The Midnight Charetteé um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, profissionais de design de arquitetura, o programa recebe diversos profissionais criativos em conversas espontâneas e de longa duração que abrem espaço para reflexões aprofundadas e discussões mais pessoais. Com honestidade e humor, aborda uma ampla variedade de temas: alguns episódios trazem dicas úteis para designers, enquanto outros apresentam análises de projetos, entrevistas ou apenas explorações sobre a vida cotidiana e o design. The Midnight Charetteestá disponível gratuitamente no iTunes, YouTube, Spotify e em todos os outros agregadores de podcasts.
Neste episódio do podcast The Midnight Charette, David Lee e Marina Bourderonnet recebem Dong-Ping Wong, sócio/a-fundador/a da FOOD, para discutir o processo de projeto na arquitetura, a estruturação de um ambiente de trabalho colaborativo, a comunicação com não arquitetos/as, a criação da +POOL (a primeira piscina flutuante com filtragem de água do mundo), o estereótipo "black tie" na arquitetura e o ensino acadêmico, estilos de renderização e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118587/dong-ping-wong-sobre-o-plus-pool-e-estilos-de-renderizacaoThe Second Studio Podcast
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (Urban Interactions), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Olhos da Cidade" (Eyes of the City) na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto de curadoria da seção "Olhos da Cidade", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
A prática profissional da arquitetura resulta naturalmente em um acúmulo extraordinário de recursos visuais e mídias de arquivo que demandam triagem, catalogação e organização em um determinado momento, a fim de evitar que seu acúmulo amorfo comprometa a ordem de trabalho de um escritório. Identificar, numerar e classificar os vestígios acumulados da criatividade e dos dados arquitetônicos tornou-se uma forma de organizar o registro de opções e cenários criativos desenvolvidos na prática — um diretório de exemplos de sucesso e fracasso, todos dispostos de modo a serem usados como um catálogo de trabalho autorreferencial de opções que podem ser mobilizadas a qualquer instante.
À medida que as profissões de arquitetura e design de interiores avançaram ao longo dos séculos, suas ferramentas também evoluíram, do desenho em pergaminho na Idade Média ao desenho técnico em papel vegetal com grafite no século XX. Hoje, ferramentas como o Revit e inúmeros programas de modelagem 3D permitem aos/às usuários/as criar a imagem de um projeto mais rapidamente do que nunca; em alguns casos, os programas chegam a gerar elevações e detalhes. Imagens digitais de materiais de acabamento e bibliotecas de blocos 3D de mobiliário e metais nos permitem criar um projeto inteiro sem qualquer interação tátil com as peças ou acabamentos especificados. No entanto, essas ferramentas — e a gratificação instantânea que oferecem — levantam questões críticas: será que arquitetos/as e designers de interiores estão perdendo o aspecto físico do projeto? Nossa relação com as qualidades físicas do design teria se diluído pelo fato de não precisarmos mais desenhar uma cadeira ou uma banheira, podendo simplesmente baixá-las, perdendo assim a intimidade de elaborar os próprios detalhes?
Na última década, Miami transformou-se progressivamente em uma meca da arquitetura e do design. Embora a identidade tropical da cidade seja mais frequentemente associada ao Art Déco, Miami oferece uma ampla gama de estilos arquitetônicos, do Renascimento Mediterrâneo ao Miami Modern, passando por diversas outras correntes. Ao longo dos anos, a cidade acolheu alguns dos maiores talentos do mundo, incluindo laureados com o Prêmio Pritzker — como a "Rainha das Curvas" Zaha Hadid, o visionário francês Jean Nouvel, a dupla suíça Herzog & de Meuron, Frank Gehry, entre outros —, que deixaram uma marca duradoura em Miami por meio de suas obras. Seja ao visitar o distrito Art Déco de Miami Beach ou o charmoso e bucólico bairro de Coconut Grove, os/as visitantes encontrarão uma arquitetura inspiradora por onde quer que passem.
O que podemos aprender com escritórios dinâmicos que levam a tecnologia a novos limites? Chegou o momento de buscar inspiração para experimentar tecnologias inovadoras que apoiam o BIM. O software que abre caminhos para possibilidades ilimitadas em seus projetos é aquele que viabiliza o uso de técnicas revolucionárias. Para esses escritórios, utilizar o ARCHICAD, a modelagem 3D fotorrealista e as experiências em VR (realidade virtual) vai muito além de mero recurso visual. Essas tecnologias integram um conjunto de ferramentas robusto que expande horizontes de criação. Conheça a experiência de escritórios que alcançaram esse patamar em By Design: The Next Frontier.
