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Arquitetura na Era das Plataformas: Qual o papel do software na prática hoje?

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Quantas ferramentas e plataformas de software estão envolvidas hoje no desenvolvimento de um projeto contemporâneo? Desde o projeto de uma residência unifamiliar até o de uma biblioteca pública, depender de apenas um ou dois programas já não é comum. Em vez disso, múltiplas ferramentas se combinam, sobrepõem-se e interagem ao longo de várias etapas, incluindo análise, projeto, renderização, coordenação e construção. Esse uso generalizado de softwares no mundo virtual reflete não apenas a complexidade técnica da prática atual, mas também uma mudança mais sutil, porém igualmente significativa: o software deixou de ser apenas um instrumento específico e passou a ser um ambiente que acompanha e até desafia o processo.

Como a Ásia construiu escolas em 2025: 5 projetos rurais com materiais do próprio local

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Nas regiões montanhosas do Vietnã, nas áreas de fronteira da Tailândia e nos relevos acidentados dos Gates Ocidentais da Índia, a construção de escolas continua sendo um desafio essencialmente logístico. Em áreas onde a infraestrutura e as cadeias de suprimentos industriais são escassas ou distantes, o transporte de cada quilograma de material pode inflacionar significativamente os custos e a complexidade logística. Ao longo de 2025, diversos projetos de escolas em contextos rurais na Ásia demonstraram como o papel do/a arquiteto/a frequentemente mudou de designer de formas para estrategista de suprimentos. O principal desafio não era meramente estético, mas sim uma questão de durabilidade: utilizar materiais disponíveis localmente e protegê-los das chuvas de monção, ventos de alta velocidade e, por vezes, da instabilidade sísmica.

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Como não construir: arquitetura pela ausência de intervenção

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Seja para concursos de projeto ou prêmios de arquitetura, os edifícios são frequentemente julgados pelo que oferecem — as funções programadas, a forma ou o deleite visual. Em uma minoria de casos, é a ausência ou a redução da intervenção que torna um projeto bem-sucedido. Em 1971, um renomado concurso de arquitetura em Paris foi vencido por uma proposta que utilizava apenas metade do terreno disponível, destinando o restante como espaço urbano para a cidade. Em Londres, uma proposta de conversão de uma usina de energia desativada com adições mínimas, deixando grandes espaços intocados, venceu um concurso de projeto em 1994. O Stirling Prize, o prêmio de arquitetura mais prestigiado do Reino Unido, foi vencido em 2017 por uma proposta que consistia em pouco mais do que uma plataforma vazia. Esses exemplos de edifícios culturais no noroeste da Europa ilustram como a ausência de intervenção pode oferecer mais.

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Sabedoria Ancestral Encontra a Realidade Urbana: O Papel do Vastu nas Cidades Indianas Contemporâneas

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A Índia carrega uma linhagem milenar de tradições que há muito molda a própria concepção e a construção de suas cidades. O Vastu Shastra é uma dessas tradições — mais uma ciência do que uma crença —, intimamente integrada aos princípios do projeto arquitetônico. A prática continua amplamente difundida e valorizada, com 93% das residências projetadas para se alinharem aos princípios do Vastu. À medida que a Índia se urbaniza a um ritmo sem precedentes, com projeção de atrair mais 416 milhões de habitantes para as áreas urbanas até 2050, o Vastu Shastra continua a influenciar bilhões de decisões imobiliárias em meio aos desafios da vida urbana moderna. Como uma ciência espacial de 8.000 anos poderia evoluir para orientar o desenho de cidades que abrigam milhões de pessoas?

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Criando espaços seguros para o aprendizado: explore os projetos educacionais de Solis Colomer Arquitectos na América Latina

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Fundado em 2002, o escritório Solis Colomer Arquitectos consolidou uma sólida reputação ao longo das últimas duas décadas, projetando e construindo obras com impacto tanto social quanto comercial em toda a América Latina. Com mais de 200 projetos concluídos, a equipe se especializa em arquitetura institucional de impacto social e em arquitetura comercial centrada no usuário. Sua missão é clara: utilizar a arquitetura como uma ferramenta para dignificar la experiencia humana, especialmente para as populações mais vulneráveis.

