Adjacente ao Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, o Centro de Montagem de Aeronaves da Bombardier representa um projeto que é um marco no design aeroespacial canadense. Localizado ao lado do maior aeroporto do Canadá, o complexo combina 70.000 m² (750.000 ft²) de precisão técnica com um olhar atento às pessoas. O editor do ArchDaily, Moises Carrasco, teve a oportunidade de conversar com Lilia Koleva, sócia na NEUF architect(e)s e fundadora do escritório da empresa em Toronto, que liderou este projeto. Koleva compartilhou detalhes de sua trajetória profissional e refletiu sobre os desafios de estabelecer e expandir a filial da NEUF em Toronto. Ela também aborda o Campus da Bombardier, descrevendo-o como um projeto decisivo em sua carreira, e explica como ele demonstra a capacidade da NEUF de enfrentar projetos de grande escala e alta complexidade técnica, sem perder de vista as pessoas que utilizam o espaço. Este projeto se apoia na experiência prévia do escritório em projeto industrial e expande seu portfólio de soluções arquitetônicas centradas no ser humano. Koleva reflete, além disso, sobre a importância de fomentar a colaboração, a adaptabilidade e uma compreensão clara das necessidades dos clientes — qualidades que definem sua abordagem de arquitetura e liderança na NEUF.
A Fundação Bienal de São Paulo anunciou a equipe de curadoria do Pavilhão do Brasil na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, com inauguração prevista para 10 de maio de 2025. A tarefa ficará a cargo do grupo Plano Coletivo, composto pela arquiteta Luciana Saboia e pelos arquitetos Eder Alencar e Matheus Seco. A seleção do grupo reflete o compromisso da Fundação em destacar práticas arquitetônicas que promovam impacto social e ambiental positivo.
O Plano Coletivo é reconhecido por sua abordagem colaborativa e multidisciplinar, integrando arquitetura, urbanismo e design com foco em soluções sustentáveis e inclusivas. A equipe já realizou projetos significativos em diversas regiões do Brasil, sempre buscando envolver as comunidades locais no processo de criação e implementação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1024668/plano-coletivo-fara-a-curadoria-do-pavilhao-do-brasil-na-bienal-de-arquitetura-de-veneza-2025ArchDaily Team
Playtime movie (Jaques Tati 1967) . Image via screenshot
Espera-se que a crítica de arquitetura e o jornalismo anunciem “o bom, o ruim e o feio” na arquitetura e no ambiente construído. Seus propósitos, porém, vão além disso. Como disse Michael Sorkin, “vendo além da novidade brilhante da forma, é papel da crítica avaliar e promover os efeitos positivos que a arquitetura pode trazer à sociedade e ao mundo em geral”. Em outras palavras, ao nos dizer o que estão vendo, os críticos também estão nos mostrando onde olhar para identificar e abordar os problemas que assolam nosso ambiente construído.
O campo do jornalismo de arquitetura tem sido liderado por escritoras mesmo em tempos nos quais que a busca pela carreira na arquitetura era desencorajada e inacessível para as mulheres. Ada Louise Huxtable estabeleceu a profissão de jornalista de arquitetura ao ocupar o primeiro cargo em tempo integral de crítica de arquitetura em um jornal americano de interesse geral. Em 1970, ela também recebeu o primeiro Prêmio Pulitzer de crítica. Esther McCoy começou sua carreira como desenhista em um escritório de arquitetura mas, por causa de seu gênero, foi desencorajada a se formar como arquiteta profissional, apesar de suas ambições de se especializar na área. Através de seus escritos, ela conseguiu chamar atenção para a cena arquitetônica negligenciada da costa oeste americana e defender os valores do modernismo regional.
Matriz de módulos - 85 habitações sociais em Cornellà, Barcelona, por Peris + Toral Arquitectes. Imagem cortesia de RIBA
O Royal Institute of British Architects (RIBA) concedeu seu Prêmio Internacional de 2024 ao Modulus Matrix, um conjunto de habitação social com 85 unidades em Cornellà, perto de Barcelona. Projetado pelo escritório Peris + Toral Arquitectes, o edifício de estrutura de madeira com seis pavimentos é um exemplo notável de design inovador em habitação social. Sua estrutura modular, baseada em uma malha de 3,6 m x 3,6 m inspirada nas casas tradicionais japonesas, cria um espaço residencial flexível e adaptável. O projeto prioriza a ventilação cruzada, a orientação dupla e um pátio comunitário central, promovendo a interação social e a construção de comunidade.
