Contexto Urbano Europeu. Imagem Cortesia de ReGreeneration
O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.
A elevação é frequentemente apresentada como progresso, alçando o movimento acima do atrito da cidade e suavizando a circulação em um fluxo ininterrupto. Cada ato de elevação produz uma condição secundária em seu rastro. Sob viadutos, linhas de metrô e viadutos ferroviários, surge um segundo solo — sombreado, ambíguo e raramente planejado com a mesma intenção daquilo que se move acima. Esses espaços não são sobras incidentais. São a consequência espacial de uma decisão de projeto que privilegia a velocidade, o gabarito livre e a eficiência, redistribuindo valor e visibilidade pela cidade nesse processo.
O que fica abaixo não está vazio. É estruturado, limitado e definido pela infraestrutura, porém deixado sem uma função clara. Estudos sobre rodovias elevadas descrevem consistentemente esses baixios como espaços residuais, formados quando os sistemas de transporte são concebidos de forma independente do solo que atravessam. Um relatório da Arup sobre espaços sob viadutos observa como eles frequentemente interrompem a continuidade de pedestres, ao mesmo tempo em que permanecem fora dos marcos regulatórios de planejamento formal. Da mesma forma, análises acadêmicas recentes sobre os ambientes sob viadutos destacam que essas áreas raramente são integradas às estratégias de desenho urbano. O resultado é uma condição peculiar: um espaço que está fisicamente presente e estruturalmente determinado, mas programaticamente indefinido.
A arquitetura residencial continua a oferecer um terreno fértil para a exploração de projetos não construídos, revelando como arquitetos e arquitetas respondem ao contexto, ao clima e às restrições na escala doméstica. Nesta edição de Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, os projetos selecionados reúnem uma série de propostas que reconsideram a casa não como um objeto isolado, mas como um sistema espacial moldado por seu entorno. Essas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura que faz a mediação entre terreno, material e habitabilidade, muitas vezes surgindo diretamente das condições do próprio local.
Em geografias variadas, de Kerala e Cartagena a Amã, Tromsø e Zwolle, os projetos demonstram respostas diversas à arquitetura doméstica. Eles incluem moradias urbanas compactas organizadas por meio de estratificação vertical, casas com pátio parcialmente inseridas no terreno, residências adaptadas a topografias em declive e transformações tipológicas moldadas por restrições regulatórias. Alguns projetos exploram sequências espaciais lineares enraizadas em proporções tradicionais, ao passo que outros organizam a vida doméstica em torno de átrios ou vazios escavados que medeiam luz, ventilação e privacidade. Juntas, essas propostas examinam como a casa pode ser estruturada através do corte, do material e do desempenho ambiental, em vez de se limitar à expressão formal.
O California Science Center é um destino dinâmico onde visitantes de todas as idades podem explorar as maravilhas da ciência por meio de exposições interativas, demonstrações ao vivo, programas inovadores e filmes em grande formato. O centro e o cinema IMAX estão localizados no histórico Exposition Park, em Los Angeles, onde uma expansão está em construção desde junho de 2022. O novo Samuel Oschin Air and Space Center, projetado pela equipe de arquitetura da ZGF Architects, é uma ampliação com cerca de 18.500 metros quadrados que praticamente duplicará o espaço de exposição educativa do Science Center. A construção do edifício foi concluída em 13 de abril de 2026. Sua principal atração é o ônibus espacial aposentado Endeavour, da NASA, utilizado em missões de 1992 até sua 25ª e última viagem, em 2011.
Em 2012, Cities Without Ground: A Hong Kong Guidebook ofereceu uma das documentações mais claras de uma condição que muitos/as moradores/as vivenciam intuitivamente, mas raramente nomeiam: a dependência de Hong Kong de um urbanismo elevado, ao nível do segundo pavimento. Através de desenhos e de um mapeamento minucioso, o livro capturou como as redes de pedestres da cidade são rotineiramente elevadas acima do nível da rua — separando as pessoas do tráfego, estendendo as fachadas comerciais para além do térreo e negociando uma topografia montanhosa onde a circulação "plana" costuma ser uma façanha da engenharia. Desde sua publicação, esses sistemas ganharam ainda mais destaque — não apenas pela sua complexidade espacial em si, mas pela maneira como redefinem o espaço público como algo contínuo, porém seletivo, conectivo, porém curado.
