Buildner anunciou os resultados do Museum of Emotions Competition, um concurso internacional anual de projeto que desafia os/as participantes a explorar até que ponto a arquitetura pode ser utilizada como ferramenta para evocar emoções.
O edital propõe o projeto de um museu conceitual com duas salas de exposição: uma projetada para induzir emoções negativas; a outra, para induzir emoções positivas. Os/As participantes são livres para escolher qualquer terreno de sua preferência, real ou imaginário, bem como a escala do projeto. O significado de "positivo" e "negativo" fica aberto a interpretações: quais seriam as duas emoções que um/a designer consideraria contrastantes? Como um/a arquiteto/a poderia conceber espaços que provoquem medo, raiva, ansiedade, amor ou felicidade?
Cortesia de Feldman Architecture e Western Window Systems
Ao projetar uma residência moderna integrada à natureza em Palo Alto, Califórnia (EUA), o arquiteto Tai Ikegami levou a sério sua responsabilidade de proteger e reverenciar as magníficas árvores existentes no terreno.
“A casa foi projetada em torno de uma série de árvores no terreno — um carvalho na frente, outro carvalho na lateral e uma sequoia nos fundos. São árvores imponentes e de grande escala”, afirma Ikegami, sócio do escritório Feldman Architecture, de São Francisco.
A fronteira entre os Estados Unidos e o México é uma região de grande relevância histórica, cultural e econômica, onde emergiram cidades de fundamental importância para a América do Norte. Tijuana—localizada no nordeste do México— é uma dessas cidades. Desde seus primórdios, no século XVIII, tem experimentado um crescimento urbano exponencial, estreitamente ligado à vizinha San Diego. Compreender Tijuana em sua totalidade só é possível a partir dessa conexão. Por essa razão, junto a San Diego, ela foi eleita a Capital Mundial do Design de 2024, celebrando a interação e a troca cultural entre as duas cidades.
Historicamente, a cidade tem sido um caldeirão de nuances refletidas em sua paisagem urbana. Exemplos como o Centro Cultural de Tijuana, projetado por Pedro Ramírez Vázquez e Manuel Rosen, mostram a busca da cidade por um estilo moderno. Por sua vez, o Edifício OTAY Cross Border Xpress explora a relação entre os países em um complexo cujo programa arquitetônico se estende para ambos os lados da fronteira. Nesse sentido, projetos contemporâneos contribuem para o desenvolvimento de uma nova fase na vida da cidade, criando espaços públicos.
Obra realizada com Mass Timber Urbem. Image Cortesia de Urbem
Em um cenário em que a preocupação com a sustentabilidade e o ESG (Governança ambiental, social e corporativa) é latente, se viu a necessidade de olhar para um setor que gera 38% de todas as emissões de CO2 do planeta e consome 30% dos recursos globais: o setor da construção civil. Em 2022, na COP27, as Nações Unidas anunciaram o Clean Construction Accelerator, um programa com ações pensadas para reduzir em até 50% a produção de gases que geram o efeito estufa até 2030. Um relatório da ARUP e do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável destacou uma descoberta crucial: metade das emissões provenientes de edifícios não provêm apenas da fase de construção, mas também do carbono incorporado nos materiais utilizados, gerado durante sua fabricação e transporte. E é justamente nesse cenário em que vemos a oportunidade para o setor, qual o único material renovável da construção civil que retém o carbono ao invés de emitir? A madeira.
Mas, ao falarmos em madeira, surge um outro questionamento: como a madeira pode ser sustentável se para isso precisamos derrubar árvores? Ana Belizário, a Diretoria Comercial da Urbem, uma indústria nacional de mass timber em larga escala, nos explica ao longo deste artigo o modo como plantar árvores especificamente para o consumo é uma alternativa não somente sustentável, mas uma ótima prática no combate à crise climática e pode regenerar o setor da construção civil.