Documentário “Women in Architecture”: Tosin Oshinowo. Imagem cortesia de SkyFrame
A arquitetura é uma disciplina em que teoria e prática se encontram, transformando ideias abstratas em espaços que moldam e respondem às vidas e identidades humanas. Para a arquiteta e curadora nigeriana Tosin Oshinowo, essa dinâmica está no cerne de seu trabalho. Como fundadora do Oshinowo Studio e curadora da Trienal de Arquitetura de Sharjah de 2023, ela traçou um caminho singular na arquitetura contemporânea, combinando especificidade cultural, consciência climática e relevância global.
A exposição "Garden Futures", em cartaz no Nieuwe Instituut, em Roterdã, até 13 de abril de 2025, explora a multifacetada história e o futuro do jardim moderno. Com curadoria de Maria Heinrich e projeto expográfico de Frank Bruggeman, a mostra apresenta o jardim não apenas como um refúgio pessoal, mas também como um espaço que reflete forças políticas e comerciais mais amplas. Estruturada em quatro capítulos temáticos, a exposição propõe uma exploração abrangente da evolução dos jardins e de seu potencial de desenvolvimento futuro.
O escritório KCAP foi selecionado para projetar dois novos arranha-céus em Bratislava, na Eslováquia. Com 260 e 180 metros de altura, respectivamente, as torres se tornarão marcos importantes no skyline da cidade e contribuirão significativamente para a paisagem urbana local, oferecendo mais de 1.100 unidades residenciais com amplas vistas para a cidade e o entorno. Esta região, outrora uma zona industrial, passou por uma grande revitalização, transformando-se em um polo urbano de uso misto que combina espaços residenciais, comerciais e de lazer. As novas torres consolidam essa renovação urbana em curso, oferecendo fácil acesso ao transporte público e a marcos culturais próximos.
Dois museus na África construídos em meados do século XX levam o nome de "Museu Nacional". Eles refletem a trajetória histórica de suas respectivas nações e estão vinculados a noções de identidade nacional. Ambos também são exemplos de uma arquitetura refinada, baseada nos princípios do Modernismo, movimento associado à construção nacional na África. Contudo, suas concepções e propósitos seguiram caminhos bastante distintos. Este artigo explora a arquitetura — ainda pouco divulgada — do Museu Nacional de Gana em Acra e do Museu Nacional do Sudão em Cartum.
Qual papel desempenham as superfícies de vidro na conexão entre a arquitetura contemporânea, a natureza e a experiência de quem habita os espaços interiores? A evolução do fechamento de vidro acompanha o desenvolvimento da arquitetura contemporânea, tendo na transmissão da luz natural uma de suas principais qualidades. Além disso, a versatilidade do material e seu caráter transparente permitem diluir os limites entre interiores e exteriores, ao mesmo tempo em que despertam diversas percepções sensoriais e psicológicas, entre outras virtudes. Em sua busca constante por inovação, a Glasstech oferece uma ampla gama de soluções em vidro, envolvendo-se de maneira integral desde a concepção do projeto até a sua instalação. Para ilustrar suas diversas aplicações, apresentamos a Casa Bosque, no Chile, como um exemplo notável de arquitetura em harmonia com seu entorno natural.
O mundo perdeu 60% de suas populações de animais desde 1970. Esse declínio impressionante reflete as crescentes pressões sobre os ecossistemas, desde a destruição de habitats até as mudanças climáticas. Além disso, um milhão de espécies enfrentam hoje a ameaça de extinção. À medida que esses problemas continuam a se agravar, a importância de preservar a biodiversidade e restaurar os ecossistemas torna-se cada vez mais evidente.
