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Construído para durar — ou para mudar? Em defesa da construção a seco em cidades úmidas

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Em certas partes do mundo, a construção civil ainda é dominada por sistemas úmidos — concreto, alvenaria e materiais cimentícios que são moldados, curados e fixados no local. Embora isso seja considerado a norma há muito tempo em alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Tailândia, Malásia e China, a maioria dessas regiões compartilha uma tendência comum: a mão de obra é relativamente barata. Isso explica, em parte, a viabilidade do concreto, já que uma das desvantagens típicas desse material costuma ser o custo intensivo de mão de obra — o que acaba consolidando o concreto como um sistema construtivo mais barato e eficiente nessas localidades.

No entanto, a região ainda dá pouca atenção ao aspecto da sustentabilidade ao utilizar esses materiais de construção úmidos, frequentemente negligenciando as desvantagens significativas de seu ciclo de vida útil e a dificuldade de reciclagem sem perda de qualidade (downcycling) — o que o torna um dos sistemas construtivos menos sustentáveis disponíveis.

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Conhecimento local e contexto ecológico: lições sobre fazer cidade a partir do Wild Mile de Chicago

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Por mais de um século, os habitantes de cidades norte-americanas em crescimento remodelaram seus rios para atender a demandas industriais e de manufatura. As vias navegáveis foram retificadas, aprofundadas, pavimentadas ou canalizadas sob a terra para viabilizar rotas de navegação e transportar materiais de maneira eficiente pelas regiões. Essas transformações moldaram uma paisagem urbana na qual os rios eram tratados como infraestrutura produtiva, e não como sistemas ecológicos vivos.

Essa abordagem deixou marcas profundas. Os habitats ciliares desapareceram, a qualidade da água piorou, a biodiversidade regional tornou-se vulnerável e as comunidades se acostumaram com corredores fluviais dominados por muros de contenção metálicos e canais de concreto. A remodelação industrial dos rios em locais como Chicago, Los Angeles e na bacia do Mississippi estabeleceu padrões persistentes de desenvolvimento que ainda influenciam o funcionamento das cidades contemporâneas.

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Vozes do ArchDaily: Enrique Tovar

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Sediado na Cidade do México, Enrique Tovar traz uma abordagem multidisciplinar à arquitetura e ao trabalho editorial, moldada por seu interesse em história, sociedade, arte e artesanato. Suas primeiras experiências em um contexto onde a arquitetura é frequentemente autoconstruída ou negociada lhe proporcionaram uma compreensão refinada do ambiente construído como algo fluido e em constante evolução com o uso. Essa perspectiva o levou naturalmente ao trabalho editorial, que ele vê como uma extensão da prática arquitetônica — capaz de capturar complexidades e tensões que talvez não sejam visíveis nos processos tradicionais de projeto.

Como editor de conteúdo patrocinado no ArchDaily, Enrique explora as interseções críticas entre materiais, sistemas construtivos, tecnologia e softwares. Ele se interessa especialmente por como esses elementos influenciam as práticas arquitetônicas contemporâneas e pelas maneiras como os princípios do desenho universal e inclusivo podem expandir o alcance do campo profissional. Seu foco editorial incentiva ambientes que respondam a diversos corpos, experiências e modos de habitar o espaço, promovendo uma arquitetura que desafia as normas convencionais e abraça preocupações sociais mais amplas.

Menos Juntas, Mais Eficiência: O Impacto do Painel de 12” na Instalação de Revestimentos

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O revestimento de fachadas é um elemento essencial na arquitetura, combinando funcionalidade, tecnologia e estética para proteger e valorizar as edificações. Entre os diversos materiais disponíveis, como pedra, madeira e compósitos, o revestimento metálico destaca-se por sua durabilidade, baixa manutenção e flexibilidade de projeto. Além de oferecer resistência às intempéries e segurança contra incêndios, sua capacidade de reciclagem o torna uma solução sustentável e econômica para projetos de todos os portes. Para atender a essas demandas com eficiência e sofisticação, a Parallel Architectural Products oferece uma gama de revestimentos metálicos e outros produtos inovadores projetados para otimizar a instalação, reduzir os custos de mão de obra e garantir acabamentos de alta qualidade.

