1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água

Acesso exclusivo | 

Docas e portos são espaços liminares onde a margem marca o encontro da terra com a água, e servem como um espaço de convergência para a cultura, a indústria e a comunidade. Para quem trabalha no mar, da pesca comercial à operação de transporte de carga, a doca é um limiar entre o trabalho e o descanso, entre a incerteza oceânica e a estabilidade terrestre. Para outras pessoas, funciona como uma porta de entrada para o lazer, o esporte e a aventura, abrigando desde clubes de remo a passeios de veleiro em família. E para tantas pessoas que nunca sobem a bordo, a doca oferece uma conexão profunda com o ambiente marinho, onde é possível pausar, observar e sintonizar-se com o ritmo das marés.

Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água - 1 的图像 4Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água - 2 的图像 4Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água - 3 的图像 4Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água - 4 的图像 4Por que sentar no cais da baía? Projetando limiares para a água - Mais Imagens+ 48

Visionários da arquitetura: celebrando ideias não construídas com a seleção de vencedores de 2024 da Buildner

A Buildner anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2024, a edição inaugural de uma nova e instigante série anual que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com uma generosa premiação total de 100.000 euros, o concurso oferece uma plataforma para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais inspiradores — sejam eles conceituais, já publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.

Acesse o site do concurso Buildner's Unbuilt Award 2025 para obter detalhes sobre a edição de 2025, que já está com inscrições abertas.

O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles

Acesso exclusivo | 

Faz quase três semanas que teve início um dos incêndios florestais mais devastadores da Califórnia, mobilizando um esforço imenso para combater as chamas e mitigar novos danos. Enquanto as equipes de bombeiros trabalham para conter os focos restantes, a cidade se prepara para as primeiras chuvas significativas de inverno, o que gera preocupações sobre inundações e deslizamentos de terra que podem agravar a destruição já generalizada.

Diante desses desafios, o incêndio desencadeou uma ampla reflexão tanto em nível local quanto global. Surgiram discussões sobre temas como o sistema de seguros, a infraestrutura de combate ao fogo, os recursos hídricos, o papel do aquecimento global nas condições de ventos fortes que propagam as chamas e o impacto do paisagismo, sobretudo o uso de vegetação não nativa.

O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles - Imagem 1 de 4O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles - Imagem 2 de 4O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles - Imagem 3 de 4O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles - Imagem 4 de 4O impacto dos incêndios florestais nos códigos de construção: reflexões sobre os recentes incêndios em Los Angeles - Mais Imagens+ 3

A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto

Acesso exclusivo | 

Em um mundo que enfrenta o esgotamento ecológico e a saturação espacial, o ato de construir passou a representar tanto criação quanto consumo. Durante décadas, o progresso arquitetônico foi medido pelo novo: novos materiais, novas tecnologias, novos monumentos à ambição. Hoje, no entanto, a disciplina é cada vez mais moldada por outra forma de inteligência, que valoriza o que já existe. Profissionais da arquitetura estão aprendendo que fazer menos pode significar projetar mais, e essa mudança marca o surgimento do que se poderia chamar de uma arquitetura da contenção: uma prática definida pelo cuidado, pela manutenção e pela escolha deliberada de não construir.

Esse princípio reconhece que o edifício mais sustentável costuma ser aquele que já está de pé, e que a transformação pode ocorrer por meio da preservação, do reparo ou até mesmo da ausência. Escolher não construir torna-se um ato político e criativo, uma resposta aos limites materiais do planeta e aos limites éticos do crescimento infinito. Essa arquitetura vai além da produção de novas formas para abraçar a continuidade, prolongando a vida útil de estruturas, materiais e memórias que já habitam o mundo.

A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto - Image 1 of 4A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto - Image 2 of 4A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto - Image 3 of 4A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto - Image 4 of 4A Arquitetura do Comedimento: Quando Escolher Não Construir se Torna Projeto - Mais Imagens+ 33

Quem é Liu Jiakun? 10 coisas que você precisa saber sobre o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025

Acesso exclusivo | 

Liu Jiakun, laureado com o Prêmio Pritzker de 2025, passou décadas redefinindo a arquitetura chinesa ao conciliar utopia e função, engajamento social e memória pessoal. Suas obras refletem a vida cotidiana das pessoas comuns, concebidas a partir de uma profunda compreensão do lugar, da cultura e da materialidade. Ao rejeitar a busca por um estilo arquitetônico fixo, Jiakun aposta em uma estratégia em detrimento de uma estética de assinatura, moldando cada projeto a seu contexto e necessidades específicas. Seu trabalho integra a história às demandas urbanas contemporâneas, o coletivismo à experiência individual e a densidade à abertura, oferecendo respostas precisas aos desafios da rápida urbanização.

