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Como os guarda-corpos elevam o projeto de paisagismo?

Independentemente da região, os parques e espaços públicos oferecem um refúgio revigorante em meio aos ambientes urbanos agitados, proporcionando uma pausa momentânea no ritmo acelerado da vida diária. Projetados para o benefício coletivo, esses locais funcionam como ecossistemas dinâmicos onde o lazer e o relaxamento se integram harmoniosamente à experiência de quem os visita. Contudo, qual é o principal desafio ao projetar esses espaços? Ter a sensibilidade necessária para encontrar o equilíbrio que atenda a diversas demandas, garantindo, ao mesmo tempo, acessibilidade, conforto e segurança. Como o arquiteto austro-americano Richard Neutra disse certa vez: "Se você precisa projetar para as pessoas, deve observá-las, compreendê-las e simpatizar com elas."

Nesses ambientes, a dinâmica que se desenvolve em seu "interior" é particularmente intrigante. Diferentes atividades se desenrolam e as pessoas que os frequentam apresentam características diversas. Diante da escala ou da vegetação densa desses locais, caminhos sinuosos e declives são frequentemente utilizados para conectar diferentes áreas, criando trajetos complexos. Nesse contexto, os sistemas de guarda-corpos reforçam a continuidade e oferecem orientação e segurança ao longo de percursos intrincados. Essas estruturas direcionam o fluxo de movimento, garantindo que o público navegue pelo espaço de forma confortável e, consequentemente, enriquecendo de maneira significativa sua interação geral com o ambiente construído. Essa influência também molda a forma como esses elementos de design afetam a experiência ao ar livre de modo geral, algo que exploraremos mais a fundo.

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Sabedoria vernacular atemporal para edifícios sustentáveis em climas frios

Tecnologias vernaculares de construção baseiam-se em séculos de sabedoria prática, fruto de inúmeras tentativas e erros. Isso tende a eliminar tudo o que é irrelevante, criando sistemas altamente eficientes e simples, intrinsecamente adaptados ao clima e aos recursos locais. Para construções em climas frios, por exemplo, tais soluções evidenciam maneiras de conservar calor com o mínimo de consumo de energia, oferecendo insights valiosos para construções modernas, promovendo eficiência energética e harmonia ambiental. Neste artigo publicado anteriormente, já abordamos as técnicas tradicionais de resfriamento passivo, como torres de vento persas ou mashrabiya árabes. Agora, voltamos nosso foco para estratégias aplicáveis a climas frios, explorando soluções eficazes para retenção de calor e aquecimento de espaços.

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Arquitetura em Foco: 16 eventos globais entre setembro e dezembro de 2024

À medida que o panorama arquitetônico continua a evoluir em resposta aos desafios globais urgentes, eventos como bienais, semanas de design e feiras desempenham um papel fundamental na definição do futuro da profissão. Esses encontros facilitam o intercâmbio de ideias inovadoras, a exploração de práticas sustentáveis e o fomento da colaboração entre arquitetos/as, designers e urbanistas. Funcionam não apenas como plataformas para a exibição de projetos de vanguarda, mas também como fóruns para um diálogo crítico sobre o impacto do ambiente construído na sociedade e no planeta.

Realizados em todo o mundo entre setembro e dezembro de 2024, diversos eventos de destaque buscam engajar a comunidade da arquitetura. O Fórum Urbano Mundial no Cairo foca em ações sustentáveis locais, ao passo que a Dubai Design Week apresenta o design inovador no Oriente Médio. O World Architecture Festival em Singapura traz apresentações de projetos ao vivo, e o Architecture & Design Film Festival em Nova York oferece narrativas instigantes e fundamentais para o discurso contemporâneo.

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Concurso Home of Shadows da Buildner: Vencedores do Desafio de uma Casa sem Luz Artificial

A Buildner anunciou os resultados da segunda edição anual do seu concurso internacional de ideias de arquitetura Home of Shadows. Esta série de concursos foi concebida para focar na interação vital entre luz e sombra na criação de espaços residenciais funcionais e convidativos, destacando a importância da luz natural no projeto residencial, que é essencial para criar ambientes confortáveis, acolhedores e práticos.

