
Tire todas as suas dúvidas sobre o nosso Programa de Apoiadores

Tire todas as suas dúvidas sobre o nosso Programa de Apoiadores

O Drawing Matter Trust anunciou um novo Prêmio de Escrita Drawing Matter para 2020. Nos próximos meses, o Drawing Matter se concentrará em incentivar a produção de textos sobre desenhos, tanto de arquitetura quanto de design. O concurso convida autores/as a refletirem sobre o que os desenhos revelam sobre o processo de projeto, bem como sobre os edifícios ou objetos que representam. A expectativa é que o prêmio se torne um evento anual.

Do famoso Debate da Cozinha entre Nikita Khrushchev e Richard Nixon à popularidade de Henry Ford na URSS, passando pelas centenas de fábricas projetadas pelo engenheiro de Detroit Albert Kahn para a Rússia Soviética e pelos arranha-céus erguidos em Moscou, a Guerra Fria teve um lado peculiar: o fascínio russo pela cultura e tecnologia americanas.
.jpg?1586440310&format=webp&width=640&height=580)
Neste episódio da série de podcasts Inspiring Design, o apresentador Rashan Senanayake e o CEO do ArchDaily, David Basulto, discutem em detalhes a história do ArchDaily, desde seu início como uma plataforma local até se tornar o site de arquitetura mais visitado do mundo, aprofundando-se na missão por trás do site e em seus objetivos para o futuro. A entrevista aborda o papel transformador da tecnologia no campo da arquitetura, enquanto David Basulto reflete sobre os principais catalisadores de inovação no design e as mudanças no escopo da profissão perante a sociedade.

No centro do discurso arquitetônico sobre arquitetura sagrada, as atenções quase sempre se voltam para o monumento. Templos, mesquitas, monastérios e igrejas dominam tanto a história da arquitetura quanto a crítica de projeto e a fotografia, tornando-se os símbolos físicos através dos quais a fé é compreendida. Para milhões de pessoas em peregrinação em toda a Índia, a experiência arquitetônica mais impactante começa muito antes de o santuário surgir no horizonte. Ela se desenrola ao longo de estradas montanhosas, *ghats* (escadarias à beira-rio), ruas sombreadas, acampamentos temporários, sistemas de filas, pontes, postos de água, postos de atendimento médico e inúmeras outras estruturas cotidianas de infraestrutura através das quais a peregrinação de fato ocorre. O trabalho arquitetônico da peregrinação talvez resida menos no santuário em si do que nos ambientes que viabilizam o trajeto de milhões de pessoas até ele.

A Buildner anunciou os resultados da segunda edição do concurso Re-Form: New Life for Old Spaces, uma premiação internacional de ideias que investiga o reuso adaptativo de edifícios existentes de pequena escala. O concurso convidou profissionais de arquitetura e design a proporem transformações de estruturas usadas, abandonadas ou negligenciadas com uma área de projeção aproximada de 250 metros quadrados, localizadas em qualquer lugar do mundo. Sem terreno ou programa definidos, incentivou-se a exploração de alternativas à demolição e à construção nova, por meio de estratégias de reuso fundamentadas em questões sociais e ambientais contemporâneas.

O escritório MVRDV e a Balance Architettura apresentaram sua proposta para a renovação da Galeria Cívica de Arte Moderna e Contemporânea (GAM) de Turim, na Itália, após terem sido selecionados em um concurso público em dezembro de 2025. O projeto busca recuperar as qualidades espaciais do edifício do museu, datado de 1959, ao mesmo tempo em que introduz novas estratégias de exposição, uma reserva técnica aberta ao público e sistemas de exibição flexíveis, projetados para se adaptar às constantes transformações das demandas de curadoria. Concebida tanto como uma restauração arquitetônica quanto como uma transformação institucional, a proposta visa reconectar o museu com a cidade ao seu redor, adaptando-o às abordagens contemporâneas de expografia e engajamento do público. O projeto conta com o apoio da Fondazione Torino Musei, é financiado pela Fondazione Compagnia di San Paolo e a previsão é que as obras comecem no segundo semestre de 2027.

O Dar al Funoon Abu Dhabi, a nova instituição de artes performáticas projetada pelo falecido arquiteto Frank Gehry, está entre suas obras finais. Com nome que se traduz como "Casa das Artes", o edifício de destaque, encomendado pelo Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi, foi projetado para ser um polo global de artes performáticas e tem previsão de inauguração para 2030. O projeto se soma ao portfólio de Gehry no emirado, que também inclui o futuro Guggenheim Abu Dhabi, e dá sequência à nomeação da cidade como Cidade Criativa da Música pela UNESCO em 2021.