Redimensionando o limiar: quando a arquitetura comunitária se torna grande demais

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Quando o Hudson Yards foi inaugurado em Manhattan em 2019, prometia um novo bairro urbano construído do zero. Foram erguidas 16 torres com 4.000 unidades residenciais na esperança de criar uma comunidade forte. Apesar de suas comodidades luxuosas e grandiosas praças públicas, um vazio peculiar persistiu. O empreendimento transmitia uma sensação de anonimato, evidenciando uma verdade fundamental sobre a capacidade social humana.

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A ilusão do nível: detalhamento para água na arquitetura “plana”

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Caminhamos sobre superfícies "planas" todos os dias e raramente pensamos a respeito — mas quão plano é esse solo, na verdade? Na cidade, os meios-fios são chanfrados, as calçadas se inclinam em direção às grelhas e as vias são abauladas para escoar a água em sarjetas rasas. Nos subúrbios e em caminhos não pavimentados, o terreno irregular é a norma. Dentro dos edifícios, em contrapartida, buscamos uma horizontalidade quase perfeita — estruturas, lajes e acabamentos são todos disciplinados para criar superfícies de circulação niveladas em nome da segurança e da acessibilidade. No entanto, a planaridade é inerentemente incompatível com a água. Um olhar mais atento revela um repertório sutil de adaptações: pequenos caimentos nas entradas, soleiras elevadas alguns milímetros, áreas molhadas com inclinações quase imperceptíveis. O piso é percebido como plano, mas, na verdade, é cuidadosamente ajustado — microtopografias disfarçadas de plano — para gerenciar a água sem chamar atenção.

Quais são as maneiras comuns pelas quais os/as arquitetos/as "mantêm as coisas planas" enquanto gerenciam a água — a eterna inimiga das edificações? Uma forma útil de analisar isso é focar em três condições recorrentes: decks externos ou de cobertura, banheiros e outras áreas molhadas, e planos de piso externos ao nível do solo. Cada uma depende de um conjunto de ferramentas ligeiramente diferente — sistemas de pedestais sobre impermeabilização inclinada, microinclinações para ralos, drenos perimetrais ocultos, caimentos divididos — para manter a ilusão de uma superfície contínua e nivelada. Estudar essas situações de forma comparativa revela o imenso esforço de projeto necessário para conciliar a percepção de planaridade com a realidade complexa da água.

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"Luxo sem contexto é apenas excesso": Elisa Orlanski Ours sobre como fazer a ponte entre a visão de design e as realidades do mercado

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No complexo ecossistema do desenvolvimento arquitetônico, onde conceitos inovadores encontram as realidades do mercado, existe um papel distinto que consiste em estabelecer pontes entre diversos interesses profissionais e concretizar espaços de impacto. Elisa Orlanski Ours exemplifica essa função. Esse é o território de Elisa Orlanski Ours, designer, educadora e líder do setor. Como Diretora de Planejamento e Design (Chief Planning & Design Officer) no Corcoran Sunshine Marketing Group, Elisa fundou seu departamento há duas décadas. Hoje, seu amplo portfólio abrange desde planos diretores para arranha-céus residenciais até vilas de marca individuais em vários continentes, incluindo empreendimentos marcantes na cidade de Nova York, como o Hudson Yards e o 220 Central Park South, além de projetos internacionais em colaboração com renomados escritórios de arquitetura como SHoP Architects, BIG, Herzog & de Meuron, Adjaye Associates e SO-IL. Sua perspectiva estratégica ao conduzir projetos desde a fase de estudo preliminar até a venda final oferece insights valiosos sobre as complexas engrenagens do setor. A editora-gerente do ArchDaily, Maria-Cristina Florian, teve a oportunidade de conversar com Elisa sobre esses temas fundamentais na entrevista a seguir.

