Vencedor do Primeiro Prêmio: A Thread Through Time. Imagem cortesia de Buildner
Buildner anunciou os resultados do Dubai Urban Elements Challenge, um marco entre os concursos internacionais de design, organizado em colaboração estratégica com a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA). Com um prêmio total de 2.000,000 AED (aproximadamente €500.000), a iniciativa representa uma das mais expressivas competições globais de design financiadas por recursos públicos com foco em transformação urbana.
O concurso foi concebido como uma plataforma prospectiva de inovação e contratação para um dos ambientes metropolitanos de evolução mais rápida do mundo. Os/as participantes foram convidados/as a propor elementos urbanos modulares e responsivos ao clima — sistemas de assentos, dispositivos de sombreamento, infraestrutura de iluminação, componentes de sinalização (wayfinding), áreas de descanso e estruturas de microcomércio — projetados para valorizar a vida de pedestres e fortalecer a identidade do espaço público de Dubai.
A revitalização de centros históricos tem se tornado uma estratégia recorrente nas cidades centro-americanas que buscam reafirmar a relevância simbólica, econômica e funcional de seus núcleos tradicionais. Esses processos frequentemente combinam reabilitação física, investimento institucional e um controle mais rígido sobre o espaço público. San Salvador oferece um caso recente e instrutivo, que permite compreender como as intervenções em espaços cívicos herdados equilibram a melhoria da infraestrutura com a conservação do patrimônio e a regulação social. Além disso, possibilita avaliar como essas escolhas ecoam em debates mais amplos sobre a transformação urbana na região.
Em toda a América do Sul, a arquitetura resiste através dos materiais que utiliza, aqueles que persistem ao longo do tempo. O bambu, o tijolo, a madeira e o concreto surgem em diferentes regiões, conectando clima, trabalho e cultura de maneiras que garantem sua permanência através das gerações. Sua continuidade não depende exclusivamente de preservação ou tombamento. Depende do uso.
Sob essa perspectiva, a memória cultural não reside primordialmente em monumentos ou imagens, mas sim na prática. Ela sobrevive em gestos repetidos: no assentamento de tijolos, na amarração de nós de guadua, na montagem de estruturas de madeira, na concretagem de lajes que antecipam um novo pavimento. Essas ações são transmitidas menos por manuais do que pela participação direta. Com o tempo, formam sistemas de conhecimento integrados ao hábito e à necessidade. Os materiais perduram não por simbolizarem o passado, mas porque continuam cumprindo sua função.
Não faz muito tempo, em um período recente o suficiente para parecer atual, a arquitetura entrou em um momento no qual os edifícios passaram a ser interpretados como produtos. Essa abordagem trouxe disciplina e uma perspectiva renovada para uma indústria que, frequentemente, valoriza a novidade mais do que a clareza operacional. Ao direcionar os exercícios formais em direção à repetibilidade, experiência do usuário, desempenho e escalabilidade, preparou-se o terreno para que as edificações fossem avaliadas como "produtos". A arquitetura passou a responder de forma mais direta sobre o seu funcionamento, a clareza com que comunica seu uso e a consistência com que entrega a experiência pretendida.
A disciplina do design de produto renova a perspectiva dos profissionais de arquitetura que projetam para um futuro em constante transformação. Além de oferecer um novo vocabulário e parâmetros de projeto, a área traz consigo a responsabilidade: um produto deve funcionar de maneira confiável ao longo do tempo e em diferentes contextos. Ele deve se estruturar como um sistema de decisões, e não como uma mera coleção de partes. Desse modo, a qualidade já não é medida apenas pela singularidade, mas sim pela consistência e pela capacidade de gerar uma experiência previsível para quem o ocupa.
O Metropolitan Village, do escritório OMA, também conhecido como Taipei Xinyi–Wenchang Residence, é uma nova torre residencial de grande altura localizada no Distrito Central de Negócios de Xinyi, em Taipé. O projeto, liderado por David Gianotten e Chiaju Lin, com a HCCH & Associates Architects Planners & Engineers como colaboradora local, oferece 11.961 m² de área útil residencial em um lote de 736 m². Com 95 metros de altura e 23 pavimentos, o edifício segue o conceito de uma "vila vertical", refletindo a fronteira cada vez mais fluida entre moradia e trabalho identificada pela equipe de arquitetura na Taipé pós-pandemia. Encomendado pela Continental Development Corporation, o projeto teve suas obras iniciadas em 2024 e tem conclusão prevista para 2027. Imagens recentes mostram o andamento da construção, com a instalação do elemento estrutural mais alto em curso.
