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Architecture: O mais recente de arquitetura e notícia

Pavilhão da Austrália explora habitação multifamiliar com "Lived In" na Bienal de Arquitetura de Veneza 2027

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O Australian Institute of Architects anunciou "Lived In" como a representação oficial da Austrália na 20ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que acontecerá em Veneza, Itália, de 8 de maio a 21 de novembro de 2027. Desenvolvida por Kerstin Thompson, Maryam Gusheh, Lee-Anne Khor e Louise Wright, do Monash Urban Lab na Monash University, a exposição baseia-se na iniciativa de pesquisa em andamento Housing Atlas of Australia. Concebida em resposta ao tema da Bienal, Do Architecture – For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality, com curadoria de Wang Shu e Lu Wenyu, a mostra apresentará uma seleção de projetos de habitação multifamiliar na Austrália por meio de desenhos, fotografias, vídeos e dados.

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19 novos sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO e a restauração do Cinerama Dome de Hollywood: Resumo da semana

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Esta semana foi marcada por reconhecimentos e grandes anúncios para o setor cultural. Em meio a relatórios internacionais de destruição tanto deliberada quanto natural, a UNESCO incluiu 25 novos locais de Valor Universal Excepcional em sua Lista do Patrimônio Mundial, protegendo uma gama diversificada de locais que abrange desde paisagens funerárias a obras emblemáticas da arquitetura moderna. Além do patrimônio, a prática arquitetônica contemporânea também recebeu novo reconhecimento por meio de Alejandro Aravena e Smiljan Radić, enquanto novos desenvolvimentos foram anunciados para projetos culturais nos Emirados Árabes Unidos, Equador, China, Índia e Estados Unidos. As atualizações recentes incluem a restauração de um cinema histórico em Los Angeles, um novo museu dedicado à inovação e ao empreendedorismo em Bengaluru e a conclusão da estrutura de uma torre de madeira híbrida de 39 andares em Sydney.

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O que é a arquitetura metamoderna? Entre a ironia pós-moderna e uma nova sinceridade

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Em um volume esguio de capa com bordas amarelas, publicado recentemente pela editora portuense Circo de Ideias, o arquiteto Paulo Martins Barata (sócio fundador do Promontório) faz uma afirmação cuja audácia se esconde sob uma aparente simplicidade: a de que a arquitetura produzida na Europa desde a Grande Recessão não pertence a nenhum dos dois campos que estruturaram o debate disciplinar mais acirrado do século XX.

The Language of Metamodern Architecture toma emprestado seu título, com evidente ironia, de The Language of Post-Modern Architecture (1977), de Charles Jencks — o livro que declarou celebremente a morte da arquitetura moderna às 15h32 de 15 de julho de 1972, com a demolição de Pruitt-Igoe. Sua aposta é de que outra morte, nunca oficialmente certificada, ocorreu por volta de 2008, e de que a arquitetura tem vivido, em grande parte sem perceber, naquilo que cresceu ao redor do túmulo.

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Museu de História Natural de Shenzhen, projetado por 3XN, B+H Architects e Zhubo, é inaugurado na China

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Projetado pelo consórcio formado pelos escritórios 3XN, B+H Architects e Zhubo Design, o Museu de História Natural de Shenzhen foi inaugurado e aberto ao público em Shenzhen, na China. Com mais de 100 mil metros quadrados, a instituição é o maior museu de história natural do sul da China e está entre os maiores museus do gênero concluídos recentemente em todo o mundo. Desenvolvido como parte da expansão da infraestrutura cultural de Shenzhen, o projeto reúne áreas de exposição, pesquisa, educação e espaço público em um único destino cívico. O escritório 3XN liderou o projeto de arquitetura, a B+H Architects atuou como consultoria principal, arquitetura executiva e paisagismo, e a Zhubo Design forneceu suporte técnico local e coordenação regulatória ao longo de todo o desenvolvimento do projeto.