Antigas civilizações indianas floresceram às margens dos muitos rios do país, consolidando uma conexão entre a água e a cultura que resiste até hoje. Os rios sempre foram fundamentais para as diversas comunidades da Índia, servindo como recursos essenciais para a vida cotidiana e as práticas espirituais. Historicamente, esses corpos d'água contavam com um forte senso de custódia coletiva, sendo cuidados de forma comunitária pelas populações que deles dependiam. Hoje, a responsabilidade sobre os rios divide-se entre múltiplos agentes, exigindo um esforço conjunto que reconheça sua importância cultural.
Em uma paisagem urbana em rápida evolução, o novo edifício residencial redefine o conceito de vida em comunidade. O Gardea Residencial está localizado em Miralbueno, um dos 15 bairros da cidade de Zaragoza, uma área caracterizada pela expansão de empreendimentos residenciais. O projeto exemplifica um design funcional e sustentável, materializado em dois blocos lineares, cada um otimizando o espaço disponível com um subsolo, um pavimento térreo e pavimentos adicionais—dois em um bloco e três no outro. Com seu desenho elegante, o edifício concebido pelo escritório Tash&Partners apresenta uma fachada ventilada feita de placas cerâmicas extrudadas de porcelanato da Faveker. Estas placas, além de serem recicláveis, potencializam a sustentabilidade e a eficiência do conjunto.
Büro Ole Scheeren revelou seu projeto para um empreendimento de cerca de 74.300 m² (800.000 pés quadrados) baseado no conceito de viver, trabalhar e se divertir em Hangzhou, na China. Batizado de Urban Glen, o projeto situado entre o Lago Oeste e o Rio Qiantang é composto por duas torres conectadas por um embasamento central. Este elemento, inspirado pelas paisagens montanhosas de Hangzhou, assume a forma de uma topografia construída de terraços e ambientes externos, com o objetivo de otimizar a iluminação natural e a qualidade dos espaços internos e externos. O empreendimento abrigará uma variedade de comodidades, incluindo salões de festas, espaços de reunião, restaurantes e comércio, tudo integrado a obras de arte pública da extensa coleção da New World Development.
O Pavilhão do Reino Unido, projetado pelo escritório londrino Woo Architects em colaboração com a empreiteira japonesa ES Global, foi concluído na Expo 2025 em Osaka. Construído com base nos princípios da economia circular, o pavilhão apresenta uma estrutura em grelha modular de 10 por 10 metros, cujo projeto prioriza a facilidade de montagem, desmontagem e realocação. O desenho da estrutura reflete o tema da Expo, "Come Build the Future" ("Venha Construir o Futuro"), incorporando sustentabilidade e reuso.
A Forestier colabora com designers de renome para criar peças de iluminação que misturam formas geométricas e orgânicas, valorizando qualquer espaço interior. Imagem cortesia de Forestier
Lida isoladamente, a premissa da Maison Forestier de uma constante "busca pela originalidade perpétua e o domínio do delicado equilíbrio entre a natureza e o design" pode soar um pouco abstrata. No entanto, a marca parisiense de iluminação – desde sua fundação inspirada na topiaria por Bernard Forestier em 1992 – conquistou um nicho singular em seu setor, unindo paixão, liberdade e descoberta para criar peças radiantes que mesclam uma estética única com extrema funcionalidade, adaptando-se aos mais diversos ambientes.
Temos o prazer de anunciar nossos próximos workshops de dezembro em parceria com a Parametric Architecture, nossa parceira do ArchDaily Plus. Esses workshops foram cuidadosamente planejados para capacitar arquitetos/as, designers e entusiastas, proporcionando-lhes as mais recentes perspectivas e habilidades no dinâmico campo do design paramétrico. Conduzidas por especialistas e profissionais visionários do setor, essas sessões imersivas explorarão técnicas de ponta, ferramentas inovadoras e aplicações práticas, criando um ambiente de aprendizado dinâmico e inspirador onde os/as participantes poderão elevar seus conhecimentos em design a patamares inéditos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140218/workshops-de-dezembro-de-arquitetura-parametricaArchDaily Team
A nova sede do Chicago Park District demonstra como uma arquitetura consciente pode aproximar comunidades, ao mesmo tempo em que prioriza a sustentabilidade. Apresentado no episódio mais recente da série Design Matters, produzida pelo Chicago Architecture Center, este projeto exemplifica como o design inovador pode moldar positivamente a vida cotidiana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140639/por-dentro-da-nova-sede-do-chicago-park-districtArchDaily Team
Há alguns meses, a arquiteta francesa Renée Gailhoustet ganhou o Prêmio de Arquitetura da Royal Academy 2022. Como Paris e outras cidades francesas continuam enfrentando desafios habitacionais até hoje, Gailhoustet foi uma escolha oportuna. Seu trabalho nos subúrbios de Paris na década de 1960 continua sendo um exemplo convincente de uma abordagem de habitação social que, ao mesmo tempo, abraça a comunidade e tem uma forma única.