Selecionado como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório NAAW representa uma nova geração de estúdios de arquitetura que estão remodelando a prática contemporânea na Ásia Central. Fundado em 2019 por Elvira Bakubayeva e Aisulu Uali, o estúdio atua na interseção entre pesquisa, colaboração interdisciplinar e experimentação espacial, posicionando a arquitetura como uma ferramenta de reflexão e um agente ativo na construção da identidade cazaque contemporânea.
In a história arquitetônica do território mexicano, o ambiente construído funcionou não apenas como um palco humano, mas como uma infraestrutura biológica projetada para organizar a proximidade entre as espécies. A lógica espacial resultante não é uma performance solo, mas uma coexistência negociada entre corpos humanos e animais. Examinar essa herança hoje significa desviar o foco analítico da autoria estilística em direção a um fenômeno mais fundamental: a persistência de práticas espaciais que surgiram para sustentar formas de vida compartilhadas.
Muitas das características arquitetônicas hoje interpretadas como marcadores culturais ou estéticos — portais monumentais, pátios amplos e superfícies duráveis — podem ser compreendidas, na verdade, como vestígios materiais de um contrato entre espécies. Durante séculos, cavalos, mulas e o gado não foram elementos externos à arquitetura, mas habitantes essenciais cuja presença física moldou a escala, a circulação e as escolhas materiais. Seus corpos deixaram marcas mensuráveis no espaço, desde a altura das entradas que acomodavam cavaleiros e amazonas até sistemas de pavimentação projetados para resistir aos cascos, ao atrito e ao desgaste biológico. Em nenhum lugar esse contrato era mais visível do que no térreo da casa colonial.
O contexto da guerra em andamento marca o lugar da Ucrânia na consciência internacional. A arquitetura, no entanto, frequentemente transcende a duração de uma vida humana e, por isso, pode ser uma ferramenta para imaginar o futuro. A prática do projeto de arquitetura, seja ela especulativa, conceitual ou prática, funciona como um meio de dar vida a formas de viver e interagir que vão além das nossas realidades atuais. Nesta seleção de projetos conceituais enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, vemos estratégias materiais, espaciais e simbólicas que buscam responder a contextos contemporâneos nos setores residencial, educacional e comercial.
Como a linha de conflito tem se mantido relativamente estática desde o final de 2023, as cidades ucranianas continuam a receber novos projetos de desenvolvimento arquitetônico e urbano. Neste artigo, compilamos uma seleção de propostas não construídas nas cidades de Vinnytsia, Lviv e Kyiv. A seleção inclui projetos residenciais, comerciais e de uso misto, além de um complexo educacional. Dois projetos residenciais também foram concebidos como protótipos sem uma localização específica, funcionando como uma resposta potencial à perda de infraestrutura e às condições de instabilidade na região.
Fachada de correntes de alumínio na loja Disney Glamour Store / SRA Architectes – Etienne Jacquin. Imagem Cortesia de Kriskadecor
Em ambientes altamente curados como a Disneyland Paris, a arquitetura opera sob um conjunto diferente de expectativas. Não se exige dos edifícios apenas desempenho técnico; eles também precisam se comunicar, muitas vezes instantaneamente. Nesse contexto, a fachada se torna um marco visual que funciona como um limiar, mediando a luz, o ar e a percepção. Uma estratégia que tem ganhado força nesse cenário é o uso de sistemas de envoltórias semiopacas. Sem serem totalmente transparentes nem completamente fechados, esses sistemas de fachada introduzem profundidade e variabilidade.