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Redesenho conceitual de rotas do Salone del Mobile.Milano - Ph. Cristian Catania, Lombardini22. Imagem Cortesia de Salone del Mobile.Milano
A 62ª edição do Salone del Mobile no Rho Fiera reuniu designers, arquitetos/as, produtores/as e figuras proeminentes do universo do design. Com mais de 1.950 marcas expositoras, o evento de seis dias, realizado de 16 a 21 de abril de 2024, enfatizou a convivência, o bem-estar e a sustentabilidade. Concebido a partir de uma abordagem centrada no ser humano e incorporando princípios da neurociência para enriquecer a interação do público, o Salone del Mobile está revolucionando o futuro das feiras de negócios.
Presente no evento, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Cristian Catania, arquiteto sênior e diretor de projetos do programa Reinventing Fairs na Lombardini22, responsável pela reformulação do Salone, sobre as principais mudanças no layout da feira e a aplicação de abordagens neurocientíficas na concepção dos espaços expositivos.
Apartamento 43 / cli·ma arquitectura. Image Cortesía de cli·ma arquitectura
Diante das diversas formas de morar que caracterizam as sociedades contemporâneas e de seu grau de adaptabilidade a futuros usos na arquitetura, a presença de mezaninos representa uma oportunidade para projetar desde espaços de armazenamento e depósito até conceber ambientes de estar, estudo, lazer ou mesmo de descanso, tanto para seus habitantes quanto para possíveis visitas. Dependendo de suas escalas, tamanhos e proporções, esses espaços em altura permitem tirar proveito dos ambientes internos de apartamentos que, por vezes, carecem de área suficiente para abrigar esse tipo de função no plano principal, mas dispõem de pé-direito adequado para viabilizá-las.
A infraestrutura social engloba os recursos e serviços que permitem a criação de laços comunitários e conexões sociais. No ambiente construído, ela se manifesta por meio de espaços públicos como parques, bibliotecas e centros comunitários, além de espaços de transição, como paradas de transporte público.
Esses espaços públicos sociais desempenham um papel crucial no fortalecimento das comunidades e, consequentemente, na sua capacidade de responder a eventos catastróficos relacionados ao clima. Eles podem oferecer abrigo físico às populações mais vulneráveis a esses episódios e fomentar redes resilientes de pessoas capazes de se recuperar mais rapidamente. Diante da frequência cada vez maior de eventos climáticos extremos nos Estados Unidos decorrentes das mudanças climáticas, somada às deficiências em sua infraestrutura social, torna-se vital examinar os espaços públicos como uma ferramenta crítica para a resiliência climática.
A Milan Design Week raramente deixa de apresentar mostras impactantes de design e inovação.
Uma das exposições deste ano, idealizada pela Swatchbox, transmite o “verdadeiro custo” das abordagens tradicionais da construção. A plataforma de amostras, fundada por profissionais de arquitetura para oferecer métodos sustentáveis de amostragem à comunidade de design, lançou sua instigante mostra no coração do Brera Design District, em Milão.
A exposição confronta de forma ousada o desperdício inerente às práticas tradicionais de construção. Instalada no interior de um escritório em Brera — normalmente ocupado por um escritório de arquitetura milanês —, a mostra exibe uma grande pilha de materiais de construção que comumente teriam como destino os aterros sanitários. Os materiais foram meticulosamente organizados para evidenciar o enorme volume de resíduos gerados pela comunidade de design.
As cenas iniciais do premiado filme brasileiro “Cidade de Deus” (2002) mostram um conjunto habitacional na periferia do Rio de Janeiro o qual, posteriormente, se transforma em um reduto de pobreza e violência. Apesar do filme se passar na década de 60, o conjunto habitacional escolhido como cenário era um complexo recém construído.
Essa escolha, de fato, não fez diferença alguma pois, apesar dos 40 anos que separam a época retratada no filme e as filmagens, as soluções arquitetônicas utilizadas pelos programas habitacionais no país continuaram as mesmas, replicando modelos datados e evidenciando a estagnação o setor.
O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) aborda, de forma direta e sem filtros, temas como design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais do setor criativo em conversas espontâneas, abrindo espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma ampla variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem o CEO e fundador da Peak Projects, Grant Bowen, para discutir como clientes podem alcançar o sucesso em seus projetos. No episódio, conversam sobre a trajetória de Bowen, o papel do/a representante do/a proprietário/a (owner’s representative) ao longo das etapas de projeto e obra, a colaboração com clientes e diferentes profissionais, custos de construção, honorários, diferentes tipologias de projetos e muito mais.
