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Restauração da Fallingwater de Frank Lloyd Wright e Salone del Mobile.Milano 2026: Resumo da Semana

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Esta semana foi marcada pelo Dia Mundial da Saúde, comemorado anualmente em 7 de abril pela Organização Mundial da Saúde. A edição deste ano lançou o apelo de "Apoiar a ciência", convidando a um engajamento renovado com o conhecimento científico como base para a ação coletiva entre diversas disciplinas. Na arquitetura e no desenho urbano, esse imperativo ressoa em projetos que traduzem pesquisas em estratégias espaciais: desde a implantação de gêmeos digitais para subsidiar o planejamento urbano e a tomada de decisões, até iniciativas de renaturalização (*rewilding*) que integram a biodiversidade como ferramenta para mitigar as mudanças climáticas, além de práticas focadas na materialidade que promovem uma construção consciente dos recursos. Dentro desse panorama mais amplo, trabalhos recentes também destacam a agência social da arquitetura em múltiplas escalas, incluindo um centro de apoio a pacientes com câncer em Kent focado na paisagem, que alinha bem-estar à sensibilidade ambiental; uma instalação urbana em Brescia que funciona como um dispositivo de conscientização cívica sobre a vida na prisão e caminhos para a reintegração; e a transformação de uma rua em Mântua em um espaço público voltado para pedestres e rico em biodiversidade.

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Os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily em Espanhol

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Durante as últimas duas semanas, a comunidade do ArchDaily em Español enviou mais de 17.000 indicações, resultando em 15 finalistas que representam algumas das obras arquitetônicas mais emblemáticas do último ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Prêmio Obra do Ano 2026 existe para reconhecer o melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.

Estes 15 finalistas, escolhidos por votação pública nesta 17ª edição, reúnem a amplitude da produção ibero-americana recente, ao mesmo tempo que revelam certos deslocamentos compartilhados: uma arquitetura que privilegia decisões construtivas claras, que trabalha a partir de condições e restrições reais e que compreende o projeto como uma forma de adaptação a contextos específicos.

Os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily Brasil

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Ao longo das últimas duas semanas, a comunidade do ArchDaily Brasil nomeou mais de 14 mil projetos, resultando em 15 finalistas que representam algumas das obras arquitetônicas mais emblemáticas publicadas no último ano. Em sua 10ª edição, o Prêmio Obra do Ano existe para reconhecer o melhor da arquitetura nos países de língua portuguesa, a partir da escolha dos próprios leitores. Os finalistas compõem um retrato do estado atual da arquitetura, seja em projetos residenciais, urbanos, culturais e outros programas.

Representando Brasil e Portugal, os 15 projetos refletem as necessidades de seus contextos específicos por meio de soluções criativas propostas por arquitetos locais. De reformas de interiores a intervenções urbanas de grande escala, passando por residências unifamiliares e projetos comunitários, a seleção é heterogênea, mas unida por um traço comum: o reconhecimento do público, que busca ver suas próprias aspirações representadas.

Além da Terra Firme: Projetos de Arquitetura Flutuante Redefinindo o Ambiente Construído

Construir sobre a água significa abrir mão de uma parte da construção que é, literalmente, a base da maior parte do nosso ambiente construído: a própria fundação. Em um ambiente cercado por água, as correntes e a oscilação do nível da superfície são variáveis que simplesmente não podem ser ignoradas, e justamente por isso a característica mais emblemática comum a esses projetos é a sua adaptabilidade.

Em vez de bases robustas e profundas — como estacas ou tubulões — , responsáveis por fincar a arquitetura no chão, arquiteturas flutuantes frequentemente utilizam soluções como pontões de concreto e tonéis plásticos para impedir que o edifício afunde, usualmente somados a elementos de ancoragem para "fixá-las", mesmo que temporariamente, a determinado local.

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Sem Solo Firme: Três Abordagens para Construir Abaixo do Nível do Mar em Roterdã

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Arquitetos e arquitetas calibram cuidadosamente sua relação com a terra, ajustando as fundações ao solo, ao lençol freático, ao clima, aos riscos e à cultura. Estacas de madeira cravadas, plataformas de terra batida e lajes de concreto moldadas in loco são, cada uma, respostas a um conjunto específico de condições do terreno, e cada uma molda a arquitetura que dele emerge. A maneira como um edifício se conecta com a terra determina sua durabilidade e seus limites, pois as fundações estão entre as decisões projetuais mais impactantes que um/a arquiteto/a pode tomar.