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Como os kits de ferramentas de código aberto estão democratizando o patrimônio construído

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A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.

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Como a renderização com IA elimina gargalos na arquitetura e no design de interiores

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A arquitetura é uma disciplina que evolui por meio de etapas progressivas, em que cada fase se desenvolve a partir da anterior. O estudo preliminar, por exemplo, começa com conceitos amplos e explorações iniciais, seguidos por análise do terreno, croquis e modelos 3D, com ajustes realizados ao longo do processo. O verdadeiro desafio não reside apenas em seguir essa sequência, mas em equilibrar velocidade, qualidade e eficiência para gerenciar a relação entre tempo e qualidade. Nesse contexto, a integração da inteligência artificial generativa no ambiente construído remodela a dinâmica arquitetônica ao auxiliar profissionais de arquitetura, criando espaço para maior experimentação e exploração. Seu impacto é especialmente significativo na renderização, que antes representava um gargalo em diferentes etapas do projeto—em particular durante o desenvolvimento do conceito. Hoje, contudo, a renderização arquitetônica baseada em IA opera de forma fluida, permitindo maior foco na resolução criativa de problemas por meio de ferramentas e estratégias inovadoras.

Renovando o design e a segurança de piscinas com soluções em porcelanato

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As piscinas sempre simbolizaram luxo, lazer e interação social. Além de seu apelo estético — no qual a água dialoga com texturas, movimentos e reflexos —, elas também cumprem funções práticas, proporcionando relaxamento, atividade física e entretenimento. Sua história remonta a mais de 5.000 anos, com o Grande Banho de Mohenjo-Daro, no Vale do Indo (atual Paquistão), possivelmente utilizado para rituais e práticas comunitárias. Posteriormente, gregos e romanos refinaram o conceito, criando piscinas elaboradas para banho, esportes e encontros sociais. As famosas termas romanas, muitas vezes aquecidas e adornadas com mosaicos complexos, lançaram as bases para a cultura moderna de spa e bem-estar, reforçando a relação entre arquitetura, água e qualidade de vida.

Durante o Renascimento, as piscinas eram associadas principalmente a propriedades da elite; contudo, no final do século XIX e início do século XX, as piscinas públicas tornaram-se mais comuns, impulsionadas pela urbanização e pela promoção da higiene. A ascensão das competições olímpicas de natação no início dos anos 1900 popularizou ainda mais o conceito, levando ao aumento da construção de piscinas tanto residenciais quanto de competição em todo o mundo. Hoje, as piscinas continuam a evoluir, incorporando materiais e designs avançados que aumentam a segurança e a sustentabilidade. Seja por lazer, estética ou bem-estar, as piscinas continuam sendo um elemento central da arquitetura e do estilo de vida contemporâneos.

Vozes do ArchDaily: Susanna Moreira

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A trajetória de Susanna Moreira na arquitetura foi moldada precocemente por seu envolvimento com a teoria e a pesquisa arquitetônica durante a graduação. Nascida em Salvador, ela também viveu e estudou em Milão e São Paulo — experiências que enriqueceram sua compreensão das dinâmicas interseções entre arte, arquitetura e ambientes urbanos. Esses interesses interdisciplinares continuam a fundamentar sua abordagem curatorial e seu trabalho editorial.

Como Curadora de Projetos do ArchDaily para países de língua portuguesa, Susanna busca projetos que ofereçam contribuições significativas para o debate arquitetônico. Ela valoriza a originalidade, a qualidade e a relevância, questionando constantemente quais lições uma obra pode oferecer em termos de materiais inovadores, técnicas construtivas ou abordagens conceituais. Em uma era de sobrecarga de informações, ela acredita que uma curadoria criteriosa é essencial para construir confiança, aprimorar o aprendizado e destacar trabalhos que realmente se sobressaem.