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Eliminando a barreira entre os espaços internos e a natureza

Eliminando a barreira entre os espaços internos e a natureza - Imagem de Destaque
Visualização de casa unifamiliar na Baviera © xoio

Por séculos, a arquitetura tem sido moldada pela aspiração de criar uma transição suave entre o interior e o exterior. Hoje, sistemas de janelas e fachadas tecnologicamente sofisticados permitem que arquitetos/as projetem conceitos de ambientes abertos e inundados de luz sem perder calor. A janela de correr cero maximum da Solarlux pode eliminar as fronteiras entre os espaços, o que se demonstra de forma ainda mais impressionante quando elementos de grande formato substituem os cantos dos edifícios. Trata-se de uma conquista técnica realizada inteiramente sem suportes que obstruam a vista. O sistema cero cria uma conexão direta e imediata com a natureza que vai muito além do que as soluções convencionais podem oferecer.

Tocar o passado: quando a arquitetura se torna um gesto de continuidade

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Existe um tipo particular de arquitetura que não começa com uma página em branco. Ela começa no silêncio, em ruínas, em paredes moldadas pelo tempo. Começa pela escuta. Em vez de se impor, ela se aproxima, lentamente, escolhendo tocar em vez de sobrescrever. Trata-se de uma arquitetura que dialoga com o passado sob a ótica do presente, não para apagá-lo ou imitá-lo, mas para lhe oferecer continuidade.

A arquitetura contemporânea reconhece cada vez mais que construir com o passado não significa se deixar limitar por ele. O patrimônio já não é visto como um obstáculo, mas como um campo ativo para o projeto. Nessa mudança de perspectiva, a preexistência torna-se mais do que uma condição física — transforma-se em um fio condutor, uma presença estrutural e simbólica que convida ao cuidado. Em vez de impor dominância, muitos/as arquitetos/as hoje optam por responder com gestos deliberados, silenciosos e precisos. Essas intervenções emolduram em vez de substituir, protegem em vez de obscurecer. Com isso, permitem que a história permaneça visível, não como um mero pano de fundo, mas como uma camada viva da experiência arquitetônica.

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Perspectivas sobre a arquitetura do espaço público como motor de transformação: um percurso por 10 obras na Espanha

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A Espanha conta com uma vasta diversidade de paisagens, tanto naturais quanto urbanas, onde o espaço público desempenha um papel protagonista. Nos últimos anos, sua relevância cresceu, consolidando-se como um eixo fundamental para o encontro. Para além de suas qualidades arquitetônicas e paisagísticas, o espaço público oferece aos visitantes e cidadãos ambientes de qualidade que contribuem para melhorar as condições de vida, seja em um parque urbano, em um eixo de pedestres dentro da cidade ou em um espaço para simplesmente estar em um entorno natural e em conexão com o território.

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Os sistemas de assentos modulares estão redefinindo nossa percepção dos espaços públicos?

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Qual é a nossa visão dos espaços públicos do passado? Pense, por exemplo, em um parque — possivelmente o exemplo mais emblemático dessa tipologia. Trata-se de um ambiente projetado com caminhos sinuosos e áreas de descanso, onde frequentemente encontramos mesas e bancos fixos ao longo do trajeto. Seu desenho prioriza a permanência e a contemplação. Mas, ao olharmos para o presente, como o concebemos agora? De fato, o conceito tradicional de espaço público não desapareceu por completo. No entanto, nossa maneira de interagir com ele mudou, impulsionada pela necessidade de flexibilidade em ambientes em constante transformação. Essa mudança estimulou a exploração de novas abordagens projetuais. Como resultado, os sistemas de assentos modulares tornaram-se um campo dinâmico de experimentação, adaptando-se continuamente às transformações de uso e percepção.

"A cidade não pode ser compreendida a partir da tela": IA e infância no desenho urbano

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Nem tendência passageira, nem ameaça permanente: o alarme inicial está se dissipando. A inteligência artificial vem sendo cada vez mais adotada como uma ferramenta estratégica que, quando integrada de forma responsável, pode ser extremamente valiosa — sobretudo em processos participativos de desenho urbano focados na infância e na juventude.

