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Muharraq. Um ponto de encontro entre tradição e transformação

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Um lugar de renascimento, a cidade de Muharraq, no Bahrein, passou por uma visionária transformação cultural e urbana, emergindo como um modelo pioneiro de regeneração impulsionada pela cultura no mundo árabe, particularmente na região do Golfo. Outrora a capital da indústria de pérolas do país, Muharraq preservou, reinterpretou e reintegrou seu legado histórico em sua malha urbana em constante evolução.

Diante do desafio de redefinir seu futuro — marcado por um traçado urbano intacto, mas com estruturas arquitetônicas em deterioração — Muharraq vislumbrou uma narrativa urbana linear, tecendo a memória da indústria por meio de uma sequência de edifícios-chave. A cidade propôs-se a conectar as propriedades individuais ligadas ao seu passado perlífero, tais como as casas de mergulhadores/as, capitães de barcos e comerciantes de pérolas.

Moldando o futuro dos espaços culturais no NEXT IN Summit 2025

Nos dias 23 e 24 de abril de 2025, no Campus ACCIONA, a segunda edição do NEXT IN Summit, organizada pela ACCIONA Living & Culture, reuniu líderes globais em museologia, arquitetura e arte. Inaugurado com a presença do prefeito de Madri, José Luis Martínez Almeida, o evento destacou as melhores práticas em projeto, gestão e inovação de espaços culturais. Figuras de destaque, como o arquiteto David Chipperfield, Glenn D. Lowry, diretor do MoMA, o artista digital Rafael Lozano-Hemmer e Mariët Westermann, diretora e CEO do Solomon R. Guggenheim Museum, lideraram as discussões sobre o futuro das instituições culturais.

Despachado: A Arquitetura dos Correios Americanos e a Privatização do Espaço Cívico

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As agências de correio figuram entre os monumentos mais duradouros da vida cívica nos Estados Unidos. Em cidades de todos os portes e centros urbanos, esses edifícios carregam as transformações nas ambições arquitetônicas dos séculos XIX e XX, da formalidade do Neogrego à monumentalidade das Beaux-Arts e ao ornamento Art Déco. Arquitetos/as e planejadores/as federais conferiram a esses edifícios um papel público claro e uma presença física impactante. Fachadas de pedra, saguões monumentais e interiores ricamente trabalhados projetavam estabilidade, confiança e permanência. As agências de correio inseriam o governo federal diretamente na paisagem cotidiana da vida norte-americana.

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De Tessalônica a Augsburg: Arquitetura Atual e Anúncios de Novos Projetos por Populous, HENN, SLA e Outros

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À medida que as cidades em todo o mundo lidam com prioridades sociais, ambientais e culturais em constante evolução, anúncios recentes de projetos revelam como a arquitetura tem sido cada vez mais concebida tanto como infraestrutura cívica quanto como catalisadora da identidade coletiva. Desde o novo projeto de estádio do escritório Populous em Tessalônica, que atenua as fronteiras entre o esporte e a vida urbana, até o palco cultural transparente do HENN em Augsburg, que convida à participação comunitária, essas propostas ilustram a ampliação do papel da arquitetura para além de sua função imediata. Em Luxemburgo, o trabalho do Schmidt Hammer Lassen para o Banco Europeu de Investimento reinventa os espaços institucionais por meio da sustentabilidade e do patrimônio, enquanto a nova comunidade insular do SLA e da GHD em Toronto impulsiona um urbanismo adaptado ao clima e baseado na natureza. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode promover um impacto ecológico, cultural e cívico de longo prazo.

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Muito além de transformar infraestruturas: a concepção de novas atmosferas em arquiteturas preexistentes

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Como os/as profissionais da arquitetura podem transformar a atmosfera de uma estrutura? Que intervenções são capazes de transcender a reutilização adaptativa para modificar a percepção dos espaços? Ao reutilizar as arquiteturas ao longo do tempo, novos usos e necessidades surgem entre os espaços e seus usuários. Embora as estruturas dos edifícios antigos mantenham viva a memória das comunidades, a introdução de uma nova vida a partir de estufas, habitações, comércios, escritórios ou centros culturais traz consigo a concepção de novas atmosferas onde a luz, la ventilação, a incorporação da natureza e outros aspectos transformam as experiências interiores.

