráter deliberado de "ocasião especial" decorre da forma como os museus foram concebidos por muito tempo: intencionalmente excepcionais, rigidamente curados e organizados em torno de um arco narrativo específico. Nesse modelo, o museu assume uma voz de autoridade — seu conhecimento é profundo, validado e deve ser respeitado, não contestado —, enquanto a arquitetura e a coreografia reforçam uma maneira única de entrar, aprender e lembrar.

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Prêmio OBEL revela "Systems’ Hack" como tema de sua edição de 2026

©OBEL Foundation

A Fundação OBEL anunciou "Systems' Hack" como o foco de seu ciclo de 2026, estabelecendo a estrutura conceitual que orientará as atividades da fundação e a seleção do próximo Prêmio OBEL. Fundada em 2019, a OBEL reconhece o potencial da arquitetura de atuar como um agente tangível de mudança social e ecológica positiva, apoiando abordagens que expandem a forma como o ambiente construído é definido e moldado. O tema de 2026 convoca a arquitetura a se engajar criticamente com os sistemas que sustentam a sociedade contemporânea, incluindo infraestrutura, energia, alimentação, água, educação e informação, e a examinar como essas redes interconectadas podem ser reconfiguradas em resposta a desafios globais acelerados.

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Arquitetura cívica se abre para a cidade enquanto a atenção global se volta para a África: O resumo da semana

A compilação de notícias desta semana começa com duas celebrações internacionais, o Dia Internacional da Energia Limpa e o Dia Internacional da Educação, juntamente com uma importante descoberta arqueológica em Fano, Itália, onde escavações revelaram uma basílica descrita por Vitrúvio, conectando o discurso arquitetônico contemporâneo com uma profunda continuidade histórica. No panorama mais amplo das notícias de arquitetura desta semana, surge um tema central em torno do avanço de uma arquitetura cívica concebida como infraestrutura aberta e voltada ao público, com projetos culturais e institucionais cada vez mais desenhados para fortalecer sua relação com a cidade e com a vida urbana cotidiana. Ao mesmo tempo, as atenções globais se voltam novamente para a África, onde infraestruturas de transporte em grande escala e a conservação de marcos modernistas refletem o interesse na região e a reavaliação do patrimônio arquitetônico do continente. Complementando essas narrativas, os destaques desta semana também incluem um novo modelo para distritos urbanos sem carros, paisagens públicas de cocriação baseadas no conhecimento indígena e um empreendimento residencial que responde ao contexto regional, refletindo como a arquitetura está negociando o espaço público, a responsabilidade cívica e a identidade territorial em diversas geografias.

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Hotéis, balneários e trens: a arquitetura do turismo do século XX com Macarena Cortés

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Macarena Cortés, autora de ⁠Turismo y Arquitectura Moderna en Chile⁠, um olhar sobre a arquitetura que permitió tornar o Chile um país turístico desde meados dos años trinta por meio da publicidade ferroviária.

Níall McLaughlin recebe a Medalha de Ouro Real de Arquitetura do RIBA 2026

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O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou que o arquiteto, educador e escritor irlandês Níall McLaughlin receberá a Royal Gold Medal de Arquitetura de 2026. Concedida em nome de Sua Majestade, o Rei, a Royal Gold Medal está entre as principais distinções internacionais da arquitetura, reconhecendo uma contribuição contínua para o avanço da disciplina por meio de obras construídas, educação e discurso crítico. Ao anunciar a premiação, o RIBA destacou a influência de longa data de McLaughlin na prática e na pedagogia arquitetônica, citando uma carreira que se estende por mais de três décadas e reflete um compromisso constante com as dimensões cultural, ambiental e social da arquitetura.

