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Arquitectura Sostenible: O mais recente de arquitetura e notícia

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Ficções Construídas: Por dentro da obra de Balsa Crosetto Piazzi

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Balsa Crosetto Piazzi é um escritório de arquitetura fundado em 2015, sediado em Córdoba, Argentina, e Boston, EUA. Liderado por Juan Manuel Balsa, Rocío Crosetto Brizzio e Leandro Piazzi, o escritório tem como essência de seu trabalho a dimensão material da arquitetura. Para o trio, um edifício não é apenas um objeto acabado, mas sim uma forma de organizar tudo o que envolve a sua construção. Seu trabalho é moldado por um processo lento; durante as etapas de projeto e obra, dedicam atenção à origem dos materiais, a quem executa a construção, às habilidades que essas pessoas já possuem e ao que está realmente disponível no entorno. Dessa forma, a obra construída torna-se uma plataforma que funciona como ponto de partida, reunindo todas essas partes. Nesse sentido, também descrevem seus projetos como oportunidades para "desconstruir condições arraigadas".

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A Forma Segue a Formação: Como a arquitetura trabalha com formas geológicas

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Um cânion é um espaço que ninguém projetou. Suas paredes expõem camadas de rocha depositadas ao longo de milhões de anos, e a passagem entre elas existe porque a água lentamente desgastou essa rocha. Geleiras moldaram vales de maneira semelhante, deixando encostas para trás à medida que o gelo recuava. Muito antes de arquitetos e arquitetas começarem a moldar espaços, a Terra já os produzia.

Há muito tempo, arquitetos e arquitetas buscam no solo sua geometria. Um penhasco pode sugerir um corte; uma cavidade, um cômodo; e a rocha estratificada, uma forma de empilhar materiais. Alguns profissionais constroem diretamente em uma formação existente, ocupando uma encosta ou cavidade no próprio local. Outros estudam uma formação e reproduzem algumas de suas características em outro lugar, desde dados geológicos precisos até a experiência geral de uma paisagem.

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COP31 será realizada em Antalya, Turquia, com adaptação de antiga área da Expo pelo SP Architects

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A 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31) será realizada em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro, sob um modelo de governança conjunta no qual a Turquia sedia a cúpula e a presidência, enquanto a Austrália lidera as negociações formais. O encontro reunirá delegações nacionais, representantes governamentais, cientistas, empresas e a sociedade civil para discutir a ação climática internacional, incluindo a redução de emissões, a adaptação aos impactos do clima e o financiamento climático. Em um momento em que os países continuam a enfrentar os desafios de eventos climáticos extremos, consumo de recursos e a transição para economias de baixo carbono, a programação deste ano inclui debates específicos sobre desperdício zero, energia e transportes, e cidades resilientes. Em preparação para o evento, o escritório SP Architects está adaptando o antigo parque da EXPO 2016 em Antália para abrigar a conferência, com planos para que o local continue em uso após o encerramento do evento.

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O manguezal como muralha: proteção costeira e desenvolvimento urbano na Índia

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Ao longo da costa da Índia, a fronteira entre a terra e o mar nem sempre é uma linha de concreto. Em alguns trechos, ela se revela como uma floresta de raízes emaranhadas, canais de maré e sedimentos — uma paisagem que muda de caráter conforme o fluxo das águas. Os manguezais influenciam o movimento das águas, a evolução das linhas de costa e a forma como as comunidades litorâneas vivenciam o risco de inundação. Seu papel na proteção costeira depende da largura e das condições da floresta, do movimento das marés e do acúmulo de sedimentos.

Quebra-mares e diques são projetados para resistir à água em um limite definido. Os manguezais, por sua vez, funcionam por meio de um conjunto diferente de processos. Suas raízes, troncos e galhos criam resistência à água em movimento, enquanto a floresta interage com os sedimentos e os fluxos das marés ao longo do tempo. Embora essas duas formas de proteção sejam frequentemente discutidas de maneira isolada, nas costas habitadas elas ocupam o mesmo território. A expansão urbana ocorre atrás de diques, estradas cruzam paisagens de maré e as florestas de mangue persistem nos espaços que restam entre a infraestrutura e a água. A forma como esses elementos estão dispostos pode influenciar as condições sob as quais a proteção costeira opera.

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Capturando a neblina: como a arquitetura coleta água do ar

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Onde rios, reservatórios e o regime de chuvas já não oferecem um abastecimento confiável, a busca por água volta-se cada vez mais para a atmosfera. Neblina, umidade atmosférica e condensação oferecem caminhos distintos para essa captação. À medida que a arquitetura passa a extrair água do ar, superfícies, estruturas e espaços abertos integram-se ao sistema hídrico.