Memória Material: O que perdemos ao demolir edifícios

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Concreto, aço, madeira, vidro. Todos os anos, milhões de toneladas de materiais de construção são descartadas, acumuladas em aterros e silenciadas sob o peso do próximo edifício. Estruturas inteiras desaparecem para dar lugar a outras, reiniciando um ciclo voraz de extração de recursos, produção de materiais e substituição. Junto com o entulho que se acumula, perde-se também algo mais profundo: o tempo, o trabalho humano, as histórias e a memória coletiva incorporadas na matéria. Em um momento no qual as metas climáticas exigem a redução de emissões e o prolongamento da vida útil do que já existe, a demolição é cada vez mais reconhecida como uma forma de amnésia urbana — que apaga não apenas a continuidade cultural, mas também a energia incorporada dos edifícios. E, embora se diga frequentemente que o edifício mais sustentável é aquele que já existe, esse princípio raramente sobrevive quando outros interesses entram em jogo.

As curvas podem abrir caminho para uma melhor experiência do hóspede?

Profissionais de arquitetura e design em todo o mundo estão expandindo os limites do design contemporâneo, e a Corian® Solid Surface está sendo moldada, curvada e flexionada para viabilizar as visões mais ousadas de arquitetos/as e designers.

Em espaços de hotelaria, por exemplo, cada superfície tem o potencial de moldar a experiência do/a hóspede desde o primeiro instante de acolhimento. Designers visionários/as utilizam seu talento para contar a história de um lugar, transmitir a emoção de uma estética e expressar a essência de uma marca. Com o material adequado, é possível influenciar profundamente a atmosfera e a funcionalidade de um espaço para os/as visitantes, utilizando desde balcões de recepção elegantes e acolhedores até áreas de banho relaxantes que remetem a spas, ou painéis escultóricos retroiluminados imponentes como tela de criação.

Dia da Terra 2025: Nosso papel ao repensar a sustentabilidade em cidades, escalas e setores

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No Dia da Terra de 2025, celebrado anualmente em 22 de abril, somos mais uma vez lembrados dos urgentes desafios ambientais e de sustentabilidade que o nosso planeta enfrenta — desafios que continuam a evoluir juntamente com as transformações econômicas, políticas e culturais globais. O setor da construção civil continua sendo um dos mais críticos no esforço para gerenciar e reduzir as emissões globais de carbono. Este ano, essas questões estão sendo abordadas sob perspectivas cada vez mais diversas, exigindo abordagens mais holísticas e integradas. É fundamental que encaremos a sustentabilidade não como uma solução única e universal, mas sim como um esforço multiescalar — que abrange desde o desenvolvimento urbano em grande escala e o planejamento estratégico até o avanço de materiais sustentáveis e, inclusive, intervenções temporárias e provocativas, como exposições e instalações. Ao fazê-lo, reafirmamos nosso compromisso de reduzir nossa pegada de carbono coletiva, ao mesmo tempo em que moldamos um ambiente construído que promove o bem-estar humano e a saúde do planeta.

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Design Olfativo: Espaços que despertam memórias

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A cada uma das mais de 23.000 respirações diárias que realizamos, o ar viaja pelo sistema respiratório até os pulmões, onde ocorre uma troca gasosa vital: o oxigênio é absorvido e o dióxido de carbono é expelido. Esse ato involuntário e essencial também desencadeia outro processo, menos visível, mas profundamente impactante: a nossa percepção do olfato. À medida que o ar passa pela cavidade nasal, as moléculas de odor entram em contato com receptores olfativos localizados no epitélio olfativo. Esses receptores enviam sinais diretamente para o bulbo olfativo, que faz parte do sistema límbico — a área do cérebro associada à memória e às emoções. Longe de ser um sentido secundário, o olfato atua como uma ponte direta entre o ambiente e as nossas respostas emocionais mais profundas. Os aromas carregam o poder singular de evocar memórias vívidas, provocar conforto ou aversão imediata e influenciar nosso estado emocional de forma quase instantânea.