Nos dias 19 e 20 de abril, estudantes do quinto ano da graduação do SCI-Arc apresentaram seus projetos de conclusão de curso (TCC) a bancas compostas por docentes e júris convidados, reunindo alguns dos principais nomes da arquitetura, crítica e teoria do campo – incluindo Tom Wiscombe (diretor do programa de graduação), Jenny Wu (coordenadora de TCC da graduação) e Neil M. Denari (orientador especial de TCC e ex-diretor do SCI-Arc). Este ano, a orientação dos trabalhos ficou a cargo de Kristy Balliet, Marcelo Spina e Peter Testa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119187/fim-de-semana-de-tccs-encerra-o-semestre-de-primavera-da-sci-arcSponsored Post
O modernismo sempre quis conciliar duas posturas opostas: por um lado, a arquitetura modernista deveria ser, em teoria, igual em todos os lugares; essa é uma das razões pelas quais o modernismo na arquitetura também foi chamado de Estilo Internacional. Se todos os edifícios modernistas parecem iguais, ao ver um, você viu todos: não há necessidade de viajar mais. No entanto, ao longo do século XX, a cultura e a tecnologia modernistas apoiaram e favoreceram entusiasticamente as viagens. Nos anos 1960, viajamos à Lua, e a aviação civil encolheu o mundo. Na cultura modernista, viajar era algo positivo. Tornava as pessoas que viajavam seres humanos melhores e mais felizes. Era bom aprender línguas estrangeiras e visitar lugares distantes. As viagens no auge do modernismo não eram apenas boas; eram também descoladas. O *jet set* dos anos 1960 era composto pelas pessoas mais descoladas do mundo. Mesmo no final do século XX, a expectativa geral era de que as viagens sem fronteiras e sem interrupções continuariam a se tornar cada vez mais fáceis e frequentes. A maioria das pessoas da minha geração na Europa cresceu aprendendo duas ou mais línguas estrangeiras, e até pouco tempo não era incomum nascer em um país, estudar em outro e encontrar o primeiro emprego em um terceiro. Isso era visto como uma oportunidade, não como uma privação.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Urban Interactions", o ArchDaily está trabalhando com os curadores da seção "Eyes of the City" na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial da seção “Eyes of the City” escrito por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
Atualmente, exige-se dos materiais um papel mais ativo na sociedade digital.
Eles podem ser customizados até suas propriedades moleculares, e essa capacidade tem um impacto enorme em campos científicos correlatos, mas seu significado também precisa ser interpretado graças ao nosso "capital semântico", como disse Luciano Floridi.
Não podemos reduzir os materiais às suas propriedades e desempenhos, uma vez que, como seres humanos, nós os usamos para interpretar o mundo; eles constituem nossa cultura material em constante transformação para encontrar um equilíbrio entre a natureza e o ambiente construído.
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas idealizado pelo Itinerant Office, que convida arquitetos e arquitetas de destaque a compartilhar suas perspectivas sobre o mundo em constante evolução da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os/as entrevistados/as discutem suas reflexões e experiências na arquitetura sob cada uma dessas lentes. O primeiro episódio do projeto contou com 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, e o Episódio II é composto por entrevistas com 13 arquitetos/as da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Em 19 de setembro de 2017, o México foi atingido por um terremoto de magnitude 7,1, devastando o país e deixando mais de 300 vítimas fatais. No centro da Cidade do México, um edifício de escritórios de sete andares — considerado o local mais letal do desastre — foi completamente destruído, restando de pé apenas a caixa de escada nos fundos.
A região não é estranha a terremotos devastadores, tendo passado por diversos desastres semelhantes no passado. No entanto, apesar da constante atividade sísmica e do perigo iminente na área, o governo continua a permitir novas construções, gerando controvérsia entre ativistas e autoridades públicas.
Diante disso, o escritório de arquitetura Espacio Cero optou por não construir no terreno. Em vez disso, propôs um memorial que preservasse a natureza e o próprio local, resgatando a memória do que existia ali antes do terremoto, sem qualquer arquitetura impositiva.
A Bauhaus, assim como diversos outros movimentos e disciplinas de design, exerceu forte influência sobre a arquitetura contemporânea. Há quem afirme que a escola é, de fato, um pilar da arquitetura e do design modernos, com sua racionalidade, simplicidade e eficiência. No entanto, por trás das superfícies polidas da Bauhaus, desenrolava-se uma vida de violência, ocultismo, sexualidade e farmacologia.
Em um artigo recente para a Metropolis Magazine, Beatriz Colomina, historiadora da arquitetura e professora da Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, explica como a Bauhaus era um “caldeirão de perversões”, suprimindo ideias e pedagogias transgressoras.