A cidade de Roterdã fica aproximadamente um metro abaixo do nível do mar, uma condição estruturante que molda a vida cotidiana na segunda maior cidade dos Países Baixos e que se tornou uma preocupação crescente diante da instabilidade das condições costeiras. A cidade ocupa o delta dos rios Reno e Mosa, uma paisagem que nunca foi naturalmente seca, mas que se mantém funcional graças a séculos de intervenção hidráulica. Os conselhos de águas (water boards) desta região estão entre as instituições democráticas mais antigas do mundo, criados no século XIII para gerenciar a drenagem coletiva da água e que ainda hoje operam como órgãos eleitos com atribuições técnicas. Com o aumento do nível do mar e com as chuvas no norte da Europa cada vez mais imprevisíveis e extremas, Roterdã enfrenta um risco significativamente maior de ressacas costeiras e inundações urbanas causadas pela sobrecarga da infraestrutura de drenagem.

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O que esperar do Salone del Mobile.Milano 2026: palestras, instalações e intervenções urbanas

De 21 a 26 de abril, a 64ª edição do Salone del Mobile.Milano retorna à Rho Fiera Milano, reunindo mais de 1.900 expositores em uma área de exposição totalmente esgotada de mais de 169.000 metros quadrados. Para além de sua escala, a edição de 2026 sinaliza uma mudança mais estrutural: por meio de colaborações com nomes como Rem Koolhaas e David Gianotten (OMA) e o estúdio Formafantasma, o Salone continua a se reposicionar como uma infraestrutura cultural em evolução, em vez de uma feira de negócios convencional. Este ano introduz novas camadas curatoriais e estratégicas, com destaque para a fase de prévia do Salone Contract e a estreia do Salone Raritas, além de instalações e exposições imersivas, ao mesmo tempo que a presença do Salone por toda Milão se expande ainda mais por meio de intervenções urbanas durante a Milan Design Week.

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“Vivemos em ambientes internos tóxicos”: Entrevista com o Healthy Materials Lab

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A célebre frase "o homem é o que come" (Der Mensch ist, was er isst), de Ludwig Feuerbach, afirma que a constituição física, mental e até mesmo moral dos seres humanos está diretamente ligada ao que consomem. Hoje, essa ideia está amplamente internalizada, acompanhada de uma crescente conscientização sobre alimentação, nutrição e o impacto do que ingerimos em nosso organismo. No entanto, essa mesma consciência não se estende aos ambientes que habitamos, onde os materiais continuam sendo tratados como decisões técnicas em vez de agentes ativos na relação entre corpo e espaço. Tendo em vista que grande parte da população global passa cerca de 90% do seu tempo em espaços fechados, raramente se discute o que realmente compõe esses espaços em seu nível mais fundamental: os materiais. Paredes, pisos e acabamentos são frequentemente abordados como escolhas técnicas ou estéticas quando, na realidade, podem funcionar como fontes contínuas de exposição a substâncias potencialmente nocivas.

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Quando a escultura se torna discurso: Reflexões sobre Mujassam Watan

Na cidade, a estética não se mede pela altura das torres ou pela largura das vias, mas por sua capacidade de evocar significados no espaço. Sob essa perspectiva, a iniciativa Mujassam Watan surge como algo que vai muito além de um mero esforço artístico. Ela envolve uma tentativa deliberada de redefinir a relação entre as pessoas e o lugar, entre a memória material e a identidade imaginada. Na cidade de Khobar, no Reino da Arábia Saudita — onde a modernidade urbana se cruza com uma rápida transformação social —, essa iniciativa levanta a seguinte questão: como uma escultura pode se tornar um texto aberto, lido visualmente e sentido pela experiência?

Conheça os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year 2026 do ArchDaily China

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Após duas semanas empolgantes de indicações, o público do ArchDaily avaliou 455 projetos e selecionou os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a arquitetura rumo ao futuro. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram o público do ArchDaily, revelando também o rumo ascendente da arquitetura chinesa.

