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Moldando espaços: a história e o impacto das lareiras na arquitetura

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As lareiras moldaram profundamente o projeto arquitetônico, influenciando a forma como os espaços são organizados, vivenciados e percebidos. Mais do que meros elementos funcionais, elas representam símbolos de poder, comunidade, conforto e cultura, traçando a evolução da relação da humanidade com o ambiente construído. Das fogueiras primitivas que caracterizavam os primeiros assentamentos humanos aos sofisticados projetos ecológicos da arquitetura contemporânea, as lareiras têm refletido transformações culturais, sociais e tecnológicas mais amplas, servindo como pontos focais duradouros na narrativa espacial da arquitetura. Pesquisadores/as e acadêmicos/as frequentemente exploram a relação íntima entre a arquitetura e o fogo. Luis Fernández-Galiano, em sua obra seminal "Fire and Memory: On Architecture and Energy", defende que a arquitetura faz fundamentalmente a mediação entre a humanidade e a energia. Ao compreender como essas estruturas moldaram os espaços, simbolizaram valores culturais e impulsionaram a inovação tecnológica, obtemos uma compreensão mais profunda da complexa interação da arquitetura entre forma, função e significado.

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Um modelo para a preservação do patrimônio liderada pela comunidade: a revitalização de Esna, vencedora do Prêmio Aga Khan

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Entre os sete vencedores do 16º Prêmio Aga Khan de Arquitetura deste ano esteve a revitalização da Esna Histórica, no sul do Egito. Liderado pelo escritório Takween, sediado no Cairo, o projeto foi muito além de uma simples restauração. Trata-se de um esforço de renovação abrangente que aliou um profundo engajamento comunitário à preservação do patrimônio material e imaterial. Ao gerar milhares de empregos e restaurar o centro histórico, a iniciativa ofereceu uma alternativa viável e potente à demolição. O Aga Khan Trust elogiou a proposta como um "modelo replicável de desenvolvimento sustentável".

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Projetando espaços de escritório para o foco na era do trabalho híbrido

Sem espaços dedicados à concentração individual — um elemento crucial para uma colaboração eficaz —, até mesmo a ideia mais brilhante perde o brilho. O escritório precisa, de fato, equilibrar a conectividade e o espaço pessoal de forma primorosa, permitindo que os/as profissionais transitem entre as tarefas sem atritos. Cabines como as hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S fazem parte dessa abordagem, formando juntas um trio de cabines individuais que atende à maior parte das necessidades de espaços de trabalho individuais no escritório.

As cabines hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S funcionam como um sistema completo, garantindo que os/as profissionais tenham as condições adequadas para um trabalho individual produtivo ao longo do dia, revelando-se ferramentas valiosas para arquitetos/as no desenvolvimento de projetos que atendam plenamente às variadas necessidades dos/as colaboradores/as. Cabines como essas tornam-se refúgios de alto padrão para chamadas focadas, espaços surpreendentemente imersivos para videoconferências e verdadeiras bolhas de concentração profunda.

A adaptação do movimento moderno na Argentina: o Grupo Austral e o edifício Los Eucaliptos

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No cruzamento entre a inevitável influência do movimento moderno internacional e a tradição arquitetônica argentina, surge o Grupo Austral, um coletivo de arquitetos/as que propõe uma reinterpretação do racionalismo corbusieriano, adaptando-o às particularidades do contexto local. Nesse contexto, podemos falar de uma arquitetura internacional que não é meramente incorporada, mas que pode ser considerada uma arquitetura "apropriada", ou seja, enraizada nas condições climáticas, nos modos de vida e nos materiais locais presentes na Argentina. Isso nos leva a perguntar: Como a arquitetura europeia se relaciona com a local? Seria o produto de uma semelhança de situações ou de um processo de transferência de imagens arquitetônicas, como ocorreu ao longo da história? Seria uma mistura de ambos os fatores? Podemos falar em arquitetura apropriada?

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Longevidade através da renovação: a sabedoria duradoura das vilas sobre a água de Hong Kong

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Embora Hong Kong seja amplamente reconhecida por sua vista icônica do porto, seu skyline cintilante e seu ritmo de vida urbano acelerado, suas origens contam uma história diferente — profundamente enraizada em sua relação com a água. Antes de se transformar em uma metrópole densa e vertical, a identidade arquitetônica de Hong Kong estava estreitamente ligada ao seu contexto marítimo. Hoje, a cidade é frequentemente associada a torres esbeltas e revestidas de vidro que simbolizam a modernidade. Embora visualmente impactantes em sua busca por altura e forma, muitos desses edifícios parecem desconectados de seu entorno imediato, muitas vezes negligenciando as condições naturais do local, a responsividade ecológica e a sensibilidade contextual.