MVRDV vence concurso para centro de treinamento de badminton na China

O MVRDV, em colaboração com o Huayi Design, venceu o concurso para o projeto do Shenzhen Pingshan Sports Park, no leste de Shenzhen, China. O parque esportivo contará com uma ampla gama de instalações, incluindo uma arena para badminton e outros esportes competitivos, o novo Centro Nacional de Treinamento de Badminton da China e um Centro de Fitness Nacional, além de diversos equipamentos de uso público. Elemento central do projeto, a inclusão de 100 quadras de badminton inspirou o partido arquitetônico, exemplificado sobretudo pela cobertura de 240 metros de comprimento em formato de cabeça de raquete.

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Practice Design apresenta o India Autism Center como um modelo de design inclusivo e acessível

O India Autism Center (IAC), situado em Sirakole, Bengala Ocidental, representa uma nova perspectiva em design acessível e inclusividade. Projetado para atender às necessidades específicas de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e condições correlatas, o centro materializa uma abordagem abrangente para a vida neurodiversa. Desenvolvido pelo Practice Design, um escritório de arquitetura com sedes em Mumbai e Calcutá, o projeto de 52 acres tem conclusão prevista para 2030, com o objetivo de criar uma comunidade de apoio onde pessoas com autismo possam desenvolver todo o seu potencial por meio de uma variedade de serviços sob medida.

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Como utilizar a madeira em instalações externas: estudos de caso em entornos naturais da América Latina

Com uma extensão de mais de 20 milhões de quilômetros quadrados e apresentando praticamente todos os climas do mundo, a região latino-americana abriga uma riqueza biológica endêmica e uma diversidade geográfica que abrange desde alguns dos rios mais significativos do mundo até a cordilheira dos Andes, as florestas da Amazônia, as planícies da Patagônia, as costas do mar do Caribe e muito mais. Diante de um trabalho coletivo que envolve desde as comunidades locais até as novas gerações, a construção de instalações e estruturas nesses ambientes naturais não se destina apenas a satisfazer necessidades funcionais, mas também educativas, de pesquisa e de conservação ambiental.

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Colin Fournier, cofundador do Archigram, morre aos 79 anos

O arquiteto e urbanista britânico Colin Fournier, cofundador do estúdio de arquitetura conceitual Archigram e professor de Arquitetura e Urbanismo na Bartlett School of Architecture, faleceu aos 79 anos. Fournier era mais conhecido por seu co-projeto do Kunsthaus Graz, na Áustria, também conhecido como "Friendly Alien". Este projeto, realizado em parceria com Sir Peter Cook, é amplamente reconhecido como um dos marcos culturais mais singulares de sua época. Por suas contribuições para esta obra, Fournier recebeu a medalha de ouro Goldener Ehrenzeichen da Áustria em 2005, em reconhecimento ao seu impacto no cenário arquitetônico.

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Pavilhão da Bélgica destaca o papel essencial da água na formação da humanidade na Expo 2025 Osaka

O Pavilhão Belga para a Expo 2025 Osaka, projetado pelo consórcio vencedor composto por Carré 7, Beyond Limits, One Designs, Pirnay e Poly-Tech, adota o tema central da exposição, "Projetando a Sociedade do Futuro, Imaginando Nossas Vidas de Amanhã". Com foco no subtema "Salvando Vidas", o pavilhão explora a importância universal da água e seu papel vital na criação e manutenção da vida. Ao destacar a interconexão da água com todos os seres vivos por meio da metáfora das células, a estrutura busca refletir sobre a relação da humanidade com o meio ambiente e a importância de sua preservação para as futuras gerações.

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Intervenções arquitetônicas em Sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO: Um diálogo entre preservação e inovação

A arquitetura contemporânea em contextos de Patrimônio Mundial da UNESCO apresenta um desafio único: revitalizar locais de relevância histórica ao mesmo tempo em que se aderem a diretrizes rigorosas de preservação. De centros urbanos a paisagens naturais e tradições culturais imateriais, esses projetos demonstram o delicado equilíbrio entre inovação e conservação do patrimônio. Seja atuando em uma megacidade, em uma paisagem protegida ou em uma área rural de grande riqueza cultural, os/as arquitetos/as têm o desafio de reimaginar esses espaços sem comprometer seu valor histórico. Cada projeto oferece uma perspectiva renovada sobre como os sítios históricos podem evoluir e permanecer relevantes nos tempos atuais.

