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"A arquitetura é uma segunda pele, a bolha onde a vida transcorre": Casa Áureo, projetada por Elías Rizo Arquitectos

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A Casa Áurea é um projeto de Elías Rizo e do Taller Elías Rizo Arquitectos, com design de interiores assinado por Cristina Grappin. Localizada em Santa Catarina, no estado de Nuevo León, a residência faz parte do Programa Líderes del Mañana do Tecnológico de Monterrey, no contexto do 218º Tradicional Sorteo Tec, cujo objetivo é fortalecer uma iniciativa focada na transformação, na mobilidade social e no desenvolvimento de jovens de excelência acadêmica.

Cercada pelas formações da Sierra Madre Oriental, a casa foi concebida para priorizar a privacidade desde o seu acesso principal. Conforme se percorre o espaço, a transição entre as áreas sociais do térreo e os níveis superiores define diferentes hierarquias de privacidade: o segundo pavimento abriga espaços mais reservados, enquanto no rooftop o ambiente se abre gradualmente em direção ao cenário montanhoso, integrando-se visualmente à paisagem.

We Design Beirut 2025: Revitalizando o patrimônio arquitetônico do Líbano

O We Design Beirut retorna em sua segunda edição, de 22 a 26 de outubro de 2025, reafirmando o papel da cidade como um nó vital no debate global sobre design. Tendo como cenário alguns dos locais de maior relevância histórica do Líbano, o evento de cinco dias entrelaça arquitetura, artesanato e cultura para refletir sobre temas como legado, renascimento e continuidade.

Pautado pelo empoderamento, pela preservação e pela sustentabilidade, o We Design Beirut fomenta a colaboração entre designers, artesãos/ãs, estudantes e arquitetos/as — criando uma plataforma vibrante para trocas, conexões e expressão criativa. Trata-se de um espaço voltado à cura, à inovação e à projeção dos crescentes talentos do design regional em um cenário internacional.

Conhecimento local e contexto ecológico: lições sobre fazer cidade a partir do Wild Mile de Chicago

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Por mais de um século, os habitantes de cidades norte-americanas em crescimento remodelaram seus rios para atender a demandas industriais e de manufatura. As vias navegáveis foram retificadas, aprofundadas, pavimentadas ou canalizadas sob a terra para viabilizar rotas de navegação e transportar materiais de maneira eficiente pelas regiões. Essas transformações moldaram uma paisagem urbana na qual os rios eram tratados como infraestrutura produtiva, e não como sistemas ecológicos vivos.

Essa abordagem deixou marcas profundas. Os habitats ciliares desapareceram, a qualidade da água piorou, a biodiversidade regional tornou-se vulnerável e as comunidades se acostumaram com corredores fluviais dominados por muros de contenção metálicos e canais de concreto. A remodelação industrial dos rios em locais como Chicago, Los Angeles e na bacia do Mississippi estabeleceu padrões persistentes de desenvolvimento que ainda influenciam o funcionamento das cidades contemporâneas.

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Vozes do ArchDaily: Enrique Tovar

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Sediado na Cidade do México, Enrique Tovar traz uma abordagem multidisciplinar à arquitetura e ao trabalho editorial, moldada por seu interesse em história, sociedade, arte e artesanato. Suas primeiras experiências em um contexto onde a arquitetura é frequentemente autoconstruída ou negociada lhe proporcionaram uma compreensão refinada do ambiente construído como algo fluido e em constante evolução com o uso. Essa perspectiva o levou naturalmente ao trabalho editorial, que ele vê como uma extensão da prática arquitetônica — capaz de capturar complexidades e tensões que talvez não sejam visíveis nos processos tradicionais de projeto.

Como editor de conteúdo patrocinado no ArchDaily, Enrique explora as interseções críticas entre materiais, sistemas construtivos, tecnologia e softwares. Ele se interessa especialmente por como esses elementos influenciam as práticas arquitetônicas contemporâneas e pelas maneiras como os princípios do desenho universal e inclusivo podem expandir o alcance do campo profissional. Seu foco editorial incentiva ambientes que respondam a diversos corpos, experiências e modos de habitar o espaço, promovendo uma arquitetura que desafia as normas convencionais e abraça preocupações sociais mais amplas.

