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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.
À medida que as profissões de arquitetura e design de interiores avançaram ao longo dos séculos, suas ferramentas também evoluíram, do desenho em pergaminho na Idade Média ao desenho técnico em papel vegetal com grafite no século XX. Hoje, ferramentas como o Revit e inúmeros programas de modelagem 3D permitem aos/às usuários/as criar a imagem de um projeto mais rapidamente do que nunca; em alguns casos, os programas chegam a gerar elevações e detalhes. Imagens digitais de materiais de acabamento e bibliotecas de blocos 3D de mobiliário e metais nos permitem criar um projeto inteiro sem qualquer interação tátil com as peças ou acabamentos especificados. No entanto, essas ferramentas — e a gratificação instantânea que oferecem — levantam questões críticas: será que arquitetos/as e designers de interiores estão perdendo o aspecto físico do projeto? Nossa relação com as qualidades físicas do design teria se diluído pelo fato de não precisarmos mais desenhar uma cadeira ou uma banheira, podendo simplesmente baixá-las, perdendo assim a intimidade de elaborar os próprios detalhes?