A abordagem de Jiakun está profundamente enraizada na filosofia chinesa, no bom senso e no artesanato local, garantindo que a arquitetura brote naturalmente de seu entorno em vez de se impor a ele. Seus edifícios refletem uma autenticidade que dialoga tanto com o passado quanto com o presente, evitando gestos grandiosos em favor de espaços que promovem a interação, a espiritualidade e a conexão humana.

Quem é Liu Jiakun? 10 coisas que você precisa saber sobre o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025 - Image 1 of 4Quem é Liu Jiakun? 10 coisas que você precisa saber sobre o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025 - Image 5 of 4Quem é Liu Jiakun? 10 coisas que você precisa saber sobre o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025 - Image 2 of 4Quem é Liu Jiakun? 10 coisas que você precisa saber sobre o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025 - Image 3 of 4Quem é Liu Jiakun? 10 coisas que você precisa saber sobre o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2025 - Mais Imagens+ 18

Como os têxteis moldaram a arquitetura: estruturas pré-históricas para edifícios modernos

Acesso exclusivo | 

Muito antes de a humanidade construir seus primeiros abrigos permanentes, ela descobriu o poder protetor das peles de animais como barreira contra as condições climáticas adversas. Esse princípio fundamental de construir com materiais flexíveis influencia a arquitetura contemporânea, embora muitos dos precedentes históricos tenham se perdido no tempo. Os tecidos serviram como os primeiros elementos arquitetônicos da humanidade, antecedendo métodos de construção antigos, como a alvenaria de pedra. A relação entre os têxteis e o abrigo moldaria toda a história da arquitetura, desde os assentamentos pré-históricos até os arranha-céus modernos. Que lições essas origens ancestrais da arquitetura podem oferecer para os futuros avanços no projeto de edifícios?

Como os têxteis moldaram a arquitetura: estruturas pré-históricas para edifícios modernos - Image 1 of 4Como os têxteis moldaram a arquitetura: estruturas pré-históricas para edifícios modernos - Image 2 of 4Como os têxteis moldaram a arquitetura: estruturas pré-históricas para edifícios modernos - Image 3 of 4Como os têxteis moldaram a arquitetura: estruturas pré-históricas para edifícios modernos - Image 6 of 4Como os têxteis moldaram a arquitetura: estruturas pré-históricas para edifícios modernos - Mais Imagens+ 5

Construindo sobre as fundações: A visão do ArchDaily para 2025

Acesso exclusivo | 

Estimadas leitoras e estimados leitores,

É com imensa gratidão e entusiasmo que compartilho minha primeira carta na editoria-chefe. Dirigir-me diretamente a vocês marca uma mudança significativa em nossa abordagem habitual, e acredito ser a maneira ideal de começar o ano. Ao assumir esta nova função, é uma honra ter a oportunidade de liderar o ArchDaily em um novo capítulo, construindo sobre nossa base sólida para alcançar patamares ainda mais altos.

No ArchDaily, sempre acreditamos que a arquitetura tem o poder de transformar vidas e ambientes. Há 17 anos, somos mais do que uma simples plataforma; nos tornamos uma comunidade e uma voz para a arquitetura — uma rede colaborativa onde profissionais da arquitetura, do design e entusiastas se encontram para moldar o ambiente construído e redefinir a vida urbana. Ao refletir sobre essa jornada, sinto profunda inspiração pelas nossas conquistas compartilhadas, viabilizadas pela dedicação de nossa talentosa equipe global e pelo apoio inabalável do nosso público. Juntos, criamos um espaço onde as ideias prosperam e a inovação floresce.

Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica

Acesso exclusivo | 

A diplomacia cultural refere-se ao uso da expressão cultural e do intercâmbio criativo para promover a compreensão e construir relacionamentos entre as nações. Nesse contexto, a arquitetura desempenha, há muito tempo, um papel de destaque. Para além de suas dimensões funcionais e estéticas, ela serve como meio de comunicação — uma linguagem pela qual os países expressam identidade, valores e ambições no cenário global.

