1. ArchDaily
  2. Noticias

Noticias

Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem

Acesso exclusivo | 

Em 2026, a Apple celebrou cinquenta anos de fundação. Ao longo das últimas duas décadas, a empresa desenvolveu uma linguagem arquitetônica consistente que estende sua marca ao ambiente construído, transformando lojas, locais de trabalho e espaços voltados ao público em componentes ativos de sua identidade. Esses ambientes orientam o movimento, emolduram a interação e condicionam as maneiras pelas quais o público entra em contato tanto com os produtos quanto com a própria empresa.

Do dispositivo portátil ao interior urbano, a Apple tem buscado manter um rígido controle sobre forma, materialidade e experiência. A arquitetura passa a integrar esse sistema a partir do momento em que a empresa define como é percebida e vivenciada no espaço físico. Pesquisas sobre ambientes de varejo demonstram como o layout espacial, a visibilidade e os padrões de circulação podem moldar comportamentos e interações, transformando a arquitetura em uma interface entre a marca e o público.

Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem - Imagen 1 de 4Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem - Imagen 2 de 4Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem - Imagen 3 de 4Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem - Imagen 4 de 4Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem - Mais Imagens+ 10

Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano

Acesso exclusivo | 

Longe da percepção do espaço expositivo como um lugar estéril, intocável e quase sagrado, o museu de tecnologia contemporâneo surge como um participante performativo nos sistemas que busca documentar. A arquitetura dessas instituições tornou-se cada vez mais fluida e audaciosa, muitas vezes refletindo a velocidade e a complexidade dos sistemas que abriga. Essas instituições operam como mediadoras entre os domínios humano, ecológico e tecnológico, transformando-se de depósitos enciclopédicos em motores educacionais ativos. Ao espacializarem dados científicos complexos por meio de salas imersivas, essas estruturas tornam as redes tecnológicas do nosso mundo acessíveis, envolventes e tangíveis.

Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 1 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 2 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 3 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Imagen 4 de 4Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano - Mais Imagens+ 4

Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras

Acesso exclusivo | 

São oito horas da manhã e o painel do carro indica 36°C nas ruas de San Pedro Sula, em Honduras. O céu está quase limpo: seu azul é intenso e as poucas nuvens que passam brilham sob o sol. O ar-condicionado dos carros — todos com vidros escurecidos — faz esquecer que, ao descer, o ar quente e úmido pesará sobre os ombros, provocando suor imediato.

Puerto Cortés, no Caribe, fica longe demais para um mergulho rápido, mas, no bairro de Armenta, o rio homônimo desce quase em silêncio da Sierra del Merendón e corre de oeste a leste entre pedras cinzentas. Na margem norte, as árvores altas e frondosas no topo do barranco dão sombra a uma praça longa, seca e empoeirada, enquanto as grossas raízes expostas conferem rugosidade ao terreno. Ali, o sol castiga menos.

Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 1 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 2 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 3 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 4 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Mais Imagens+ 11

Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista

Acesso exclusivo | 

Um bloco residencial em Nova Belgrado parece ordenado quando visto de longe. Lajes de concreto se repetem com consistência disciplinada, janelas se alinham em malhas ritmadas e sacadas se sobrepõem com a confiança de um sistema seguro de si. No entanto, a proximidade altera essa leitura. Uma sacada é fechada com esquadrias de alumínio, outra é suavizada por um sombreamento improvisado. O isolamento térmico engrossa parte de uma fachada, enquanto roupas estendidas moldam outra extremidade como um estudo de elevação involuntário. O distrito ainda se revela planejado, embora a ocupação tenha tornado sua ordem menos uniforme. Dentro dessa ordem, a repetição foi gradualmente reescrita pela ocupação.

Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 1 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 2 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 3 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 4 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - Mais Imagens+ 10

O impacto duradouro do ensino de arquitetura: formando profissionais para questionar convenções

Acesso exclusivo | 

As escolas de arquitetura costumam deixar marcas duradouras em estudantes, moldando seu estilo e sua capacidade de questionamento crítico muito após o término da formação acadêmica. Por exemplo, o SCI-Arc, fundado em 1972 e sediado no centro de Los Angeles, é uma instituição reconhecida por sua cultura de experimentação, investigação crítica e independência criativa, construindo uma reputação baseada na ideia de que a arquitetura deve ser compreendida como um campo aberto ao diálogo com a arte, a tecnologia, o design e a cultura contemporânea. A diversidade de trajetórias de quem se forma na instituição demonstra como esse ambiente pode gerar abordagens profissionais distintas, porém unidas pela mesma disposição para explorar novas possibilidades.

Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana

Acesso exclusivo | 

Em muitas cidades latino-americanas, os bairros periféricos historicamente têm menos acesso aos recursos que tornam a vida urbana algo mais do que apenas habitável. Habitação, transporte e serviços públicos são os marcadores habituais dessa lacuna. No entanto, existe outra disparidade que é mais difícil de quantificar: a ausência de lugares onde as pessoas possam se reunir, aprender, descansar e participar da vida coletiva. Quando esses espaços não existem, a cidade não apenas deixa de prestar um serviço, mas também falha em reconhecer uma presença.

Nas últimas décadas, um número crescente de projetos tem tentado enfrentar essa ausência de forma direta. Em vez de se concentrarem apenas na infraestrutura física, essas iniciativas investem em espaços projetados para apoiar a educação, a cultura, o lazer e a vida comunitária, muitas vezes integrando várias dessas funções em um único edifício, em bairros onde tais espaços costumam ser escassos.

Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Image 1 of 4Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Image 2 of 4Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Image 3 of 4Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Imagem de DestaqueConstruindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Mais Imagens+ 19

Arquitetos e arquitetas na Índia repensam o vernáculo digital por meio da IA, do artesanato e da memória

Acesso exclusivo | 

O segundo episódio da série de podcasts Room For Dreams apresenta uma imersão profunda sobre como a arquitetura pode abraçar o futuro sem perder sua alma. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, este episódio traz os/as arquitetos/as Arun Sharma e Jaskaran Singh para desvendar o verdadeiro significado do vernacular digital.

Lógica Insular: Como o Terreno Molda a Arquitetura Costeira

Acesso exclusivo | 

As paisagens costeiras frequentemente determinam muito mais do que apenas as vistas. Encostas íngremes, formações rochosas fragmentadas, vegetação densa, enseadas escondidas e acessibilidade limitada podem moldar como a privacidade, a circulação e a ocupação se desenvolvem antes mesmo de a arquitetura intervir no local. A proximidade com a água e o clima tornam os territórios costeiros altamente desejáveis para a habitação; no entanto, sua sensibilidade ecológica e geografia restrita costumam exercer pressão sobre a forma como o desenvolvimento se materializa. Ao contrário das cidades, onde a densidade pode apoiar a caminhabilidade, a infraestrutura e a vida urbana coletiva, os territórios costeiros operam por meio de relações mais frágeis entre a terra, a vegetação e a água.

Ao longo de muitas faixas litorâneas, o desenvolvimento tende a priorizar a visibilidade e a proximidade com o mar, organizando o solo por meio de uma ocupação concentrada e de redes de circulação expandidas. Contudo, certos locais podem orientar uma abordagem diferente, na qual a própria geografia se torna a principal força organizadora. Como a arquitetura pode ocupar uma paisagem sem dissolver as qualidades que tornam o lugar singular? Localizado em uma península isolada na costa mediterrânea da Turquia, o Gokce Gemile Private Bay explora essa questão por meio de uma abordagem arquitetônica de baixa densidade, moldada pela geografia, pelo acesso controlado e pelo distanciamento espacial.