Esse fascínio, no entanto, sempre carregou um desconforto paralelo. Passagens elevadas podem ser generosas e eficazes, oferecendo deslocamentos protegidos e conectividade confiável. Contudo, elas também levantam questões persistentes: para onde levam essas rotas, quem consegue se conectar e que tipos de programas são convidados — ou excluídos — por esse nível "privilegiado" de circulação? A cidade no nível superior não se limita a evitar os veículos; ela também pode contornar a rua como palco cívico. Com tempo, corre-se o risco de desviar a atenção arquitetônica da vida pública ao nível do chão, desobrigando projetistas de negociar a escala de pedestres, a interface das fachadas e a complexa reciprocidade da rua. Em seus piores momentos, o resultado é uma paisagem de aglomerados de pódios e megaestruturas herméticas — edifícios que simulam conectividade no Nível 2, enquanto permanecem indiferentes ao bairro no Nível 0.
Três projetos foram escolhidos pela comunidade do ArchDaily em Espanhol como os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026. Os vencedores, representando o Peru e o Equador, foram selecionados após três semanas de votação pública, entre mais de 800 projetos. O prêmio reconhece o melhor da arquitetura da América Latina e da Espanha, decidido por sua comunidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093782/descubra-os-vencedores-do-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
Três projetos brasileiros foram escolhidos como vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 pelo público do ArchDaily Brasil. Após três semanas de votação pública, mais de 700 projetos foram reduzidos a 15 finalistas, encerrando o processo com três grandes vencedores que representam o melhor da arquitetura lusófona.
https://www.archdaily.com.br/pt/1040700/conheca-os-projetos-vencedores-do-premio-obra-do-ano-2026-do-archdaily-brasilArchDaily Team
Pico House, parte do Distrito Histórico de Los Angeles Plaza. Imagem por Daniel L. Lu - Trabalho próprio, CC BY-SA 4.0
Hoje, a forma urbana de Los Angeles é caracterizada pela dispersão urbana do século XX e por uma extensa infraestrutura rodoviária. No entanto, a realidade física do núcleo original da cidade revela uma história mais complexa, profundamente enraizada na herança hispânica. De fato, Los Angeles não se originou do sistema de divisão de terras padronizado estadunidense que define a maior parte do território dos Estados Unidos. Em vez disso, é produto da tradição urbana espanhola nas Américas, que seguiu uma estrutura repetida em grandes cidades do continente. A intersecção desses sistemas criou uma história e uma geometria urbana em camadas, que permanecem visíveis no traçado viário contemporâneo da cidade.
Quando Los Angeles foi fundada em 1781 como um pueblo por Felipe de Neve, tratava-se de um posto avançado do Vice-Reino da Nova Espanha. Os vice-reinos eram divisões políticas dos territórios espanhóis na América e, no final do século XVIII, a Nova Espanha era vasta. Estendia-se desde o sul da Costa Rica até o extremo norte na Alta Califórnia, limitando-se a leste com o Rio Mississippi e os recém-independentes Estados Unidos da América. Naquela época, a Cidade do México funcionava como o principal centro administrativo e econômico, fazendo com que regiões de fronteira como a Alta Califórnia dependessem de uma tríade específica de assentamentos: missões (religiosas), presídios (militares) e pueblos (civis).
À medida que grandes eventos culturais, transformações institucionais e novas encomendas arquitetônicas se desenrolam em diferentes geografias, o debate desta semana destaca como a arquitetura opera na interseção entre vida pública, criatividade e adaptação a longo prazo. Com a Milano Design Week 2026 colocando em primeiro plano o processo, a experimentação e a participação de toda a cidade, os projetos e iniciativas que surgem nesta semana apontam para uma transição mais ampla em direção à abertura, acessibilidade e engajamento experiencial entre disciplinas e contextos urbanos. Investimentos contínuos em infraestrutura cultural, de novos museus a reformas de grande escala e propostas vencedoras de concursos, reforçam ainda mais como as instituições continuam a recalibrar seus papéis espaciais e sociais em resposta às crescentes demandas ambientais, tecnológicas e culturais.
Em fevereiro de 2022, teve início a construção do Goethe-Institut em Dakar, projetado pelo escritório Kéré Architecture. Presente no Senegal desde 1978, o Goethe-Institut alcança um marco no fortalecimento dos laços culturais entre a Alemanha, o Senegal e a África Ocidental com este novo edifício. Sendo a primeira sede do Goethe-Institut construída especificamente para este fim no continente africano, a obra simboliza um compromisso de longo prazo em apoiar as indústrias criativas e fomentar o intercâmbio intelectual. De 16 a 18 de abril de 2026, o Goethe-Institut sediará uma série de eventos para marcar a inauguração de sua nova sede.
O trabalho já não se restringe a um único lugar. Ele se move, muda e se adapta. Hoje, pode começar em um escritório, continuar em uma cabine acústica, passar por um espaço compartilhado e terminar em casa. Nessa transição, o laptop tornou-se um elemento constante. À medida que o trabalho se torna mais móvel, as necessidades do espaço também mudam.