As cidades podem ser totalmente planejadas? O papel oculto da espontaneidade

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O que é melhor: uma cidade planejada do zero ou uma que se forma espontaneamente? No imaginário popular, existe a crença de que, se uma cidade foi planejada desde o início, ela deve ser melhor ou mais organizada que as outras. Na prática, contudo, isso não garante o sucesso de uma cidade.

Cidades como Tamansourt, no Marrocos, Songdo, na Coreia do Sul, e a King Abdullah Economic City, na Arábia Saudita, servem de alerta sobre o planejamento de novas cidades do zero que, posteriormente, enfrentam dificuldades para atrair o número esperado de moradores. Esses projetos demandaram investimentos significativos (tanto operacionais quanto financeiros) em desenho urbano, espaço e infraestrutura, mas negligenciaram as razões econômicas fundamentais pelas quais as cidades existem.

Grupo 91: O concurso de Dublin que se tornou um ponto de virada para a arquitetura irlandesa

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O veterano crítico de arquitetura irlandês Shane O'Toole comentou certa vez que, ao viajar pela Europa na década de 1970, "o comentário geral era: existe arquitetura moderna na Irlanda? Agora, em menos de 50 anos, passamos a ter um Prêmio Pritzker e dois laureados com a Royal Gold Medal do RIBA em cinco anos." Ele atribui essa mudança de percepção a um concurso de projeto que impulsionou a carreira de vários dos premiados arquitetos e arquitetas da Irlanda de hoje. Tratava-se do concurso para o Plano Diretor do Temple Bar (Temple Bar Framework Plan) de 1991, no centro de Dublin, capital da Irlanda, que foi vencido por um grupo de profissionais ainda na faixa dos 30 anos, sob o nome de Group 91.

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A abóbada núbia: revivendo técnicas ancestrais para soluções modernas

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As casas coloridas de Assuã, no sul do atual Egito, atraem turistas que se aventuram até aquela região do Rio Nilo. Acessíveis por pequenos barcos fluviais, ilhas como Suheil West abrigam comunidades núbias, algumas das quais tiveram que se deslocar após a construção da Grande Barragem de Assuã na década de 1960. Por trás das vistas pitorescas de paredes rebocadas e cobertas por murais e grafismos, empoleiradas em colinas rochosas com vista para o Nilo, esconde-se uma técnica construtiva utilizada localmente há séculos. Ela utiliza materiais de origem local, preserva a natureza e regula a temperatura interna contra o calor do dia e o frio da noite.

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Reuso adaptativo: quantas vidas um edifício pode ter?

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A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.

Mute apresenta o primeiro escritório totalmente adaptável da Europa em Varsóvia

A Mute, fabricante global de soluções de arquitetura adaptável para locais de trabalho modernos, inaugurou sua nova sede no edifício de escritórios Ambassador, em Varsóvia, administrado pela Hines. Com mais de 840 m², trata-se do primeiro escritório na Europa construído inteiramente com um sistema modular — que pode ser livremente reconfigurado sem gerar resíduos de reforma ou emissões de CO₂.

A reconstrução arquitetônica como memória cultural: o paradoxo do patrimônio sempre novo

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A arquitetura — um dos poucos artefatos culturais feitos para serem vividos publicamente, preservados e, muitas vezes, capazes de resistir por séculos — contribui significativamente para a identidade cultural de lugares e povos. Historicamente, os edifícios expressaram atitudes institucionais, influência e poder; são manifestações claras de cultura. No entanto, a longevidade complexifica a preservação: quando uma estrutura é reconstruída, reparada ou totalmente remontada, em que sentido ela ainda é o mesmo edifício?