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A luz como participante ativa no espaço: a abordagem minimalista de Robert Wilson para a iluminação cênica

Robert Wilson encarna as funções de direção, cenografia, design de iluminação e arquitetura em uma única figura. Internacionalmente aclamado como pioneiro da iluminação cênica e agraciado com inúmeros prêmios de prestígio, incluindo o Leão de Ouro da Bienal de Veneza e o Praemium Imperiale, Wilson, atualmente com mais de oitenta anos, continua a viajar pelo mundo encenando produções extraordinárias. Seu uso da luz e da cor é marcado pela precisão e pelo minimalismo, criando cenas que oscilam habilmente entre a quietude e o drama. Durante os ensaios no Düsseldorf Schauspielhaus, ele detalha a relação entre palco e arquitetura, seu processo criativo e o profundo impacto da luz sobre a escuridão.

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Versatilidade e eficiência no projeto acústico para escolas, escritórios e espaços esportivos

Equilibrar elementos funcionais e estéticos no projeto de edifícios é uma tarefa crucial, porém frequentemente complexa. Isso ocorre porque uma estrutura construída abrange múltiplas funções, sistemas, materiais, produtos e requisitos de toda ordem. Um aspecto crítico dos espaços é a acústica, que pode influenciar significativamente a usabilidade e o conforto, nunca devendo ser negligenciada, especialmente em áreas comuns como restaurantes, centros de convenções, museus e instalações esportivas. Uma boa acústica contribui para o bem-estar e a produtividade dos ocupantes, ao passo que uma acústica deficiente pode causar estresse, fadiga e danos auditivos. Esses problemas podem ser causados por ruídos externos, diversas fontes sonoras ou impactos (como passos, saltos ou movimentação de móveis), além da reflexão das ondas sonoras dentro do próprio ambiente, criando ecos e reverberações que comprometem a inteligibilidade da fala.

O visual do vidro com baixo teor de ferro ao seu alcance: Guardian Crystalclear™

Para quem busca o visual refinado do vidro com baixo teor de ferro, o vidro Guardian CrystalClear™ oferece uma opção avançada para diversas aplicações arquitetônicas. Combinando uma clareza aprimorada e uma neutralidade de cor que superam o vidro incolor padrão a um preço mais acessível do que o do vidro convencional com baixo teor de ferro, esse substrato foi desenvolvido para atender tanto a requisitos estéticos quanto funcionais no projeto.

SOUR revela projeto de regeneração liderado pela comunidade para a província de Hatay pós-terremoto, na Turquia

Após o devastador terremoto que atingiu o centro da Turquia e o noroeste da Síria em fevereiro de 2023, a província de Hatay, na Turquia, teve grande parte de seu tecido urbano destruído e milhares de habitantes desalojados. O Türkiye Design Council contratou o estúdio de design SOUR para contribuir com a iniciativa de regeneração, como parte de um processo mais amplo de revitalização focado no design.

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Preservacionistas de Chicago salvam arranha-céus históricos da demolição nos Estados Unidos

Em uma vitória significativa para a preservação histórica, dois emblemáticos arranha-céus de Chicago, os edifícios Century e Consumers, foram salvos da demolição. Essas estruturas icônicas, localizadas na State Street, estavam inicialmente destinadas à destruição devido a preocupações de segurança, dada a sua proximidade com o Tribunal Federal dos EUA (Dirksen U.S. Courthouse). No entanto, após uma ampla campanha de conscientização e pressão pública, a Administração de Serviços Gerais dos EUA (GSA) mudou de diretriz em direção a um plano de reuso adaptativo, garantindo a preservação desses marcos arquitetônicos.

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Arquitetos(as) paisagistas enfrentam o desafio das inundações costeiras

É aquela época do ano novamente: estudantes e suas famílias estão ocupados com os preparativos para o início das aulas, enquanto nos preparamos para assumir a sala de aula. Ao me preparar para ministrar uma disciplina introdutória sobre o clima, lembro-me de por que usamos o termo mudança climática e não aquecimento global.

Sim, a Terra está aquecendo devido ao espessamento da camada de gases de efeito estufa na atmosfera provocado por nós. No entanto, as mudanças climáticas vão desde a elevação do nível do mar até o aumento de tempestades, inundações, incêndios e secas, fatores que também impactam negativamente a biodiversidade. Trata-se, portanto, de muito mais do que apenas aquecimento. Tempestades recentes que atingiram a costa leste dos EUA e as Bermudas nos lembram dessa diferença. Enquanto algumas comunidades enfrentam calor extremo, outras se preparam para tempestades e elevação das águas, e muitas lidam com múltiplos impactos combinados.

