Jafar Centre no Dubai College. Imagem cortesia de Godwin Austen Johnson
Fundado nos Emirados Árabes Unidos em 1989 pelo presidente Brian Johnson e atualmente sob a direção executiva de Jason Burnside, o escritório Godwin Austen Johnson apoia-se em uma tradição britânica de projeto que remonta a 1847, tendo contribuído para o desenvolvimento do ambiente construído do Oriente Médio por mais de três décadas. Seus 110 profissionais de diversas nacionalidades, baseados em Dubai, Abu Dhabi, Sharjah e no Reino Unido, trabalham de forma integrada, combinando rigor técnico, análise contextual e metodologias digitais em um processo de projeto colaborativo.
Símbolo máximo de Manhattan, o Waldorf Astoria New York reabriu oficialmente ao público este ano após uma ampla reforma. Ao longo de sua rica história, a propriedade passou por inúmeras transformações, desde as suas origens no século XIX até o marco moderno que se ergue entre a Park Avenue e a Lexington Avenue.
Reimaginar um edifício pioneiro na hotelaria moderna — uma joia no horizonte de Nova York — representou um desafio que exigiu uma colaboração estreita entre especialistas em preservação, profissionais de visualização 3D, arquitetura e design. Juntos, esses grupos trabalharam para preservar seu patrimônio arquitetônico tombado, atendendo, ao mesmo tempo, às expectativas contemporâneas de conforto e primor técnico.
Em Veneza, cercada por uma abundância avassaladora de beleza arquitetônica — a imponência de marcos como a Basílica de São Marcos, a Praça de São Marcos e a Ponte Rialto, para citar apenas alguns —, é fácil deixar-se envolver pela imagética icônica e pela imponência espacial da cidade. Com isso, corre-se o risco de perder de vista momentos mais discretos, porém igualmente magistrais, encontrados na execução de detalhes em sua malha urbana. Para além da grandiosidade, a cidade oferece uma riqueza em seus becos sinuosos, canais estreitos e vida urbana vibrante — cada um desses elementos contribuindo para a tapeçaria cultural que torna Veneza tão singular. Em meio a esses elementos consagrados, no entanto, residem detalhes arquitetônicos sutis, mas notáveis, que frequentemente passam despercebidos. Eles merecem uma observação e reflexão mais atentas, pois oferecem um tipo próprio de maestria — fundamentado na precisão material, no fazer artesanal e nos ritmos cotidianos da cidade.
A pouquíssimos passos da icônica Praça de São Marcos, um diálogo arquitetônico silencioso se desenrola entre duas figuras célebres. A menos de um minuto de caminhada de distância, dois projetos meticulosamente executados situam-se em estreita proximidade: o Showroom da Olivetti de Carlo Scarpa, um local de peregrinação há muito reverenciado por profissionais da arquitetura e do design, e a recently reopened Procuratie Vecchie, restaurada pelo escritório David Chipperfield Architects. Um olhar mais atento aos detalhes arquitetônicos incorporados em cada obra revela um intercâmbio fascinante através do tempo — que se desdobra por meio da linguagem material, da precisão espacial e de um compromisso inabalável com o ofício construtivo.
Quais transformações urbanas e sociais as nossas cidades demandam na atualidade? Como o planejamento e o desenho urbano podem contribuir para melhorar a experiência de seus habitantes nos espaços urbanos? Como explica Andreea Cutieru, a acupuntura urbana refere-se à melhoria dos problemas sociais e urbanos a partir de intervenções precisas que são capazes de revitalizar certas áreas das cidades e consolidar estratégias de planejamento urbano. O programa +VIDA representa uma estratégia integral de transformação urbana e social de territórios focada estrategicamente em populações vulneráveis do Caribe colombiano, convidando a construir coletivamente as cidades a partir do diálogo de saberes, inteligências e conhecimentos, com o objetivo de transformar o habitat de forma integral.
Na alegoria da caverna de Platão, a luz simboliza o conhecimento: é o que guia o ser humano para fora das sombras da ignorância em direção à verdade. Em muitas religiões, a luz também é associada à divindade, como uma manifestação do sagrado. Com o tempo, a luz deixou de ser apenas um símbolo da razão para se tornar um instrumento de sensibilidade, uma matéria viva capaz de moldar atmosferas, influenciar a percepção e revelar significados.