Há o clássico enigma do Navio de Teseu, de Plutarco: se as tábuas de um navio forem substituídas uma a uma ao longo do tempo, ele continua sendo o mesmo navio? Thomas Hobbes acrescenta um elemento complicador — se as tábuas originais forem remontadas em outro lugar, qual navio é "o original"? O paradoxo põe à prova o que fundamenta a identidade: a matéria física, a continuidade de uso e história, ou o reconhecimento compartilhado. Na arquitetura e na conservação, isso redefine a preservação como uma escolha entre conservar a matéria, manter a forma e a função, ou perpetuar as histórias e práticas que dão significado a um lugar.

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Como os ambientes moldam os espaços para refeições ao ar livre: 24 abordagens arquitetônicas

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Os terraços ao ar livre ocupam um limiar familiar nas cidades de todo o mundo, funcionando como salas sociais situadas entre o espaço interno e o ar livre para acolher os rituais da vida cotidiana. As pessoas se encontram para compartilhar uma bebida, observar o movimento da rua ou fazer uma pausa antes de retornar às suas rotinas. Esses locais funcionam tanto como cenários culturais quanto comerciais, revelando como a hospitalidade e a vida pública se cruzam para moldar o caráter da cidade.

O clima influencia esses espaços de forma mais direta do que quase qualquer outra força de projeto, moldando a função dos terraços e como as pessoas os habitam. Sol, vento, chuva e umidade orientam as decisões sobre implantação, sombreamento, abertura e seleção de materiais. Cada terraço se torna um espaço de negociação entre o conforto humano e a pressão ambiental, e essa negociação pode ser lida em cada fechamento, superfície e limite espacial.

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A ilusão do nível: detalhamento para água na arquitetura “plana”

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Caminhamos sobre superfícies "planas" todos os dias e raramente pensamos a respeito — mas quão plano é esse solo, na verdade? Na cidade, os meios-fios são chanfrados, as calçadas se inclinam em direção às grelhas e as vias são abauladas para escoar a água em sarjetas rasas. Nos subúrbios e em caminhos não pavimentados, o terreno irregular é a norma. Dentro dos edifícios, em contrapartida, buscamos uma horizontalidade quase perfeita — estruturas, lajes e acabamentos são todos disciplinados para criar superfícies de circulação niveladas em nome da segurança e da acessibilidade. No entanto, a planaridade é inerentemente incompatível com a água. Um olhar mais atento revela um repertório sutil de adaptações: pequenos caimentos nas entradas, soleiras elevadas alguns milímetros, áreas molhadas com inclinações quase imperceptíveis. O piso é percebido como plano, mas, na verdade, é cuidadosamente ajustado — microtopografias disfarçadas de plano — para gerenciar a água sem chamar atenção.

Quais são as maneiras comuns pelas quais os/as arquitetos/as "mantêm as coisas planas" enquanto gerenciam a água — a eterna inimiga das edificações? Uma forma útil de analisar isso é focar em três condições recorrentes: decks externos ou de cobertura, banheiros e outras áreas molhadas, e planos de piso externos ao nível do solo. Cada uma depende de um conjunto de ferramentas ligeiramente diferente — sistemas de pedestais sobre impermeabilização inclinada, microinclinações para ralos, drenos perimetrais ocultos, caimentos divididos — para manter a ilusão de uma superfície contínua e nivelada. Estudar essas situações de forma comparativa revela o imenso esforço de projeto necessário para conciliar a percepção de planaridade com a realidade complexa da água.

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Revestimento de Fachada Ventilada em Ardósia Natural: Uma Solução para Casas Passivas

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Inspirada nas casas solares experimentais desenvolvidas após a crise do petróleo dos anos 1970, a certificação Passive House surgiu no final da década de 1980 como uma resposta às crescentes preocupações com a eficiência energética e o impacto ambiental da indústria da construção. Seu objetivo é ao mesmo tempo simples e radical: reduzir as demandas de aquecimento e resfriamento ao mínimo absoluto por meio de estratégias passivas, ventilação mecânica controlada e uma envoltória predial extremamente eficiente — eliminando a necessidade de sistemas complexos ou caros.