O IR Arquitectura não é apenas um escritório, mas se define como uma plataforma de exploração que integra a prática arquitetônica a temas tangenciais, como a cidade, a paisagem, a tecnologia e a sustentabilidade. Fundado por Luciano Intile e Enrico Cavaglià, com sede em Buenos Aires, Argentina, o IR Arquitectura é um coletivo interdisciplinar formado por profissionais de arquitetura, design e diversas outras áreas, que abordam projetos de diferentes escalas e naturezas, aproveitando cada oportunidade para explorar novas soluções e estratégias no que se refere ao habitar contemporâneo, urbano e em estreita relação com o entorno.
Em cartaz de 8 de novembro de 2024 a 23 de março de 2025, a exposição "Living Structures", no Louisiana Museum of Modern Art, apresenta a instalação Deep Forest, uma nova obra da professora Claudia Pasquero e do doutor Marco Poletto, fundadores do escritório de arquitetura e inovação em design ecoLogicStudio, em parceria acadêmica com a Universidade de Innsbruck. Esta obra imersiva desafia os paradigmas arquitetônicos tradicionais ao propor a naturalização da arquitetura e da tecnologia, em contraposição direta às tentativas modernistas de mecanizar a natureza. A mostra representa o ápice de vinte anos de pesquisa em design biodigital, revelando o potencial das relações simbióticas entre a tecnologia e o mundo natural nos ambientes construídos.
A habitação estudantil passou por uma transformação notável ao longo do último século. Outrora vista como uma necessidade utilitária, limitada a fornecer abrigo e comodidades básicas para estudantes, essa tipologia arquitetônica evoluiu para atender a demandas sociais, culturais e urbanas cada vez mais complexas. A partir da abordagem modernista de Le Corbusier na Cité Universitaire em Paris, a moradia estudantil passou a refletir tendências mais amplas da arquitetura, do urbanismo e das transformações sociais.
Hoje, esses edifícios precisam atender a uma população altamente diversa e transitória, lidando com as pressões de acessibilidade econômica, densidade e com os novos padrões de vida dos jovens adultos. Diante da rápida urbanização e da crescente mobilidade estudantil, as universidades enfrentam agora o desafio de projetar habitações que não sejam apenas funcionais, mas também adaptáveis a diferentes contextos culturais e sociais. Isso tem levado a soluções mais flexíveis e inovadoras, que promovem tanto a privacidade quanto a vida em comunidade.
As edificações estão profundamente interconectadas com seu entorno — o clima, a cultura, a paisagem e a vida de seus ocupantes. Para Dorte Mandrup, renomada arquiteta dinamarquesa, o contexto é mais do que uma simples consideração; é a força motriz de seus projetos. Seu trabalho demonstra uma profunda curiosidade pelas pessoas que habitarão suas obras e pelas histórias singulares incrustadas em cada local. Seus edifícios não são apenas estruturas; são respostas atentas aos seus entornos, sem a pretensão de neles desaparecer.
Dorte Mandrup é destaque, ao lado de Tosin Oshinowo, na segunda parte do documentário Women in Architecture, lançado em 12 de novembro de 2024. Produzido pela Sky-Frame em colaboração com o ArchDaily e dirigido por Boris Noir, o filme expande o primeiro episódio — que destacou Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge —, oferecendo uma exploração contínua de diversas perspectivas dentro da arquitetura.