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De hidrosferas marcianas a cidades-floresta: 6 visões urbanas radicais reveladas na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

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Hoje, as cidades estão sendo reimaginadas como organismos vivos e em constante evolução, combinando inteligência digital, sistemas ecológicos e novos materiais para moldar futuros radicais. Na bienal de Carlo Ratti, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective.", mais de 750 participantes desafiam as fronteiras estabelecidas entre arquitetura, paisagem e tecnologia. Vários projetos conceituais apresentados na exposição principal questionam os limites convencionais entre arquitetura, paisagem e tecnologia. De sistemas urbanos bioadaptativos e assentamentos hídricos marcianos a sinfonias imersivas de dados de satélite, essas obras envisionam, coletivamente, novos modelos de coabitação, resiliência e consciência planetária.

A seleção de Projetos Não Construídos deste mês apresenta seis propostas especulativas, exibidas como parte da exposição da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, como provocações para repensar o futuro das cidades e dos assentamentos humanos. Enquanto algumas propostas transformam a arquitetura em infraestruturas vivas e autossustentáveis, outras exploram como dados e interfaces sensoriais podem redefinir nossa relação com os ambientes natural e urbano. Juntos, os projetos oferecem um panorama de como profissionais de arquitetura e design utilizam obras não construídas para imaginar novas possibilidades de vida na Terra e fora dela.

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Cabanas na Espanha: acomodações de pequenas dimensões em meio à natureza

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Entre costas, rios, lagos e cordilheiras, o ambiente natural da Espanha apresenta uma grande variedade de climas, topografias e espécies de vegetação. Com o objetivo de impulsionar o reconhecimento global do impacto da construção sobre o meio ambiente e a importância de enfrentar as mudanças climáticas a partir de novas formas de fazer arquitetura, diversos escritórios de arquitetura e equipes de pesquisa propõem o desenvolvimento de cabanas ou protótipos de acomodação de pequenas dimensões. Ao mesmo tempo em que são capazes de se integrar harmoniosamente ao seu contexto natural circundante, esses projetos demonstram estratégias de autossuficiência, aproveitamento de recursos e maximização dos espaços, além de uma ampla aplicação de tecnologias de inovação e soluções materiais adequadas a cada região.

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Painéis metálicos de chapa simples vs. Painéis de alumínio extrudado: qual é o melhor para o seu projeto?

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Para profissionais de arquitetura e especificação, selecionar o sistema de revestimento correto é um ato tanto técnico quanto criativo, conectando a ciência dos materiais à intenção arquitetônica. Mais do que simples envoltórios visuais, as fachadas hoje são sistemas de alto desempenho que equilibram proteção, isolamento e expressão. Como a primeira barreira entre o exterior e o interior, o sistema de revestimento adequado pode definir como um edifício se comporta e envelhece ao longo do tempo, afetando seu conforto térmico, desempenho acústico, segurança contra incêndio e durabilidade geral.

Entre os materiais de fachada mais utilizados estão a madeira, as chapas metálicas, os compósitos e os sistemas de alumínio. Nessa gama de opções, os painéis metálicos de face simples (single-skin) e os painéis de alumínio extrudado se destacam especialmente por sua combinação de resistência, precisão e apelo arquitetônico. Embora ambos se beneficiem da leveza inerente e da resistência à corrosão do alumínio, eles diferem significativamente em sua lógica estrutural, características de desempenho e aplicações ideais. Empresas como a Parallel Architectural Products — especializada em sistemas de revestimento de alumínio extrudado e acabamentos arquitetônicos — têm desempenhado um papel fundamental no avanço dessas tecnologias, combinando engenharia de precisão, flexibilidade estética e fabricação local.

Conheça os 15 projetos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2025 do ArchDaily em Espanhol

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Após duas semanas de indicações na 16ª edição do Prêmio Obra do Ano 2025, nossa comunidade avaliou mais de mil projetos e selecionou os 15 finalistas. A premiação deste ano celebra a excelência em design, inovação e sustentabilidade, especificamente na região da América Latina e Espanha, destacando uma seleção excepcional de projetos entre os finalistas. Por se tratar de um prêmio baseado na participação do público, orgulha-nos afirmar que suas escolhas refletem de forma autêntica o estado atual da arquitetura, e a qualidade dos finalistas deste ano evidencia ainda mais a excelência e a diversidade presentes no campo profissional.

Arquitetura nômade: por que os edifícios do amanhã podem precisar se mover

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Na Mongólia antiga, pastores e pastoras desmontam sua iurta — uma tenda circular portátil feita de feltro ou pele de animal — em busca de novas terras para criar seu rebanho. Não muito longe dali, um/a nômade digital em Bali prepara sua próxima mudança para um espaço de co-living na cidade de Ho Chi Minh. Embora separadas por vastas distâncias e abismos culturais, essas pessoas estão unidas por um desejo humano atemporal: a busca por mobilidade e espaços de vida adaptáveis. Diante de mudanças geopolíticas e de novos estilos de vida, a demanda por uma arquitetura residencial flexível se intensifica. Nesta era de maior mobilidade, basta que apenas as pessoas se desloquem ou os edifícios do amanhã também precisarão acompanhá-las?