De acordo com o UNICEF, a Estratégia Nacional de Água da Jordânia estima que a disponibilidade anual de água renovável seja de apenas 61 metros cúbicos por habitante — patamar muito aquém dos 500 metros cúbicos usualmente adotados como limite para a escassez absoluta de água. Cerca de metade da população local recebe água encanada apenas uma vez por semana, ao passo que os aquíferos subterrâneos são explorados em um ritmo mais acelerado do que sua capacidade natural de recarga.

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O que o isolamento externo deve oferecer além do desempenho térmico?

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O setor de edifícios e construção é responsável por cerca de 39% das emissões globais de CO₂ e por quase 50% da extração global de materiais. As emissões operacionais de carbono, associadas à energia consumida para o funcionamento das edificações, também aumentaram 1%, atingindo 9,9 bilhões de toneladas de CO₂ em 2024, mesmo com a melhora na intensidade de uso de energia (EUI) dos edifícios. Esses números apontam para lacunas persistentes na forma como os edifícios são projetados, construídos e reformados. Uma área crucial para superar essas lacunas é o isolamento do envelope da edificação, que continua sendo fundamental para controlar a demanda de energia, aumentar a resiliência térmica e reduzir as emissões de carbono.

Lion Green Road, de Mary Duggan Architects e RUFFARCHITECTS, vence o RIBA Stirling Prize 2026

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O RIBA Stirling Prize de 2026 foi concedido ao Lion Green Road, um conjunto habitacional em Coulsdon, no sul de Londres, projetado pelo escritório Mary Duggan Architects em colaboração com o RUFFARCHITECTS para o Croydon Council. Composto por 157 residências distribuídas em cinco blocos residenciais, o projeto combina moradias privadas e de aluguel social no terreno de um antigo estacionamento. Apresentado anualmente pelo Royal Institute of British Architects (RIBA), o Stirling Prize reconhece uma edificação considerada de contribuição significativa para a evolução da arquitetura e do ambiente construído. O vencedor de 2026 foi anunciado em uma cerimônia no Old Billingsgate, em Londres, em 15 de outubro, marcando o 30º aniversário do prêmio.

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Arquitetura entre a terra e a água: lições de projeto dos bayous

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Um bayou é um corpo d'água de fluxo lento, tipicamente um riacho ou rio que serpenteia por terrenos planos e baixos em uma paisagem mais ampla de áreas úmidas. Encontrados por toda a Costa do Golfo, os bayous se diferenciam dos pântanos (*swamps*), que abrigam florestas alagadas caracterizadas por águas paradas, e das marismas (*marshes*), onde gramíneas altas e plantas herbáceas crescem em solos saturados. As correntes na paisagem do bayou sustentam ecossistemas biodiversos de plantas, árvores, insetos, aves e peixes, ao passo que as oscilações nos níveis da água, o solo saturado, o ar úmido, as chuvas intensas e os verões longos e quentes criam uma fronteira difusa entre a terra e a água, o úmido e o seco, o interior e o exterior.

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No Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres: "A resiliência começa em casa"

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Todos os anos, em 13 de outubro, o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres (IDDRR) chama a atenção para as formas como as comunidades podem reduzir a exposição e a vulnerabilidade a perigos. Instituída pela Organização das Nações Unidas em 1989, a data oferece uma oportunidade para refletir sobre como governos, comunidades e profissionais podem fortalecer a preparação e a resiliência antes que os desastres ocorram. Para a edição de 2026, o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) escolheu "A Resiliência Começa em Casa" como tema, colocando a habitação no centro da campanha deste ano.

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Arquitetura do Cuidado: 6 espaços não construídos para a infância da comunidade ArchDaily

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Conforme as cidades se transformam, nossas expectativas sobre elas também mudam. Cada vez mais, as pessoas demandam espaços de acolhimento: locais públicos abertos a todas as idades e gêneros, a natureza ao alcance de todas as classes sociais e ambientes que promovam o convívio. Poucas premissas de projeto sintetizam tão bem esses anseios quanto os espaços voltados para a infância. Esta seleção de projetos não construídos, enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, apresenta diferentes abordagens para uma arquitetura baseada no cuidado. Escolas, creches, uma biblioteca, um centro de juventude e um novo modelo de orfanato assumem a missão de proporcionar um ambiente seguro e estimulante para as crianças em todas as etapas de seu desenvolvimento. Ainda não construídas, mas cuidadosamente projetadas, essas propostas oferecem um vislumbre de espaços de brincar, aprender e acalmar que alimentam a criatividade no design para pessoas de todas as idades.