Khudi Bari: Arquitetura para o Deslocamento Climático

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Nos deltas de baixa altitude de Bangladesh, a água define tanto a vida quanto a perda. Todos os anos, milhões de pessoas são forçadas a reconstruir suas vidas após as inundações levarem suas casas, plantações e meios de subsistência. Nesses territórios precários, o ato de construir tornou-se um ato de resiliência. É nesse contexto que o Khudi Bari surge como uma proposta modesta, porém radical. Projetado por Marina Tabassum Architects, o projeto oferece uma habitação leve, modular e acessível para comunidades deslocadas pelas mudanças climáticas. Reconhecido como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura de 2025, ele representa uma forma de arquitetura que capacita em vez de se impor.

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Como os materiais compostos tornam construtíveis os projetos complexos?

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Antes restritos às indústrias aeroespacial e automotiva, os materiais compósitos passaram a desempenhar um papel cada vez mais central na arquitetura contemporânea. Ao associar dois ou mais componentes, como fibras e polímeros, eles oferecem leveza e resistência, alta durabilidade, liberdade formal e um melhor desempenho ambiental. Sua incorporação à prática arquitetônica marca uma profunda transformação na maneira como projetamos, fabricamos e habitamos o espaço.

A evolução da prática de projetar a luz em ambientes escandinavos

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A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.

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Centro Nacional de Atletismo: Transformando o antigo cinturão industrial de Budapeste em um espaço comunitário vibrante

O Centro Nacional de Atletismo de Budapeste representa um marco significativo na regeneração urbana e na inovação arquitetônica. Situado em uma antiga área industrial às margens do Danúbio, este projeto transformador revitaliza um terreno degradado (*brownfield*), transformando-o em um polo vibrante de esportes, lazer e engajamento comunitário. Com projeto assinado por Marcel FERENCZ, da NAPUR Architect Ltd., paisagismo desenvolvido pela S-TÉR e centenas de peças de mobiliário da VPI Concrete, o Centro é fundamental para conectar o norte de Csepel à cidade e impulsionar o desenvolvimento urbano.

Imaginando um mundo sem limites: Orama Minimal Frames na BAU Munich 2025

A prestigiada BAU Munique, a principal feira mundial de arquitetura, materiais e sistemas, serviu de palco para as mais recentes inovações da Orama Minimal Frames em tecnologia de esquadrias arquitetônicas. A exposição ofereceu uma plataforma para conexões do setor e apresentou avanços que desafiam os limites convencionais no design de esquadrias.

Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

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Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.

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Da expansão ao aprimoramento: a estrutura de desenvolvimento urbano de Xangai

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Em meio a ajustes econômicos globais e a um foco nacional no desenvolvimento de alta qualidade, Xangai implementou uma mudança estratégica em sua abordagem de desenvolvimento urbano — transitando da "expansão incremental" para a "qualificação intrínseca". Orientada pelo conceito de uma "cidade voltada para as pessoas", a metrópole elevou a construção urbana de uma mera agregação de espaços físicos para um esforço abrangente voltado a otimizar a qualidade funcional, revitalizar a vitalidade espacial e impulsionar a resiliência residencial por meio de iniciativas de renovação urbana. Essa transformação se configura não apenas como uma resposta à escassez de recursos, mas também como uma abordagem intencional em relação aos princípios de desenvolvimento urbano. Sua proposta central consiste em: sob o marco político de controle rigoroso do uso incremental do solo, como liberar o potencial de desenvolvimento através da "reprodução" dos espaços existentes.