Para explorar essa intersecção entre tecnologia, cidades e novas gerações, conversamos com Dolores Victoria Ruiz Garrido, arquiteta e fundadora do Little Architects, programa que ela criou há mais de uma década na Architectural Association (AA) em Londres. Com mais de 15 anos de experiência em urbanismo participativo, ela enfatiza que a IA pode ser uma ferramenta poderosa quando utilizada de forma ética e intencional — especialmente para enriquecer a educação e os processos de design voltados para a comunidade. No entanto, ela alerta: "A cidade não pode ser compreendida a partir da tela — ela deve ser apreendida pelo corpo, pelo caminhar e pelo maravilhamento. Antes de gerar imagens impressionantes ou visualmente belas para transformar a cidade, devemos ensinar a lê-la: a observar, compreender e conectar-se emocionalmente com ela."

Ethos de Design de Subtração e Adição: 10 Projetos de Reuso Adaptativo para Espaços Comerciais e Sociais na Ásia

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Embora o reuso adaptativo venha sendo cada vez mais reconhecido como uma estratégia arquitetônica vital em todo o mundo, sua discussão e implementação na Ásia ainda estão em expansão — impulsionadas por uma crescente consciência ecológica e por uma mudança na compreensão do conhecimento arquitetônico. Em vez de acelerar um modelo desenvolvimentista centrado na demolição e em novas construções, profissionais da arquitetura hoje se deparam com uma abordagem diferente em relação ao ambiente construído: tratar a estrutura existente como um recurso — um arquivo de materiais, organizações espaciais e histórias informais.

O reuso adaptativo é frequentemente associado à preservação de edifícios históricos e patrimônios de relevância cultural. No entanto, o vasto campo de estruturas aparentemente "menos valorizadas" — casas abandonadas, residências comuns embora antigas, edifícios de escritórios fora das normas vigentes e vazios urbanos negligenciados — tornou-se um terreno fértil para a experimentação. Esses locais desafiam profissionais de arquitetura e design a reconsiderarem os padrões vigentes de eficiência e desenvolvimento orientados pelo mercado, bem como a imaginarem práticas espaciais e ecológicas que evitem a perda contínua de material incorporado e do conhecimento cultural inerente à reconstrução constante.

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Perspectivas Urbanas em Transformação: A Jornada de Beimen, de Obstáculo a Âncora Urbana em Taipei

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O Portão Norte de Taipé, também conhecido como Beimen, ergue-se não apenas como um lembrete da complexa história da cidade, mas também como testemunha das transformações da paisagem urbana ao seu redor e das mudanças de postura em relação aos espaços urbanos adjacentes a edifícios históricos. Inicialmente um posto de fronteira imperial chinês, poupado da demolição durante o domínio colonial japonês e sufocado por viadutos e rodovias nos esforços de modernização do pós-guerra, o portão recuperou recentemente seu status de destaque graças à criação da praça que hoje o emoldura. A resiliência do monumento frente às oscilações das prioridades urbanas e das políticas arquitetônicas revela uma trajetória de preservação patrimonial que se manifesta não apenas na forma construída, mas também nos espaços abertos que o circundam.

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Repensando a sustentabilidade por meio de estratégias específicas para o local

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A sustentabilidade na arquitetura é frequentemente abordada como um desafio universal, resultando em soluções padronizadas que priorizam a eficiência em detrimento do contexto. No entanto, a arquitetura está intrinsecamente ligada ao seu ambiente — os edifícios interagem com o clima, a topografia e a história cultural de maneiras que exigem especificidade. Em vez de depender de listas de verificação de sustentabilidade padronizadas, como a arquitetura pode adotar soluções específicas para o local? Essa discussão está profundamente conectada ao conceito de Genius Loci, ou o espírito do lugar, introduzido por Christian Norberg-Schulz e adotado por arquitetos/as que defendem projetos em sintonia com seu entorno. Essa filosofia sugere que a arquitetura não deve ser imposta a um terreno, mas sim emergir dele, informada por seus materiais, clima e relevância cultural. Esse pensamento contesta a aplicação generalizada de tecnologias sustentáveis genéricas, propondo, em contrapartida, que a sustentabilidade deve estar intrinsecamente ligada ao local onde se insere.