I Am Interested in Seeing the Future é uma exposição de arquitetura que, ao contrário do que se poderia esperar, não inclui maquetes nem desenhos. Em vez disso, assim que os/as visitantes chegam, deparam-se com textos por toda parte. A parede em frente à entrada é ocupada por uma instalação de palavras isoladas em cartazes, transcrições de entrevistas em papéis coloridos e espelhos que refletem frases impressas em delicados rolos de papel que despencam do teto em forma de arco.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily colabora com a curadoria da seção "Olhos da Cidade" da Bienal para estimular o debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial de “Olhos da Cidade”, elaborado por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119180/de-quem-sao-os-olhos-da-rua-liu-jian-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Jian Liu
Uma casa unifamiliar costuma ser considerada um pixel minúsculo no contexto urbano; no entanto, a verdade é que, em média, mais de cinquenta por cento do tecido urbano é moldado por esses pequenos fragmentos. Como bem disse Tadao Ando: “A casa é a tipologia de edifício capaz de mudar a sociedade”. Dessa forma, é assim que clientes, incorporadores/as, construtores/as, arquitetos/as ou designers podem e devem assumir a responsabilidade e participar voluntariamente de um esforço coletivo para moldar um contexto urbano melhor.
A histórica cidade de origem romana vem passando por uma intensa transformação, com novos e instigantes edifícios, praças e parques públicos florescendo por toda parte. Desde minha primeira viagem a Zurique em 2014, muita coisa mudou na antiga Turicum.
Graças a uma viagem fascinante organizada pela Visit Zürich e por meu amigo Philipp Heer, pudemos visitar alguns dos pontos mais novos, interessantes e inspiradores da cidade. Deslocando-nos de um lado para o outro, Roc Isern, David Basulto e eu tivemos o privilégio de seguir um itinerário sob medida, com acesso a verdadeiras joias de Zurique e, o que foi talvez ainda mais inspirador de tudo, contato com os/as arquitetos/as por trás dessas estruturas admiráveis.
A conversa com o renomado arquiteto e artista Zvi Hecker (nascido em 1931) ocorreu após Crusaders Come and Go, sua exposição na Galerie Nordenhake, em Berlim (junho-julho de 2017). Na primeira parte, Hecker apresenta sua crítica histórica à virada modernista na arquitetura e seus efeitos no planejamento urbano. Ele aponta a tensão entre uma abordagem urbanística e outra focada no impacto do edifício individual. Na segunda parte, Hecker aborda a noção do estilo do/a arquiteto/a e posiciona seu trabalho em oposição ou distanciamento em relação ao esforço de cultivar uma assinatura estilística. Na última parte, Hecker discorre sobre um motivo recorrente em seu trabalho, o tema do livro aberto como símbolo, conceito e referência formal dinâmica.
Em 1964, a Law Tower na Universidade de Boston foi inaugurada, logo desagradando estudantes e professores. O edifício, projetado por Josep Lluís Sert, era pouco acolhedor e resistente a modificações. Em uma tentativa de corrigir esses problemas, o escritório de Boston Bruner/Cott reformou e ampliou a torre em 2015. Cortesia Richard Mandelkorn
Por meio de seus projetos para campi universitários, Sert deixou um impressionante legado construído na região de Boston. Contudo, seus edifícios exigiram um período de adaptação por parte do público.
Em retrospecto, parece um tanto peculiar que um arquiteto catalão com inclinação por edifícios de concreto e toques vibrantes de cor — ele gostava de dizer que “é bom ver um papagaio contra um elefante” — tenha exercido tamanha influência sobre a tradicional elite de Boston e a vizinha Cambridge. Era meados do século XX, e ele era Josep Lluís Sert, nascido em Barcelona, grande devoto de Le Corbusier e diretor da Harvard University Graduate School of Design (GSD) de 1953 a 1969.
De onde vêm a originalidade e o pensamento independente? A resposta é prosaicamente direta: de um indivíduo questionador — e um ambiente experimental certamente ajuda a estimulá-la. Atribui-se a Rem Koolhaas o fomento de tal ambiente, tanto por meio da consolidação de seu escritório, o Office for Metropolitan Architecture (OMA) — uma rede de sete filiais globais que reúne cerca de 300 arquitetos/as —, quanto por sua atuação docente na GSD de Harvard e palestras pelo mundo. Koolhaas conta hoje com oito sócios/as. Um/a deles/as, desde 2008, é Shohei Shigematsu, que lidera o OMA New York desde 2006. O estúdio, que inicialmente contava com apenas um punhado de pessoas, cresceu ao longo dos anos para se tornar uma grande equipe de 75 arquitetos/as com foco em projetos na América do Norte.