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Como projetar com a chuva: estratégias arquitetônicas para captação de água da chuva em diferentes climas

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À medida que a variabilidade climática se intensifica, tempestades extremas estão se tornando mais frequentes em algumas regiões, enquanto a escassez de água se agrava em outras. Arquitetos e arquitetas são cada vez mais instados a reconsiderar como as edificações lidam com a chuva, encarando-a como uma força ambiental e um recurso de projeto. Como a arquitetura pode ir além de simplesmente escoar o excesso de água para coletá-la, armazená-la e reutilizá-la ativamente? O que significaria tratar a água da chuva como um material que molda espaços resilientes e significativos?

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Ambientes de Curiosidade: Traduzindo a Pedagogia em Forma Arquitetônica em Montessori, Waldorf e Além

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As crianças vivenciam o espaço de forma diferente das pessoas adultas. Para elas, o mundo ainda não está racionalizado em termos de função e circulação, sendo experimentado por meio da emoção e da curiosidade. Enquanto as pessoas adultas tendem a percorrer os ambientes pelo hábito, as crianças os habitam pela imediatez. Um feixe de sol torna-se um acontecimento. A curva de um corredor convida ao explorar. O som dos passos sobre a madeira ou a suavidade de um tecido sob a ponta dos dedos não são mero plano de fundo, mas sim informação. Aquilo que as pessoas adultas costumam descartar como momentos periféricos medeia silenciosamente seu senso de segurança, autonomia, pertencimento e possibilidade. A arquitetura é a oportunidade para a pedagogia se materializar.

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Mid-Century e Meio-Oeste: Traçando o Movimento Modernista no Corredor Industrial da América

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O movimento modernista mid-century foi mais do que uma transição estética ou material nos Estados Unidos; ele representou uma resposta a um mundo em rápida transformação. Emergida após a Segunda Guerra Mundial, essa revolução arquitetônica rejeitou os estilos ornamentados e tradicionais do passado em favor de linhas limpas, design funcional e da incorporação de materiais marcantes como o aço, o vidro e o concreto. O modernismo representou uma ruptura com a tradição, concentrando-se na simplicidade, na eficiência e em uma visão de futuro. Refletia o otimismo de uma nação em reconstrução, onde a tecnologia e a inovação moldavam desde as paisagens urbanas até as residências suburbanas.

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Conheça os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year 2025 do ArchDaily China

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Após duas intensas semanas de indicações, o público leitor do ArchDaily avaliou mais de 500 projetos e selecionou os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a disciplina. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram o público do ArchDaily, revelando também as tendências crescentes da arquitetura chinesa.

Entre os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2025, é possível observar uma mudança gradual de foco, que migra de edifícios públicos de grande escala para a revitalização rural, espaços públicos comunitários, a exploração de novas tipologias escolares e espaços internos de menor escala. Nota-se uma atenção maior às necessidades pessoais e às experiências de habitar, bem como aos espaços circundantes. Também fica evidente como diferentes escritórios estão respondendo às demandas das cidades e de seus usuários e usuárias neste período de transição do mercado imobiliário. 

Antes de apresentar a lista de finalistas, gostaríamos de destacar os valores que norteiam esta premiação: como a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade para com a profissão e para com o avanço da arquitetura como disciplina. Uma vez que nossa missão está diretamente ligada à arquitetura do amanhã — inspirando e educando as mentes que projetarão o tecido urbano do futuro —, a confiança depositada em nós por nosso público para refletir as tendências arquitetônicas de todas as regiões do planeta gera desafios que assumimos com entusiasmo. De votação democrática e centrado em nossa comunidade de leitores e leitoras, o prêmio Building of the Year é um dos pilares da nossa resposta a esses desafios, com o objetivo de derrubar hierarquias estabelecidas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2025. O período de votação ocorre de 2 a 9 de abril de 2025, até as 23h59 (horário de Pequim), e os projetos vencedores serão anunciados em 10 de abril de 2025. Clique aqui para conferir os detalhes e saber como votar.