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Arquitetura sensível ao contexto na Espanha: 7 projetos que destacam estratégias materiais

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Andanzas y visiones españolas é o livro no qual Miguel de Unamuno reúne suas experiências durante excursões pelas cidades e campos da Espanha, acompanhado por amigos e colegas. Mais do que uma descrição geográfica precisa, o texto consiste em narrativas nas quais cada região e cada aspecto do território deixam uma marca profunda em seu pensamento. O discurso literário tece ativamente a diversidade do cenário, o clima e o contextualismo como fios condutores fundamentais, apresentando o território não apenas como um lugar físico, mas também como um espaço de reflexão e contemplação. Esse olhar atento para a paisagem — tão diversa na arquitetura espanhola — também ressoa no ambiente construído, promovendo na prática contemporânea uma adaptação sensível às variadas condições climáticas do país, tanto por meio de estratégias de projeto quanto de escolhas de materiais.

Melbourne: Contrastes Urbanos e Camadas de Design

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Localizada no sul da chamada "Land Down Under", Melbourne é uma cidade que resiste a definições simplistas. Enquanto refinadas fachadas vitorianas confrontam ruelas cobertas de grafite, jardins públicos meticulosamente cuidados coexistem com antigos galpões industriais transformados em cafés, estúdios e espaços culturais. É justamente nesse contraste entre o planejamento deliberado e a apropriação espontânea que reside a essência arquitetônica da metrópole.

Sua história começa com o povo aborígene Kulin, que por milênios habitou as margens do Rio Yarra, desenvolvendo complexos sistemas de gestão da terra, espiritualidade e organização social. Com a chegada dos colonizadores britânicos em 1835, iniciou-se o capítulo da cidade moderna — um processo marcado não apenas pelo crescimento e desenvolvimento urbano, mas também por violência, deslocamento forçado e apagamento cultural. Os efeitos desse legado ainda são sentidos hoje, mesmo diante dos esforços contemporâneos de reconhecimento e reconciliação.

Estabeleça novos padrões de moradia nos Emirados Árabes Unidos e seja reconhecido/a por sua inovação – Ganhe € 250.000

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Dubai evoluiu de um humilde porto comercial para uma metrópole global, renomada por seu skyline futurista e feitos arquitetônicos pioneiros. No início do século XX, sua paisagem era moldada por casas árabes tradicionais com pátios internos e torres de vento, projetadas para resistir ao rigoroso clima árido. A descoberta de petróleo na década de 1960 marcou um ponto de virada, desencadeando uma rápida urbanização. Ao longo das décadas de 1970 e 1980, o boom da construção civil, impulsionado pelas receitas do petróleo, levou ao surgimento de grandes edifícios de concreto e complexos de apartamentos de baixa altura, acomodando o fluxo de expatriados atraídos pela economia próspera dos Emirados Árabes Unidos (EAU). No século XXI, os EAU testemunharam avanços arquitetônicos sem precedentes. Projetos emblemáticos como o Burj Khalifa — o edifício mais alto do mundo — e a Palm Jumeirah — um arquipélago artificial — transformaram a silhueta urbana do país, consolidando a reputação dos EAU como um polo global de ambição e inovação arquitetônica.

Esse rápido crescimento também trouxe diversos desafios em todo o território dos EAU, particularmente na habitação e na dificuldade de garantir condições dignas de vida para a classe trabalhadora. Dubai serve como um exemplo notável de como a expansão urbana transformou o país, mas diferentes geografias e regiões dentro dos EAU têm necessidades distintas, moldadas por seus ambientes e comunidades locais. O concurso House of the Future — organizado pela Buildner em parceria com o Sheikh Zayed Housing Programme — convoca mentes visionárias a repensar a arquitetura residencial em todos os Emirados Árabes Unidos. Com inscrições abertas até 30 de abril, a competição oferece uma plataforma para ideias audaciosas que possam moldar as casas do amanhã, respondendo às demandas variadas de diferentes localidades.

A mecânica oculta das portas: como dobradiças, trilhos e pivôs moldam a experiência espacial

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A escolha dos tipos de portas desempenha um papel crucial na definição da experiência e da atmosfera espacial da arquitetura. Para além do material ou do estilo, a maneira como uma porta é detalhada — seu movimento, peso e modo de operação — pode influenciar drasticamente a forma como um espaço é percebido e percorrido. No entanto, o que de fato viabiliza a funcionalidade de diferentes tipos de portas são as ferragens, um elemento frequentemente negligenciado. Mesmo para um mesmo tipo de porta, a escolha de dobradiças, trilhos, pivôs e puxadores pode afetar significativamente a maneira como as pessoas interagem com o espaço e o interpretam.