Entre os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026, observa-se um deslocamento gradual de foco: de edifícios públicos de grande escala para a revitalização rural, espaços públicos comunitários, a exploração de novas tipologias escolares e espaços internos de pequena escala. Há uma atenção cada vez maior voltada às necessidades individuais e às experiências de vivência, bem como aos espaços circundantes. Também podemos notar como diferentes escritórios respondem às demandas das cidades e de seus usuários e usuárias durante este período de transição no mercado imobiliário. 

Antes de apresentarmos a lista de finalistas, gostaríamos de destacar os valores que norteiam este prêmio. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade perante a profissão e o avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada à arquitetura do futuro — inspirando e educando as pessoas que desenharão o tecido urbano do amanhã —, a confiança que nosso público deposita em nós para traduzir as tendências arquitetônicas de todas as partes do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. O prêmio Building of the Year, com sua votação democrática e processo centrado nas pessoas, constitui um dos pilares fundamentais da nossa resposta a esses desafios, com o objetivo de romper hierarquias consagradas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026. O período de votação acontece de 8 a 15 de abril de 2026, encerrando-se às 23h59 (horário de Pequim). Os projetos vencedores serão anunciados em 16 de abril de 2026. Clique aqui para ver todos os detalhes e saber como votar.

Fernando Pérez Oyarzún: “A história da arquitetura moderna está repleta de interrupções e releituras”

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Nicolás Valencia conversa com o arquiteto chileno e Prêmio Nacional de Arquitetura 2022, Fernando Pérez Oyarzún, sobre o terceiro volume de ⁠Arquitectura en el Chile del siglo XX⁠, no auditório do Campus Lo Contador da Pontifícia Universidade Católica do Chile.

O período abrange de 1950 a 1980, época em que o Chile desenvolve uma arquitetura que reflete o que foram os anos de reconstrução europeia e o surgimento de uma nova ordem mundial, marcada pelo domínio internacional dos Estados Unidos e pela Guerra Fria.

Como a Terraco potencializa a eficiência térmica e a longevidade das fachadas em edifícios pré-fabricados

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O mercado global de construção offsite—que engloba sistemas modulares, pré-moldados de concreto e híbridos pré-fabricados—foi avaliado em US$ 172 bilhões em 2024 e projeta-se que atinja US$ 225,7 bilhões até 2030 (com uma taxa de crescimento anual composta, ou CAGR, de 4,9% a 8%). Nos Emirados Árabes Unidos, as metas governamentais preveem que 25% a 30% dos componentes de projetos públicos sejam produzidos em sistemas offsite até 2030; o Reino Unido lidera globalmente hoje, com 15% a 20% das habitações utilizando soluções offsite. A fabricação offsite é cada vez mais promovida como o futuro sustentável da construção civil, apresentando benefícios como a redução de resíduos, prazos de entrega acelerados e melhor controle de qualidade. A sustentabilidade, contudo, não se define pela rapidez com que um edifício é montado, mas sim por seu desempenho ao longo do tempo.

No Dia Mundial da Saúde: Como a arquitetura molda o bem-estar nos espaços cotidianos

Celebrado anualmente em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde chama a atenção para as prioridades de saúde global, ao mesmo tempo em que as situa em contextos ambientais e sociais mais amplos. Instituída após a primeira Assembleia Mundial da Saúde em 1948 e celebrada desde 1950, a data tornou-se uma plataforma para abordar as constantes transformações nas condições que moldam a saúde, desde os sistemas locais de atendimento até desafios em escala planetária. A edição de 2026, sob o tema "Juntos pela saúde. Apoie a ciência", convoca a um engajamento renovado com o conhecimento científico como base para a ação coletiva. A campanha, que se estende ao longo do ano, enfatiza a colaboração na proteção da saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, destacando a abordagem de Saúde Única como uma estrutura para compreender sua interdependência.