Utopian Hours em Turim: Um festival para novos e ousados rumos no fazer das cidades

O Utopian Hours retorna a Turim como o principal festival da Europa dedicado à construção de cidades (*city making*) e à inovação urbana. Serão três dias repletos de inspiração, com masterclasses, palestras, workshops, mesas-redondas e exposições. Fórmulas e estudos de caso de todo o mundo revelam como ocorre a inovação urbana (e social) — e como o próprio conceito de fazer cidade está sendo ampliado em direções ousadas e inéditas. Mais de 40 convidados/as internacionais, os veículos de mídia mais influentes, grandes referências do urbanismo e os/as gestores/as públicos/as mais dinâmicos/as da Europa se reunirão em Turim para trocar ideias, ferramentas, experiências, soluções, desejos e paixões.

O apelo atemporal do modernismo na tecnologia e na arquitetura digital

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O Modernismo, movimento que buscou romper com as formas tradicionais e abraçar o futuro, lançou as bases para diversos avanços tecnológicos e digitais na arquitetura contemporânea. À medida que a Revolução Industrial trazia a produção em massa, novos materiais e inovações tecnológicas, nomes da arquitetura como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe defenderam o princípio de que a "forma segue a função" e uma abordagem racional do projeto. Seus preceitos ressoam na era digital, na qual o projeto computacional e os materiais de alta tecnologia redefinem a forma e a construção.

Os ideais modernistas do século XX — eficiência, simplicidade e funcionalidade — criaram uma base para que arquitetos/as experimentassem a clareza estrutural e a honestidade dos materiais. A arquitetura high-tech, surgida no final do século XX, evoluiu a partir desses princípios, fundindo as linhas limpas do modernismo com engenharia e tecnologia avançadas. Isso abriu caminho para o parametricismo e para os processos de projeto baseados em algoritmos, revolucionando a arquitetura e viabilizando formas complexas anteriormente consideradas impossíveis.

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Torneiras de cisne, metais de concha quadriculados e a nova fronteira do design sob medida

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No cerne do design está a intersecção entre técnica e criatividade — um espaço onde ideias ganham forma e os ambientes são reimaginados. Em um mundo repleto de objetos produzidos em massa, o foco se volta para algo mais intencional, no qual cada decisão abre novas possibilidades e permite que o design se liberte do convencional. Pense na poltrona LC1 de Le Corbusier ou na cadeira Barcelona de Mies van der Rohe — não meramente mobiliários, mas sim resultados que ilustram a liberdade criativa de um ateliê, onde ideias, materiais e acabamentos dialogam em vez de simplesmente se conformarem. Essas peças não apenas preenchem um espaço; elas o reimaginam. Esse espírito de inovação estende-se hoje a cada detalhe, dos metais de cozinha aos de banheiro, nos quais a gama de escolhas — materiais, formas e funções — torna-se uma oportunidade para criar algo verdadeiramente único.

O eletrodoméstico como expressão da cultura material

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A história dos eletrodomésticos reflete com fidelidade a transformação do lar moderno e da vida doméstica ao longo do século XX. Originados dos avanços técnicos da Revolução Industrial e impulsionados pela eletrificação urbana, esses aparelhos foram criados para mecanizar tarefas cotidianas como cozinhar, limpar e conservar alimentos. Um marco fundamental nessa evolução foi a Cozinha de Frankfurt, projetada em 1926 pela arquiteta austríaca Margarete Schütte-Lihotzky. Considerada a precursora da cozinha moderna, ela incorporava princípios de eficiência inspirados na organização científica do trabalho, com espaços otimizados e equipamentos integrados para agilizar as tarefas domésticas. Desenvolvida para a habitação social em Frankfurt, essa cozinha sintetiza o espírito funcionalista da Bauhaus e estabelece uma conexão direta com as inovações do design alemão — contexto no qual a Gaggenau também consolidaria sua identidade, aliando precisão técnica e sofisticação estética.

Fachada como identidade: explorando a influência do revestimento metálico na expressão do design

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Por meio da manipulação criativa de materiais de construção comuns e da exploração de elementos como forma, luz, textura e espaço, a arquitetura transcende a mera funcionalidade para se tornar uma expressão artística. Seja pela ousadia de um design inovador, pela harmonia de proporções equilibradas ou pelo uso evocativo de materiais, um edifício pode se transformar em uma obra de arte que inspira, intriga e desperta emoções. O projeto do restaurante de sushi Ginza 41, com projeto de arquitetura assinado por Àfrica Sabé, exemplifica essa abordagem. Sua fachada se destaca no entorno graças às soluções fornecidas pela Kriskadecor, empresa especializada em revestimentos metálicos sob medida. Ao utilizar um sistema de fachada tensionada de correntes que apresenta um design singular, o projeto redefine a integração entre arquitetura e branding visual.