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De relíquia a infraestrutura: os sistemas hídricos históricos da Índia podem voltar a funcionar?

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Os stepwells da Índia costumam ser encontrados após o fim de suas vidas úteis. São fotografados, restaurados e interpretados como evidências de uma cultura da água que outrora existiu. Sob as pedras esculpidas e as escadarias descendentes, reside uma questão prática: o que acontece quando uma estrutura construída para gerenciar a água é reativada? À medida que as cidades indianas enfrentam estresse hídrico, chuvas sazonais e pressão sobre os sistemas municipais, pesquisadores/as e projetos de restauração analisam se as estruturas tradicionais de água podem voltar a funcionar.

A arquitetura tradicional da água raramente era um objeto isolado. Em Ahmedabad, a gestão dos recursos hídricos estava integrada à própria organização da cidade. Nos pols históricos (bairros residenciais tradicionais), poços, pátios e as Tankas subterrâneas faziam parte de um sistema distribuído de armazenamento de água doméstico e comunitário. Um estudo de 2026 publicado na revista Built Heritage estima que quase 10.000 Tankas ainda possam existir em Ahmedabad, muitas localizadas sob pátios residenciais.

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HENN lança CarbonBudget, ferramenta gratuita para calcular emissões de CO2 específicas de projetos

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O escritório de arquitetura HENN lançou a CarbonBudget, uma ferramenta digital que calcula orçamentos de CO2 específicos para projetos de edifícios. A nova plataforma, gratuita, é uma contribuição para que profissionais de design ajudem a atingir a meta de 1,5 °C, um objetivo global do Acordo de Paris para limitar o aquecimento global de longo prazo a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Como a indústria da construção civil é responsável por cerca de um terço das emissões globais de CO2, as decisões de projeto de arquitetura podem contribuir de maneira eficaz para conter o aquecimento global. A ferramenta foi desenvolvida para calcular se as emissões de um projeto arquitetônico na Europa são compatíveis com a meta do Acordo de Paris, com base em dados específicos como localização e área construída. A nova plataforma se junta a outros projetos de escritórios internacionais, como o CarbonSpace, do MVRDV NEXT, e as plataformas Minoro, do Grimshaw, e OpenDetail, do Henning Larsen, que abordam a descarbonização por meio do compartilhamento de dados digitais.

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Construir e desconstruir: uma abordagem de construção circular em madeira no combate ao desperdício de materiais

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Diante da crise climática e no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o reuso de materiais ganhou destaque nos campos da construção e da arquitetura nos últimos anos. Da "mineração urbana" às avaliações de ciclo de vida (ACVs), profissionais, organizações e pesquisadores/as exploram diferentes soluções e estratégias para enfrentar esse mesmo desafio global. O Project (Un)Build é uma iniciativa de pesquisa que desenvolve métodos de construção reversível em madeira com o uso de cintas e placas de fricção para facilitar o reuso de materiais. A iniciativa contribui para o debate e a reflexão contínuos sobre o próprio ato de construir.

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Desenterrando o solo: arquitetura e a política dos resíduos

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Em 1948, Robert Moses estabeleceu o Aterro de Fresh Kills na costa oeste de Staten Island. O local, escolhido por sua área pantanosa remota e pelo baixo valor da terra, deveria ser temporário; no entanto, em 1955, já era o maior aterro do mundo, chegando a receber até 29 mil toneladas de resíduos por dia em seu pico, em 1991. Em 2001, após mais de cinquenta anos de operação contínua, Fresh Kills cobria 2.200 acres (cerca de três vezes a área do Central Park) e era, de modo nada espetacular, visível do espaço. No início, Moses não pretendia projetar um lixão, mas sim — sem usar essa palavra — uma nova topografia com quatro colinas artificiais que se elevavam a até sessenta metros acima do nível do mar, construídas inteiramente a partir dos resíduos acumulados do cotidiano de oito milhões de pessoas.

Essa topografia está agora, lentamente, se transformando em um parque. O escritório James Corner Field Operations venceu o concurso internacional de projetos lançado pela prefeitura em 2001, desenvolvendo um plano diretor chamado Lifescape, que levará trinta anos para ser concluído. As quatro colinas do aterro estão sendo seladas, cobertas de vegetação e gradualmente abertas ao público. O metano proveniente da decomposição dos resíduos é capturado e direcionado para uma rede de energia, ao mesmo tempo em que as áreas úmidas são restauradas ao redor das colinas artificiais. Um vestígio do consumo de Nova York transformado em uma façanha da engenharia ecológica e em um ato de gestão da memória institucional — uma maneira de fazer com que a paisagem mais constrangedora da cidade pareça, aos poucos, com algo que ela sempre deveria ter sido.