A arquitetura opera como uma forma de soft power — de caráter persuasivo, e não coercitivo —, permitindo que as nações projetem influência por meio de sua presença material. De embaixadas modernistas no pós-guerra a pavilhões monumentais em exposições mundiais, governos e instituições reconhecem o potencial do ambiente construído para moldar percepções. Ao contratar profissionais de destaque na arquitetura e adotar linguagens projetuais específicas, os países utilizam a arquitetura para sinalizar modernidade, tradição, inovação ou estabilidade.

Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica - 1 的图像 4Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica - 2 的图像 4Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica - 3 的图像 4Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica - 4 的图像 4Arquitetura como Soft Power: Diplomacia cultural e seu papel em moldar a produção arquitetônica - Mais Imagens+ 20

Tola Ojuolape: Tecendo cultura e narrativa na arquitetura de interiores

No mundo da arquitetura de interiores, onde a criatividade e a cultura se cruzam, Tola Ojuolape se destaca como uma designer cujo trabalho é um testemunho de narrativa pessoal. Desde seus primeiros estudos em arte e construção até sua formação em arquitetura de interiores, a carreira de Tola tem sido moldada por uma profunda conexão com sua herança nigeriana, descoberta durante suas viagens de retorno ao continente africano. Essa jornada influenciou profundamente sua filosofia de design, criando um processo intimamente entrelaçado com a história, a cultura e o senso de lugar.

Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu

Acesso exclusivo | 

A visita a museus e galerias há muito tempo é uma experiência meticulosamente curada. O público é conduzido por uma sequência de salas cuidadosamente orquestrada, com obras selecionadas minuciosamente para contar uma narrativa específica, apoiada por sinalização, recursos gráficos, cenografia e iluminação calibrada. Mesmo as exposições que raramente mudam — como as coleções permanentes — costumam apoiar-se em uma forte voz curatorial — liderada por artistas ou curadores/as de destaque — para definir o posicionamento institucional e moldar a interpretação.

Paralelamente, as áreas de reserva técnica de museus e galerias costumam ser mantidas separadas — muitas vezes no mesmo edifício, mas sob acesso rigidamente controlado, e não raramente fora do local, em instalações dedicadas, como o Centro de Conservação do Louvre. Essas zonas são historicamente entendidas como espaços de controle rigoroso, não apenas em termos de acesso, mas também em relação ao clima, à umidade, à organização do acervo, aos protocolos de manuseio, à manutenção e à restauração. Por receio de furtos e de que as exigências espaciais, ambientais e de catalogação do acervo fossem perturbadas, a reserva técnica tradicionalmente manteve um caráter quase secreto, atendendo prioritariamente a pesquisadores/as acadêmicos/as e profissionais da arte sob solicitação. Raramente o público em geral tem uma visão abrangente das obras salvaguardadas por uma determinada instituição.

Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu - Image 1 of 4Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu - Image 2 of 4Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu - Image 3 of 4Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu - Image 4 of 4Bastidores, em exposição: percursos autocurados pelo acervo do museu - Mais Imagens+ 27

Projetando no escuro: Buildner anuncia os vencedores do 3º Home of Shadows

A Buildner anunciou os resultados de sua terceira edição anual do concurso internacional de ideias de arquitetura Home of Shadows. A série de concursos foi concebida para focar na interação vital entre luz e sombra na criação de espaços residenciais funcionais e acolhedores. A iniciativa destaca a importância da luz natural no projeto residencial, essencial para criar ambientes confortáveis, convidativos e práticos.

A luz é vista como uma linguagem através da qual arquitetos/as comunicam emoções em seus projetos, com as sombras desempenhando um papel igualmente significativo ao influenciar a atmosfera de um espaço. O equilíbrio entre luz e sombra permite criar espaços com profundidade e textura, definindo diferentes humores para propósitos diversos. Muitas vezes, esse equilíbrio pode ser alcançado através do posicionamento estratégico de janelas e portas.

A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico

Acesso exclusivo | 

Quando se fala de inteligência na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, a exposição principal a categoriza amplamente em três domínios: natural, artificial e coletiva. Embora as atenções se voltem principalmente para as performances robóticas e para experimentos materiais de vanguarda—como os tijolos de esterco de elefante de Boonserm Premthada ou a fascinante exibição de picoplâncton do Canadá—, uma forma de inteligência coletiva frequentemente negligenciada, porém fundamental, reside no ato de arquivar.