O que os materiais leves trazem ao espaço público sob um princípio de projeto ético, ecológico e não extrativo? Diversas texturas têxteis oferecem um ponto de partida, aproximando-se mais do corpo do que os materiais estruturais pesados convencionais. Graças à sua flexibilidade e responsividade, o tecido possibilita um fechamento suave em vez de uma fronteira fixa no espaço arquitetônico. Ao responder a estímulos ambientais mínimos, ele introduz um movimento contínuo no espaço. Quando sobreposto ou montado, gera gradações de densidade, profundidade e fechamento, ao mesmo tempo que as tecnologias inovadoras de fabricação recentes ampliam as possibilidades de sua forma e durabilidade estrutural.
Os materiais semitransparentes atuam também como mediadores das condições de permeabilidade visual e da experiência corporal do espaço. Ao transmitir e filtrar a luz, eles atenuam os limites claros entre interior e exterior, cheio e vazio, gerando limiares que não são totalmente abertos nem totalmente fechados, mas que estão em constante negociação. Reinterpretar a estrutura no espaço urbano por meio da leveza, da translucidez e da suavidade abre caminho para modos alternativos de percepção espacial e engajamento físico.
O trabalho já não acontece em um único lugar. Ele se desloca, se fragmenta e se adapta. Pode começar em um escritório, seguir para uma cabine acústica, passar por um espaço compartilhado e terminar em casa. Nesse percurso, o notebook se torna um elemento constante. À medida que o trabalho se torna mais móvel, as configurações espaciais também passam a acompanhar essa condição.
Mais um ano, mais uma edição de sucesso do ArchDaily China Building of the Year Awards! Mais uma vez, a premiação se consolida como o maior prêmio de arquitetura baseado na opinião do público. Por meio de uma escolha coletiva, os projetos mais relevantes do ano foram indicados e selecionados pelo nosso público leitor.
O 2026 China Building of the Year Awards acontece graças ao apoio da Dornbracht, marca reconhecida por seu design de ponta voltado à arquitetura, presente em cozinhas e banheiros de todo o mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093833/vencedores-do-premio-archdaily-china-obra-do-ano-2026韩爽 - HAN Shuang
A Cosmogonia do Capitalismo (Racial). Imagem cortesia de Dele Adeyemo
Tendo atirado uma pedra hoje, Exu mata um pássaro de ontem. O provérbio iorubá conta tanto uma história de reparação quanto de ancestralidade ao dobrar alegremente as convenções de espaço-tempo e acessar sujeitos do passado com ações do presente. O ditado oferece um ponto de entrada poético para tradições mais amplas da África Ocidental e para a prática do artista e arquiteto escocês-nigeriano Dele Adeyemo. Nomeado um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o trabalho de Adeyemo reúne ecologia, espiritualidade, dança e território, examinando como as práticas culturais incorporadas podem gerar possibilidades espaciais alternativas dentro e contra a arquitetura do capitalismo racial.
Nascido na Nigéria e criado no Reino Unido, Adeyemo visita Lagos há muitos anos. A partir desse envolvimento, ele desenvolveu um extenso corpo de pesquisa sobre práticas de movimento coletivo que precedem o capitalismo e oferecem inteligências espaciais distintas e frequentemente imaginativas, operando em paralelo aos sistemas dominantes. O ArchDaily conversou com Dele sobre suas práticas artísticas e pedagógicas, e sobre como ele identifica sofisticação de projeto onde os/as arquitetos/as frequentemente enxergam apenas precariedade.
Qapital Tower Equador. Imagem cortesia de Kengo Kuma and Associates(KKAA)
O escritório Kengo Kuma & Associates revelou os planos para o Qapital, uma torre de uso misto de 32 andares que será construída em Quito, no Equador, em colaboração com a incorporadora local Uribe Schwarzkopf. Com conclusão prevista para 2029, o projeto marca o primeiro trabalho do arquiteto japonêsKengo Kuma no país, expandindo o portfólio internacional do escritório para o contexto sul-americano. Localizada em frente ao Parque La Carolina, no distrito financeiro de Quito, a torre de 125,8 metros de altura apresenta um programa organizado verticalmente que reúne espaços residenciais, comerciais e comodidades compartilhadas.
O V&A East Museum, projetado pelos/as arquitetos/as O'Donnell + Tuomey, abrirá ao público em 18 de abril de 2026. Comissionado ao escritório em 2015, o novo edifício está localizado no Queen Elizabeth Olympic Park, próximo à sua instalação irmã recentemente inaugurada, o V&A East Storehouse, projetada por Diller Scofidio + Renfro. Situado na região leste de Londres, o mais novo distrito cultural do Reino Unido, apoiado pela Prefeitura de Londres, o complexo de dois edifícios tem como objetivo "destacar as diversas maneiras pelas quais artistas, designers e criadores/as de todo o mundo usam a criatividade para moldar o planeta". Dedicados à oportunidade criativa e ao seu poder de gerar mudanças, os cinco níveis públicos do museu contam com duas galerias permanentes, uma galeria de exposições temporárias de 900 m², um espaço para projetos e eventos no último pavimento, instalações de aprendizagem e um café.