Historicamente, no entanto, o cenário era diferente. Os primeiros ambientes construídos de Hong Kong — vilas de pescadores rurais em áreas como Tai O, Aberdeen e Shau Kei Wan — surgiram por meio de práticas espaciais orgânicas e comunitárias que dialogavam estreitamente com o entorno. Esses assentamentos costeiros e ribeirinhos desenvolveram sistemas arquitetônicos sob medida para o ambiente marinho e para os ritmos da vida pesqueira. As vilas se estruturavam ao redor da água, e as estratégias de construção eram adaptadas às marés flutuantes, ao terreno e ao uso social.

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Vozes do ArchDaily: Agustina Iñiguez

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A trajetória de Agustina Iñiguez na arquitetura tem raízes em um profundo apreço pela arte, pelo desenho e pelos trabalhos manuais — interesses que naturalmente a levaram à graduação em arquitetura aos 18 anos. Radicada em Buenos Aires, Agustina concilia a prática profissional de arquitetura com uma atuação ativa na academia, trabalhando como auxiliar de ensino na Universidade de Buenos Aires e como professora assistente na Universidade Torcuato Di Tella. Desde que passou a integrar a equipe editorial do ArchDaily em 2021, ela traz uma abordagem reflexiva e interdisciplinar para a curadoria de conteúdos que conectam teoria, prática e engajamento social.

Seu foco editorial concentra-se na investigação de projetos e temas que consideram atentamente a escolha de materiais, técnicas construtivas e a integração com o entorno, sempre com ênfase na melhoria da qualidade de vida por meio do projeto. Agustina tem especial interesse pelo reúso adaptativo, pela renaturalização urbana (rewilding) e por estratégias de projeto inclusivas que respondam às necessidades de comunidades diversas. Defensora da colaboração interdisciplinar, ela apoia trabalhos que articulam, de forma sensível, a inovação arquitetônica aos contextos ambiental e cultural.

Deixando o céu entrar: 4 estudos de caso sobre soluções de iluminação natural na arquitetura aquática

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Condensação, manutenção e umidade são três desafios corriqueiros que continuam a testar os edifícios que projetamos e construímos. Sejam decorrentes de condições climáticas, de uma ventilação limitada ou de especificidades no detalhamento construtivo, esses fatores afetam não apenas a durabilidade dos materiais, mas também o conforto cotidiano e o desempenho dos espaços ocupados. Tratando-se de um centro aquático ou de uma piscina coberta, as exigências são ainda maiores. A presença constante de vapor, o acúmulo de umidade e o risco de mofo podem comprometer tanto a eficiência energética quanto a experiência dos/as usuários/as. Em ambientes como esses, a ventilação e o acesso à luz natural, para além de seu valor estético, tornam-se ferramentas essenciais para manter o equilíbrio, aumentar o conforto interno e, em última análise, otimizar a forma como o espaço é percebido e usufruído.

Fachadas autônomas: sistemas de energia renovável para proteção solar

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Aprofundar-se nos jogos de luzes e sombras na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de profissionais da disciplina. Espaços de luminosidade e escuridão são concebidos com o fim de potencializar desde percursos e direcionalidades nos espaços até destacar cores, texturas e formas de certos elementos arquitetônicos. No entanto, o impacto da luz natural sobre as fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver medidas que colaborem com a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços interiores e também promovam a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneira sua potência poderia contribuir para a experiência arquitetônica?

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Projetando o futuro, novamente: o que o retorno da Expo Mundial a Osaka após 55 anos revela

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A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.

Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.

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Atenção, arquitetos e arquitetas: o futuro dos estacionamentos é robótico

Diante da rápida urbanização, o espaço tem se tornado um recurso escasso. As cidades estão saturadas, com áreas limitadas tanto para empreendimentos públicos quanto privados. Esse cenário exige uma transição para um planejamento urbano mais eficiente, capaz de aliar estética e alta funcionalidade. O estacionamento robótico da MPSystem surge como a solução ideal ao combinar desempenho prático e liberdade de criação arquitetônica.

