Videos
A mais recente família de cabines da Mute apresenta 30 modelos em 11 tamanhos, projetados para acomodar de 1 a 8 pessoas.
A Mute, pioneira em arquitetura corporativa adaptável, apresenta as Modular Pods—a maior e primeira coleção de cabines acústicas de escritório verdadeiramente adaptáveis do mercado. Ao oferecer uma variedade inigualável de tamanhos, opções ilimitadas de personalização e soluções pioneiras de acessibilidade, as Modular Pods da Mute estabelecem novos parâmetros para toda a categoria de produtos.
Nas salas das Ninfeias no Musée de l'Orangerie em Paris, Claude Monet concebeu uma galeria em 360 graus onde o público visitante se vê envolto por paisagens contínuas, dissolvendo as fronteiras entre pintura e ambiente. Ali, ele buscou não apenas representar a natureza por meio de seu estilo marcante, mas construir uma atmosfera, um estado perceptivo que se habita literalmente. A arquitetura, tradicionalmente associada à materialidade e à permanência, ganha assim uma nova dimensão de tempo, movimento e experiência sensorial.
De maneira semelhante, quando a arquitetura contemporânea transforma seus planos em superfícies ativas, ela expande essa busca por imersão e presença, agora amplificada pela tecnologia. Na entrada da nova Mammut Tower da SOPREMA em Oberroßbach, Alemanha, a arquitetura e a narrativa digital convergem. Projetado e executado por ASB GlassFloor, o recém-concluído saguão é um ambiente imersivo que combina vidro, luz e som em uma experiência espacial e sensorial completa, demonstrando como as tecnologias interativas podem se tornar materiais arquitetônicos por direito próprio.
Desde sua inauguração em 1987, o Four Winds Field — casa do time da Minor League AA, o South Bend Cubs — passou por diversas transformações. Em cada uma delas, o tijolo permaneceu como um elemento arquitetônico central, evocando tradição, permanência e um caráter urbano marcante. Agora, com uma grande expansão em andamento, o estádio reafirma esse legado ao mesmo tempo em que adota técnicas construtivas inovadoras, com destaque para a integração do tijolo em plaqueta (thin brick) como uma solução contemporânea que honra o passado sem comprometer o desempenho técnico.
A antiga cidade de Veneza, na Itália, que sedia tanto as edições de arte quanto as de arquitetura da Bienal de Veneza, é conhecida por sua geografia singular como uma cidade insular de canais. Com sua proeminência naval e mercantil hoje reduzida, a cidade encontrou um novo propósito como centro de estudos, exposições e turismo. Ainda assim, sua morfologia urbana e, de fato, a maioria de seus edifícios são históricos e permanecem praticamente inalterados há centenas de anos. Sua aparência exibe um vernáculo veneziano específico que resistiu ao tempo e serve de pano de fundo para as atividades contemporâneas da cidade. Como as fachadas desses edifícios, em especial suas janelas, refletem essa história? E de que maneira as poucas construções modernas da cidade, como o Palazzo Nervi-Scattolin, respondem a esse peso histórico?
Nos últimos oito anos, entrevistei o arquiteto e educador radicado em Pequim, Zhu Pei, várias vezes. Sua busca persistente por combinar princípios tradicionais de planejamento e construção com sensibilidades formais e espaciais inovadoras me intriga. Seus projetos mais recentes, incluindo o Zijing International Conference Camp (2022) e o Museu do Forno Imperial de Jingdezhen (2020), são amplamente publicados e representam suas obras mais maduras. No entanto, ele está convencido de que sua melhor obra ainda está por vir. "Isso vai ser incrível! Estou muito entusiasmado!", disse-me o arquiteto, referindo-se ao Museu de Ruínas e Observatório de Majiayao, atualmente em construção na província de Gansu, no noroeste da China. "Odeio soluções de pilar e viga. Quero espaços sem pilares para o edifício público", continuou ele. Nossa conversa ocorreu no início deste ano por videochamada, acompanhada por dezenas de ilustrações pertinentes.
Campus do College of Europe em Tirana. Imagem cortesia de MIR, projetado por Oppenheim Architects
Tirana, capital da Albânia, está passando por uma transformação notável, impulsionada por uma visão ambiciosa de futuro delineada no Plano Diretor Tirana 2030 (TR030). O plano, elaborado pelo renomado arquiteto italiano Stefano Boeri, visa a remodelar a cidade em um polo urbano sustentável, verde e inclusivo, com foco no adensamento e na melhoria da qualidade de vida de seus/suas habitantes. No centro dessa visão estão projetos como a criação de uma "floresta orbital" com dois milhões de árvores, a revitalização de rios com corredores verdes e o redesenho de espaços públicos como a Praça Skanderbeg, que se tornou a maior área de pedestres dos Bálcans. De acordo com o The Guardian, essas iniciativas buscam reverter o caos do crescimento urbano desordenado que se seguiu à queda do comunismo e acomodar uma população que quadruplicou desde 1992, ao mesmo tempo em que priorizam a qualidade de vida e a acessibilidade.