Escritório do Slack em Toronto / Dubbeldam Architecture + Design. Imagem cortesia de Alcon Lighting
A iluminação evoluiu de forma notável ao longo da história da arquitetura, impulsionada por avanços tecnológicos significativos. Apesar dessas transformações, seu propósito central de valorizar a estética, a funcionalidade e a segurança permaneceu constante. Nesse processo evolutivo, a transição da iluminação fluorescente para a tecnologia LED representa um marco fundamental, reduzindo custos e consumo de energia. Além disso, a versatilidade da iluminação LED impulsionou a criatividade. Essas novas possibilidades de design tornam-se evidentes em layouts de iluminação orgânicos, que mimetizam padrões lineares de distribuição de luz em paredes e tetos, sejam eles suspensos ou embutidos.
Nesse contexto, à medida que profissionais de arquitetura e design se distanciam de padrões de espelhamento simétricos, rígidos e paralelos, a Alcon Lighting detectou uma tendência na qual a iluminação linear destaca linhas e características arquitetônicas assimétricas. Dessa forma, layouts que parecem não seguir um padrão rígido de projeto vêm sendo adotados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140413/explorando-o-design-de-iluminacao-linear-para-criar-caminhos-luminososEnrique Tovar
A arte pode ser um catalisador para que arquitetos e arquitetas vejam o ambiente construído sob uma nova ótica. Ela oferece uma oportunidade única de mergulhar nas perspectivas de profissionais de arquitetura de formação que migraram para as artes visuais, bem como de artistas que exploram as cidades e suas dinâmicas internas por meio de suas trajetórias pessoais.
Sediada em Nova York, a Bienal do Whitney é considerada a mais importante e duradoura mostra de arte contemporânea dos Estados Unidos. Juntamente com a Bienal de Veneza, ela figura entre as exposições de arte periódicas mais relevantes do mundo. O tema deste ano, "Even Better Than the Real Thing", investiga conceitos de identidade e autonomia corporal, amplificando as vozes de populações historicamente marginalizadas. Isso inclui um olhar atento sobre narrativas que exploram a conexão entre trajetórias pessoais e o crescente sentimento de precariedade em relação ao mundo construído. A seguir, apresentamos artistas desta edição da Bienal do Whitney que abordam temas relacionados à arquitetura e às cidades.
Muitos edifícios religiosos do antigo Egito, da Grécia e do Islã compartilham uma característica comum conhecida como hipostilo. Definido como fileiras de colunas que sustentam uma cobertura, essa solução se desenvolveu em diferentes culturas e períodos históricos, o que explica a variedade de materiais, formas, tamanhos e distâncias entre as colunas encontrados pelo mundo. Exemplos célebres do uso desse conceito são a Grande Sala Hipóstila (c. 1290–1224 a.C.), parte do Complexo de Templos de Karnak e um dos monumentos mais visitados do Antigo Egito, e as Mesquitas Hipóstilas de Madeira da Anatólia Medieval (c. século XIII e meados do século XIV), Patrimônio Mundial localizado na atual Turquia.
Na arquitetura contemporânea, é possível encontrar diversos exemplos de como esse conceito vem sendo resgatado. Enquanto alguns projetos utilizam a ideia para fazer referência a arquiteturas vernáculas que correspondem ao mesmo programa e uso do edifício proposto — como é o caso de algumas mesquitas —, outros se apoiam na abstração do termo por meio de uma interpretação que destaca os pilares e sua organização na proposição do espaço. Em todos eles, contudo, fica claro que a relação entre a inspiração hipóstila e a arquitetura modular é estreita, praticamente intrínseca.