A arquitetura há muito se sente atraída pela ideia de leveza. Desde os primeiros experimentos modernistas que buscavam preservar as paisagens, elevar as edificações tem sido compreendido como uma forma de poupar o solo e manter a continuidade do terreno. Volumes são erguidos sobre pilares, infraestruturas descolam a circulação da superfície e programas inteiros são suspensos acima do chão.
Isso foi formalizado no início do século XX por meio do conceito de pilotis de Le Corbusier, que propunha a liberação do pavimento térreo de qualquer fechamento. Ao elevar as edificações sobre pilares, buscava-se manter a continuidade com o terreno, permitindo que o movimento, a vegetação e o uso coletivo se desenvolvessem sob os volumes construídos. O edifício ocuparia o ar, enquanto o chão permaneceria aberto, acessível e compartilhado.
Villa Pisani, labirinto. Image Cortesia de Martins Fontes
A arquitetura costuma ser narrada a partir de princípios como ordem, clareza e funcionalidade. Em O Livro dos Labirintos, Francesco Perrotta-Bosch propõe outra entrada possível: pensar a disciplina a partir do labirinto — uma estrutura que, desde sua origem mítica, opera por meio do desvio, da ambiguidade e da perda de orientação.
Partindo do Labirinto de Creta, atribuído a Dédalo na mitologia grega, o autor desloca a discussão sobre a origem da arquitetura para um campo menos associado à racionalidade construtiva e mais próximo da experiência espacial. A questão que orienta o livro é direta: por que a arquitetura teria começado com uma forma que subverte linearidade e legibilidade?
O território do Equador abrange uma notável diversidade de paisagens, que vão desde a Costa do Pacífico até os picos dos Andes, passando pela vasta extensão da floresta Amazônica e pelas vulcânicas Ilhas Galápagos. Cada região do país apresenta características singulares, refletidas em seus variados contextos ambientais, culturais e sociais. Embora a arquitetura latino-americana esteja enraizada em ricas tradições ancestrais, técnicas construtivas nativas e materiais locais, a arquitetura equatoriana contemporânea expressa uma identidade em evolução que combina esses elementos com as demandas atuais. Tradição e inovação, recursos locais e técnicas modernas, somados à responsabilidade social e à estética, interagem com o meio ambiente natural, as condições urbanas e os contextos sociais.
Sistema de banheiro Lineadacqua da antoniolupi. Imagem cortesia de antoniolupi
E se os elementos mais avançados de um banheiro fossem aqueles que mal podemos ver? Em espaços onde paredes, tetos e pisos formam superfícies contínuas, os metais e louças recuam, e a própria água passa a ser a matéria-prima que molda a experiência. O posicionamento cuidadoso de componentes em banheiros — como cubas, torneiras, chuveiros e ralos — costuma afirmar sua presença tanto como objeto quanto como função. Mas o que acontece quando esses elementos começam a desaparecer?
Em vez de adicionar elementos sobrepostos ao desenho do banheiro, algumas abordagens operam por subtração. O banheiro deixa de ser composto por objetos visíveis e passa a ser compreendido como uma superfície contínua. Metais e louças embutem-se em paredes e tetos, permitindo que a água, a luz e a atmosfera assumam o protagonismo. O que se delineia é uma forma de minimalismo que vai além: uma arquitetura que absorve inteiramente seus sistemas técnicos, fazendo com que os dispositivos desapareçam e restem apenas seus efeitos. A experiência em si torna-se protagonista, não mais mediada por objetos visíveis, mas moldada diretamente pela água, pela luz e pelo espaço.
Entrada do Palazzo Citterio, render indicativo. Imagem cortesia de ACDF e Bethan Laura Wood Studio
De 20 a 26 de abril, a Semana de Design de Milão 2026 retorna como uma plataforma urbana em que o design opera tanto como prática cultural quanto como forma de exploração. Sob o mote do tema do Fuorisalone "Be the Project", a edição deste ano desloca o foco do resultado para o processo, posicionando o design como um ato dinâmico e centrado no ser humano, moldado por intuição, responsabilidade e transformação. Instalações e exposições espalhadas pela cidade destacam o fazer como uma condição aberta, que acolhe o erro, a temporalidade e a experimentação como partes integrantes da produção criativa. Nesse contexto, o design se torna um espaço de troca entre disciplinas, materiais e inteligências, refletindo debates mais amplos sobre sustentabilidade, tecnologias emergentes e a evolução da relação entre o físico e o digital.