Domando a natureza: como a arquitetura está redefinindo sua relação com o meio ambiente

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A integração de elementos naturais ao projeto arquitetônico é, há muito tempo, uma busca fundamental para a criação de ambientes sustentáveis e confortáveis que melhorem tanto o bem-estar individual quanto a relação entre as edificações e seu contexto circundante. Em áreas de paisagens vastas, a incorporação de elementos naturais é essencial para conectar harmoniosamente a arquitetura ao seu local de implantação. Por outro lado, em ambientes urbanos densos e dominados por estruturas construídas, a introdução de áreas verdes torna-se também cada vez mais vital, reintroduzindo a natureza na chamada "selva de pedra".

Contudo, para além dos elementos paisagísticos convencionais — como fontes de água, paredes verdes, jardins ou pátios —, arquitetos e arquitetas estão redefinindo o que significa construir com a natureza. O foco deslocou-se para uma integração profunda da arquitetura com o seu entorno natural, criando experiências espaciais imersivas que atenuam as fronteiras entre o construído e o orgânico — de certa forma, "domesticando" a natureza. Quando executados com sucesso, esses projetos vão além de promover o bem-estar ou um estilo de vida saudável; eles evocam uma sensação profunda de tranquilidade, força e harmonia, transformando a maneira como percebemos e habitamos o espaço.

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De casa a hotel: um comparativo de design em 20 banheiros

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Os banheiros desempenham um papel significativo em nossas vidas diárias, cumprindo múltiplas funções que vão além da higiene básica. Pesquisas destacam sua importância como espaços de relaxamento, introspecção e bem-estar pessoal. O design e o conforto de um banheiro podem influenciar profundamente a maneira como começamos e terminamos o dia, moldando nossas rotinas com uma sensação de tranquilidade ou de desconforto. Ao viajar, os banheiros de hotéis costumam deixar uma impressão duradoura, pois um ambiente bem projetado e executado com esmero pode elevar significativamente a experiência geral de uma estadia.

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Fachadas Avançadas da Trimo: Moldando a Arquitetura para um Futuro Net-Zero

À medida que a indústria da construção intensifica seus esforços em direção à sustentabilidade, arquitetos/as e incorporadores/as buscam ativamente soluções inovadoras para reduzir a pegada ambiental dos edifícios. A Trimo, líder global em soluções de fachadas e coberturas arquitetônicas, está na vanguarda dessa transformação com sua linha de produtos NEXT — Qbiss One NEXT e Trimoterm NEXT —, que está estabelecendo novos padrões de sustentabilidade. Projetados para apoiar a transição global para uma construção de carbono zero, esses produtos incorporam tecnologia de ponta, baixas emissões de carbono e alta reciclabilidade, tudo isso sem abrir mão de desempenho e estética superiores.

Celebrando a inovação: Buildner e Dubai premiam com €250 mil no concurso 'House of the Future'

Buildner, em parceria com o Governo de Dubai, anunciou os resultados do concurso House of the Future 2024/25. Após o sucesso de sua edição inaugural em 2023, esta segunda edição convidou arquitetos/as e designers do mundo todo a desenvolverem um protótipo de residência acessível, expansível e inovador, adaptado às necessidades em constante evolução das famílias dos Emirados.

Organizado em colaboração com o Mohammed bin Rashid Centre for Government Innovation e o Sheikh Zayed Housing Programme, o concurso ofereceu uma premiação total de € 250.000 (1 milhão de AED). As propostas vencedoras estão sendo avaliadas para potencial inclusão no catálogo nacional de projetos habitacionais dos Emirados Árabes Unidos, que oferece à população uma seleção de modelos de residências inovadoras e pré-aprovadas.

Arquitetura que molda a saúde: lições de design e bem-estar em 2025

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A saúde tornou-se uma preocupação central na arquitetura, no planejamento urbano e no design, impulsionada por uma crescente consciência sobre como o ambiente construído influencia o bem-estar físico, mental, social e ambiental. Em 2025, essa percepção foi além de tipologias de edifícios especializados ou de métricas de desempenho, passando a ocupar o centro das decisões arquitetônicas e moldando a forma como os espaços são concebidos, construídos e habitados em diversos contextos. Arquitetos e arquitetas já não tratam a saúde como um requisito externo, mas sim como uma condição fundamental da vida cotidiana.