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Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026

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O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO anunciou 25 novas inclusões na Lista do Patrimônio Mundial durante sua 48ª sessão, expandindo o registro internacional com sítios que refletem uma ampla gama de patrimônio arquitetônico, cultural e natural. As adições de 2026 incluem 19 bens culturais, cinco sítios naturais e um bem misto, além da aprovação de duas modificações significativas de limites e uma revisão nos critérios de uma inscrição existente. Abrangendo todos os continentes habitados, os locais recém-reconhecidos vão de paisagens arqueológicas e centros urbanos históricos a arquitetura modernista e patrimônio industrial, destacando a diversidade do ambiente construído e a evolução do escopo da preservação do patrimônio.

Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 1 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 2 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 3 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Image 4 of 4Das obras de Aalto ao modernismo de Tashkent: conheça os 19 novos sítios culturais incluídos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2026 - Mais Imagens+ 15

Alejandro Aravena e Smiljan Radić recebem o Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile de 2026

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Na segunda-feira, 27 de julho, a lista de finalistas do Prêmio Nacional de Arquitetura de 2026 foi apresentada em uma sessão extraordinária da Diretoria Nacional do Colegio de Arquitectos de Chile. Representando a instituição, os cinco membros da diretoria concederam o prêmio conjuntamente aos arquitetos Alejandro Aravena Mori e Smiljan Radić Clarke, em reconhecimento às suas contribuições para o posicionamento da arquitetura chilena no cenário internacional. Ambos foram laureados com o Prêmio Pritzker de Arquitetura: Aravena em 2016 por seu trabalho com o ELEMENTAL, e Smiljan Radić Clarke este ano. A instituição também destacou a qualidade de suas obras e a contribuição de ambos os profissionais para o desenvolvimento local da disciplina, consolidando-os como duas das principais figuras da arquitetura a partir do contexto de um pequeno país no extremo sul do mundo.

Por dentro dos hostels: como os espaços compartilhados reconfiguram o ritmo da vida nômade

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Ao analisar a evolução do morar ao longo da história, percebe-se que os conceitos de espaço, tempo, identidade e lar vão muito além da arquitetura em si. Do início do século XX até os dias atuais, o desenvolvimento humano tem sido moldado por transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas cada vez mais aceleradas. Os avanços nas tecnologias de informação e comunicação promoveram um mundo de conectividade constante — um fenômeno que, por vezes, acaba distanciando os indivíduos dos espaços físicos que habitam. Em meio a um fluxo crescente de estímulos, interações e plataformas digitais, a vida compartilhada em múltiplas escalas e programas arquitetônicos surge tanto como um desafio quanto como uma oportunidade para reconectar as pessoas com seu entorno, por meio de estratégias de projeto que favorecem a liberdade de movimento e a flexibilidade exigidas pela vida contemporânea.

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Respondendo ao deslocamento: Estratégias arquitetônicas na América Latina

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O deslocamento costuma ser compreendido pelo movimento: o momento em que as pessoas são forçadas a se mudar de um lugar para outro. No entanto, sob a perspectiva da arquitetura, esse movimento é apenas o começo do que vem a seguir. Uma casa pode precisar ser reconstruída, uma comunidade inteira realocada ou a vida cotidiana restabelecida em um lugar completamente novo. O que se perde com o deslocamento nem sempre é algo que a arquitetura possa simplesmente substituir.

Essa questão é particularmente relevante na América Latina, onde o deslocamento moldou comunidades sob diferentes circunstâncias e em diversas escalas. O que acontece depois depende do motivo pelo qual as pessoas foram forçadas a se deslocar, se elas podem retornar e do que resta dos lugares que habitavam. Algumas comunidades se reconstroem em ambientes familiares. Outras devem estabelecer a vida cotidiana em um novo lugar. Essas diferenças moldam o que é demandado da arquitetura.