A escolha dos materiais de revestimento externo desempenha um papel estratégico para alcançar esse desempenho. Superfícies mal projetadas, pontes térmicas ou falhas de vedação podem comprometer toda a lógica térmica do edifício, especialmente em climas rigorosos. Nesse cenário, os sistemas de fachada ventilada se destacam: ao criarem uma camada de ar ventilada entre o revestimento e a parede estrutural, eles promovem um fluxo de ar contínuo, controlam a umidade e aumentam a estabilidade térmica. Materiais que combinam desempenho, durabilidade e apelo visual são raros — e a ardósia natural da espanhola Cupa Pizarras é uma solução de destaque.

Projetando no limite: 8 projetos conceituais da comunidade ArchDaily onde a arquitetura encontra a natureza

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Em um momento em que a prática arquitetônica está cada vez mais atrelada ao clima e ao contexto, a fronteira entre o construído e o natural tornou-se um território crítico de experimentação. A seleção de projetos não construídos deste mês reúne oito propostas conceituais que trabalham nos limites da paisagem. Em Ramia, do João Teles Atelier, a arquitetura inspira-se diretamente na metáfora de uma semente que rompe a terra, utilizando madeira, concreto e água para criar um percurso sensorial pela ecologia de Tulum. Por sua vez, o Mobius Pier, do X Atelier, projeta-se em uma curva suave sobre a margem do rio, funcionando simultaneamente como infraestrutura e ponto de observação. De forma semelhante, o projeto Il mare degli Umbri aborda esse limiar de outra maneira, restaurando a linha costeira histórica do Lago Trasimeno e reintroduzindo as ecologias de áreas úmidas locais. Cada projeto desta coletânea reflete uma postura singular: alguns tratam o limite como uma experiência espacial, outros como uma linha reguladora e, ainda, outros como um ponto de retorno cultural ou ecológico.

Projetando Cidades Inclusivas: O Papel do Desenho Universal na Criação de Atmosferas Urbanas Acessíveis

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As cidades contemporâneas são vibrantes, complexas e estão em constante evolução. Acima de tudo, são mutáveis, dinâmicas e diversas. Que transformações estão ocorrendo e para onde elas estão nos levando? A urbanização continua a ganhar força em muitas regiões do mundo, gerando transformações visíveis e estruturais. Diante desse cenário, começam a surgir dados sobre a evolução de sua configuração e os desafios que enfrentamos. Segundo o Banco Mundial, a população urbana continuará em trajetória de crescimento, com 90% dos novos moradores urbanos concentrados na África e na Ásia. Esse crescimento levanta questões essenciais: como podemos consolidar uma abordagem de projeto que garanta o acesso equitativo a espaços, recursos e serviços? Como podemos tornar as metrópoles emergentes e consolidadas mais inclusivas e acessíveis?

O que acontece quando o design do BIG, o D5 Rendering e a IA colidem? Simples: magia criativa

Projetar o próximo projeto de grande impacto ("uau")? É como tentar engarrafar um raio—exceto que, com o BIG e o D5 Render, você já recebe a garrafa nas mãos. O Bjarke Ingels Group (BIG), líder global em arquitetura, é reconhecido por seus projetos audaciosos e pelo compromisso com a inovação. Sempre explorando novas ferramentas, o BIG desafia os limites da tecnologia de design para otimizar fluxos de trabalho e potencializar a criatividade. Com projetos icônicos em todo o mundo, o escritório redefiniu a narrativa na arquitetura. Ao utilizar a plataforma integrada do D5 Render, a equipe de arquitetura otimizou seu fluxo de trabalho de projeto e visualização em tempo real, combinando renderização, animação e IA do D5 para dar vida a conceitos com velocidade e precisão excepcionais.