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A arte negligenciada do design de portas: um guia introdutório aos tipos de portas internas

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Portas estão entre os elementos arquitetônicos mais utilizados em qualquer edificação habitada, funcionando como limiares móveis que articulam a transição entre os espaços privados e públicos. Elas facilitam tanto a conexão quanto a separação entre coabitantes. Contudo, apesar de seu papel fundamental, as portas costumam ser um dos elementos de projeto mais negligenciados, especialmente pelos/as clientes. Em diálogos com profissionais do setor sobre diversos projetos de interiores, surge um consenso comum: os/as clientes geralmente prestam pouca atenção aos tipos e detalhes de portas, desde que o sentido de abertura corresponda às suas expectativas. No entanto, o universo do design de portas é complexo, oferecendo uma infinidade de possibilidades de acabamentos, métodos de instalação e modos de funcionamento — cada um deles capaz de moldar significativamente a experiência espacial, indo muito além da simples direção de abertura.

A escolha do tipo de porta e de seus detalhes pode definir ou redefinir completamente um espaço. Algumas portas oferecem um isolamento acústico superior, ao passo que outras permanecem abertas para conectar ambientes, potencializando a fluidez espacial de forma contínua. Certos modelos exigem uma instalação minuciosa e manutenção constante, enquanto outros são praticamente livres de manutenção. Além disso, o tipo de porta selecionado — especialmente o tipo de dobradiça — influencia não apenas a construção da parede, mas também as camadas de piso e as transições de acabamento, acrescentando uma camada extra de complexidade ao processo de projeto.

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Projetando com abóbadas: 10 projetos residenciais que maximizam a luz e o volume

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O termo abóbada na arquitetura refere-se a uma estrutura em arco autoportante que forma um teto ou cobertura, capaz de criar, de forma eficaz, um amplo espaço livre de pilares. Enquanto as abóbadas de alvenaria tradicionais transferem as cargas para paredes e contrafortes, as versões contemporâneas são definidas de forma mais ampla como qualquer teto que acompanha a linha da cobertura, criando um interior alto e curvo. Estes tetos modernos costumam ser estruturados com materiais como concreto, madeira ou aço, que oferecem a flexibilidade estrutural necessária para criar o efeito dramático de uma abóbada sem suas restrições históricas. A abóbada de arco pleno, em particular, parece ser uma das formas prediletas recentemente por sua geometria simples e elegante, bem como por sua capacidade de se adaptar a uma variedade de estilos residenciais contemporâneos.

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Em defesa do modernismo local no Cairo: a transformação arquitetônica do Egito durante a década de 1950

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No coração do Cairo, em meio a seus marcos históricos e a uma malha urbana em evolução, um movimento arquitetônico modernista singular tomou forma nas décadas de 1950 e 1960. Essa vertente refletia a resposta da cidade às rápidas transformações políticas, econômicas e sociais. Em sua chegada, o modernismo no Cairo não foi mero estilo importado, mas sim uma "resposta pragmática às necessidades de uma cidade em crescimento". Os/as arquitetos/as concentraram-se na funcionalidade, na eficiência e na adaptação dos projetos ao clima e ao contexto cultural local. Após a revolução de 1952, o Egito passou por transformações significativas sob a liderança do presidente Gamal Abdel Nasser. De fato, o governo buscava construir uma nova identidade nacional que refletisse o progresso e a autossuficiência do país. A arquitetura desempenhou um papel crucial nesse esforço, com forte ênfase na modernização e no desenvolvimento. O Estado investiu em projetos de grande escala para atender às demandas de uma população em rápido crescimento e de indústrias em expansão. Este período marcou uma transição das influências da era colonial em direção à busca por uma identidade arquitetônica própria, alinhada às aspirações políticas e sociais da época.

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Espaço público como ferramenta de cura comunitária: escalas de intervenção na América Latina

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Os espaços públicos são mais do que meros vazios físicos no tecido urbano — constituem palcos para a interação social, a expressão cultural e a memória coletiva. Em tempos de fragmentação social e estresse ambiental, esses espaços podem atuar como catalisadores de cura, oferecendo ambientes seguros onde as comunidades podem se reconectar. Por meio de um desenho atento e de processos participativos, as intervenções no espaço público têm o potencial de reconstruir a confiança, promover o bem-estar mental e fomentar um sentimento renovado de pertencimento entre integrantes da comunidade.

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