A flexibilidade da arquitetura permite que ela mude e ajuste continuamente sua forma em resposta ao progresso tecnológico, às tendências sociais e artísticas e às experiências coletivas pelas quais passamos. Eventos globais de grande escala, como as migrações transatlânticas do século XIX, o impacto da tuberculose no design, e mais recentemente, os efeitos da última grande crise global de saúde (COVID-19), desempenharam papéis significativos na formação da evolução da arquitetura.
No contexto da crise climática, o papel da arquitetura e do urbanismo tem sido extensivamente debatido, pois representa um dos maiores desafios deste século. É inegável que, enquanto há esforços ativos por meio de políticas e inovação para evitar chegar a um ponto sem retorno, a arquitetura já está se adaptando às mudanças e condições extremas causadas por ela. Em vez de pensar em um cenário futuro distante ou distópico, as mudanças graduais nas condições climáticas têm sido impulsionadoras para modificar, por meio de operações arquitetônicas, como concebemos edifícios contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1015499/introspeccao-elevacao-encobrimento-operacoes-arquitetonicas-radicais-para-climas-adversosEnrique Tovar
“A Mindfulness City será uma cidade sustentável. Praticar a atenção plena (*mindfulness*) significa estar consciente — para alcançar o melhor desempenho possível”, afirmou Giulia Frittoli, sócia e diretora de paisagismo no BIG. O Reino do Butão é um país budista sem saída para o mar, localizado na região leste do Himalaia, entre a China e a Índia. Abrange uma área de aproximadamente 36 mil quilômetros quadrados e tem uma população de quase 800 mil habitantes.
O Gabinete Real do Butão solicitou ao BIG, à Arup e à Cistri o desenvolvimento de um plano diretor para a nova Mindfulness City em Gelephu, no sul do país, perto da fronteira com a Índia. A cidade abrangerá cerca de 1.000 quilômetros quadrados e incluirá um novo aeroporto internacional, conexões ferroviárias, uma barragem hidrelétrica, uma universidade, um centro espiritual e diversos espaços públicos.
Quando se fala a palavra “trópico”, a imagem que comumente vem à mente é a de um lugar exótico, sempre quente e úmido, sujeito a chuvas pesadas e constantes que lavam o solo e fazem com que a vegetação cresça descontroladamente. Alimentado por uma idealização, no decorrer da história, esse clima tropical já foi sinônimo de paraíso ao mesmo tempo em que era acusado de formar povos débeis por ser clemente demais.
Felizmente, esses julgamentos e associações foram deixados no passado, dando lugar a projetos teóricos e práticos que listam os ônus e bônus de se viver em uma região de clima tropical, reconhecendo as diferentes estratégias aplicadas para favorecer a adaptabilidade humana em meio a essas características climáticas tão peculiares.
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Transformando resíduos em belos pisos. Imagem cortesia de Bolon
Na arquitetura contemporânea, a reciclagem evoluiu de uma prática desejável para uma necessidade inevitável. Essa mudança se deve principalmente à crescente crise climática, acentuada pela presença constante de resíduos (para os quais não se encontrou utilidade além do uso original).
Essa abordagem estimulou a criação de materiais inovadores para o reaproveitamento de resíduos em diversos contextos. Um exemplo notável é o de pisos e tapetes tecidos, segmento no qual a Bolon deu um passo à frente em 1949 ao transformar resíduos têxteis em produtos elegantes. Desde então, a empresa continuou a inovar no campo dos materiais, fundindo o setor tradicional de revestimentos de piso com o design criativo sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140752/caminhar-sobre-residuos-tecendo-residuos-em-pisos-e-tapetes-elegantesEnrique Tovar
O Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa reúne diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões informais sobre o design e o dia a dia. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
No episódio desta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, debatem o programa de necessidades na arquitetura. A dupla discute o que significa o programa na arquitetura, por que ele é importante, como é desenvolvido e implementado, além de apresentar exemplos de como potencializar o programa para alcançar um design criativo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140524/the-second-studio-podcast-o-programa-como-o-segredo-para-uma-grande-arquiteturaThe Second Studio Podcast
A preparação de superfície é crucial para garantir a longevidade e a eficácia de revestimentos na construção civil. De fato, estudos mostram que até 80% das falhas prematuras de revestimento podem ser atribuídas a uma preparação inadequada da superfície. Essas falhas geralmente se manifestam na forma de descascamento, bolhas e fissuras, o que prejudica a aparência do edifício e compromete a integridade estrutural.