A luz é usada com maestria nos espaços silenciosos de Tadao Ando, por exemplo, onde se infiltra como uma substância sagrada entre as paredes de concreto. Nos edifícios de Alvar Aalto, ela é delicadamente modulada para dialogar com o céu nórdico. Nas instalações imersivas de James Turrell, ela se torna corpo, cor e experiência. Mas a luz também se manifesta nos gestos mais cotidianos: em cada janela precisamente orientada ou em cada sombra cuidadosamente desenhada para revelar o que não é imediatamente visível. Como um/a maestro/a diante da partitura e da orquestra, o/a arquiteto/a pode compor com a luz, acentuando volumes, suavizando limites e conferindo ritmo e intensidade aos espaços que habitamos.
O Global Award for Sustainable Architecture, criado em 2006 pela arquiteta e acadêmica Jana Revedin, reconhece anualmente cinco arquitetos/as — ou escritórios — de todo o mundo cujas práticas se baseiam nos princípios do desenvolvimento sustentável, do design participativo e de uma abordagem voltada para a comunidade. Esse reconhecimento alinha-se à urgência global em torno das questões prementes de hoje — as crises ecológica e climática, bem como os desafios sociais, culturais e econômicos. Reconhecendo o papel fundamental da arquitetura na modelagem do ambiente construído, o prêmio busca destacar o trabalho de criadores/as que enfrentam esses desafios com soluções inovadoras e criativas.
Nos últimos anos, o rosa evoluiu para além de suas associações tradicionais, tornando-se um elemento sofisticado e versátil na arquitetura e no design de interiores. Definido por um amplo espectro de matizes, o rosa abrange tons quentes e frios, variando de nuances puras de vermelho (R) a misturas com amarelo (Y80R, Y90R) ou azul (R10B, R20B, R30B), conforme classificado pelo Natural Color System (NCS). Embora seja difícil de definir por um único tom, essa cor equilibra vibração e suavidade, o que a torna adaptável a diferentes materiais e contextos. À medida que o rosa continua a ganhar destaque nos interiores contemporâneos, seu papel vai além de uma mera escolha cromática — trata-se de uma estratégia de design. A recente transição dos tons de rosa vibrantes e lúdicos da tendência "Barbiecore" para matizes mais suaves e empoeirados, vistos na moda e no design nas coleções de moda de 2025, destaca a adaptabilidade da cor. Sua presença nas paletas de cores da Pantone para 2025 também reforça seu apelo em diversas disciplinas. Quando aplicado de forma inteligente, o rosa pode transformar espaços, tornando-os acolhedores, amplos ou atemporais.
A configuração da mesquita, local de culto da comunidade muçulmana, remonta sua história ao pátio do fundador da religião. As primeiras mesquitas eram, portanto, simples espaços abertos destinados às orações rituais. Ao longo dos anos e séculos, esses templos incorporaram diversos elementos funcionais e normativos, como o mihrab, um nicho que indica a direção da oração, e o minbar, o púlpito de onde o pregador profere o sermão. Outros elementos também se tornaram comuns, como as cúpulas e os minaretes, historicamente utilizados para o chamado à oração. Estes tinham o propósito adicional de sinalizar a função do edifício como mesquita e eram usados por governantes e benfeitores para exaltar sua imponência.
Na contemporaneidade, as mesquitas não estão imunes ao debate arquitetônico. Elementos que não possuem função religiosa direta são questionados, assim como a relação entre o templo e seu entorno. Essa discussão é especialmente acirrada em regiões do mundo com comunidades muçulmanas relativamente novas, onde alguns teóricos defendem a eliminação de elementos simbólicos sob o argumento de que se tratam de mero "pastiche", enquanto outros manifestam nostalgia em relação à carga afetiva associada às formas históricas. Contudo, arquitetos e arquitetas contemporâneos têm elevado com sucesso a arquitetura das mesquitas, atendendo aos requisitos funcionais com criatividade ao mesmo tempo em que deixam o contexto do edifício moldar sua volumetria.