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O ambiente construído como terceiro educador: o brincar arquitetônico em jardins de infância japoneses e chineses

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No design contemporâneo de escolas de educação infantil no Japão e na China, arquitetos e arquitetas estão transformando os espaços internos, deixando de lado o conceito de mero recipiente para criar um ambiente multissensorial ativo. Essa transição parece acompanhar estudos em psicologia do desenvolvimento que sugerem que a experiência espacial da criança começa com um engajamento sensório-motor, por meio do toque e da manipulação. Dessa forma, esses projetos dão grande ênfase ao uso de materiais e à abordagem do aprender brincando. Arquitetos e arquitetas parecem estar indo além das salas de aula tradicionais, criando ambientes táteis, estimulantes e enraizados em seus contextos específicos. Os próprios edifícios se tornam ferramentas pedagógicas, incentivando as crianças a aprender e explorar por meio do engajamento físico direto.

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Tocar a terra levemente: como liberar o plano do solo molda a atmosfera arquitetônica

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A arquitetura e suas qualidades atmosféricas há muito são objeto de discussão, mas alcançar um consenso sobre o assunto continua sendo uma tarefa complexa. Isso ocorre, em grande parte, porque a experiência espacial é profundamente pessoal — enraizada em emoções, percepções sensoriais e preferências individuais difíceis de articular apenas com palavras. A maneira como cada pessoa percebe, sente e interage com um espaço adiciona outra camada de complexidade, tornando desafiador definir e concordar sobre seu impacto atmosférico. Ainda assim, arquitetos/as e designers buscam continuamente moldar ambientes que não sejam apenas funcionais e confortáveis, mas também capazes de evocar emoções e deixar uma impressão duradoura em seus ocupantes.

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A Lacuna da Agência Espacial: Repensando o Espaço Público por Meio do Co-Design com Trabalhadores(as) Domésticos(as) Estrangeiros(as)

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Trabalhadores/as domésticos/as em Hong Kong e Cingapura constituem a infraestrutura silenciosa dessas cidades. Apenas em Hong Kong, há cerca de 300.000 profissionais do setor doméstico, atendendo a uma parcela das aproximadas 2,7 milhões de residências. O trabalho de cuidado que realizam sustenta a rotina de famílias em que ambos os cônjuges trabalham fora: cuidados infantis, cuidados com idosos/as, cozinha, limpeza e a logística diária que viabiliza a vida profissional dos/as empregadores/as. No entanto, as pessoas que sustentam esse equilíbrio permanecem amplamente invisíveis nas políticas públicas — e, fundamentalmente, no espaço.

Aos domingos, no distrito financeiro de Hong Kong, essa invisibilidade se torna visível. Passarelas elevadas e praças sob pilotis — subutilizadas nos fins de semana — transformam-se em espaços comuns improvisados. Com esteiras de papelão, pequenas barracas, toalhas, comida, água e uma ou duas caixas de som, trabalhadores/as domésticos/as organizam locais para sentar, descansar e socializar. Esses ambientes improvisados na cidade costumam ser sua única oportunidade de exercer a agência espacial — algo que raramente possuem nos lares que mantêm ou na infraestrutura pública formal. Diante da falta de locais oficiais e estruturados para o descanso, pontes e passagens mais tranquilas tornam-se substitutos práticos.

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Construído para durar — ou para mudar? Em defesa da construção a seco em cidades úmidas

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Em certas partes do mundo, a construção civil ainda é dominada por sistemas úmidos — concreto, alvenaria e materiais cimentícios que são moldados, curados e fixados no local. Embora isso seja considerado a norma há muito tempo em alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Tailândia, Malásia e China, a maioria dessas regiões compartilha uma tendência comum: a mão de obra é relativamente barata. Isso explica, em parte, a viabilidade do concreto, já que uma das desvantagens típicas desse material costuma ser o custo intensivo de mão de obra — o que acaba consolidando o concreto como um sistema construtivo mais barato e eficiente nessas localidades.

No entanto, a região ainda dá pouca atenção ao aspecto da sustentabilidade ao utilizar esses materiais de construção úmidos, frequentemente negligenciando as desvantagens significativas de seu ciclo de vida útil e a dificuldade de reciclagem sem perda de qualidade (downcycling) — o que o torna um dos sistemas construtivos menos sustentáveis disponíveis.