Envoltórias ativas: integrando a energia solar ao projeto arquitetônico

Acesso exclusivo | 

Ao desenvolver um projeto de arquitetura, existem múltiplos pontos de partida possíveis. Há profissionais que começam pelo volume, esculpindo a forma gradualmente em diálogo com o contexto. Outros partem do corte longitudinal, enquanto há quem organize o projeto a partir da distribuição funcional da planta. Não existe um método certo ou errado, mas sim abordagens distintas que refletem diferentes maneiras de pensar e fazer arquitetura. No entanto, desde a ampla adoção dos painéis solares e da energia fotovoltaica, surgiu um padrão recorrente: esses sistemas são quase sempre introduzidos tardiamente no processo, enquadrados como otimizações técnicas ou respostas a exigências regulatórias e de eficiência energética. Como resultado, tendem a ser tratados como elementos secundários, frequentemente relegados a coberturas ou áreas menos visíveis e desvinculados da linguagem arquitetônica do edifício.

Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos

Acesso exclusivo | 

O Pós-Modernismo nos Estados Unidos transformou a arquitetura em um palco para a memória cultural, a ironia e o patrimônio em um momento no qual o ambiente construído se tornava menos cívico e mais comercial e curado. No final do século XX, o investimento em arquitetura não se centrava mais em instituições públicas monumentais ou no compromisso federal compartilhado com o espaço cívico. O desenvolvimento privado, a expansão corporativa e os ambientes de consumo moldavam cada vez mais as cidades por todo o país. Os edifícios assumiram um novo papel como imagens culturais, dos quais se esperava tanto a comunicação de identidade e significado quanto o atendimento a uma função.

O Pós-Modernismo começou como uma crítica às promessas esgotadas do modernismo. No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, muitos/as designers já não tratavam o modernismo como algo radical ou socialmente redentor. Os projetos de renovação urbana aceleraram a demolição de bairros históricos, e as batalhas pela preservação do patrimônio levantaram questões urgentes sobre o que os Estados Unidos valorizavam e, em última análise, protegiam. A perda de grandes ícones cívicos, incluindo a Penn Station de Nova York, aguçou a consciência pública de que o progresso muitas vezes ocorre por meio do apagamento. Em Chicago, o arquiteto e provocador Stanley Tigerman capturou esse sentimento de ruptura em sua fotomontagem de 1978, The Titanic, que retrata o Crown Hall de Mies van der Rohe afundando no Lago Michigan, uma imagem contundente do colapso simbólico do modernismo. Os/as arquitetos/as pós-modernos/as trabalharam em meio a essa turbulência, moldados/as por choques econômicos, excessos corporativos, transformações na produção cultural e um ceticismo crescente em relação às grandes soluções arquitetônicas.

Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 1 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 2 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 3 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 4 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Mais Imagens+ 19

Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily

Acesso exclusivo | 

"Sabemos que não nascemos para morrer", dizia frequentemente o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. "Nascemos para continuar." Na arquitetura, essa ideia de continuidade está no cerne do patrimônio — não como uma herança estática, mas como algo que resiste, se transforma e é constantemente reinterpretado. No entanto, o que continua e o que se permite desaparecer nunca é algo neutro. As decisões sobre preservação são moldadas pelo poder, pela memória e pelo valor, levantando uma questão fundamental para a prática contemporânea: quem define o que vale a pena ser levado adiante, e para quem?

Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily - Image 1 of 4Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily - Image 2 of 4Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily - Image 3 of 4Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily - Image 4 of 4Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily - Mais Imagens+ 4

Buildner anuncia os(as) vencedores(as) do concurso Architect’s Chair #4 e lança a 5ª edição

A Buildner tem o prazer de anunciar os resultados da Architect's Chair Competition Edition 4, um concurso internacional anual que convida arquitetos/as e designers de todo o mundo a enviar propostas para uma cadeira autoral. Seguindo os passos de figuras icônicas como Charles e Ray Eames, Ludwig Mies van der Rohe, Marcel Breuer e Arne Jacobsen, os/as participantes têm a tarefa de criar cadeiras personalizadas que reflitam suas filosofias e visões de design únicas.