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Projetando ruas sob a ótica do cuidado

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Ao refletir sobre a cidade moderna, Walter Benjamin descreveu o flâneur, uma figura que caminha sem destino definido, atenta aos detalhes, aos encontros casuais e às narrativas que emergem do espaço urbano. Esse modo de estar na cidade, moldado pela observação e pela abertura ao inesperado, há muito tempo está em tensão com os ideais racionalistas e funcionalistas que passaram a orientar o planejamento urbano ao longo do século XX. Ruas projetadas prioritariamente para a eficiência e o fluxo raramente deixam espaço para desvios, pausas ou para a coexistência de diferentes ritmos de vida.

Jane Jacobs também foi uma das vozes a contestar essa lógica predominantemente racionalista, argumentando que ruas verdadeiramente vibrantes são aquelas capazes de sustentar a diversidade da vida cotidiana, suas trocas informais e as formas de cuidado e vigilância natural que delas emergem. O que essas reflexões compartilham é uma percepção fundamental: as ruas não são meras infraestruturas de circulação, mas ecossistemas sociais, moldados pelas relações, usos e encontros que nelas ocorrem.

Foster + Partners planeja desenvolvimento urbano impulsionado por aeroporto nos arredores de Luanda, Angola

Foster + Partners, em colaboração com o Ministério dos Transportes de Angola, revelou o plano diretor para a Aerotrópole de Icolo e Bengo, um desenvolvimento de grande escala planejado no entorno do recém-concluído Aeroporto Internacional Dr. Antônio Agostinho Neto. A proposta organiza programas de negócios, pesquisa, residencial e hotelaria dentro de uma estrutura orientada pelo paisagismo e estruturada ao redor do aeroporto. O desenvolvimento está planejado para ocorrer em fases, começando pelo distrito empresarial e cultural localizado ao norte do terreno.

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David Chipperfield Architects divulga novas imagens da Arena Milano Santa Giulia antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

O escritório David Chipperfield Architects divulgou novas imagens da Arena de Hóquei no Gelo de Milão, uma das sedes esportivas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026. O projeto, atualmente em fase de testes, foi encomendado à Arup e ao David Chipperfield Architects em 2021. As primeiras imagens da arena em formato de anfiteatro elíptico foram divulgadas em 2022, antes do início da construção em 2023, cuja conclusão estava prevista para 2025. O novo espaço para eventos esportivos e culturais tem capacidade para 16 mil pessoas (12.000 sentadas e 4.000 em pé) e é a peça central de um projeto mais amplo de revitalização urbana originalmente desenvolvido pelo escritório Foster + Partners para Milano Santa Giulia, um distrito no sudeste de Milão, a poucos quilômetros do centro da cidade e conectado à rede ferroviária de alta velocidade e a rodovias.

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Experimentação, aprendizado e evolução no projeto de arquitetura: conheça o WORKac

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WORKac é um escritório com sede em Nova York fundado em 2003 por Amale Andraos e Dan Wood. A firma sempre acreditou no "poder da arquitetura e do design de engajar-se em questões ambientais e sociais, criando novas possibilidades para o futuro." Nesse sentido, os/as diretores/as do escritório definem sua abordagem da arquitetura como uma evolução constante. Para eles/as, trata-se de um processo contínuo de aprendizado, questionamento e reaprendizado, alimentado pelo envolvimento do escritório com a cultura, os climas e as histórias locais, além do debate nos campos da ecologia, do paisagismo e do urbanismo. Dessa forma, conseguem integrar esses temas com foco em projetos públicos, culturais e cívicos que buscam reinventar a maneira como as pessoas vivem, trabalham e vivenciam o mundo.

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O Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026 já está aberto

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Um novo ano começou e, com ele, chega uma nova edição do Prêmio ArchDaily Building of the Year. Há 17 anos entregamos o poder de decisão a vocês, nossos leitores e leitoras, para escolherem os melhores projetos de arquitetura do ano — e a resposta tem sido sempre extraordinária. Com uma seleção inédita de mais de 3.000 projetos de todo o mundo, chegou o momento de explorar nossa biblioteca de projetos e começar a fazer suas escolhas.