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O Pavilhão Argentino na Bienal de Veneza 2025: A sesta como experiência em um espaço carregado de simbolismos

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A proposta dos arquitetos argentinos Marco Zampieron e Juan Manuel Pachué para o Pavilhão Argentino da 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 é clara desde o início: ao entrar no Siestário, quem visita o espaço se vê imerso em um ambiente de luz tênue e sons evocativos, deparando-se — no centro, estendido pela sala e como protagonista indiscutível — com um grande bolsão rosa inflado que convida automaticamente ao repouso. Trata-se de um silo-bolsa, elemento utilizado no campo argentino para armazenar grãos e símbolo da economia de exportação nacional. Nesse contexto, o silo-bolsa não é apenas um gesto espacial, mas também temporal: um convite para pausar e refletir em meio ao percurso da Bienal.

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De Bolonha à Cidade do México: 8 masterplans não construídos que reimaginam comunidades por meio da regeneração e do design

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No discurso arquitetônico contemporâneo, o planejamento urbano é cada vez mais reconhecido como um meio de conciliar o crescimento com prioridades sociais, culturais e ambientais de longo prazo. Para além de organizar edifícios e infraestrutura, essas propostas de grande escala visam regenerar o tecido urbano, adaptar áreas históricas ou subutilizadas e estabelecer diretrizes para comunidades inclusivas e resilientes. Enviados pela comunidade do ArchDaily, os projetos apresentados nesta edição de Arquitetura Não Construída destacam como os planos diretores podem responder aos desafios contemporâneos enquanto preparam as cidades para um futuro incerto.

Abrangendo diversas geografias, da Europa ao Oriente Médio e às Américas, os projetos selecionados reinterpretam complexos industriais, sítios culturais e bairros residenciais por meio de estratégias que priorizam a sustentabilidade, a mobilidade e a identidade coletiva. Muitos compartilham o foco no design regenerativo: a reabertura de canais históricos, a criação de espaços públicos adaptados ao clima e a introdução de corredores verdes e centros comunitários para reconectar as pessoas com seus ambientes. Juntos, eles demonstram como o planejamento urbano vem se consolidando como uma ferramenta fundamental para repensar a maneira como as cidades crescem, se adaptam e sustentam a vida cívica.

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Menos Juntas, Mais Eficiência: O Impacto do Painel de 12” na Instalação de Revestimentos

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O revestimento de fachadas é um elemento essencial na arquitetura, combinando funcionalidade, tecnologia e estética para proteger e valorizar as edificações. Entre os diversos materiais disponíveis, como pedra, madeira e compósitos, o revestimento metálico destaca-se por sua durabilidade, baixa manutenção e flexibilidade de projeto. Além de oferecer resistência às intempéries e segurança contra incêndios, sua capacidade de reciclagem o torna uma solução sustentável e econômica para projetos de todos os portes. Para atender a essas demandas com eficiência e sofisticação, a Parallel Architectural Products oferece uma gama de revestimentos metálicos e outros produtos inovadores projetados para otimizar a instalação, reduzir os custos de mão de obra e garantir acabamentos de alta qualidade.

Redimensionando o limiar: quando a arquitetura comunitária se torna grande demais

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Quando o Hudson Yards foi inaugurado em Manhattan em 2019, prometia um novo bairro urbano construído do zero. Foram erguidas 16 torres com 4.000 unidades residenciais na esperança de criar uma comunidade forte. Apesar de suas comodidades luxuosas e grandiosas praças públicas, um vazio peculiar persistiu. O empreendimento transmitia uma sensação de anonimato, evidenciando uma verdade fundamental sobre a capacidade social humana.

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"A arquitetura é uma segunda pele, a bolha onde a vida transcorre": Casa Áureo, projetada por Elías Rizo Arquitectos

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A Casa Áurea é um projeto de Elías Rizo e do Taller Elías Rizo Arquitectos, com design de interiores assinado por Cristina Grappin. Localizada em Santa Catarina, no estado de Nuevo León, a residência faz parte do Programa Líderes del Mañana do Tecnológico de Monterrey, no contexto do 218º Tradicional Sorteo Tec, cujo objetivo é fortalecer uma iniciativa focada na transformação, na mobilidade social e no desenvolvimento de jovens de excelência acadêmica.

Cercada pelas formações da Sierra Madre Oriental, a casa foi concebida para priorizar a privacidade desde o seu acesso principal. Conforme se percorre o espaço, a transição entre as áreas sociais do térreo e os níveis superiores define diferentes hierarquias de privacidade: o segundo pavimento abriga espaços mais reservados, enquanto no rooftop o ambiente se abre gradualmente em direção ao cenário montanhoso, integrando-se visualmente à paisagem.

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