Compreender o gradiente de temperatura em uma edificação é essencial em climas frios ou temperados, onde envoltórias herméticas e isolamento contínuo são utilizados para evitar a perda de calor. No entanto, essa abordagem não é adequada para regiões tropicais como a América Central, onde o clima é marcado por uma alternância constante entre as estações seca e chuvosa, em vez de quatro estações bem definidas. Fatores como a proximidade do mar, a altitude e a topografia local influenciam os microclimas em distâncias curtas, mas a alta umidade continua sendo um desafio comum. Paredes vedadas, herméticas e sem ventilação podem rapidamente se tornar focos de mofo, tornando problemáticas as estratégias térmicas dos climas temperados. Em resposta, profissionais de arquitetura da região desenvolveram abordagens alternativas que acolhem, em vez de resistir, o ambiente externo, permitindo que o fluxo de ar e a evaporação regulem o conforto interno.

Comunicar uma ideia utilizando apenas o essencial é um desafio muito maior do que costuma parecer. Dos haicais japoneses às esculturas refinadas de Constantin Brâncuși, muitas expressões artísticas têm buscado condensar o máximo de significado com o mínimo de elementos. Essa economia de forma não é um sinal de escassez, mas de intensidade: cada traço, cada palavra, cada silêncio ganha peso. Há algo de intrinsecamente atraente naquilo que se apresenta de forma simples e bem resolvida, seja um texto que não desperdiça palavras, um/a tenista que se move com gestos intencionais ou uma melodia que é ao mesmo tempo direta e inesperadamente profunda.
Esse mesmo princípio, que transcende diferentes linguagens artísticas, reverbera profundamente no design contemporâneo. Ao serem reduzidos ao essencial, móveis ou objetos cotidianos revelam uma beleza que surge da precisão e transcende sua própria função. Isso fica evidente em HUM, a nova coleção de torneiras desenvolvida pelo designer Philippe Malouin para a QuadroDesign, na qual um simples gesto se transforma em uma linguagem completa.

Por meio do IMPSOL (Instituto Metropolitano de Promoção de Solo e Gestão Patrimonial), a Área Metropolitana de Barcelona (AMB) deu início à construção de uma nova série de habitações de interesse social (VPO) na rua Anselm Clavé, em Sant Feliu de Llobregat (Barcelona, Espanha). A elaboração do projeto e a direção da obra estão a cargo de Guillermo López, do MAIO Architects.

Com projeto do escritório Zaha Hadid Architects, as obras de construção do Museu Asaan foram iniciadas recentemente. Localizado no distrito histórico de At-Turaif em Diriyah, na Arábia Saudita, o Museu Asaan pretende ser uma nova instituição cultural concebida para preservar e celebrar o patrimônio do país. Com o nome derivado da palavra árabe que significa "herança transmitida através de gerações", o Asaan reforça seu papel de conectar o passado e o presente. Situado em um local renomado por sua arquitetura de adobe e sua malha urbana secular, o museu se inspira nas técnicas construtivas tradicionais najdi. Planejado para ser construído com tijolos de argila obtidos localmente, o Museu Asaan marcará o primeiro projeto do escritório Zaha Hadid Architects a utilizar a construção em adobe.

Fundada em 1997, a gad é uma empresa de design integrado que reúne projeto de arquitetura, consultoria e serviços técnicos de engenharia. Seu portfólio abrange diversas tipologias, incluindo edifícios residenciais, corporativos, hotéis, centros de pesquisa, universidades, espaços comerciais e complexos multiuso, com filiais estabelecidas em Hangzhou, Xangai, Qingdao, Xiamen e Chongqing. Como uma das referências do design nacional com mais de 20 anos de trajetória, a gad busca constantemente a excelência e a inovação em suas práticas, pautando-se por uma filosofia de projeto de caráter humanista. A empresa dedica-se a alcançar o equilíbrio ideal entre impacto social, demandas comerciais e o espírito arquitetônico, indo além do valor iminente do design para influenciar ativamente a renovação e o desenvolvimento urbano e rural.

Este segundo ano de pandemia foi uma excelente oportunidade para dar continuidade à reflexão e ao debate sobre os temas mais urgentes da arquitetura. Nesse sentido, quisemos que nossos/as leitores/as participassem ativamente, contribuindo com suas experiências e conhecimentos. Ao longo do ano, a cada mês fizemos um convite para que enviassem seus comentários e reflexões sobre os mais diversos assuntos — desde o futuro das cidades, a automatização e o design multidisciplinar, até a infraestrutura verde, a reconversão, a migração, a equidade e o bem-estar.
Após ler e compilar todas as mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, chegou a hora de apresentar os principais posicionamentos. Agradecemos imensamente por suas opiniões!

Segundo os planos do executivo, este ano serão construídas mais de 500 escolas no Peru para suprir o déficit de infraestrutura enfrentado pelo setor. São 30 bilhões de soles em investimentos que representam, além disso, um incentivo para a indústria da construção nas diversas regiões do país.

Como uma homenagem à riqueza e diversidade cromática do México, o Museu do Objeto do Objeto (MODO) apresenta sua nova exposição temporária: “México a COLOR”, com curadoria de Ana Elena Mallet e Mariano Marroquín. Esta exposição é uma revisão cultural da percepção da cor no México e de seus desdobramentos nas artes e no design. Uma das primeiras abordagens que cada visitante irá vivenciar é a conceituação da cor nas artes populares para a criação de identidade. Em seguida, este elemento é retomado como um traço distintivo nas artes e, por fim, como um agente de modernização do país.