No centro da transformação de Tirana está um foco renovado na arquitetura como ferramenta de conexão, combinando identidade cultural e design contemporâneo para criar espaços que convidam à interação e ao engajamento público. Projetos recentes anunciados por arquitetos/as de renome e escritórios internacionais, como Coldefy, OODA, Oppenheim Architecture e CHYBIK + KRISTOF, mostram um fio condutor comum: a reimaginação da cidade rejuvenescida para o público. Essas propostas enfatizam a sustentabilidade social, referências culturais e espaços públicos acessíveis, redefinindo a forma como moradores/as e visitantes vivenciam a malha urbana de Tirana. De vilas verticais de uso misto e ruas voltadas para pedestres a campi ecologicamente conscientes e centros cívicos, esses novos empreendimentos destacam coletivamente a ambição da cidade de se posicionar como um modelo progressista de renovação urbana nos Bálcans.
Uma semana atrás, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano do ArchDaily em Espanhol, que celebra a melhor arquitetura da América Latina e da Espanha, convidando nossos leitores e leitoras a atuar como júri e escolher seus projetos favoritos entre os publicados ao longo do ano. Hoje, finalmente, chegou o momento de conhecer os vencedores do Prêmio Obra do Ano 2025.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142842/conheca-os-projetos-vencedores-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team
No total, ao longo dos três dias de festival, serão apresentadas mais de 460 defesas de projetos ao vivo pelos finalistas de 2025, diante de um júri internacional composto por mais de 160 profissionais. Hoje, os projetos selecionados de diversas partes do mundo competiram em 22 categorias de prêmios divididas entre Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os escritórios premiados estão o WOW Architects, o BIG-Bjarke Ingels Group, o Batlleiroig e o Perkins&Will.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142836/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-primeiro-diaEnrique Tovar
Desde sua inauguração em abril, a Expo de Osaka recebeu milhões de visitantes de todo o mundo, constituindo uma verdadeira vitrine de inovação, arquitetura e design. Entre seus destaques está o Grande Anel, obra do arquiteto japonês Sou Fujimoto, considerada la maior estrutura arquitetônica de madeira do mundo. Sob o lema da Expo 2025 —Designing Future Society for Our Lives—, mais de 150 países, por meio de seus pavilhões, abordaram temas fundamentais para a arquitetura contemporânea, como a circularidade na construção, a memória cultural e a inovação e tecnologia orientadas ao futuro do ambiente construído e sustentável.
Dedicada à especificação de iluminação de alto padrão, a feira britânica LiGHT 25 retornará ao Business Design Center em Islington, Londres, nos dias 19 e 20 de novembro de 2025. Após o sucesso da LiGHT 24, que atraiu mais de 5.500 visitantes, a edição deste ano apresentará uma programação ampliada com foco em inovação, educação e oportunidades de networking. Entre os principais destaques de 2025 estão a introdução da Technical Zone, o retorno do Associations Lounge e uma nova instalação artística de luz imersiva em grande escala.
O Modernismo surgiu no início do século XX como um movimento revolucionário que rejeitava os estilos históricos, priorizando a funcionalidade, a inovação e a racionalidade. Fundamentado na promessa do progresso industrial, nomes da arquitetura como Walter Gropius, Le Corbusier e Ludwig Mies van der Rohe defenderam o uso de novos materiais e métodos construtivos, buscando uma linguagem arquitetônica universal. Suas obras introduziram ideias radicais: plantas livres, extensas superfícies envidraçadas para a entrada de luz natural e pilotis que elevavam as estruturas, simbolizando uma nova era arquitetônica. Contudo, paralelamente às suas ideias inovadoras, a relação do modernismo com a sustentabilidade tem gerado debates contínuos.
Embora a arquitetura modernista buscasse responder a desafios sociais e econômicos por meio de habitações acessíveis e de um design eficiente, sua dependência de materiais com alta intensidade energética, como o concreto e o aço, gerou consequências ambientais imprevistas. A industrialização em larga escala, celebrada pelo modernismo, frequentemente desconsiderava os climas locais e os sistemas ecológicos, resultando em ineficiências. Ainda assim, os princípios de funcionalidade e adaptabilidade intrínsecos à arquitetura modernista lançaram as bases para o que hoje reconhecemos como práticas sustentáveis. Dos terraços-jardim de Le Corbusier à integração com a natureza de Frank Lloyd Wright, as sementes de um projeto ambientalmente consciente estavam inegavelmente presentes, embora limitadas em sua execução.