Diversos pavilhões nacionais expõem essa inteligência coletiva por meio de mostras belamente curadas—o Pavilhão da Espanha, por exemplo, com seu jogo perspicaz de escalas, apresenta maquetes meticulosamente elaboradas que convidam a uma leitura atenta e ao encantamento. Essas coleções curadas oferecem um retrato do presente e, em alguns casos, acenam para o futuro. No entanto, sem um envolvimento crítico com o passado, sem documentar e dar sentido ao nosso conhecimento espacial e arquitetônico compartilhado, o potencial da inteligência coletiva permanece incompleto. O arquivamento não é um mero ato de preservação; trata-se de uma ferramenta generativa para projetar novos futuros.

A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico - 1 的图像 4A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico - 2 的图像 4A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico - 3 的图像 4A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico - 4 的图像 4A inteligência do que resta: sobre o arquivamento e o conhecimento arquitetônico - Mais Imagens+ 10

Reimagine a Hospitalidade em Veneza: Monaco Smart & Sustainable Marina Rendezvous 2025

Para a edição de 5º aniversário do "Monaco Smart & Sustainable Marina Rendezvous", a M3 Monaco revela o novo tema de seu concurso internacional de arquitetura anual. Estudantes, jovens arquitetos/as e profissionais da área têm o desafio de conceber uma nova visão ou repensar o desenvolvimento da infraestrutura da Ilha de Certosa, em Veneza, criando um diálogo singular que integre o turismo regenerativo, a jornada marítima, o título de Patrimônio Mundial da UNESCO e o próprio contexto de "La Serenissima."

IA e softwares de arquitetura na AIA25: Do código ao concreto no futuro digital

Acesso exclusivo | 

O futuro da arquitetura não está apenas sendo desenhado — ele está sendo codificado. Desde que o matemático John W. Tukey cunhou o termo "software" em 1958 na revista *The American Mathematical Monthly*, sua influência tem se expandido constantemente, desde a revolução da ciência e da engenharia até a transformação silenciosa da arquitetura. O que antes era visto apenas como uma inovação para cálculos estruturais e desenho técnico, desde então revelou um potencial muito mais amplo, tornando-se um motor criativo na narrativa e prática arquitetônica.

Embora essa transformação já tenha se consolidado — com o software agora incorporado à nossa maneira de projetar e pensar —, ela continua a evoluir. Na recente AIA Conference on Architecture & Design em Boston, as inovações apresentadas deixaram claro que estamos entrando em um novo capítulo: um momento em que softwares e inteligência artificial não apenas aprimoram fluxos de trabalho, mas moldam ativamente a sustentabilidade, a regulamentação e a tomada de decisões. Arquitetos/as e desenvolvedores/as de software agora tratam o código com a mesma lógica de um material — moldado não por modelagem física ou escultura, mas por parâmetros, ciclos, evolução constante e feedback. Ao mesmo tempo, arquitetos/as trabalham com a IA como copiloto no processo de projeto, colaborando com ela para apoiar a tomada de decisões e aprimorar a criação.

As falhas de projeto em etapas iniciais podem ser corrigidas antes de acabar com os lucros?

Frequentemente admirado por sua simplicidade e capacidade de comunicação clara por meio de rabiscos em um guardanapo manchado de espresso martini, o esboço em guardanapo é talvez uma das formas mais reconhecidas de liderança criativa no setor. Além de icônico, esse tipo de croqui preliminar e iterativo ajuda a definir a direção do projeto de forma rápida, simples e eficaz. No entanto, o trabalho subsequente para traduzir esse esboço em um projeto propriamente dito (e, em última análise, conquistar o contrato) muitas vezes priva os escritórios de uma fase inicial de projeto lucrativa.

Projetando para o amanhã: soluções positivas para a natureza em ambientes urbanos

O futuro do planejamento urbano e da arquitetura é promissor se o mundo, coletivamente, olhar além do conceito de mera sustentabilidade e, em vez disso, adotar uma abordagem positiva para a natureza. À medida que o crescimento populacional global impulsiona uma rápida urbanização — exigindo que a humanidade construa o equivalente a uma cidade do tamanho de Madri a cada semana pelas próximas décadas —, o setor da construção enfrenta um desafio decisivo: como construir ambientes urbanos duráveis, energeticamente eficientes e resilientes em harmonia com os ecossistemas naturais. 