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Além do bunker: Lições de resiliência da arquitetura sobrevivencialista

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"Olhemos friamente para os fatos." Com essa frase direta e nada reconfortante, a direção do Office of Civil and Defense Mobilization abria The Family Fallout Shelter, um manual de 32 páginas publicado pelo governo dos EUA em 1959, em meio às tensões da Guerra Fria. O documento ensinava as famílias a construir abrigos capazes de protegê-las de resíduos radioativos (fallout) após um eventual ataque nuclear e, por meio de desenhos técnicos e croquis, esboçava soluções com blocos de concreto, paredes preenchidas com terra ou areia, estruturas subterrâneas e sistemas de ventilação. Tratava-se de um manual de sobrevivência que, em muitos aspectos, funcionava também como um manual de construção.

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Escapismo das ruas: Como o ar-condicionado reconfigurou a cidade asiática

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Em muitas cidades asiáticas, o clima de verão pode, cada vez mais, ser vivenciado à distância. Em Hong Kong, é possível deslocar-se de uma torre de apartamentos por um shopping no embasamento, entrar no sistema de metrô (MTR), chegar sob outro complexo comercial e seguir por passarelas de pedestres fechadas ou passagens subterrâneas sem praticamente sentir a atmosfera exterior. O calor, a umidade, a chuva e a variação sazonal continuam presentes, mas podem ser amplamente contornados por meio de uma rede contínua de interiores climatizados.

Ao longo de várias décadas, o ar-condicionado deixou de ser uma tecnologia para resfriar cômodos individuais e se tornou uma infraestrutura capaz de produzir um ambiente urbano alternativo. Isso tem sido especialmente visível em partes do Leste e do Sudeste Asiático, onde o desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) frequentemente combina estações ferroviárias, shopping centers, moradias, escritórios e outros serviços cotidianos em complexos interconectados. O modelo "Ferrovia mais Propriedade" (Railway plus Property) ajudou a institucionalizar essa relação entre transporte e desenvolvimento, criando distritos onde o deslocamento pela cidade é, muitas vezes, inseparável da circulação por espaços internos de gestão privada.

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A necessidade como invenção: O laboratório de renovação da Irlanda

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A paisagem e os assentamentos dispersos da Irlanda são conhecidos por sua natureza indômita. Despenhadeiros escarpados encontram o Atlântico, campos verdes se estendem pelo interior e a chuva e o vento transformam o cenário a cada hora. Um olhar mais atento revela um território trabalhado, onde muros históricos de pedra dividem campos agrícolas, estradas e caminhos conectam cidades ao litoral, e ruínas de castelos ao lado de chalés registram séculos de ocupação. A mudança é a condição inerente da ilha, moldada tanto por mãos humanas quanto pela geologia e pelo clima, e a prática de tratar o contexto existente como matéria-prima para adaptação e modificação é algo profundamente enraizado.

A Irlanda possui um vasto patrimônio edificado herdado, que vai de chalés vernáculos e complexos agrícolas a casarios urbanos georgianos e vitorianos, ao passo que uma parcela crescente desse acervo permanece vazia ou abandonada, em um momento no qual a habitação segue escassa e cara. As diretrizes de planejamento e de preservação do patrimônio definem o que pode ser alterado, enquanto a crescente atenção ao carbono incorporado torna a demolição cada vez mais difícil de se justificar. Diante dessas pressões, as estratégias projetuais de reforma configuram uma das áreas mais inventivas do design irlandês contemporâneo. Arquitetos/as intervêm em estruturas antigas para permitir a entrada de luz, justapõem novos materiais aos antigos e redesenham edifícios para as vidas e rotinas contemporâneas.

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Como os projetos vencedores do concurso Iceland Slow Sauna da Buildner respondem a uma paisagem vulcânica

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Buildner anunciou os resultados do concurso de arquitetura Iceland Slow Sauna, desenvolvido em parceria com a Slow Travel Mývatn. Localizado ao lado da Þúfa – Private Homestay, na paisagem vulcânica do Lago Mývatn, no norte da Islândia, o concurso convidou arquitetos/as e designers a criarem um refúgio compacto que combinasse sauna e estufa em uma única experiência arquitetônica. Baseado na tradição islandesa do banho como um ritual de quietude e renovação, o edital pedia aos/às participantes que explorassem como o calor, a luz, a vegetação e a paisagem poderiam moldar um espaço íntimo de recuperação e conexão com a natureza.