De 30 de setembro a 7 de outubro, Madri será a capital protagonista da XVI Semana da Arquitetura 2019, organizada pelo Colegio Oficial de Arquitectos de Madrid (COAM) por meio da Fundación Arquitectura COAM.

Este artigo faz parte da nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo de atuação.
Antes de se tornarem autores e autoras do espaço, estudantes de arquitetura são primeiramente submetidos a ele. Durante anos, trabalham dentro de um edifício que ensina sem se anunciar como um educador. Ele organiza seu esgotamento, sua ambição, sua visibilidade, sua solidão, suas amizades, sua noção de escala e sua relação com o julgamento alheio. Muito antes de um/a estudante conseguir articular uma posição teórica sobre a arquitetura, a escola já lhe ofereceu uma em seu ambiente construído implícito.
Isso não significa sugerir que os edifícios determinem a atuação de arquitetos e arquitetas. A influência é mais lenta e menos direta que isso. O edifício de uma escola de arquitetura opera mais como um currículo oculto: uma disciplina espacial que atua em conjunto com o corpo docente, as ementas, a cultura institucional e a vida estudantil. Ensina por meio do acesso e da obstrução, das adjacências programáticas, da exposição à luz natural e da escala. Produz hábitos de atenção antes mesmo de gerar crenças explícitas.

Historicamente, a arquitetura é uma disciplina que durante muitos anos foi território masculino, até que, em 1939, María Luisa Dehesa se tornou a primeira arquiteta mexicana. No entanto, apesar de termos a percepção de termos alcançado a paridade de gênero na formação de arquitetas e arquitetos no México, o conceito de masculinidade (que pode ser exercido tanto por homens quanto por mulheres) continua permeando a arquitetura. Isso se reflete nos processos de projeto, na figura do “arquiteto inalcançável”, no senso de competição, na ordem hierárquica e, nos casos mais lamentáveis, na ideia de que as mulheres projetam interiores, enquanto os homens projetam arquitetura de verdade.

Quando se vive em uma pequena cidade da Nova Inglaterra, um cemitério nunca está longe. Se eu caminhar por uma hora pelas ruas locais, passarei facilmente por dois ou três, ou mesmo por dentro deles. Há muito tempo esses locais servem de refúgio para o consolo, a paz, a tranquilidade — e até para uma irônica soberba.

Zhuhai, conectada aos centros internacionais de finanças e turismo de Hong Kong e Macau pela maior ponte marítima do mundo, recebeu recentemente o título de cidade mais habitável da China. Com o objetivo de desenvolver ainda mais esse crescente polo tecnológico, o escritório Skidmore, Owings & Merrill (SOM) transformará a orla da cidade, criando um modelo para o desenvolvimento futuro.

A pandemia de COVID-19 transformou a nossa maneira de trabalhar. Enquanto profissionais de design repensam rapidamente os fluxos de trabalho tradicionais para manter a conectividade, em São Francisco, o Studio BBA adapta sua rotina de trabalho para garantir o atendimento às necessidades de seus clientes. Defendendo uma arquitetura que inspira a conexão humana, o escritório cria espaços e lugares a partir da alquimia entre inspiração, local, materiais, visão e forma.

Como parte de uma nova colaboração entre os escritórios mexicanos Dellekamp Arquitectos e Rojkind Arquitectos, é apresentada a Casa Roca, em Puerto Los Cabos, San José del Cabo, México. Um projeto inspirado nas formações rochosas no topo do terreno, que faz parte de um desenho radial cuidadosamente organizado em relação à sua topografia. A casa, implantada em um lote de 5.000 m², organiza suas funções ao longo da paisagem natural dentro de uma área construída de 1.200 m², minimizando o impacto de sua projeção e criando uma inter-relação com a natureza como a principal experiência de vida.

De 25 de abril a 1 de maio de 2024, Logroño sedia a décima edição do Concéntrico, uma celebração da inovação e da transformação urbana. Este ano, o festival explora o futuro das cidades ao incorporar novos formatos, engajar públicos diversos e enfrentar desafios urbanos sob a perspectiva do tempo como um catalisador de mudança no design. Com 20 intervenções e atividades que envolvem mais de 100 profissionais de 17 países, a programação abrange processos como a renaturalização de espaços públicos, a reinvenção de estruturas urbanas e a integração de materiais reciclados de edições anteriores.
Além disso, parcerias com centros educacionais garantem um impacto duradouro para além do festival, fomentando novas práticas coletivas nos espaços públicos. Projetos especiais, como "A rua em 10 anos", ou iniciativas que envolvem estudantes de escolas e centros de ensino locais enriquecem ainda mais o engajamento do festival com as comunidades em toda a Espanha.