A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa

Acesso exclusivo | 

Uma mesa longa pode ser colocada em quase qualquer lugar e ainda desempenhar a mesma função. Ela pode se estender sob a cobertura de um mercado, alinhar-se ao refeitório de uma escola ou ocupar o centro de uma sala de estar compartilhada, alterando imediatamente a temperatura do ambiente.

É por isso que a mesa longa é menos um objeto e mais um instrumento espacial. Ela não garante uma conexão e raramente parece "inclusiva" por padrão. Em vez disso, estabelece condições: uma borda compartilhada, um ritmo comum de chegada, um campo de visibilidade mútua ou uma regra que transforma o ato de comer em uma cena compartilhada. Estudos sobre alimentação descrevem essa prática como comensalidade, o ato de comer junto e a ordem social que ele pode criar, reforçar ou contestar. No entanto, o que importa aqui não é uma dimensão específica ou a função da mesa, mas a maneira como uma superfície longa comporta a diferença, a conversa e o silêncio; a intimidade e a distância; a decisão de se juntar e o direito de hesitar.

A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa - 1 的图像 4A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa - 2 的图像 4A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa - 3 的图像 4A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa - 4 的图像 4A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa - Mais Imagens+ 22

Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos

Acesso exclusivo | 

A arquitetura residencial continua sendo um dos campos mais ativos para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, oferecendo uma lente através da qual arquitetos e arquitetas repensam como o espaço doméstico pode responder à paisagem, ao clima e aos modos de vida contemporâneos. Nesta edição de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma variedade de projetos residenciais que abordam casas, vilas e refúgios como locais de recolhimento, mediação e habitação cotidiana. Em vez de tratar a casa como um objeto estático ou isolado, esses projetos a abordam como uma estrutura espacial que negocia exposição, privacidade e conexão com o lugar.

Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos - Image 24 of 4Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos - Image 36 of 4Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos - Image 47 of 4Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos - Image 23 of 4Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos - Mais Imagens+ 44

Tuwaiq Sculpture 2026 transforma Riade em uma plataforma de arte pública

Acesso exclusivo | 

Durante séculos, a escultura esteve associada à materialização de valores religiosos, à celebração de conquistas heroicas ou à consolidação do poder político. Hoje, ela também atua como um instrumento crítico e um mediador urbano. Muitas obras contemporâneas questionam o presente, desafiam a escala, dialogam com o movimento e a circulação, e reconfiguram a percepção do espaço público. A escultura já não é concebida como um objeto isolado, mas como parte de processos mais amplos de transformação urbana.

Riad, a capital da Arábia Saudita, exemplifica uma cidade em processo de intensa expansão e reestruturação. Sobretudo no âmbito da agenda Vision 2030, o município tem investido na qualificação dos espaços públicos, na diversificação de sua paisagem cultural e na consolidação de uma identidade urbana que alia tradição, infraestrutura e projeção global. Nesse contexto, a produção cultural desempenha um papel estruturante, contribuindo para redefinir a experiência urbana cotidiana e expandir as referências simbólicas da cidade.

Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente

Acesso exclusivo | 

Em Seis propostas para o próximo milênio, Italo Calvino explora a leveza sob uma perspectiva literária e argumenta: "À leveza se opõe o peso. Retirar peso produz leveza; ela é um valor, não um defeito." Apoiando-se na mitologia grega, ele reflete sobre um dos feitos de Perseu após decapitar a terrível Górgona Medusa sem ser transformado em pedra. Auxiliado pelos deuses Hades, Hermes e Atena, Perseu voa com suas sandálias aladas e usa um escudo de bronze como espelho para refletir a imagem dela. Apoiando-se, como muitos arquitetos e arquitetas, naquilo que há de mais leve — o vento e as nuvens —, ele também fixa o olhar no que se revela por meio de uma visão indireta: uma imagem refletida no espelho.