O futuro mais verde dos sistemas de portas automáticas: uma mudança no design e no desempenho

Acesso exclusivo | 

Ao longo da história, as portas — e, posteriormente, as portas automáticas — desempenharam um papel muito mais amplo do que a mera marcação de uma entrada ou saída. Elas definem limiares, guiam o fluxo de movimento e moldam sutilmente a maneira como as pessoas interagem em um espaço. É possível traçar sua evolução até o século I, quando Heron de Alexandria projetou uma porta movida a vapor — um exemplo pioneiro da fusão entre tecnologia e arquitetura. Desde então, os sistemas de portas automáticas sem toque incorporaram avanços tecnológicos que aprimoram sua operação e redefinem seu papel nos edifícios. Hoje, eles estão integrados a uma variedade de tipologias e escalas de edifícios, atuando como elementos de transição que aumentam o conforto, a eficiência energética e a qualidade geral dos espaços internos.

Mudando de perspectiva: como 63 cores interagem com os espaços arquitetônicos

Na arquitetura, o efeito da cor raramente é neutro. Ela tem o poder de acalmar ou energizar, expandir ou comprimir o espaço, unificar ou dividir. Longe de ser apenas uma camada decorativa, a cor é uma ferramenta que arquitetos/as, designers de interiores e designers utilizam para estruturar a atmosfera e a percepção. Ao lado da luz, do material e da proporção, trata-se de um dos instrumentos mais precisos disponíveis para orientar a experiência espacial. Quando tratada de forma deliberada, torna-se um sistema — que permite aos/às profissionais articular relações entre espaços, estabelecer atmosferas e criar continuidade em várias escalas.

A cor não se limita à pintura. Superfícies, materiais, acabamentos e elementos técnicos possuem, todos, peso cromático. No entanto, na prática, a cor muitas vezes permanece irregular nos detalhes mais sutis — interruptores, tomadas, interfones —, surgindo frequentemente como interrupções neutras. Essa lacuna evidencia uma questão mais ampla: se a cor deve ser considerada uma verdadeira ferramenta arquitetônica, não deveria ela se estender a cada detalhe, por menor que seja? Diante disso, a fabricante alemã JUNG estendeu a Polychromie Architecturale de Le Corbusier para as instalações elétricas, permitindo que componentes essenciais da edificação falem a mesma linguagem da arquitetura circundante.

Repensando o espaço público sob o olhar de um/a skatista

Acesso exclusivo | 

Criado por surfistas da Califórnia que queriam trazer as linhas do surfe para o asfalto, o skate logo superou seu papel de mera alternativa para os dias sem ondas. Consolidou-se como uma prática que lê a cidade sob uma lógica diferente, reinterpretando degraus, corrimãos, muros e espaços intersticiais como potenciais linhas, desafios e oportunidades. Ao longo do tempo, evoluiu para uma cultura urbana global, uma forma de habitar e transformar o espaço público por meio do movimento. O que antes era marginal tornou-se um catalisador para a ativação urbana, a construção de comunidades e o surgimento de novos usos para espaços negligenciados. Em sua essência, o skate revela quantas cidades coexistem dentro de uma mesma cidade, dependendo de quem transita por ela e de como cada pessoa é capaz de reinterpretar o que está ao seu redor.

Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal

Acesso exclusivo | 

A graduação em arquitetura pode até oferecer um currículo vasto, mas muitas das competências necessárias para desenvolver um projeto estão fora dessa disciplina. Isso é especialmente evidente em projetos em escala urbana, que demandam conhecimentos especializados em áreas como estudos de tráfego, cálculo estrutural, paisagismo e previsão de instalações técnicas. Muitas vezes consideradas "complementares", essas especialidades são, na verdade, fundamentais para a concepção global do projeto.

Em um país como Portugal, de território relativamente pequeno, mas geograficamente diverso, o desafio de conectar diferentes partes do território – seja para atravessar um rio ou ligar diferentes níveis de uma cidade – é constante. As maiores áreas metropolitanas do país, como Lisboa e Porto, compartilham uma geografia acidentada de vales e colinas íngremes. Essas características impulsionaram o desenvolvimento de elevadores e funiculares, como o Elevador de Santa Justa e o Ascensor da Bica em Lisboa, e o Funicular dos Guindais no Porto. Hoje, além de melhorarem a mobilidade urbana, essas estruturas se tornaram marcos turísticos.

Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal - Imagen 1 de 4Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal - Imagen 2 de 4Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal - Imagen 3 de 4Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal - Imagen 4 de 4Unindo disciplinas, conectando cidades: a abordagem interdisciplinar da mobilidade urbana em Portugal - Mais Imagens+ 4

Masterplan do Gonio Yachts & Marina, desenvolvido por Spectrum Architecture, transformará a costa da Geórgia no Mar Negro

Spectrum Architecture, em colaboração com SOG e F&M, apresenta o masterplan para o Gonio Yachts and Marina — um importante empreendimento à beira-mar na costa do Mar Negro, projetado para oferecer infraestrutura residencial e hoteleira de alto padrão para mais de 30.000 pessoas.

O projeto faz parte do expressivo investimento da EMAAR no setor imobiliário da Geórgia sob a marca Eagle Hills, que planeja desenvolver dois megaprojetos em Tbilisi e Batumi. O investimento total supera US$ 6,5 bilhões e visa atrair US$ 10 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, gerar 30.000 empregos em diversos setores e receber 350.000 visitantes anualmente.

O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios

Acesso exclusivo | 

A arquitetura sempre foi muito mais do que tijolo e argamassa. Ela se constrói igualmente por meio de palavras, ideias e narrativas. Dos tratados antigos aos manifestos radicais, dos manuais técnicos aos ensaios poéticos, a palavra escrita tem servido como uma ferramenta espacial, pedagógica e política no campo profissional. A escrita molda a forma como a arquitetura é concebida, comunicada e criticada — muitas vezes muito antes, ou mesmo na ausência, de uma construção física.

Historicamente, figuras como Vitrúvio, Alberti e Palladio utilizaram a escrita para codificar princípios, projetar ideais e legitimar a arquitetura como disciplina. No período moderno, Le Corbusier, Adolf Loos e Lina Bo Bardi escreveram prolificamente para expandir o escopo da arquitetura para além da forma e da função, frequentemente utilizando publicações como ferramentas de persuasão e experimentação. O período do pós-guerra deu origem a novas estratégias editoriais, patentes nos manifestos do Archizoom e do Superstudio, e nas publicações polêmicas de Delirious New York e Oppositions, nas quais a escrita servia tanto como crítica quanto como projeto.

O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios - 1 的图像 4O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios - 2 的图像 4O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios - 3 的图像 4O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios - 4 的图像 4O/A Arquiteto/a como Escritor/a: Expandindo a Disciplina para Além dos Edifícios - Mais Imagens+ 31

Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos

Acesso exclusivo | 

Em muitas partes do mundo, o isolamento não se define apenas pela distância física. Ele pode descrever um assentamento montanhoso distante da infraestrutura urbana ou um bairro periférico à margem da visibilidade e das oportunidades. Nesses diversos contextos, a biblioteca tem se consolidado como uma das tipologias mais vitais — um espaço onde a arquitetura materializa preceitos de acessibilidade, inclusão e acolhimento comunitário.

Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - Imagen 1 de 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - Imagen 2 de 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - Imagen 3 de 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - Imagen 4 de 4Espaço-tempo para ler, reunir-se e cuidar: 7 bibliotecas comunitárias em contextos remotos e periféricos - Mais Imagens+ 18

Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia

Acesso exclusivo | 

Morar à beira-mar é, há muito tempo, um desejo marcante — atraído pela promessa de uma natureza amena, privacidade e acesso imediato à água. Historicamente, as casas de praia tendiam a ser rústicas e despojadas: em parte porque a infraestrutura em locais remotos e o transporte de materiais eram difíceis, e em parte porque seu charme residia em estar mais próximo dos elementos — de forma mais simples, rústica e direta.

Por conta disso, muitas das primeiras casas de praia foram construídas em madeira. O material oferecia vantagens claras: era leve, adaptável, de rápido manuseio e podia ser montado com o mínimo de maquinário pesado. Embora a madeira sofra com a ação do tempo e apresente baixa resistência à umidade carregada de sal, a madeira para uso externo carrega um caráter bruto e natural que reforçava o apelo do ideal da casa de praia.

Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia - 1 的图像 4Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia - 2 的图像 4Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia - 3 的图像 4Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia - 4 的图像 4Litorais elementais na Ásia-Pacífico: o concreto redefine a casa de praia - Mais Imagens+ 32

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.