Ritmos do Solo: Arquitetura como Agroecologia

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Em tempos de colapso ecológico e crescente insegurança alimentar, a arquitetura é cada vez mais chamada a se engajar não apenas com as paisagens, mas com os sistemas que as sustentam e regeneram. Entre esses sistemas, a agricultura ocupa um papel paradoxal, sendo ao mesmo tempo uma das principais responsáveis pela degradação ambiental e um agente potencial de recuperação ecológica. A agricultura industrial esgotou os solos, fragmentou habitats e impulsionou as mudanças climáticas por meio de monoculturas, dependência de combustíveis fósseis e padronização territorial. Em resposta, a agroecologia surge como uma contraprática enraizada na biodiversidade, no conhecimento local e nos ritmos cíclicos da natureza. Ela ressignifica o cultivo não como extração, mas como regeneração dos ecossistemas, das comunidades e do próprio solo.

Esse reposicionamento abre espaço para que a arquitetura dê contribuições significativas. Alinhar-se à agroecologia não significa apenas apoiar a produção de alimentos, mas comprometer-se com as condições culturais, espaciais e ecológicas mais amplas que a sustentam. Isso implica projetar considerando as variações sazonais, apoiar o uso compartilhado e construir de modo a respeitar tanto a terra quanto quem nela trabalha. A arquitetura torna-se mais do que um invólucro — transforma-se em mediadora do cultivo, da reciprocidade e da coexistência.

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A Cozinha na Nova Economia Espacial: 5 Abordagens de Design Contemporâneo

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O espaço tornou-se um luxo em muitas das cidades mais densamente povoadas do mundo — uma realidade crescente que é difícil de ignorar. Megacidades como Tóquio, Xangai, Mumbai, Cidade do México e São Paulo já contam com populações que superam os 20 milhões de habitantes, ao passo que outros centros urbanos na Ásia e na África continuam a se expandir rapidamente. Entre eles, Deli se destaca: se as tendências atuais persistirem, a projeção é que se torne a cidade mais populosa do mundo até 2028. À medida que essas metrópoles crescem, a habitação — especialmente os novos empreendimentos — passa a seguir uma lógica inédita: conforme o metro quadrado encolhe, o mobiliário se adapta e a vida cotidiana aprende a se acomodar e a prosperar em ambientes de alta densidade. Essa mudança não diz respeito apenas às dimensões físicas; ela reflete um novo modo de vida. Onde antes predominava a amplitude, hoje impera a densidade. Cada canto ganha valor espacial e comercial, com a cozinha emergindo como um dos maiores desafios do projeto residencial contemporâneo.

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Raízes Históricas, Estrutura Inquebrável: A Nova Sede do Ziraat Bank em Istambul

Há quase quatro décadas, ABB, a multinacional sueco-suíça líder em engenharia elétrica, está na vanguarda da inovação e da expertise técnica. Uma iniciativa de destaque em seu portfólio é a série de vídeos Frozen Music, uma produção que apresenta projetos arquitetônicos excepcionais e os/as arquitetos/as que os concebem. Como explica Katrin Förster, Gerente Global de Key Accounts na ABB: "Ao produzir um episódio para a série Frozen Music, sempre começo enviando um questionário personalizado ao/à arquiteto/a". Para o Episódio #24, uma conversa com Mustafa Chehabeddine, Diretor de Design da KPF, ajudou a moldar a narrativa, enfatizando as qualidades formais e funcionais da nova sede do Ziraat Bank em Istambul.

Arquitetura emergente em Córdoba, Argentina: Cinco escritórios de destaque na cena atual

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Na produção arquitetônica argentina dos últimos anos, surgiram inúmeros escritórios que, por meio de sua prática, investigações e obras, ganharam relevância no âmbito da disciplina contemporânea. Vale destacar que muitos/as jovens arquitetos/as, mesmo com trajetórias incipientes em termos de obra construída, conseguiram se posicionar, demonstrando voz própria e uma marca definida em seu trabalho.

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Arquitetura e estruturas de brincar: como os espaços lúdicos estão evoluindo em ambientes urbanos?

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O brincar, enquanto atividade humana, é uma prática multidimensional: nasce do biológico, transmite-se socialmente e se situa no arquitetônico. Nessa inter-relação, enquanto o lúdico propões dinâmicas e ficções que convidam a explorar outras formas de habitar o mundo, os projetos de arquitetura fornecem o suporte físico e sensorial que permite desdobrar essas possibilidades, sendo as estruturas de jogo o meio que conecta ambos. Assim, evidencia-se uma relação determinante entre o brincar, o ambiente construído e sua transformação ao longo do tempo.

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