Em 1982, em uma conferência sobre construção com terra em Tucson, Arizona, uma apresentação incomum desafiou tudo o que os/as arquitetos/as pensavam saber sobre recursos rurais. Em vez de focar em técnicas construtivas, o apresentador, o arquiteto Pliny Fisk III, estendeu uma série de mapas desenhados à mão que revelavam algo extraordinário: o Texas rural não era escasso em recursos, como sugeria o senso comum, mas sim incrivelmente rico em materiais. Os mapas mostravam cinzas vulcânicas ideais para concreto leve, depósitos de caliche que se estendiam por vastos territórios e florestas de mesquite que podiam fornecer tanto pisos de madeira de alta densidade quanto isolamento térmico. Essa revelação redefiniu as noções predominantes de valor na arquitetura.
A fotografia de arquitetura funciona como uma janela para o mundo construído, tornando obras significativas mais acessíveis a pessoas que talvez nunca tenham a oportunidade de visitá-las. Uma boa fotografia de arquitetura captura mais do que apenas a estrutura física; ela transmite a atmosfera, a escala e o contexto de um espaço. Cada imagem é única e moldada pelo olhar do/a fotógrafo/a, o que expressa sua sensibilidade e percepção do ambiente construído através de suas lentes.
Fundado em Hong Kong em 2007, o escritório AG (Atelier Global) é composto por mais de 120 designers de diversas origens globais e repletos de criatividade. Uma visão internacional e diferentes bagagens culturais trazem pluralidade e vanguarda aos projetos. Na construção do ambiente urbano, buscamos a abertura e a inovação no design, estabelecendo conexões afetivas entre a arquitetura e a cidade, e entre as pessoas e o espaço, a partir de uma reflexão multidimensional sobre arte, cultura, estratégias funcionais e formas naturais.
Partindo de uma perspectiva cultural e criativa, ao mesmo tempo em que participamos ativamente de pesquisas acadêmicas e culturais, nossos projetos têm sido frequentemente premiados em prestigiados concursos internacionais de design. Entre eles, destacam-se o iF Design Award (Alemanha), o IDA International Design Awards Gold (EUA), o A' Design Award Platinum (Itália) e o prêmio do Instituto de Arquitetos de Hong Kong (HKIA).
https://www.archdaily.com.br/pt/1142628/trabalho-em-shenzhen-ag-horizon-vagas-abertas-para-diversos-cargos韩爽 - HAN Shuang
Em março de 2025, o ator Adrien Brody subiu ao palco para receber seu Oscar por interpretar o papel de László Toth no aclamado filme The Brutalist. O longa conta a história de um profissional da arquitetura formado na Bauhaus que fugiu da Alemanha nazista nos anos 1930 em direção aos Estados Unidos. Embora a história seja ficcional, ela reflete a vida de vários profissionais da arquitetura que emigraram da Europa Central em busca de melhores condições intelectuais e de trabalho. Entre eles estavam os três primeiros diretores da Bauhaus, a renomada escola alemã de design fundada em 1919. O primeiro e o terceiro diretor da escola, Walter Gropius e Mies van der Rohe, respectivamente, estabeleceram-se nos EUA, onde suas carreiras no ensino e na prática projetual floresceram. Menos conhecido, contudo, é o segundo diretor, Hannes Meyer, que seguiu um caminho bastante diferente de seus colegas.
No desenvolvimento urbano contemporâneo, o conceito de Espaço Público de Propriedade Privada (POPS, na sigla em inglês) tem ganhado cada vez mais destaque. Trata-se de espaços que, embora construídos, pertencentes e mantidos por empresas incorporadoras privadas, têm a obrigação legal de permanecer acessíveis ao público. Frequentemente resultantes de incentivos de planejamento negociados — como bônus de zoneamento ou aumento do coeficiente de aproveitamento —, os POPS tornaram-se especialmente prevalentes em ambientes urbanos densos, onde o solo é escasso e a demanda por equipamentos públicos é alta.
As lareiras moldaram profundamente o projeto arquitetônico, influenciando a forma como os espaços são organizados, vivenciados e percebidos. Mais do que meros elementos funcionais, elas representam símbolos de poder, comunidade, conforto e cultura, traçando a evolução da relação da humanidade com o ambiente construído. Das fogueiras primitivas que caracterizavam os primeiros assentamentos humanos aos sofisticados projetos ecológicos da arquitetura contemporânea, as lareiras têm refletido transformações culturais, sociais e tecnológicas mais amplas, servindo como pontos focais duradouros na narrativa espacial da arquitetura. Pesquisadores/as e acadêmicos/as frequentemente exploram a relação íntima entre a arquitetura e o fogo. Luis Fernández-Galiano, em sua obra seminal "Fire and Memory: On Architecture and Energy", defende que a arquitetura faz fundamentalmente a mediação entre a humanidade e a energia. Ao compreender como essas estruturas moldaram os espaços, simbolizaram valores culturais e impulsionaram a inovação tecnológica, obtemos uma compreensão mais profunda da complexa interação da arquitetura entre forma, função e significado.