Pico House, parte do Distrito Histórico de Los Angeles Plaza. Imagem por Daniel L. Lu - Trabalho próprio, CC BY-SA 4.0
Hoje, a forma urbana de Los Angeles é caracterizada pela dispersão urbana do século XX e por uma extensa infraestrutura rodoviária. No entanto, a realidade física do núcleo original da cidade revela uma história mais complexa, profundamente enraizada na herança hispânica. De fato, Los Angeles não se originou do sistema de divisão de terras padronizado estadunidense que define a maior parte do território dos Estados Unidos. Em vez disso, é produto da tradição urbana espanhola nas Américas, que seguiu uma estrutura repetida em grandes cidades do continente. A intersecção desses sistemas criou uma história e uma geometria urbana em camadas, que permanecem visíveis no traçado viário contemporâneo da cidade.
Quando Los Angeles foi fundada em 1781 como um pueblo por Felipe de Neve, tratava-se de um posto avançado do Vice-Reino da Nova Espanha. Os vice-reinos eram divisões políticas dos territórios espanhóis na América e, no final do século XVIII, a Nova Espanha era vasta. Estendia-se desde o sul da Costa Rica até o extremo norte na Alta Califórnia, limitando-se a leste com o Rio Mississippi e os recém-independentes Estados Unidos da América. Naquela época, a Cidade do México funcionava como o principal centro administrativo e econômico, fazendo com que regiões de fronteira como a Alta Califórnia dependessem de uma tríade específica de assentamentos: missões (religiosas), presídios (militares) e pueblos (civis).
A arquitetura começa como um encontro com a gravidade. Trata-se do antigo ato de assentar o peso sobre a terra, de persuadir a matéria a se erguer, sustentar e abrigar. Sob essa condição fundamental de peso, no entanto, reside uma possibilidade mais silenciosa: a de que a própria densidade pode gerar uma sensação de leveza — uma condição perceptual na qual o corpo, plenamente convencido da gravidade da matéria, passa a vivenciar o espaço como suspensão.
Grande parte da arquitetura contemporânea tem buscado a leveza por meio da redução: estruturas mais esbeltas, superfícies mais lisas e transições cada vez mais fluidas entre interior e exterior. Aqui, a leveza é equiparada ao desaparecimento, como se a gravidade pudesse ser superada ao se retirar a presença material. Contudo, existe outro registro no qual a leveza não resulta da ausência, mas sim da intensificação. Ela emerge quando a presença material se torna tão precisa, tão plenamente afirmada, que passa a alterar a própria percepção — quando a massa permanece pesada, mas deixa de se comportar de forma meramente inerte.
Profissionais de arquitetura estão acostumados a receber o crédito por suas obras muito tempo após o término da construção. Seus nomes permanecem vinculados aos projetos por meio de fotografias, publicações e registros históricos, muitas vezes décadas após a elaboração dos desenhos originais. Os edifícios, por sua vez, raramente permanecem fiéis a essa narrativa por muito tempo. As famílias crescem, as tecnologias mudam, novos negócios surgem e a vida cotidiana impõe demandas que nenhum plano é capaz de prever por completo. Com o passar do tempo, a arquitetura acumula modificações, reparos, acréscimos e improvisações que gradualmente a distanciam de sua forma original.
A tradição filosófica ocidental há muito coloca a cultura em oposição à natureza. Esse pensamento dualista moldou os cânones das ciências e das humanidades, e a arquitetura não ficou de fora. Sob essa lógica, tudo o que não é humano existe para ser explorado e recebe o nome de "recurso natural". Essa mentalidade extrativista moldou o desenvolvimento de muitas partes do mundo nos últimos séculos, deixando marcas profundas — às vezes irreparáveis — no planeta. No entanto, outras formas de viver sempre existiram. Das práticas religiosas da África Ocidental baseadas no animismo aos saberes herbais de mestres e mestras da Jurema Sagrada no Brasil; das comunidades indígenas na Índia, cujo ritmo de vida reflete as monções, aos Inuit do Ártico, capazes de enxergar dezenas de tons de branco: entre seres humanos e natureza não há distinção; o que existe é a vida.
Autores e autoras contemporâneos trazem essa discussão para os campos da filosofia e, mais especificamente, da arquitetura. Donna Haraway, Antônio Bispo dos Santos, Achille Mbembe e Beatriz Colomina são apenas alguns dos nomes cujas obras ajudam a expandir a estreita perspectiva ocidental, lançando luz sobre formas alternativas de coabitação — com outros humanos e mais-que-humanos — neste planeta.