Historicamente, a transparência foi naturalizada como uma condição inerente à arquitetura moderna. Com a transição das pesadas paredes portantes para os fechamentos leves em vidro, este material foi introduzido na disciplina, diluindo as fronteiras entre os espaços internos e externos. Em relação à arquitetura inflável, a transparência vincula-se à leveza e à impermanência, deixando rastros temporários nas paisagens que habita. Ao utilizar tecidos ou plásticos como principais materiais e o ar como sistema estrutural, a busca pela leveza no ambiente construído agora reconhece mais de uma única atmosfera de aplicação.

Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 1 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 2 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 3 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - 4 的图像 4Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente - Mais Imagens+ 15

Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura

Acesso exclusivo | 

Durante séculos, a infraestrutura de grande escala operou em segundo plano. Portos, usinas e instalações de energia localizavam-se nos limites das cidades, projetados primordialmente com foco na eficiência e raramente considerados parte da vida cívica. Embora sua função fosse indispensável, sua presença arquitetônica permanecia secundária. Essas estruturas sustentavam o crescimento urbano e o intercâmbio global ao mesmo tempo em que mantinham um distanciamento espacial da experiência urbana cotidiana.

Hoje, esse cenário está mudando gradualmente. À medida que o comércio global se intensifica e os sistemas de energia expandem sua complexidade, os edifícios que coordenam e abrigam essas redes ganham visibilidade na paisagem urbana. Em vez de permanecerem como receptáculos neutros para operações técnicas, eles passam a afirmar uma identidade espacial. A infraestrutura já não é apenas operacional; torna-se cada vez mais institucional, simbólica e urbana. A arquitetura que dá suporte a esses sistemas agora participa ativamente da projeção da imagem das próprias cidades.

Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 1 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 2 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 3 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Imagen 4 de 4Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura - Mais Imagens+ 6

Projetando o conforto através de texturas, aconchego e sistemas de forro

Acesso exclusivo | 

Antes de compreendermos um espaço de forma racional, nós o percebemos sensorialmente. A luz, a proporção, a textura, a cor e a materialidade influenciam a maneira como o corpo interpreta um ambiente, definindo se ele parece acolhedor, frio, íntimo ou impessoal. Elementos visuais e cromáticos podem afetar diretamente a percepção de profundidade, atmosfera e escala nos interiores, sobretudo em edifícios contemporâneos caracterizados por grandes vãos e superfícies contínuas. Entre os elementos arquitetônicos que moldam essa experiência, o forro talvez seja um dos mais subestimados, apesar de sua profunda influência na maneira como o espaço é percebido e habitado.

O movimento como princípio de design para assentos em ambientes de trabalho

Durante décadas, profissionais aceitaram uma realidade desconfortável: horas passadas em uma mesa de trabalho frequentemente resultam em dores nas costas, inquietação constante e uma fadiga mental progressiva. Embora os assentos ergonômicos convencionais tenham buscado melhorar o conforto por meio de mecanismos ajustáveis, eles, em grande parte, continuaram a pressupor que o sentar-se de forma eficaz depende da manutenção de uma postura estável. A crescente compreensão da relação entre movimento, bem-estar físico e desempenho cognitivo sugere uma abordagem diferente, na qual o movimento se torna parte integrante da experiência de sentar-se, em vez de algo a ser minimizado.

ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

O espaço público é frequentemente projetado em torno de uma ideia restrita sobre como as pessoas se movem, interagem e respondem ao seu entorno. O ParkTEA parte de uma premissa diferente: a cidade também pode abrir espaço para quem vivencia o ambiente a partir de diferentes condições sensoriais e sociais.

Desenvolvido por Ignacio Martínez Pardo na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (ETSAM), o projeto foi concebido no âmbito do programa de trabalho de conclusão de mestrado (Graduate-MHab) durante o ano letivo de 2024 a 2025, sob a orientação de Héctor Fernández Elorza, Jesús Aparicio, Carlos García Fernández e Jaime Daroca Guerrero. Reconhecido como um dos vencedores da primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, o ParkTEA aborda o tema da coexistência por meio de uma proposta que reúne cuidado, infraestrutura e vida urbana.

ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 1 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 2 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 3 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 4 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Mais Imagens+ 9

Anunciados os projetos vencedores do 21º Concurso de Estudantes de Arquitetura da Saint-Gobain

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Situado às margens do rio Sava em Belgrado, na Sérvia, o terreno de uma antiga fábrica de cimento tornou-se o ponto de partida para a 21ª edição do Saint-Gobain Architecture Student Contest. Organizado em cooperação com o World Green Building Council, OneClick LCA, a Prefeitura de Belgrado, o Academic Yachting Club Belgrade, o Serbia Green Building Council e a Green & Blue Corridors Association, o concurso convidou estudantes a imaginarem um novo Polo de Esporte e Lazer capaz de transformar uma orla industrial em um destino público ativo o ano todo. Mais de 200 universidades de 34 países participaram desta 21ª edição do Architecture Student Contest.

ATN Summit 2026: De uma plataforma online a uma nova conferência de arquitetura e tecnologia

Fundado por Oliver Thomas, o ATN Summit é a primeira grande conferência da Archi-Tech Network, marcando cinco anos desde que a plataforma começou como uma iniciativa comunitária voltada ao compartilhamento de conhecimento prático de arquitetura. O ATN Summit, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Londres, reúne profissionais de arquitetura, tecnologia e inovação do setor para explorar como as tecnologias emergentes estão redefinindo a prática profissional. Concebido como um evento de alta produção e focado em ideias, o Summit reflete a evolução da ATN de uma conversa informal on-line para uma plataforma global ativamente engajada com o futuro do ambiente construído.

Ángela Stassano: “Cresci em uma casa que já tinha respostas climáticas sem ser chamada de arquitetura bioclimática”

Acesso exclusivo | 

Nicolás Valencia conversa com a arquiteta hondurenha Ángela Stassano, autora do Museu da Escultura de Copán e uma das principais arquitetas da América Central. Gravado na cidade hondurenha de San Pedro Sula, Stassano apresenta suas publicações sobre arquitetura bioclimática, histórias de motoneta e a história de Honduras.

Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan

Acesso exclusivo | 

Entre os vencedores do Prêmio Aga Khan de 2025 está o escritório AAU Anastas com o seu projeto Wonder Cabinet, na Palestina, cujo objetivo central é servir como um refúgio para a cultura e a criatividade e como uma ponte entre o design e a produção. Para além deste projeto expressivo, o AAU Anastas — que opera a partir de escritórios em Belém, na Palestina, e em Paris, na França — construiu um amplo portfólio desde 2015. Entre suas obras notáveis estão o Dar Al Majous, uma restauração em Belém que desafia as fronteiras entre as esferas doméstica e pública; o Tribunal de Tulkarm (2015), um de seus primeiros projetos, que redefiniu o caráter cívico e o convívio social em um terreno de esquina proeminente em Tulkarm; e The Flat Vault, uma intervenção comercial que adiciona uma abóbada de pedra justaposta a uma loja monástica existente, vinculada a uma igreja construída no século XII pelos Cruzados.

Em meio a essas obras de forte impacto, o Wonder Cabinet provavelmente atraiu a atenção do júri não apenas por sua execução refinada e complexidade espacial em camadas, mas também por sua operação como uma plataforma socialmente geradora — dissolvendo a fronteira entre infraestrutura social e arquitetura. Concebido para apoiar a cultura, a criatividade, o design e a produção, o edifício aspira acolher profissionais da arquitetura, do design, da gastronomia, do artesanato e das artes visuais e sonoras, entre outras áreas. De maneira significativa, o projeto impulsiona o espírito articulado pelo júri de 2025, que caracterizou este ciclo como um ano de fomento à resiliência e ao otimismo por meio do design, demonstrando como a arquitetura pode atuar, simultaneamente, como catalisadora de comunidades e de iniciativas empreendedoras.

Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan - Imagen 5 de 4Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan - Imagen 2 de 4Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan - Imagen 21 de 4Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan - Imagen 3 de 4Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan - Mais Imagens+ 17

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.