Três projetos foram escolhidos pela comunidade do ArchDaily em Espanhol como os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026. Os vencedores, representando o Peru e o Equador, foram selecionados após três semanas de votação pública, entre mais de 800 projetos. O prêmio reconhece o melhor da arquitetura da América Latina e da Espanha, decidido por sua comunidade.
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Três projetos brasileiros foram escolhidos como vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 pelo público do ArchDaily Brasil. Após três semanas de votação pública, mais de 700 projetos foram reduzidos a 15 finalistas, encerrando o processo com três grandes vencedores que representam o melhor da arquitetura lusófona.
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Pico House, parte do Distrito Histórico de Los Angeles Plaza. Imagem por Daniel L. Lu - Trabalho próprio, CC BY-SA 4.0
Hoje, a forma urbana de Los Angeles é caracterizada pela dispersão urbana do século XX e por uma extensa infraestrutura rodoviária. No entanto, a realidade física do núcleo original da cidade revela uma história mais complexa, profundamente enraizada na herança hispânica. De fato, Los Angeles não se originou do sistema de divisão de terras padronizado estadunidense que define a maior parte do território dos Estados Unidos. Em vez disso, é produto da tradição urbana espanhola nas Américas, que seguiu uma estrutura repetida em grandes cidades do continente. A intersecção desses sistemas criou uma história e uma geometria urbana em camadas, que permanecem visíveis no traçado viário contemporâneo da cidade.
Quando Los Angeles foi fundada em 1781 como um pueblo por Felipe de Neve, tratava-se de um posto avançado do Vice-Reino da Nova Espanha. Os vice-reinos eram divisões políticas dos territórios espanhóis na América e, no final do século XVIII, a Nova Espanha era vasta. Estendia-se desde o sul da Costa Rica até o extremo norte na Alta Califórnia, limitando-se a leste com o Rio Mississippi e os recém-independentes Estados Unidos da América. Naquela época, a Cidade do México funcionava como o principal centro administrativo e econômico, fazendo com que regiões de fronteira como a Alta Califórnia dependessem de uma tríade específica de assentamentos: missões (religiosas), presídios (militares) e pueblos (civis).
À medida que grandes eventos culturais, transformações institucionais e novas encomendas arquitetônicas se desenrolam em diferentes geografias, o debate desta semana destaca como a arquitetura opera na interseção entre vida pública, criatividade e adaptação a longo prazo. Com a Milano Design Week 2026 colocando em primeiro plano o processo, a experimentação e a participação de toda a cidade, os projetos e iniciativas que surgem nesta semana apontam para uma transição mais ampla em direção à abertura, acessibilidade e engajamento experiencial entre disciplinas e contextos urbanos. Investimentos contínuos em infraestrutura cultural, de novos museus a reformas de grande escala e propostas vencedoras de concursos, reforçam ainda mais como as instituições continuam a recalibrar seus papéis espaciais e sociais em resposta às crescentes demandas ambientais, tecnológicas e culturais.
Em fevereiro de 2022, teve início a construção do Goethe-Institut em Dakar, projetado pelo escritório Kéré Architecture. Presente no Senegal desde 1978, o Goethe-Institut alcança um marco no fortalecimento dos laços culturais entre a Alemanha, o Senegal e a África Ocidental com este novo edifício. Sendo a primeira sede do Goethe-Institut construída especificamente para este fim no continente africano, a obra simboliza um compromisso de longo prazo em apoiar as indústrias criativas e fomentar o intercâmbio intelectual. De 16 a 18 de abril de 2026, o Goethe-Institut sediará uma série de eventos para marcar a inauguração de sua nova sede.
O trabalho já não se restringe a um único lugar. Ele se move, muda e se adapta. Hoje, pode começar em um escritório, continuar em uma cabine acústica, passar por um espaço compartilhado e terminar em casa. Nessa transição, o laptop tornou-se um elemento constante. À medida que o trabalho se torna mais móvel, as necessidades do espaço também mudam.
O que os materiais leves trazem ao espaço público sob um princípio de projeto ético, ecológico e não extrativo? Diversas texturas têxteis oferecem um ponto de partida, aproximando-se mais do corpo do que os materiais estruturais pesados convencionais. Graças à sua flexibilidade e responsividade, o tecido possibilita um fechamento suave em vez de uma fronteira fixa no espaço arquitetônico. Ao responder a estímulos ambientais mínimos, ele introduz um movimento contínuo no espaço. Quando sobreposto ou montado, gera gradações de densidade, profundidade e fechamento, ao mesmo tempo que as tecnologias inovadoras de fabricação recentes ampliam as possibilidades de sua forma e durabilidade estrutural.