Escritórios de arquitetura no Porto pelas lentes de Marc Goodwin

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O legado arquitetônico do Porto é moldado há muito pelo peso da história e pela clareza da forma. Da obra de Álvaro Siza à densa rede de escritórios que emergem das escolas da cidade, o Porto oferece uma mistura única de continuidade e reinvenção. Aqui, a arquitetura não é apenas uma questão de projeto, mas muitas vezes de resistência — de trabalhar sob restrições, desenhar com precisão e navegar por um ambiente construído marcado pela permanência e pela aversão ao espetáculo.

No entanto, diante desse contexto persistente, uma nova geração de profissionais da arquitetura vem redefinindo o campo com discreta determinação. Frequentemente atuando em espaços compartilhados, esses escritórios equilibram autonomia com colaboração, além de um detalhamento meticuloso com preocupações urbanas mais amplas. Seus estúdios costumam refletir esse ethos: modestos em escala, definidos pelo reuso adaptativo e enraizados na realidade material da cidade. Nesses espaços de trabalho, a arquitetura se desdobra como um processo — às vezes especulativo, às vezes pragmático —, mas sempre reflexivo de uma prática profundamente local e cada vez mais global.

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Narrativas do modernismo sírio: redescobrindo o Centro de Pesquisas Marinhas

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No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.

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Além da arquitetura centrada no ser humano: projetando espaços com outras espécies

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À medida que a arquitetura avança para além do design centrado no ser humano, novas práticas repensam a coexistência como uma estrutura ética e ecológica. Das infraestruturas políticas aos habitats, essas abordagens nos convidam a imaginar a arquitetura como um sistema vivo compartilhado.

A arquitetura moderna foi, por muito tempo, escrita sob uma ótica antropocêntrica, colocando o ser humano no centro e tornando invisíveis as demais espécies. Contudo, esse paradigma vem se transformando, à medida que profissionais da arquitetura e da pesquisa redefinem o papel do design em mundos mais-que-humanos. Estúdios como Office for Political Innovation, Studio Ossidiana e Husos Architects questionam as narrativas centradas no ser humano e reformulam o design como uma prática compartilhada entre espécies. Nesse contexto, a arquitetura deixa de ser uma ferramenta de controle para se tornar um meio de coexistência, uma disciplina que media a relação entre espécies, ambientes e culturas.

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Enraizados na tradição, na natureza e na comunidade: espaços de bem-estar e cura do norte ao sul da África

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Os espaços de bem-estar e cura são moldados por tradições culturais, contextos geográficos e estruturas sociais. Em todo o mundo, certas práticas estão profundamente enraizadas há séculos, como as termas romanas, os hammams turcos e os onsens japoneses, enquanto outras evoluem inspirando-se em rituais ou redefinindo o próprio conceito e imagem de um ambiente de cura. A Europa, a América do Norte e a Oceania caracterizam-se pelo foco em jornadas individuais, no autocuidado e, frequentemente, em espaços de bem-estar luxuosos. A Ásia molda a percepção global predominante de bem-estar por meio da cura baseada na meditação, da reflexão interior e de retiros holísticos. Na África, o bem-estar está profundamente enraizado em tradições ancestrais, integrado à natureza e centrado na comunidade e na interação social. O ponto em comum em todo o mundo reside no envolvimento sensorial, no relaxamento e na cura holística, muitas vezes ligados à natureza. Mas como se manifesta o bem-estar na África? Quais são os espaços de cura que o moldam e quais linguagens arquitetônicas definem o bem-estar do norte ao sul do continente?

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Queensway de Hong Kong Reimaginada: Sara Klomps sobre a gênese e a ambição de The Henderson, de Zaha Hadid Architects

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É comum que marcos arquitetônicos se concentrem em uma mesma região. Em Tóquio, a icônica Omotesando é um trecho bastante conhecido onde "starchitects" globais construíram lojas-conceito de luxo nos anos 2000. Hong Kong possui uma aglomeração arquitetônica menos conhecida, mas igualmente potente, ao longo da Queensway — embora, historicamente, apresente um caráter mais corporativo e menos voltado ao engajamento público. A partir da década de 1980, esse corredor passou a abrigar uma série de edifícios emblemáticos projetados por alguns dos nomes mais proeminentes da arquitetura mundial: a Sede do HSBC de Norman Foster, a Bank of China Tower de I.M. Pei, o Lippo Centre de Paul Rudolph e, nas proximidades, o Murray Building de Ron Phillips — hoje revitalizado como hotel pelo escritório Foster + Partners. Mais tarde, a região foi ainda mais enriquecida pela renovação do Pacific Place, realizada pelo Heatherwick Studio, e pelo Asia Society Hong Kong Center, projetado por Tod Williams Billie Tsien Architects.