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Parc de la Villette inaugura nova fazenda urbana e paisagens renaturalizadas em Paris

O Parc de la Villette, no 19º distrito de Paris, está passando por uma grande transformação que combina uma fazenda urbana recém-inaugurada com a restauração da biodiversidade, como parte de uma estratégia para adaptar o parque de 55,5 hectares às mudanças climáticas. Projetado por Bernard Tschumi em 1982 e inaugurado em 1987, o parque é um marco do modernismo europeu no desenho do espaço público, rompendo com o conceito tradicional de parque metropolitano. Com uma ampliação de 15 mil metros quadrados, este importante pulmão verde no nordeste de Paris está reimaginando seus gramados como um laboratório vivo de educação ambiental, onde animais, plantas e seres humanos coexistem. A ampla renovação dá continuidade à adição da HyperTent de Tschumi em 2022 — uma estrutura em paraboloide hiperbólico que funciona como uma nova bilheteria sobre o pódio da Folie L4 — e marca a transformação mais significativa do parque desde sua inauguração.

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Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia

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Nos últimos anos, a Albânia passou por uma rápida e visível transformação, despontando como um dos ambientes urbanos mais dinâmicos do Sudeste Europeu. Esse crescimento se reflete não apenas na expansão de seu tecido construído, mas também na escala e na ambição de novas intervenções arquitetônicas que buscam redefinir a imagem do país. Ao longo de seu território, uma série de grandes empreendimentos, instituições culturais e projetos de infraestrutura vêm sendo implantados como parte de um esforço mais amplo para reposicionar a Albânia e sua capital, Tirana, em redes regionais e internacionais.

Um número significativo dessas intervenções está sendo projetado por escritórios de arquitetura de reconhecimento internacional, cuja presença se tornou uma característica definidora da atual fase de desenvolvimento da cidade. Em vez de se apoiar primordialmente em processos incrementais ou de base local, a transformação de Tirana é cada vez mais moldada por visões de autoria externa que introduzem novas linguagens formais, tipologias e estratégias urbanas. Esses projetos frequentemente operam como objetos singulares ou fragmentos em grande escala, contribuindo para uma paisagem na qual a cidade é montada a partir de gestos distintos e altamente visíveis.

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Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

 | Em colaboração
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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

Repensando a arquitetura na escala dos sistemas planetários

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A arquitetura tem sido tradicionalmente descrita como uma disciplina preocupada com o espaço, a forma e a presença material. No entanto, essa compreensão se mostra cada vez mais limitada diante das condições que moldam a construção contemporânea. Os edifícios já não surgem de uma relação estável entre lote, programa e material. Em vez disso, são produzidos no interior de uma densa teia de sistemas tecnológicos que operam em escalas territoriais, ecológicas e temporais. Redes de energia, infraestruturas de dados, processos de extração e a logística global moldam a arquitetura de forma tão decisiva quanto o clima ou o contexto urbano.

Sob essa perspectiva, a arquitetura é menos um objeto isolado e mais um momento dentro de um campo técnico ampliado. Cadeias de suprimentos, sistemas de dados, manutenção automatizada e redes de energia não funcionam "por trás" do ambiente construído. De certo modo, esses sistemas determinam o que pode ser construído, o que é economicamente viável, como os edifícios se comportam ao longo do tempo e que tipo de resíduos produzem. Quando a arquitetura é avaliada primordialmente por meio da forma, corre-se o risco de ignorar os sistemas que condicionam sua produção e sua sobrevida.

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Arquitetura do Pertencimento: Vision Pakistan em Islamabad, por DB Studios

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Para o DB Studios, a arquitetura não consiste apenas em construir, mas em pertencer. Trata-se de criar uma prática situada, que responda ao seu contexto, ao seu povo e à sua identidade local, expressa por meio de materiais, cores e decisões espaciais. Nesse sentido, o design torna-se uma forma de articular uma linguagem enraizada em seu contexto e moldada pelas pessoas a quem serve.

Essa postura torna-se especialmente evidente no Vision Pakistan, projeto do DB Studios recentemente reconhecido com o Prêmio Aga Khan de Arquitetura 2025. Para além do reconhecimento das qualidades arquitetônicas da proposta, a premiação destaca um compromisso mais amplo: a criação de um ambiente de acolhimento para jovens em situação de vulnerabilidade, no qual a educação, a capacitação profissional e o projeto espacial atuam em sinergia para fomentar a independência e a mobilidade social. Por meio de sua forma, fachada e organização interna, o edifício responde de maneira direta ao seu contexto, reforçando o sentimento de apropriação por parte de quem o frequenta, ao mesmo tempo em que desperta orgulho na comunidade do entorno e entre profissionais locais emergentes.