Os materiais semitransparentes atuam também como mediadores das condições de permeabilidade visual e da experiência corporal do espaço. Ao transmitir e filtrar a luz, eles atenuam os limites claros entre interior e exterior, cheio e vazio, gerando limiares que não são totalmente abertos nem totalmente fechados, mas que estão em constante negociação. Reinterpretar a estrutura no espaço urbano por meio da leveza, da translucidez e da suavidade abre caminho para modos alternativos de percepção espacial e engajamento físico.
O trabalho já não acontece em um único lugar. Ele se desloca, se fragmenta e se adapta. Pode começar em um escritório, seguir para uma cabine acústica, passar por um espaço compartilhado e terminar em casa. Nesse percurso, o notebook se torna um elemento constante. À medida que o trabalho se torna mais móvel, as configurações espaciais também passam a acompanhar essa condição.
Mais um ano, mais uma edição de sucesso do ArchDaily China Building of the Year Awards! Mais uma vez, a premiação se consolida como o maior prêmio de arquitetura baseado na opinião do público. Por meio de uma escolha coletiva, os projetos mais relevantes do ano foram indicados e selecionados pelo nosso público leitor.
O 2026 China Building of the Year Awards acontece graças ao apoio da Dornbracht, marca reconhecida por seu design de ponta voltado à arquitetura, presente em cozinhas e banheiros de todo o mundo.
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A Cosmogonia do Capitalismo (Racial). Imagem cortesia de Dele Adeyemo
Tendo atirado uma pedra hoje, Exu mata um pássaro de ontem. O provérbio iorubá conta tanto uma história de reparação quanto de ancestralidade ao dobrar alegremente as convenções de espaço-tempo e acessar sujeitos do passado com ações do presente. O ditado oferece um ponto de entrada poético para tradições mais amplas da África Ocidental e para a prática do artista e arquiteto escocês-nigeriano Dele Adeyemo. Nomeado um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o trabalho de Adeyemo reúne ecologia, espiritualidade, dança e território, examinando como as práticas culturais incorporadas podem gerar possibilidades espaciais alternativas dentro e contra a arquitetura do capitalismo racial.
Nascido na Nigéria e criado no Reino Unido, Adeyemo visita Lagos há muitos anos. A partir desse envolvimento, ele desenvolveu um extenso corpo de pesquisa sobre práticas de movimento coletivo que precedem o capitalismo e oferecem inteligências espaciais distintas e frequentemente imaginativas, operando em paralelo aos sistemas dominantes. O ArchDaily conversou com Dele sobre suas práticas artísticas e pedagógicas, e sobre como ele identifica sofisticação de projeto onde os/as arquitetos/as frequentemente enxergam apenas precariedade.
Qapital Tower Equador. Imagem cortesia de Kengo Kuma and Associates(KKAA)
O escritório Kengo Kuma & Associates revelou os planos para o Qapital, uma torre de uso misto de 32 andares que será construída em Quito, no Equador, em colaboração com a incorporadora local Uribe Schwarzkopf. Com conclusão prevista para 2029, o projeto marca o primeiro trabalho do arquiteto japonêsKengo Kuma no país, expandindo o portfólio internacional do escritório para o contexto sul-americano. Localizada em frente ao Parque La Carolina, no distrito financeiro de Quito, a torre de 125,8 metros de altura apresenta um programa organizado verticalmente que reúne espaços residenciais, comerciais e comodidades compartilhadas.
O V&A East Museum, projetado pelos/as arquitetos/as O'Donnell + Tuomey, abrirá ao público em 18 de abril de 2026. Comissionado ao escritório em 2015, o novo edifício está localizado no Queen Elizabeth Olympic Park, próximo à sua instalação irmã recentemente inaugurada, o V&A East Storehouse, projetada por Diller Scofidio + Renfro. Situado na região leste de Londres, o mais novo distrito cultural do Reino Unido, apoiado pela Prefeitura de Londres, o complexo de dois edifícios tem como objetivo "destacar as diversas maneiras pelas quais artistas, designers e criadores/as de todo o mundo usam a criatividade para moldar o planeta". Dedicados à oportunidade criativa e ao seu poder de gerar mudanças, os cinco níveis públicos do museu contam com duas galerias permanentes, uma galeria de exposições temporárias de 900 m², um espaço para projetos e eventos no último pavimento, instalações de aprendizagem e um café.
A arquitetura há muito se sente atraída pela ideia de leveza. Desde os primeiros experimentos modernistas que buscavam preservar as paisagens, elevar as edificações tem sido compreendido como uma forma de poupar o solo e manter a continuidade do terreno. Volumes são erguidos sobre pilares, infraestruturas descolam a circulação da superfície e programas inteiros são suspensos acima do chão.