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UNESCO inscreve 13 obras de Aalto na Lista do Patrimônio Mundial

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O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO incluiu o conjunto Aalto Works — uma coleção de treze edifícios e complexos arquitetônicos na Finlândia projetados por Aino Marsio-Aalto, Elissa Aalto e Alvar Aalto — na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A nomeação reconhece a relevância internacional de um conjunto de obras que ajudou a redefinir a arquitetura moderna por meio de uma abordagem centrada no ser humano, enfatizando a relação entre as edificações, a vida cotidiana, a natureza e o bem-estar social. Abrangendo projetos concluídos entre o final dos anos 1920 e a década de 1980, a série representa a contribuição da Finlândia para o Movimento Moderno, ao mesmo tempo em que reconhece a prática colaborativa da equipe de arquitetura Aalto e de seu escritório.

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Lista de finalistas do ECC Awards explora memória, identidade e tecnologia em Veneza

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O Centro Cultural Europeu Itália anunciou os/as finalistas do ECC Awards, apresentados como parte da Personal Structures – Confluences, a oitava edição de sua exposição contemporânea internacional, que acontece paralelamente à Bienal de Arte de Veneza. Em cartaz em Veneza de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, no Palazzo Bembo, no Palazzo Mora e nos Jardins da Marinaressa, a exposição serve de cenário para a premiação, que celebra práticas artísticas que dialogam com o tema da mostra, Confluences, por meio de pesquisa, interdisciplinaridade e diálogo com o lugar. Os/as vencedores/as serão anunciados/as em 22 de novembro de 2026, durante o evento de encerramento da exposição.

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Verdade do solo: como a sede do BCIE em Honduras falou através da pedra local

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As nações da América Central ocupam uma estreita ponte de terra entre o México e a Colômbia, mas não nasceram como países separados. Elas surgiram de uma única entidade: a República Federal da América Central em 1823. Essa federação entrou em colapso, mas o ideal de uma região unificada nunca morreu por completo. Em 1951, os governos assinaram a Carta de San Salvador, criando a ODECA, a Organização dos Estados Centro-Americanos. Quatro décadas depois, o Protocolo de Tegucigalpa de 1991 a substituiu pelo SICA, o Sistema de Integração Centro-Americana, a estrutura que norteia a cooperação regional na atualidade. No âmbito desse processo de integração, o Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) foi fundado em 1960 por Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, estabelecendo sua sede em Tegucigalpa. À primeira vista, trata-se de um complexo de escritórios convencional do final do século XX; contudo, ao observar sua fachada mais de perto, o edifício se transforma em um manifesto sobre identidade — escrito em pedra de cantaria rosada extraída das próprias colinas que cercam a capital hondurenha.

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"Promovendo outra forma de viver junto": Em conversa com Cristina Gamboa, da Lacol

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No Congresso Mundial de Arquitetos da UIA de 2026 em Barcelona, as discussões sobre o futuro da habitação frequentemente foram além das questões de projeto para abranger temas como governança, propriedade e gestão a longo prazo. Entre os/as palestrantes que participaram dessas conversas estava Cristina Gamboa, cofundadora da Lacol, cooperativa com sede em Barcelona, cuja prática alia arquitetura, ativismo pela habitação, gestão de obras e pesquisa ambiental por meio de um modelo cooperativo. Durante o Congresso, o ArchDaily conversou com Gamboa sobre como a prática cooperativa redefine o papel do/a arquiteto/a, por que a participação vai muito além da mera consulta e de que forma projetos como La Borda e La Morada continuam a alimentar debates mais amplos sobre habitação, cuidado e vida coletiva.

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Uma linguagem arquitetônica do resfriamento artificial: sombra, névoa e autonomia

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Concéntrico retornou a Logroño em junho para sua 12ª edição, transformando a cidade em um campo de trabalho para a arquitetura. Desde sua fundação em 2015, o festival consolidou sua identidade ao rejeitar a lógica de exposições de design distantes e controladas, construindo instalações em escala real nas ruas, praças e terrenos baldios da cidade, de modo a integrar habitantes e visitantes ao cotidiano urbano. A programação deste ano reuniu mais de vinte intervenções de arquitetos/as, designers e pesquisadores/as que atuam em uma ampla variedade de geografias e métodos, em que cada proposta contribui para um experimento em escala urbana voltado a reimaginar o espaço público.