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Fallingwater, de Frank Lloyd Wright, reabre após restauração, celebrando seu 90º aniversário

Fallingwater, a icônica residência projetada por Frank Lloyd Wright, foi reaberta ao público após a conclusão de um projeto de preservação de três anos. A reabertura coincide com o 90º aniversário do edifício e o início de sua 63ª temporada de visitas, marcando um momento fundamental na conservação contínua de uma das obras mais reconhecidas da arquitetura moderna. A intervenção, liderada pela Western Pennsylvania Conservancy, concentrou-se em resolver desafios estruturais e ambientais, mantendo a integridade do projeto original de Wright.

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Mais de 40 obras de arquitetura contemporânea pelo Equador registradas por Francesco Russo e Luca Piffaretti

Entre 2023 e 2024, os fotógrafos Francesco Russo e Luca Piffaretti documentaram a arquitetura e as paisagens da costa do Equador, da Cordilheira dos Andes, da floresta amazônica, das Ilhas Galápagos e de cidades como Quito, Guayaquil e Cuenca. O registro fotográfico explora a evolução da identidade do Equador por meio de sua arquitetura contemporânea, analisando como ela se relaciona com o entorno natural, as condições urbanas e os contextos sociais. O acervo resultante inclui mais de 40 projetos de renomados escritórios locais, como Al Borde, Durán & Hermida, Emilio López, José María Sáez, La Cabina de la Curiosidad, MCM+A, Natura Futura e RAMA Estudio, entre muitos outros. A seleção demonstra como a arquitetura pode criar espaços de alta qualidade que respondem às demandas contemporâneas de sustentabilidade e responsabilidade ambiental, combinando criatividade e tecnologia com recursos renováveis, apesar dos constantes desafios econômicos, climáticos e políticos na América Latina e no mundo.

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O Caminho Construído: Peregrinação e Sequência Arquitetônica no Caminho de Santiago

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A peregrinação é uma das práticas culturais mais antigas e persistentes, uma expressão espacial da busca da humanidade por sentido que tomou forma em diferentes geografias e religiões. Embora tradicionalmente associada a sistemas de crenças formais, sua definição se expandiu nas últimas décadas, refletindo novas compreensões sobre o que é sagrado e onde o sentido pode ser encontrado. Essa mudança revela algo fundamental: o ato de deslocar-se pelo espaço continua sendo central para a maneira como as pessoas constroem experiências significativas. No entanto, a maioria dos ambientes construídos hoje é projetada para ser acessada em velocidade, a partir de rodovias, corredores de transporte público, aeroportos e centros urbanos otimizados. O Caminho de Santiago ergue-se como um contra-argumento consistente a essa condição. Trata-se de uma obra de arquitetura distribuída, refinada ao longo de séculos, que permanece como um exemplo sofisticado de design organizado em torno do corpo humano em movimento.

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Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem

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Centros culturais continuam a ser um campo fértil para explorações de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas vêm repensando o papel das instituições públicas em relação à paisagem, à experiência e à hibridez programática. Nesta seleção de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem abordagens que expandem a definição de centro cultural para além de um edifício isolado. Estas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura espacial que faz a mediação entre pesquisa, exposição, refúgio e vida pública, muitas vezes inseridas ou distribuídas em contextos naturais e urbanos.

Em diferentes geografias, do norte da Noruega e Oslo a Łódź, Viena, Marrakech e Nova Tashkent, os projetos demonstram respostas diversas à infraestrutura cultural. Eles incluem complexos integrados à paisagem moldados pela topografia e pelo clima, pontes que combinam galeria de arte e circulação pública, pavilhões zoológicos estruturados como sequências imersivas, o reuso adaptativo de edifícios militares em espaços de performance, ambientes articulados em torno de pátios enraizados nas tradições locais e instituições responsivas ao clima a partir de análises ambientais. Juntas, essas propostas exploram como os programas culturais podem ser organizados por meio do movimento, da estratificação espacial e das relações entre as condições internas e externas.

Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagem 13 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagem 10 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagem 7 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagem 26 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Mais Imagens+ 31

Kengo Kuma & Associates apresenta a instalação site-specific “Earth | Tree” no Copenhagen Contemporary

O arquiteto japonês Kengo Kuma e seu escritório Kengo Kuma & Associates (KKAA) apresentaram Earth | Tree, uma instalação site-specific no Copenhagen Contemporary, desenvolvida em colaboração com a fabricante dinamarquesa de madeira Dinesen. Inaugurado em 28 de março de 2026 como parte do programa CCreate da instituição, o projeto ocupa um antigo galpão industrial, apresentando uma intervenção espacial definida por madeira, tijolo e luz. Liderada pelo/a sócio/a Yuki Ikeguchi, juntamente com os/as integrantes da equipe Asger T. Taarnberg, Nicolas Guichard e Yasemin Shiner, a instalação marca a primeira exposição do KKAA na Escandinávia e insere a prática do estúdio, voltada à materialidade, em um formato expositivo.

Kengo Kuma & Associates apresenta a instalação site-specific “Earth | Tree” no Copenhagen Contemporary - Imagen 1 de 4Kengo Kuma & Associates apresenta a instalação site-specific “Earth | Tree” no Copenhagen Contemporary - Imagen 2 de 4Kengo Kuma & Associates apresenta a instalação site-specific “Earth | Tree” no Copenhagen Contemporary - Imagen 3 de 4Kengo Kuma & Associates apresenta a instalação site-specific “Earth | Tree” no Copenhagen Contemporary - Imagen 4 de 4Kengo Kuma & Associates apresenta a instalação site-specific “Earth | Tree” no Copenhagen Contemporary - Mais Imagens+ 13

Equipe multidisciplinar liderada por Coldefy vence concurso de masterplan para transformar área industrial desativada de Budapeste em distrito urbano renaturalizado

Uma equipe liderada pelo escritório de arquitetura francês Coldefy, composta por CITYFÖRSTER, Sporaarchitects, TREIBHAUS.LAND e Marko & Placemakers, venceu o concurso para projetar o plano diretor de Rákosrendező, em Budapeste, com visualizações desenvolvidas pelo ZOA Studio. O projeto foi encomendado pelo Centro de Gestão de Ativos de Budapeste, atuando em nome da Prefeitura de Budapeste. A proposta apresenta um plano de 15 anos para transformar uma área industrial desativada (brownfield), há muito considerada o "cinturão de ferrugem" da cidade, localizada na porção leste da capital húngara. O plano de regeneração urbana prevê mais de 10.000 apartamentos, novas conexões de transporte e espaços comerciais e cívicos, consolidando uma estratégia abrangente de redesenho urbano alinhada aos princípios da cidade de 15 minutos.

Equipe multidisciplinar liderada por Coldefy vence concurso de masterplan para transformar área industrial desativada de Budapeste em distrito urbano renaturalizado - Imagem 1 de 4Equipe multidisciplinar liderada por Coldefy vence concurso de masterplan para transformar área industrial desativada de Budapeste em distrito urbano renaturalizado - Imagem 2 de 4Equipe multidisciplinar liderada por Coldefy vence concurso de masterplan para transformar área industrial desativada de Budapeste em distrito urbano renaturalizado - Imagem 3 de 4Equipe multidisciplinar liderada por Coldefy vence concurso de masterplan para transformar área industrial desativada de Budapeste em distrito urbano renaturalizado - Imagem 4 de 4Equipe multidisciplinar liderada por Coldefy vence concurso de masterplan para transformar área industrial desativada de Budapeste em distrito urbano renaturalizado - Mais Imagens+ 2

Últimos dias para indicações ao Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily China

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Convidamos você a participar do ArchDaily China's 2026 Building of the Year Awards. Pedimos que nos ajude a reconhecer e premiar os projetos que, em sua opinião, estão gerando o maior impacto no ambiente construído e que foram publicados em nosso banco de dados no ArchDaily China em 2025. Ao indicar e votar, você passa a fazer parte de uma rede interdependente, imparcial e distribuída de jurados/as e pares que tem nos ajudado continuamente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, de países grandes e pequenos, realizada por arquitetos/as de todas as trajetórias. Nas próximas semanas, seus votos farão com que uma lista de 455 projetos seja reduzida a apenas 15 finalistas. Os 15 projetos mais indicados seguirão para a etapa de votação.

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