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Transformando varandas e loggias em espaços habitáveis

A expansão urbana e o aumento da densidade populacional têm impulsionado uma demanda crescente por áreas externas em apartamentos de vários andares, à medida que os/as moradores/as buscam manter a conexão com a natureza sem sair de casa. Essa tendência reflete os desafios da vida urbana moderna, onde o acesso à natureza é frequentemente limitado e os espaços verdes públicos são cada vez mais escassos. Nesse contexto, elementos como varandas, loggias e jardins de inverno destacam-se como soluções atraentes, oferecendo espaços privados para relaxamento e lazer em meio à agitação da vida na cidade. Além de enriquecer a experiência urbana, esses espaços aumentam a qualidade de vida, proporcionando um refúgio pessoal em meio à paisagem urbana.

Terapia verde: qual o papel da natureza na cura dos pacientes hospitalizados?

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O contato com a natureza tem ganhado cada vez mais protagonismo tanto na teoria quanto na prática arquitetônica dos últimos anos, especialmente após a pandemia de COVID-19, que evidenciou a relevância dos ambientes naturais como espaços de cura. Esse período trouxe à tona diversos estudos científicos que destacaram o impacto positivo dos espaços verdes no bem-estar humano, seja em locais de trabalho, residências ou áreas urbanas. Com tantos benefícios cientificamente comprovados torna-se evidente, portanto, a urgência de integrar elementos naturais em projetos hospitalares, criando ambientes que ofereçam apoio essencial para aqueles que enfrentam desafios físicos ou mentais.

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Como o projeto-piloto da Roofscapes em Paris é pioneiro na arquitetura resiliente ao clima na Europa

À medida que temperaturas recordes assolam as cidades europeias, profissionais do setor reconhecem que a infraestrutura existente está mal equipada para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Diante dessa preocupação, a Roofscapes, uma startup surgida na MIT School of Architecture and Planning, desenvolveu soluções inovadoras para ampliar a resiliência climática urbana. Sua abordagem foca na adaptação estratégica de espaços subutilizados, como as coberturas. Ao enfrentar os desafios imediatos impostos pelo calor extremo, o trabalho da startup exemplifica como a inovação arquitetônica pode contribuir diretamente para atender às necessidades de adaptação climática nas cidades. A empresa foi reconhecida como uma das Melhores Novas Práticas de 2024 do ArchDaily por sua abordagem inovadora no enfrentamento de problemas urbanos, como acessibilidade habitacional, perda de biodiversidade, aumento das temperaturas urbanas e reutilização de espaços.

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A' Design Award & Competition: Chamada de projetos

A' Design Award & Competition: Chamada de projetos - 1 的图像 4
Arc´teryx Flagship Store por Still Young. Imagem via A' Design Award & Competition

O A' Design Award está de volta com uma nova seleção de premiados/as e uma chamada para inscrições, expandindo os limites do design criativo com uma mensagem clara: "o bom design merece grande reconhecimento". Este ano, um júri composto por 278 membros avaliou propostas em 185 categorias distintas, que incluem o Good Industrial Design Award, o Good Product Design Award e o Architecture Design Award, destacando o melhor do design global.

Um bosque de cogumelos interconectados e um abrigo contra o sol do deserto: 8 instalações no Burning Man 2024

Conhecido por suas instalações de arte não convencionais e seu impressionante cenário desértico, o festival Burning Man deste ano foi concluído com uma série de instalações temporárias espalhadas pelo Deserto de Black Rock, em Nevada. O tema do festival em 2024, "Curiouser & Curiouser" (inspirado em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll), incentivou os/as participantes a abraçar o encantamento e a fantasia.

No Burning Man, uma tapeçaria de temas emerge por meio de diversas instalações, desde reflexões sobre conectividade e isolamento até explorações do tempo e do espaço. Instalações como Nebula Shroom Grove e o Temple of Together enfatizam a comunidade e a união, convidando à interação e à participação. Obras como "I'm Fine" e Tree Circle aprofundam-se em emoções universais e na conexão da humanidade com o infinito, enquanto trabalhos como Matter Out of Time e The End of Time brincam com as percepções de tempo e realidade. 