O que acontece quando a materialidade se torna a força motriz do design? Como uma infraestrutura cultural pode expressar sua própria identidade? O Pavilhão de Design da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 reúne a inovação criativa do país para enfrentar desafios contemporâneos por meio de uma releitura do legado arquitetônico de Gaudí. Concebido como uma infraestrutura cultural reversível, o projeto ativa o espaço público ao mesmo tempo que amplia o debate sobre o uso de materiais, a circularidade e o reúso. Em vez de reproduzir formas históricas, o pavilhão adota uma abordagem contemporânea e operacional, destacando a colaboração entre a indústria, o design e a cultura espanhola aoexplorar princípios estruturais e construtivos enraizados na geometria, na eficiência material e na relação entre forma e sistema.
A conversão de templos religiosos desativados por meio de programas culturais constitui uma das estratégias de reuso adaptativo mais instigantes no planejamento urbano contemporâneo. Essa compatibilidade funcional parece decorrer das características específicas das próprias igrejas: suas naves centrais oferecem plantas livres de grande escala e cortes monumentais que acomodam facilmente as exigências volumétricas de museus, teatros ou centros comunitários. Além disso, as propriedades acústicas inerentes aos seus tetos abobadados, combinadas com uma iluminação natural intencional filtrada por vitrais ou cúpulas, criam as condições espaciais para atividades que vão das artes cênicas à exibição de artefatos culturais. Ao assumirem um papel público e cultural, esses edifícios não apenas evitam a demolição ou o abandono físico, mas também preservam seu status de marcos urbanos e de identidade no tecido da cidade, revitalizando seu entorno imediato sem descaracterizar seu significado histórico.
A cozinha evoluiu de um espaço puramente funcional para um ambiente compartilhado e o coração de muitos lares. Servindo de cenário para os rituais diários de inúmeras famílias — e até mesmo para práticas coletivas na vida urbana —, a comida aproxima as pessoas, tornando o projeto de espaços que atendam a essas necessidades essencial para a vida cotidiana. Para além dos diversos layouts, estéticas e configurações de cozinha, a integração de eletrodomésticos e equipamentos desempenha um papel fundamental no suporte ao armazenamento, à conservação e ao uso diário exigidos pelo ato de cozinhar. De tecnologias inovadoras a materiais avançados, esses elementos moldam os espaços de cozinhas contemporâneas, unindo costumes e culturas de diferentes origens.
Quem tem direito à cidade? Os escritos de Henri Lefebvre questionam as estruturas que controlam o espaço urbano e, em vez disso, colocam a população no centro das tomadas de decisão. Suas ideias influenciaram a maneira como a arquitetura e o desenho urbano são praticados, impulsionando a participação comunitária e o co-design. Estes têm sido alguns dos temas mais proeminentes no Utopian Hours 2026, o festival de desenvolvimento urbano, cuja primeira parte foi realizada na cidade holandesa de Roterdã para marcar sua edição de décimo aniversário.
Um monumento costuma ser a edificação mais conservadora encomendada por um Estado. Espera-se que ele estabilize a memória, torne a história legível e dê forma pública a uma narrativa compartilhada. O século XX no Leste Europeu produziu, do Báltico aos Bálcãs, um corpo de obras inteiro que resistiu justamente a essas expectativas, desafiando a relação convencional entre monumento, memória e representação. Comumente agrupados sob a denominação de spomeniks, esses exercícios arquitetônicos são talvez os exemplos mais conhecidos de uma paisagem muito mais ampla de arquitetura memorial que emergiu na região. Tratava-se de sociedades que emergiam de ocupações, conflitos civis ou revoluções, e nenhuma delas possuía uma linguagem simbólica única capaz de abarcar a complexidade de suas histórias. Em vez de buscar novos heróis ou novos ícones, muitos/as arquitetos/as e artistas voltaram-se para o próprio espaço como o meio através do qual a lembrança poderia ser construída.