De uma pequena biblioteca na zona rural de Mianmar, premiada na primeiríssima edição do Building of the Year em 2009, a uma inovadora usina de transformação de resíduos em energia em 2025, os vencedores do prêmio sempre foram surpreendentes, inspiradores e, acima de tudo, um reflexo do panorama arquitetônico contemporâneo. Qualquer pessoa pode se cadastrar gratuitamente no ArchDaily para votar. Convidamos você a mergulhar no catálogo de obras publicadas em 2025 — todas qualificadas para participar em uma ou mais das 15 categorias disponíveis — e escolher as suas favoritas.

Construindo com a “Blue Note”: Tensão, Desvio e Estrutura na Arquitetura

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Ao operar com apenas cinco notas, a escala pentatônica estabelece um sistema musical estável e intuitivo, no qual a clareza estrutural permite variações sem o risco de dissonâncias excessivas. A partir dessa estrutura consolidada, que serve de base para inúmeros estilos musicais — especialmente a música popular —, o blues introduziu uma inflexão decisiva ao incorporar notas adicionais à escala. Sem entrar em tecnicismos excessivos, trata-se de sutis desvios tonais, pequenas dissonâncias frequentemente associadas a uma sonoridade mais melancólica, conhecidas como blue notes. Executadas de forma passageira, e não como acentos enfáticos, elas tensionam brevemente o sistema, agregando expressividade e profundidade ao mesmo tempo que mantêm intacta a estrutura subjacente.

Se na música a escala de blues opera por meio de um desvio sutil que "tempera" a estrutura subjacente, um princípio semelhante pode ser identificado na arquitetura. Embora comparações entre diferentes linguagens artísticas sejam sempre delicadas, é possível reconhecer projetos que encontram sua força expressiva não na ruptura, mas em inflexões localizadas introduzidas em sistemas claros — sejam eles de modulação, subtração, materialidade ou tipologia. Deslocamentos e assimetrias localizados funcionam como tensões internas que não comprometem a coerência do conjunto, revelando como a expressividade pode emergir do desvio controlado, e não da exceção permanente.

Envoltórias ativas: integrando a energia solar ao projeto arquitetônico

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Ao desenvolver um projeto de arquitetura, existem múltiplos pontos de partida possíveis. Há profissionais que começam pelo volume, esculpindo a forma gradualmente em diálogo com o contexto. Outros partem do corte longitudinal, enquanto há quem organize o projeto a partir da distribuição funcional da planta. Não existe um método certo ou errado, mas sim abordagens distintas que refletem diferentes maneiras de pensar e fazer arquitetura. No entanto, desde a ampla adoção dos painéis solares e da energia fotovoltaica, surgiu um padrão recorrente: esses sistemas são quase sempre introduzidos tardiamente no processo, enquadrados como otimizações técnicas ou respostas a exigências regulatórias e de eficiência energética. Como resultado, tendem a ser tratados como elementos secundários, frequentemente relegados a coberturas ou áreas menos visíveis e desvinculados da linguagem arquitetônica do edifício.

MVRDV e Buro Happold revelam projeto para o Teatro Lampegiet em Veenendaal, Países Baixos

Projetado pelo escritório MVRDV em colaboração com a Buro Happold, o novo Teatro Lampegiet em Veenendaal, nos Países Baixos, deve substituir o edifício teatral existente, construído em 1988. Aprovado pelo Conselho Municipal de Veenendaal em janeiro de 2026, o projeto tem previsão de início de construção para 2027, com conclusão estimada para 2029. Concebido como um espaço cultural contemporâneo que atende tanto às exigências performáticas atuais quanto à identidade histórica da cidade, o novo teatro apresenta uma composição compacta de múltiplos volumes envolta em uma fachada de cerâmica porosa que transforma o edifício em um marco urbano iluminado.

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