Isso foi formalizado no início do século XX por meio do conceito de pilotis de Le Corbusier, que propunha a liberação do pavimento térreo de qualquer fechamento. Ao elevar as edificações sobre pilares, buscava-se manter a continuidade com o terreno, permitindo que o movimento, a vegetação e o uso coletivo se desenvolvessem sob os volumes construídos. O edifício ocuparia o ar, enquanto o chão permaneceria aberto, acessível e compartilhado.
Villa Pisani, labirinto. Image Cortesia de Martins Fontes
A arquitetura costuma ser narrada a partir de princípios como ordem, clareza e funcionalidade. Em O Livro dos Labirintos, Francesco Perrotta-Bosch propõe outra entrada possível: pensar a disciplina a partir do labirinto — uma estrutura que, desde sua origem mítica, opera por meio do desvio, da ambiguidade e da perda de orientação.
Partindo do Labirinto de Creta, atribuído a Dédalo na mitologia grega, o autor desloca a discussão sobre a origem da arquitetura para um campo menos associado à racionalidade construtiva e mais próximo da experiência espacial. A questão que orienta o livro é direta: por que a arquitetura teria começado com uma forma que subverte linearidade e legibilidade?
O território do Equador abrange uma notável diversidade de paisagens, que vão desde a Costa do Pacífico até os picos dos Andes, passando pela vasta extensão da floresta Amazônica e pelas vulcânicas Ilhas Galápagos. Cada região do país apresenta características singulares, refletidas em seus variados contextos ambientais, culturais e sociais. Embora a arquitetura latino-americana esteja enraizada em ricas tradições ancestrais, técnicas construtivas nativas e materiais locais, a arquitetura equatoriana contemporânea expressa uma identidade em evolução que combina esses elementos com as demandas atuais. Tradição e inovação, recursos locais e técnicas modernas, somados à responsabilidade social e à estética, interagem com o meio ambiente natural, as condições urbanas e os contextos sociais.
Sistema de banheiro Lineadacqua da antoniolupi. Imagem cortesia de antoniolupi
E se os elementos mais avançados de um banheiro fossem aqueles que mal podemos ver? Em espaços onde paredes, tetos e pisos formam superfícies contínuas, os metais e louças recuam, e a própria água passa a ser a matéria-prima que molda a experiência. O posicionamento cuidadoso de componentes em banheiros — como cubas, torneiras, chuveiros e ralos — costuma afirmar sua presença tanto como objeto quanto como função. Mas o que acontece quando esses elementos começam a desaparecer?
Em vez de adicionar elementos sobrepostos ao desenho do banheiro, algumas abordagens operam por subtração. O banheiro deixa de ser composto por objetos visíveis e passa a ser compreendido como uma superfície contínua. Metais e louças embutem-se em paredes e tetos, permitindo que a água, a luz e a atmosfera assumam o protagonismo. O que se delineia é uma forma de minimalismo que vai além: uma arquitetura que absorve inteiramente seus sistemas técnicos, fazendo com que os dispositivos desapareçam e restem apenas seus efeitos. A experiência em si torna-se protagonista, não mais mediada por objetos visíveis, mas moldada diretamente pela água, pela luz e pelo espaço.
Entrada do Palazzo Citterio, render indicativo. Imagem cortesia de ACDF e Bethan Laura Wood Studio
De 20 a 26 de abril, a Semana de Design de Milão 2026 retorna como uma plataforma urbana em que o design opera tanto como prática cultural quanto como forma de exploração. Sob o mote do tema do Fuorisalone "Be the Project", a edição deste ano desloca o foco do resultado para o processo, posicionando o design como um ato dinâmico e centrado no ser humano, moldado por intuição, responsabilidade e transformação. Instalações e exposições espalhadas pela cidade destacam o fazer como uma condição aberta, que acolhe o erro, a temporalidade e a experimentação como partes integrantes da produção criativa. Nesse contexto, o design se torna um espaço de troca entre disciplinas, materiais e inteligências, refletindo debates mais amplos sobre sustentabilidade, tecnologias emergentes e a evolução da relação entre o físico e o digital.
