Daniela Andino

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

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A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

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Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction

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A arquitetura é frequentemente avaliada por suas formas finais, no entanto, algumas práticas operam em um registro diferente, no qual o projeto se desenvolve por meio de relações, tempo e uso, e não por um resultado único. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas sim o meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e mantidos ao longo do tempo.

Com sedes em Beirute e Londres, o escritório trabalha no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo espaços públicos, escolas, parquinhos e infraestruturas urbanas cotidianas por meio da colaboração de longo prazo com comunidades locais. Baseada em pesquisa participativa e tomadas de decisão coletivas, essa abordagem foi reconhecida pelo prêmio ArchDaily's 2025 Next Practices Awards, destacando um modo de atuação no qual a arquitetura é compreendida como um processo compartilhado e em evolução, e não como um objeto estático. Nesse contexto, o valor arquitetônico é mensurado pela continuidade, pelo uso e pela apropriação coletiva, e não apenas pela forma.

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Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações

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Espaços de lazer costumam ser locais onde diferentes gerações se cruzam. Sem programas formais ou papéis predefinidos, eles permitem que as pessoas se movimentem, façam pausas e permaneçam juntas, cada uma interagindo com o espaço à sua maneira. Em um ambiente construído cada vez mais moldado pela especialização e pela fragmentação, essas bases espaciais compartilhadas tornaram-se menos comuns, conferindo à arquitetura voltada para o lazer uma relevância renovada.

Os debates em torno do espaço público têm apontado repetidamente para o valor da abertura e da flexibilidade no apoio à vida coletiva. Ao refletir sobre como as pessoas interpretam, habitam e adaptam o espaço, o arquiteto Herman Hertzberger fala da arquitetura não como um conjunto de instruções, mas como uma estrutura de possibilidades — algo que convida à interpretação em vez de prescrever comportamentos. Como ele mesmo define, "o que devemos produzir na arquitetura é algo como competência, possibilidade – algo com o qual as pessoas possam lidar livremente, à sua própria maneira." Em vez de tentar criar a interação diretamente, a arquitetura molda as condições que tornam a convivência possível.

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