Um bosque de cogumelos interconectados e um abrigo contra o sol do deserto: 8 instalações no Burning Man 2024 - Imagen 1 de 4Um bosque de cogumelos interconectados e um abrigo contra o sol do deserto: 8 instalações no Burning Man 2024 - Imagen 2 de 4Um bosque de cogumelos interconectados e um abrigo contra o sol do deserto: 8 instalações no Burning Man 2024 - Imagen 3 de 4Um bosque de cogumelos interconectados e um abrigo contra o sol do deserto: 8 instalações no Burning Man 2024 - Imagen 4 de 4Um bosque de cogumelos interconectados e um abrigo contra o sol do deserto: 8 instalações no Burning Man 2024 - Mais Imagens+ 36

Tornado metálico do MAD Architects ganha forma sobre o Museu da Migração de Roterdã

Com projeto do escritório MAD Architects, a abertura do FENIX Museum of Migration, no porto de Roterdã, está prevista para 2025. Atualmente em obras, o museu explorará a narrativa global da migração por meio da arte, arquitetura, fotografia e história. Situado em um galpão de 16 mil metros quadrados construído em 1923 — que já foi parte do maior complexo de armazenagem do mundo —, o edifício possui grande relevância histórica por ter sido um importante polo de armazenamento e embarque da Holland America Line. Novas fotografias da construção mostram a montagem da hélice metálica, batizada de "The Tornado", ganhando forma sobre a estrutura histórica.

Tornado metálico do MAD Architects ganha forma sobre o Museu da Migração de Roterdã - Image 1 of 4Tornado metálico do MAD Architects ganha forma sobre o Museu da Migração de Roterdã - Image 2 of 4Tornado metálico do MAD Architects ganha forma sobre o Museu da Migração de Roterdã - Image 3 of 4Tornado metálico do MAD Architects ganha forma sobre o Museu da Migração de Roterdã - Image 4 of 4Tornado metálico do MAD Architects ganha forma sobre o Museu da Migração de Roterdã - Mais Imagens+ 6

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Uma mudança rumo ao céu: explorando o impacto social dos espaços públicos elevados nas cidades

Com a valorização crescente do solo nos centros urbanos, observa-se uma forte tendência de deslocar os espaços públicos do nível da rua para posições elevadas, como coberturas ou embasamentos entre edifícios. Do ponto de vista do desenvolvimento imobiliário, maximizar a área útil tornou-se crucial à medida que os ambientes urbanos se expandem. Os espaços no nível do térreo são altamente cobiçados pelo comércio devido à sua localização estratégica, que atrai fluxo de pedestres e potenciais clientes, impulsionando a economia e o desenvolvimento das cidades.

Essa lógica financeira, que frequentemente orienta as atividades construtivas e os rumos dos centros urbanos, contradiz os princípios projetuais defendidos durante a era modernista em prol de melhores espaços públicos ao ar livre, como o conceito de 'liberação do solo'. Arquitetos/as como Le Corbusier defenderam esse conceito em projetos como a Villa Savoye e a Unité d'Habitation. Esses projetos modernistas vislumbravam um futuro em que os edifícios seriam elevados para restituir espaços externos abertos e acessíveis no nível do solo para seus/suas usuários/as. No entanto, pelas razões expostas, muitos projetos contemporâneos buscam, em vez disso, replicar a função dos espaços públicos térreos dentro da própria estrutura do edifício.

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Transformando espaços urbanos: como reintegrar grandes projetos de infraestrutura?

Projetos de infraestrutura de grande escala frequentemente buscam conectar locais distantes dentro de áreas urbanas, facilitando o transporte, a logística e as atividades comerciais ao longo de suas rotas. Contudo, embora esses projetos interliguem destinos distantes, sua presença física marcante pode afetar significativamente as comunidades locais. Isso pode resultar no isolamento e no distanciamento de bairros anteriormente conectados, na desestruturação de espaços públicos e, de modo geral, em experiências negativas ao ar livre causadas por ruídos, poluição e pela falta de atenção e manutenção dessas infraestruturas.

Ainda assim, diversos projetos bem-sucedidos no ambiente construído conseguiram reintegrar infraestruturas controversas às comunidades por meio de um desenho urbano cuidadoso de espaços abertos. A Coulée verte René-Dumont, em Paris, desponta como um dos primeiros exemplos, enquanto o High Line de Nova York é um dos mais célebres. O High Line demonstra como intervenções ao ar livre bem concebidas podem mitigar o distanciamento causado por grandes infraestruturas, promover a reconexão comunitária, funcionar como polos culturais e econômicos e, inclusive, impulsionar o desenvolvimento imobiliário de seu entorno, como ocorreu em Hudson Yards.

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