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Como as novas inovações em design estão moldando os interiores na Espanha?

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A inovação está no cerne da arquitetura, manifestando-se através de novas abordagens projetuais, da experimentação material e, naturalmente, das formas de habitar. Diante disso, a concepção de edifícios e espaços internos passa por uma constante evolução. Esse processo é especialmente evidente em regiões com um rico patrimônio cultural, como a Espanha, onde a inovação reinterpreta as maneiras tradicionais de se relacionar com o espaço. Essa atenção à memória e à vida cotidiana estende-se aos interiores, nos quais cada intervenção tem o potencial de remodelar ativamente a experiência espacial das pessoas e abrir novas possibilidades de convivência e interação.

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Estética da Fachada, Elevada: Os Benefícios de Marquises de Alumínio Sob Medida

Profissionais de arquitetura reconhecem como as decisões de projeto para o exterior influenciam tanto a percepção quanto o desempenho de uma edificação. Uma marquise é mais do que uma estrutura funcional em balanço — trata-se de um manifesto visual, uma camada de controle ambiental e o reflexo da visão global do projeto.

Entre os materiais disponíveis, as marquises de alumínio sob medida tornaram-se uma escolha preferencial na arquitetura contemporânea por sua resistência, adaptabilidade e estética elegante. A seguir, destacamos suas principais vantagens.

Das colinas de Gana à costa da Itália, descubra 8 espaços educacionais não construídos da comunidade do ArchDaily

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À medida que as instituições de ensino em todo o mundo se adaptam às constantes mudanças nas demandas da sociedade, a arquitetura voltada ao aprendizado também evolui. Esta seleção com curadoria reúne projetos enviados pela comunidade global do ArchDaily, destacando como arquitetos e arquitetas estão repensando o futuro de escolas e universidades por meio do design. Essas propostas refletem preocupações globais urgentes: a importância da educação centrada na comunidade, a revitalização de edifícios e bairros históricos, a integração de sistemas naturais e a busca por expressões espaciais que acomodem tanto o ensino formal quanto as trocas informais. Sejam situados em centros urbanos densos, vilas rurais ou paisagens costeiras, esses projetos respondem a contextos culturais e ambientais específicos, ao mesmo tempo em que dialogam com questões arquitetônicas mais amplas de sustentabilidade, acesso e identidade.

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O futuro do desenvolvimento urbano na Mongólia: perspectivas do Concurso de Projeto Hunnu City

A Mongólia, o segundo maior país do mundo sem saída para o mar, estende-se por 1,5 milhão de quilômetros quadrados. No entanto, mais de 50% de sua população — cerca de 1,7 milhão de pessoas — reside em Ulaanbaatar, uma cidade que ocupa apenas 0,3% da área territorial total do país. Essa concentração demográfica desproporcional resultou em graves desequilíbrios no desenvolvimento regional e em crescentes desafios urbanos na capital.

Diante desse cenário, Ulaanbaatar tem passado por uma série de iniciativas abrangentes de desenvolvimento urbano. Desde a introdução do primeiro plano diretor, em 1954, já foram elaborados seis planos desse tipo. O mais recente deles, o Plano Diretor Ulaanbaatar 2040, inclui uma visão estratégica para descentralizar o crescimento urbano por meio do desenvolvimento de duas novas cidades-satélite — uma das quais é o projeto Hunnu City.

Dia Mundial da Fotografia: 25 fotógrafos(as) de arquitetura em ascensão para acompanhar em 2025

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A fotografia de arquitetura funciona como uma janela para o mundo construído, tornando obras significativas mais acessíveis a pessoas que talvez nunca tenham a oportunidade de visitá-las. Uma boa fotografia de arquitetura captura mais do que apenas a estrutura física; ela transmite a atmosfera, a escala e o contexto de um espaço. Cada imagem é única e moldada pelo olhar do/a fotógrafo/a, o que expressa sua sensibilidade e percepção do ambiente construído através de suas lentes.

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