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Studio Libeskind vence concurso para transformar a área da estação de Issy-les-Moulineaux, em Paris, com um edifício de uso misto

Após um concurso internacional, o escritório do arquiteto polonês-americano Daniel Libeskind, o Studio Libeskind, em colaboração com a La Compagnie de Phalsbourg, foi selecionado para projetar o edifício principal do distrito de Léon Blum, adjacente à futura estação da Linha 15 do Grand Paris Express. O concurso contou com oito equipes, incluindo Snøhetta, Valode et Pistre, Stefano Boeri, Sou Fujimoto e Jean-Paul Viguier. O projeto vencedor é um edifício de uso misto com mais de 20.000m², que apresenta uma parede verde e incorpora materiais de base biológica. A proposta faz parte de uma estratégia de desenvolvimento urbano mais ampla para Issy-les-Moulineaux, uma área extra-muros de Paris que atualmente passa por uma grande transformação.

Studio Libeskind vence concurso para transformar a área da estação de Issy-les-Moulineaux, em Paris, com um edifício de uso misto - Imagem de DestaqueStudio Libeskind vence concurso para transformar a área da estação de Issy-les-Moulineaux, em Paris, com um edifício de uso misto - Image 1 of 4Studio Libeskind vence concurso para transformar a área da estação de Issy-les-Moulineaux, em Paris, com um edifício de uso misto - Image 2 of 4Studio Libeskind vence concurso para transformar a área da estação de Issy-les-Moulineaux, em Paris, com um edifício de uso misto - Image 3 of 4Studio Libeskind vence concurso para transformar a área da estação de Issy-les-Moulineaux, em Paris, com um edifício de uso misto - Mais Imagens

Revelando os 15 eventos de arquitetura mais significativos de 2025

O ano de 2025 promete ser um marco na arquitetura, anunciando um vibrante renascimento de criatividade e exploração. À medida que as sociedades enfrentam desafios como as mudanças climáticas, a rápida urbanização e a evolução tecnológica, a arquitetura atua tanto como um espelho dessas dinâmicas quanto como uma bússola apontando para um futuro sustentável e inclusivo. O calendário arquitetônico deste ano oferece ricas oportunidades para celebrar o poder transformador da disciplina — de festivais que desafiam limites a exposições instigantes que exploram narrativas culturais e ambientais urgentes.

De bienais consolidadas a encontros inaugurais, incluindo o World Architecture Festival 2025, o Desert X Al Ula e a Conferência do Clima (COP), o calendário de 2025 destaca temas como sustentabilidade, patrimônio e comunidade. Esses eventos reforçam a capacidade única da arquitetura de moldar um futuro melhor, abordando desafios globais ao mesmo tempo em que honram a diversidade cultural e a engenhosidade do design.

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Anne Lacaton recebe o Prêmio Jane Drew 2025

A arquiteta francesa Anne Lacaton, vencedora do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2021, foi laureada com o prêmio Jane Drew de Arquitetura 2025, uma distinção anual que reconhece profissionais da arquitetura cujo trabalho e compromisso com a excelência do design têm contribuído para elevar a presença de mulheres na arquitetura. Integrante do W Awards, a premiação homenageia figuras que impulsionaram a prática arquitetônica por meio de inovação, engajamento e impacto. Lacaton, cofundadora do escritório parisiense Lacaton & Vassal, foi selecionada por sua abordagem pioneira em uma arquitetura sustentável e socialmente responsável.

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