As fachadas dos edifícios são altamente visíveis e expostas, sofrendo o impacto direto de fatores ambientais. A preparação inadequada da superfície tem um impacto direto no desempenho e na aparência a longo prazo dos acabamentos de fachada, que, por sua vez, podem sofrer uma degradação acelerada, exigindo manutenção e reparos frequentes.
Varandas em Nova Orleans. Imagem via William A. Morgan / Shutterstock
Posicionada entre a paisagem urbana de um bairro e a privacidade do interior de uma casa, encontra-se a varanda. Assumindo o papel de entrada, janela para contemplação, ponto de encontro e palco, a varanda passou a representar a comunidade e a identidade de muitos bairros nos Estados Unidos. Composta por diversos elementos estilísticos de diferentes tamanhos e formas, ela une vizinhanças ao criar um espaço intersticial entre o lar e a rua, costurando a vida familiar no interior da residência e a vida pública no exterior, conformando uma zona de transição entre o privado e o público tanto para encontros fortuitos quanto para momentos de pausa. No cinema e na literatura, a varanda é frequentemente retratada como o palco de conversas profundas e transformadoras, representando um limiar acolhedor entre as esferas doméstica e pública onde se pode demorar.
Ao caminhar hoje em dia pelas localidades rurais do Chile, percebemos que, do ponto de vista da mobilidade a pé, estas expandem-se por meio da aplicação de elementos urbanos. Há um confronto entre duas realidades: de um lado, as práticas históricas dos/as próprios/as habitantes e, de outro, a introdução de elementos urbanos de desenvolvimento.
As pessoas que ali vivem, paralelamente às suas próprias formas de vida, viram-se obrigadas a se desenvolver sob um crescimento territorial padronizado, sem participar da tomada de decisões diante da intervenção em seu contexto de circulação de pedestres. Os aspectos normativos são os instrumentos com os quais os agentes diretos intervêm no âmbito rural. Em geral, o/a habitante, sujeito central para o qual se orientan as políticas sociais, é antes um agente passivo e desinformado em relação a esse arcabouço normativo (Tapia, 2007).
No mundo da arquitetura e do design, os métodos tradicionais de apresentação de projetos 3D por meio de plantas em 2D, renderizações e passeios virtuais em vídeo são práticas comuns. No entanto, falta-lhes um aspecto fundamental: a imersão. Para os/as clientes, é difícil visualizar os espaços apenas observando representações bidimensionais. Isso gerou a necessidade de criar rapidamente ambientes imersivos que proporcionem uma melhor compreensão aos/às clientes a partir de softwares 3D já utilizados, como Enscape, V-Ray, Lumion ou Twinmotion.
Utilizando panoramas 360°, arquitetos/as e designers podem agora transportar projetos existentes para a realidade virtual (VR) em questão de minutos. Este artigo servirá como um guia sobre como converter seus projetos 3D em experiências leves para web e VR utilizando panoramas 360°.
Imagine um mundo milhares de anos no futuro, onde a humanidade conquistou planetas em galáxias distantes, apenas para se ver reduzida a uma ordem social neofeudal em constante disputa por poder, tudo construído sobre uma intrincada tapeçaria de culturas e religiões, e ambientado em uma paisagem inóspita, porém vívida, que se torna uma personagem por si só. Este foi o desafio enfrentado pelo/a cineasta Denis Villeneuve e pelo/a designer de produção Patrice Vermette ao criar a adaptação cinematográfica do romance de 1965 de Frank Herbert. Os dois filmes de Duna, lançados em 2021 e 2024, foram concebidos de forma conjunta e, por isso, compartilham um estilo e uma expressão cinematográfica coerentes. Para além da estética, o ambiente e a arquitetura de Duna apresentam um mundo habitado e verossímil, que ancora a ação e as personagens, oferecendo silenciosamente visões valiosas sobre os valores e a mitologia de cada civilização.