O projeto de arquitetura de um espaço e o mobiliário escolhido para preenchê-lo podem trabalhar em conjunto para definir a função de um ambiente, estabelecer uma atmosfera específica e expressar uma identidade. Embora um/a arquiteto/a ou designer possa desejar móveis específicos para criar uma determinada estética no momento da conclusão do projeto, a versatilidade também é fundamental ao longo da vida útil de uma edificação. Além de as necessidades dos programas arquitetônicos e dos/as habitantes mudarem com o tempo, a administração de espaços comerciais e públicos frequentemente busca a capacidade de reagir às tendências estéticas e sociais para se manter atualizada.
Todo mundo é culpado por pelo menos um hábito ou comportamento inadequado em seu local de trabalho: falar muito alto ao telefone, pegar a caneca de outra pessoa, caminhar pelo escritório com um almoço de cheiro muito forte...
Após um pequeno encontro com colegas que trabalham na área de arquitetura, a ilustradora Chanel Dehond não pôde deixar de notar alguns "crimes" cometidos por quase todos/as os/as arquitetos/as.
Dê uma olhada nas ilustrações de Dehond sobre os pequenos crimes cometidos por arquitetos/as e designers.
Cortesia de Jakub Kulisa, Piotr Pańczyk e Damian Granosik.
"Há cerca de um ano, estávamos trabalhando arduamente, fazendo o nosso melhor para desenvolver uma proposta com chances de vencer a próxima edição do mundialmente famoso eVolo Skyscraper Competition. Aqui está o nosso relato de como conseguimos alcançar esse objetivo, além de algumas dicas e reflexões que nos pediram para compartilhar e que esperamos que sejam úteis caso você planeje seguir nossos passos". Texto original por: Damian Granosik, Jakub Kulisa e Piotr Pańczyk.
A escola de verão e festival Hello Wood expandiu-se ao longo dos anos, conquistando grande reconhecimento internacional na comunidade de arquitetura. Edições anteriores contaram com mais de 1.000 participantes de 70 países e mais de 50 universidades no evento educacional do Hello Wood. Ao olhar para o futuro e adotar uma postura de renascimento, grande parte do décimo aniversário do festival concentrou-se na crítica ao papel estereotipado do/a arquiteto/a — limitado por expectativas e prazos —, ao mesmo tempo em que buscou o verdadeiro superpoder de quem deseja fazer a diferença com espírito livre. Vinte workshops liderados por um grupo verdadeiramente global de profissionais ajudaram a celebrar a década de existência do evento com abordagens únicas sobre a transformação do/a arquiteto/a. Por meio de uma série de ritos e cerimônias que incluíram a construção de 20 instalações, a semana teve como objetivo libertar os/as participantes para que seguissem seus sonhos.
No ano passado, recebi um convite para lecionar no ateliê de projeto pela primeira vez na Universidade de Tsinghua, em Pequim, sede da melhor faculdade de arquitetura da China e uma das mais prestigiadas do mundo, segundo as classificações internacionais mais recentes. Lá, conheci Qing Fei e Frank Fu, casal de arquitetos e docentes. Assim que presenciei sua abordagem pouco convencional de ensino, desafiando os estudantes com questionamentos rigorosos, quis entrevistá-los. Sua metodologia inovadora não correspondia à minha impressão sobre como a arquitetura é tratada na China. Graduados pela Tsinghua, Fei e Fu mudaram-se para os Estados Unidos no final da década de 1980, onde estudaram, trabalharam e pesquisaram arte e arquitetura por quase duas décadas.
Tecelãs na escadaria da Bauhaus, 1927. De cima para baixo: Gunta Stölzl (esquerda), Ljuba Monastirskaja (direita), Grete Reichardt (esquerda), Otti Berger (direita), Elisabeth Müller (suéter estampado claro), Rosa Berger (suéter escuro), Lis Beyer-Volger (centro, colarinho branco), Lena Meyer-Bergner (esquerda), Ruth Hollós (extrema direita) e Elisabeth Oestreicher.. Imagem: Fotografia de T. Lux Feininger; coleção do Bauhaus-Archiv Berlin
A Bauhaus foi fundada sob a promessa de igualdade de gênero, mas as mulheres da escola tiveram que lutar por reconhecimento. Um novo livro relata as conquistas e os talentos de 45 mulheres da Bauhaus.
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, um espírito de otimismo e uma atmosfera de euforia dominavam a Alemanha. Graças a um novo governo republicano e ao sufrágio feminino, a nação devastada pela guerra vivenciava um recomeço radical.
Como parte dessa onda de ruptura com as convenções, em 1919 o arquiteto alemão Walter Gropius assumiu a liderança do que viria a ser a lendária Bauhaus. Inicialmente, ele declarou que haveria “igualdade absoluta” entre estudantes de ambos os sexos.