Revitalização da Esna Histórica, Egito. Imagem cortesia de Takween ICD
Entre os sete vencedores do 16º Prêmio Aga Khan de Arquitetura deste ano esteve a revitalização da Esna Histórica, no sul do Egito. Liderado pelo escritório Takween, sediado no Cairo, o projeto foi muito além de uma simples restauração. Trata-se de um esforço de renovação abrangente que aliou um profundo engajamento comunitário à preservação do patrimônio material e imaterial. Ao gerar milhares de empregos e restaurar o centro histórico, a iniciativa ofereceu uma alternativa viável e potente à demolição. O Aga Khan Trust elogiou a proposta como um "modelo replicável de desenvolvimento sustentável".
Sem espaços dedicados à concentração individual — um elemento crucial para uma colaboração eficaz —, até mesmo a ideia mais brilhante perde o brilho. O escritório precisa, de fato, equilibrar a conectividade e o espaço pessoal de forma primorosa, permitindo que os/as profissionais transitem entre as tarefas sem atritos. Cabines como as hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S fazem parte dessa abordagem, formando juntas um trio de cabines individuais que atende à maior parte das necessidades de espaços de trabalho individuais no escritório.
As cabines hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S funcionam como um sistema completo, garantindo que os/as profissionais tenham as condições adequadas para um trabalho individual produtivo ao longo do dia, revelando-se ferramentas valiosas para arquitetos/as no desenvolvimento de projetos que atendam plenamente às variadas necessidades dos/as colaboradores/as. Cabines como essas tornam-se refúgios de alto padrão para chamadas focadas, espaços surpreendentemente imersivos para videoconferências e verdadeiras bolhas de concentração profunda.
No cruzamento entre a inevitável influência do movimento moderno internacional e a tradição arquitetônica argentina, surge o Grupo Austral, um coletivo de arquitetos/as que propõe uma reinterpretação do racionalismo corbusieriano, adaptando-o às particularidades do contexto local. Nesse contexto, podemos falar de uma arquitetura internacional que não é meramente incorporada, mas que pode ser considerada uma arquitetura "apropriada", ou seja, enraizada nas condições climáticas, nos modos de vida e nos materiais locais presentes na Argentina. Isso nos leva a perguntar: Como a arquitetura europeia se relaciona com a local? Seria o produto de uma semelhança de situações ou de um processo de transferência de imagens arquitetônicas, como ocorreu ao longo da história? Seria uma mistura de ambos os fatores? Podemos falar em arquitetura apropriada?
Embora Hong Kong seja amplamente reconhecida por sua vista icônica do porto, seu skyline cintilante e seu ritmo de vida urbano acelerado, suas origens contam uma história diferente — profundamente enraizada em sua relação com a água. Antes de se transformar em uma metrópole densa e vertical, a identidade arquitetônica de Hong Kong estava estreitamente ligada ao seu contexto marítimo. Hoje, a cidade é frequentemente associada a torres esbeltas e revestidas de vidro que simbolizam a modernidade. Embora visualmente impactantes em sua busca por altura e forma, muitos desses edifícios parecem desconectados de seu entorno imediato, muitas vezes negligenciando as condições naturais do local, a responsividade ecológica e a sensibilidade contextual.
Historicamente, no entanto, o cenário era diferente. Os primeiros ambientes construídos de Hong Kong — vilas de pescadores rurais em áreas como Tai O, Aberdeen e Shau Kei Wan — surgiram por meio de práticas espaciais orgânicas e comunitárias que dialogavam estreitamente com o entorno. Esses assentamentos costeiros e ribeirinhos desenvolveram sistemas arquitetônicos sob medida para o ambiente marinho e para os ritmos da vida pesqueira. As vilas se estruturavam ao redor da água, e as estratégias de construção eram adaptadas às marés flutuantes, ao terreno e ao uso social.