Esses monumentos ocupam uma posição incomum entre escultura e arquitetura. Em certa escala, são lidos como composições abstratas deliberadas, dispostas com a clareza de um desenho de Kandinsky. Em outra, parecem menos resolvidos, como se testassem os limites de uma linguagem espacial ainda em formação. Suas formas muitas vezes parecem suspensas entre a certeza e a experimentação: o mesmo monumento pode ser interpretado tanto como um objeto geométrico controlado quanto como uma busca em aberto sobre como a memória coletiva poderia habitar o espaço. Contudo, essas leituras coexistem e conferem a muitas dessas obras sua duradoura ambiguidade.
Ao migrar da prancheta para a tela do computador, a digitalização de desenhos e documentações marcou a primeira fase da transformação digital nos escritórios de arquitetura. A segunda introduziu o BIM, conectando as informações do projeto por meio de plataformas em nuvem e fluxos de trabalho colaborativos. Hoje, surge uma nova fase, definida pela inteligência artificial, pela automação e por ecossistemas de software mais especializados. O paradoxo é que, enquanto as fases anteriores eram dominadas por um pequeno número de ferramentas, o cenário atual oferece uma abundância de soluções altamente especializadas, potencializadas por IA e frequentemente sobrepostas, que disputam a atenção dos profissionais. Embora a aquisição de novos softwares seja frequentemente a parte mais simples da transformação digital, o maior desafio reside em alterar fluxos de trabalho e comportamentos consolidados — razão pela qual muitas ferramentas novas enfrentam dificuldades para alcançar uma adoção duradoura.
Sob o tema Common Ground, a ICFF 2026 reuniu a comunidade internacional de design por meio de um foco compartilhado na excelência artesanal e na inovação. De 17 a 19 de maio de 2026, a ICFF (International Contemporary Furniture Fair) retornou ao Javits Center para uma edição histórica que celebrou a comunidade global de design durante o NYCxDESIGN.
O ArchDaily nasceu dentro de uma universidade, criado por dois estudantes de arquitetura que acreditavam que o conhecimento sobre a área deveria ir muito mais longe. Dezoito anos depois, essa convicção permanece a mesma — mas as perspectivas, as ferramentas e as oportunidades cresceram. Estamos lançando o Programa de Embaixadores Estudantis para dar à próxima geração de arquitetos e arquitetas um papel direto na conexão entre suas universidades e o debate global sobre arquitetura.
O ArchDaily nasceu dentro de uma universidade, fundado por uma dupla de estudantes de arquitetura que acreditavam que o conhecimento arquitetônico deveria ir mais longe do que ia naquele momento. Dezoito anos depois, essa convicção não mudou — mas as perspectivas, as ferramentas e as oportunidades cresceram. Lançamos o Student Ambassador Programpara dar à próxima geração de arquitetos/as um papel direto na conexão entre suas universidades e o debate global sobre arquitetura.
As coberturas dos edifícios estão avançando por meio de um processo de otimização multidimensional que abrange inovações tecnológicas, novos materiais, eficiência energética e métodos construtivos mais rápidos. De coberturas verdes e sistemas de captação de água da chuva a painéis solares, profissionais da arquitetura contemporânea buscam equilibrar estética, desempenho, durabilidade e impacto ambiental em seus projetos. A reforma de coberturas não apenas prolonga a vida útil dos edifícios, mas também reflete um compromisso ecológico ao melhorar a eficiência e a sustentabilidade.
Vista aérea de colinas verdes exuberantes e casas tradicionais em Cauca, Colômbia, destacando a natureza e o turismo rural. Imagem por Jhampier Giron M, via Shutterstock
Antes que um edifício possa ser habitado, muitos outros processos precisam ocorrer. A água deve chegar, a energia deve ser gerada, o alimento precisa ser cultivado ou transportado e os resíduos devem ter uma destinação. Esses processos geralmente são tratados como algo alheio à arquitetura, embora moldem as condições mais básicas da vida cotidiana.
Por essa razão, a ideia de comunidades autossuficientes é mais complexa do que parece à primeira vista. Ela pode sugerir um lugar que provê a maior parte de suas necessidades: energia, água, alimento, abrigo e gestão de resíduos. Contudo, em muitos contextos latino-americanos, a autonomia não significa uma separação completa do mundo, mas sim uma forma de aproximar os sistemas da vida cotidiana das pessoas que os utilizam, mantêm e cuidam deles.