Equipe liderada pelo SANAA revela projeto selecionado para o novo Museu Nacional do Equador em Quito

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Uma equipe internacional liderada pelo escritório SANAA, em colaboração com Estudio A0, Caá Porá Arquitectura, Jerome Haferd Studio e Taller Capital Landscape, foi selecionada para projetar o novo Museo Nacional del Ecuador (MuNA) em Quito. Intitulada "Living Strata", a proposta foi escolhida após a fase de avaliação final revisada do concurso, que combinou a deliberação do júri com uma votação pública, e concebe o museu como uma paisagem cívica que integra espaços de exposição, programas públicos e áreas verdes abertas. O anúncio conclui o concurso internacional lançado para projetar o futuro museu nacional do Equador.

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Antes da sala de estar: Limiares de entrada em residências urbanas compactas

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Em muitas casas, a entrada é tratada como um espaço residual ou uma faixa estreita de transição antes do início da sala de estar. No entanto, em interiores densos da região Ásia-Pacífico, por vezes apesar das dimensões reduzidas, a entrada frequentemente desempenha um papel muito mais complexo do que seu tamanho sugere. Trata-se do limiar que dita a transição: a rua é filtrada, o corpo se ajusta, os sapatos são retirados, as visitas são recebidas, a privacidade é negociada e a ordem doméstica se inicia. Antes que a sala de estar se tornasse reconhecível como interior, a sequência e o espaço de entrada já haviam encenado o primeiro ato do habitar.

O genkan japonês é talvez a versão mais familiar dessa condição, mas essa lógica se estende muito além do Japão. Em apartamentos, casas geminadas, unidades de habitação social e residências urbanas compactas, o limiar de entrada torna-se um dispositivo arquitetônico pequeno, porém potente. Ele gerencia tanto a higiene quanto o sequenciamento espacial por meio de vários elementos arquitetônicos deliberados. Pode ser um piso rebaixado, uma parede espessada, um corredor comprimido, um painel divisório ou um pequeno hall de entrada entre a circulação pública e a vida privada. Sua importância reside não em seu tamanho, mas na quantidade de transições que comporta.

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Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana

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Nesta semana na arquitetura, debates sobre a vida útil dos edifícios, a evolução das instituições culturais e o projeto responsivo ao clima destacaram como a prática contemporânea se estende cada vez mais para além do momento da construção. De discussões sobre demolição e reuso adaptativo a novos museus que integram paisagem e desempenho ambiental, os acontecimentos da semana refletem a mudança de prioridades em torno da permanência, da transformação e do valor público. Paralelamente a esses projetos, importantes anúncios institucionais, desde os finalistas do Prêmio RIBA Stirling até a eleição da nova liderança da UIA, oferecem um panorama das agendas arquitetônicas que moldam a profissão em diferentes escalas e geografias.

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Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica

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A Antártica não tem governo, população permanente ou economia. Além disso, desde 1959, não possui proprietário legalmente reconhecido, uma vez que o Tratado da Antártica congela qualquer reivindicação territorial no continente. No papel, isso faz da Antártica o que há de mais próximo na Terra de um verdadeiro bem comum. Na prática, cerca de trinta países operam atualmente mais de setenta estações de pesquisa por lá, várias delas a uma curta distância de voo umas das outras, e uma dessas estações conta com escola, capela, cemitério e um cartório de registro civil que já registrou onze nascimentos desde 1978.

Nada nessa arquitetura é acidental, e muito pouco se explica apenas pela ciência. Uma estação de pesquisa custa milhões de dólares para ser construída e abastecida em um dos lugares logisticamente mais hostis do planeta; um país não assume esse custo apenas para medir o ozônio atmosférico que poderia, em muitos casos, monitorar de um local mais próximo. O que uma estação faz, de fato, é marcar presença em um território onde isso é legalmente proibido.

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Chamada de Trabalhos: 25ª Edição do Prêmio Tile of Spain de Arquitetura e Design de Interiores

Destaque seu projeto na 25ª edição do Tile of Spain Awards