A trajetória de Agustina Iñiguez na arquitetura tem raízes em um profundo apreço pela arte, pelo desenho e pelos trabalhos manuais — interesses que naturalmente a levaram à graduação em arquitetura aos 18 anos. Radicada em Buenos Aires, Agustina concilia a prática profissional de arquitetura com uma atuação ativa na academia, trabalhando como auxiliar de ensino na Universidade de Buenos Aires e como professora assistente na Universidade Torcuato Di Tella. Desde que passou a integrar a equipe editorial do ArchDaily em 2021, ela traz uma abordagem reflexiva e interdisciplinar para a curadoria de conteúdos que conectam teoria, prática e engajamento social.
Seu foco editorial concentra-se na investigação de projetos e temas que consideram atentamente a escolha de materiais, técnicas construtivas e a integração com o entorno, sempre com ênfase na melhoria da qualidade de vida por meio do projeto. Agustina tem especial interesse pelo reúso adaptativo, pela renaturalização urbana (rewilding) e por estratégias de projeto inclusivas que respondam às necessidades de comunidades diversas. Defensora da colaboração interdisciplinar, ela apoia trabalhos que articulam, de forma sensível, a inovação arquitetônica aos contextos ambiental e cultural.
Centro Aquático Les Bains des Docks. Imagem cortesia de VELUX Commercial
Condensação, manutenção e umidade são três desafios corriqueiros que continuam a testar os edifícios que projetamos e construímos. Sejam decorrentes de condições climáticas, de uma ventilação limitada ou de especificidades no detalhamento construtivo, esses fatores afetam não apenas a durabilidade dos materiais, mas também o conforto cotidiano e o desempenho dos espaços ocupados. Tratando-se de um centro aquático ou de uma piscina coberta, as exigências são ainda maiores. A presença constante de vapor, o acúmulo de umidade e o risco de mofo podem comprometer tanto a eficiência energética quanto a experiência dos/as usuários/as. Em ambientes como esses, a ventilação e o acesso à luz natural, para além de seu valor estético, tornam-se ferramentas essenciais para manter o equilíbrio, aumentar o conforto interno e, em última análise, otimizar a forma como o espaço é percebido e usufruído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142620/deixando-o-ceu-entrar-4-estudos-de-caso-sobre-solucoes-de-iluminacao-natural-na-arquitetura-aquaticaEnrique Tovar
Aprofundar-se nos jogos de luzes e sombras na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de profissionais da disciplina. Espaços de luminosidade e escuridão são concebidos com o fim de potencializar desde percursos e direcionalidades nos espaços até destacar cores, texturas e formas de certos elementos arquitetônicos. No entanto, o impacto da luz natural sobre as fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver medidas que colaborem com a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços interiores e também promovam a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneira sua potência poderia contribuir para a experiência arquitetônica?
A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.
Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.
Diante da rápida urbanização, o espaço tem se tornado um recurso escasso. As cidades estão saturadas, com áreas limitadas tanto para empreendimentos públicos quanto privados. Esse cenário exige uma transição para um planejamento urbano mais eficiente, capaz de aliar estética e alta funcionalidade. O estacionamento robótico da MPSystem surge como a solução ideal ao combinar desempenho prático e liberdade de criação arquitetônica.
A integração de elementos naturais ao projeto arquitetônico é, há muito tempo, uma busca fundamental para a criação de ambientes sustentáveis e confortáveis que melhorem tanto o bem-estar individual quanto a relação entre as edificações e seu contexto circundante. Em áreas de paisagens vastas, a incorporação de elementos naturais é essencial para conectar harmoniosamente a arquitetura ao seu local de implantação. Por outro lado, em ambientes urbanos densos e dominados por estruturas construídas, a introdução de áreas verdes torna-se também cada vez mais vital, reintroduzindo a natureza na chamada "selva de pedra".
Contudo, para além dos elementos paisagísticos convencionais — como fontes de água, paredes verdes, jardins ou pátios —, arquitetos e arquitetas estão redefinindo o que significa construir com a natureza. O foco deslocou-se para uma integração profunda da arquitetura com o seu entorno natural, criando experiências espaciais imersivas que atenuam as fronteiras entre o construído e o orgânico — de certa forma, "domesticando" a natureza. Quando executados com sucesso, esses projetos vão além de promover o bem-estar ou um estilo de vida saudável; eles evocam uma sensação profunda de tranquilidade, força e harmonia, transformando a maneira como percebemos e habitamos o espaço.