A 25ª edição do Coachella Valley Music and Arts Festival retorna ao Empire Polo Club em Indio, Califórnia, de 10 a 12 e de 17 a 19 de abril de 2026, reunindo mais de 130 atrações ao lado de um ambicioso programa de instalações artísticas em grande escala. Apresentada pela Public Art Company (PAC) e com curadoria do fundador Raffi Lehrer em colaboração com o diretor de arte da Goldenvoice, Paul Clemente, a seleção deste ano explora a monumentalidade por meio da luminosidade, transparência e leveza das formas. Situadas no oásis desértico do Coachella, as instalações convidam o público a interagir física e sensorialmente, respondendo às mudanças da luz do dia e à atmosfera em constante evolução do amanhecer ao anoitecer.
O mundo da arquitetura evolui rapidamente. Diante da transformação tecnológica, da urgência ambiental e da crescente complexidade cultural, arquitetos e arquitetas devem combinar criatividade com destreza técnica, sensibilidade cultural, habilidades analíticas e capacidade de trabalhar em diversas disciplinas. O Mestrado em Arquitetura da Universidad CEU Cardenal Herrera responde a essas demandas a partir de uma experiência acadêmica transformadora.
Restam dois dias para votar nos vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily en Español. Os três vencedores serão anunciados no dia 16 de abril, após três semanas de votação pública. Os 15 finalistas escolhidos pelo público reúnem a amplitude da produção ibero-americana recente, com representantes de Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai.
Conheça os 15 finalistas e ajude a escolher os três projetos mais relevantes do último ano nos países de língua espanhola. Nesta etapa final, cada pessoa pode votar em um projeto por dia até o dia 15 de abril às 18:00 (GMT-4).
https://www.archdaily.com.br/pt/1093832/ultimos-dias-para-votar-no-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
A indústria da construção civil enfrenta hoje um paradoxo inevitável: a necessidade urgente de soluções sustentáveis para o futuro das cidades colide com o esgotamento do próprio termo "sustentabilidade", muitas vezes reduzido a um selo comercial vazio. Nesse cenário, a Arquivo – uma das iniciativas vencedoras do ArchDaily's 2025 Next Practices Award – surge como uma facilitadora e mediadora entre diferentes agentes da construção civil por meio do desmonte – ou melhor, da desconstrução – e do reuso de componentes construtivos. Etimologicamente, se "construção" deriva do latim construere (amontoar, reunir), o prefixo "des-" impõe uma inversão conceitual: não se trata de destruir, mas de desmontar com inteligência para compreender a lógica das partes.
Enquanto as práticas convencionais de demolição geram um enorme volume de resíduos e alto consumo energético, a Arquivo propõe o reuso como uma alternativa viável para a economia circular. A empresa atua na lacuna entre o descarte e a nova construção, guiada por uma premissa clara: "O reuso só se realiza plenamente quando o material ganha uma nova vida."
Como uma instalação arquitetônica expressa a identidade de uma região? Como um material de construção pode se conectar com a essência de uma nação? Ao longo de sua história, a Espanha foi moldada por uma ampla gama de culturas e civilizações, incluindo influências muçulmanas, fenícias, romanas, gregas, cartaginesas e visigóticas. Do flamenco aos azulejos cerâmicos que adornam fachadas e monumentos históricos, cada região da Espanha abraça seus próprios costumes e tradições, refletidos em sua arquitetura, história, arte e design. Durante a Milan Design Week 2026, a Tile of Spain apresenta Spanish Design as a Souvenir no Fuorisalone—uma instalação que transforma o revestimento cerâmico em um meio narrativo por meio de uma série de objetos escultóricos que reinterpretam ícones cotidianos da vida espanhola.
O anúncio do Prêmio Obra do Ano 2026 está próximo, com apenas dois dias restantes para o encerramento da etapa final de seleção. Os três vencedores serão divulgados no dia 16 de abril, após três semanas de votação pública. Os 15 finalistas compõem um retrato do estado atual da arquitetura segundo a opinião do público, que tem votado em suas obras favoritas.
Veja os 15 finalistas e faça parte de uma rede imparcial de jurados responsável por eleger os projetos mais relevantes do último ano construídos em países de língua portuguesa. Nesta etapa final, cada pessoa pode votar em um projeto por dia até o dia 15 de abril às 19h00 (horário de Brasília).
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O Getty Centeranunciou um amplo programa de modernização que marca sua transformação mais significativa desde a inauguração em 1997. Localizado nas montanhas de Santa Monica e com vista para Los Angeles, o campus fechará temporariamente ao público de 15 de março de 2027 até a primavera de 2028 para viabilizar as obras planejadas. A iniciativa tem como foco aprimorar a experiência dos/as visitantes, melhorar a acessibilidade e promover a resiliência energética, além de apoiar a gestão de longo prazo da instituição. Antes do início do fechamento, o Getty Center manterá sua programação de exposições e eventos até o início de 2027.