Westmark Lower School / NBBJ. Imagem cortesia de NBBJ
Espaços de uso público podem ser avassaladores. Aeroportos, escolas, estádios e locais de trabalho frequentemente apresentam ambientes com um caos visual que pode ser desorientador e estressante para as pessoas, especialmente aquelas que são neurodivergentes. O bombardeio de estímulos, movimentos imprevisíveis e informações visuais concorrentes podem criar barreiras ao conforto dos usuários. Profissionais da arquitetura são constantemente incentivados a criar espaços que reconheçam e valorizem as diferenças individuais. Projetar para a neurodiversidade é uma forma de promover a inclusão e ampliar os princípios do desenho universal.
No Vietnã, a casa-tubo tornou-se praticamente uma tipologia vernacular em cidades densamente povoadas como Hanói e Ho Chi Minh. Essa tipologia originou-se de antigos impostos sobre fachadas e surgiu como uma resposta estratégica à escassez de solo urbano e à otimização da testada do lote para o comércio. Sua estrutura tradicional costuma depender da fachada frontal para obter iluminação natural e ventilação. Quem habita essas residências frequentemente enfrenta o desafio de projetar em espaços delimitados por lotes profundos, testadas estreitas e vizinhos muito próximos, o que restringe a luz natural e a circulação de ar. Para mitigar essa falta crônica de exposição perimetral, os/as arquitetos/as vietnamitas costumam empregar estratégias voltadas à manipulação ambiental interna. Esta seleção de projetos explora casas-tubo com menos de 100 m², onde a escala reduzida impõe uma economia espacial rigorosa e a verticalização das funções, influenciando diretamente as decisões de projeto em cada caso.
O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.
Na arquitetura contemporânea, os espaços comerciais deixaram de ser apenas pontos de venda para se tornarem palcos onde identidade, imagem e experiência convergem. Lojas, showrooms e interiores de marcas funcionam frequentemente como laboratórios onde arquitetos/as experimentam com forma, material e luz, traduzindo narrativas corporativas em experiências espaciais. Nesse contexto, o/a arquiteto/a surge como um/a mediador/a do desejo, moldando atmosferas que guiam a percepção, evocam emoções e influenciam o comportamento de forma sutil. Esse papel revela uma complexa intersecção entre design e capitalismo: a criação de espaços que vendem não apenas produtos, mas também aspirações, estilos de vida e significados culturais. Ao transformar o comércio em uma performance arquitetônica, esses projetos convidam à reflexão sobre como a disciplina negocia sua própria agência em um mundo onde a visibilidade e a imagem se tornaram tão essenciais quanto a função.
A especificidade ressurgiu como uma linguagem central no discurso arquitetônico. Em um campo cada vez mais globalizado, no qual os projetos muitas vezes seguem modelos conhecidos independentemente do contexto, arquitetos/as voltam-se agora para abordagens enraizadas nas particularidades de cada local. Essa atenção renovada ao contexto reflete pressões sociais, climáticas e políticas mais amplas: as cidades enfrentam calor extremo, desafios ecológicos, mudanças demográficas e novas formas de vida coletiva que exigem respostas fundamentadas em suas condições imediatas.
A arquitetura situada descreve essa mudança. Refere-se a abordagens projetuais nas quais a forma, o programa e a materialidade emergem do ambiente específico que os produz: seus microclimas, estruturas culturais e rituais cotidianos. Em vez de partirem de modelos universais, essas práticas começam com a observação, a prototipagem e o engajamento direto com as dinâmicas locais. Essa lógica é visível nos experimentos climáticos e materiais do TAKK na Espanha, como o Portable Garden e a 10k House, que funcionam como protótipos leves ajustados a gradientes térmicos e ecológicos; no Art Pavilion M do Studio Ossidiana, moldado por camadas de solo e ciclos ecológicos nos Países Baixos; nas reinterpretações de objetos vernaculares por Izaskun Chinchilla e em seus experimentos posteriores com 100 Sillas e 3 Salones Urbanos; nos espaços domésticos guiados por narrativas do Common Accounts; e nas intervenções urbanas do Raumlabor, que respondem diretamente às especificidades da Berlim pós-industrial.
A 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza abriu oficialmente suas portas ao público no último dia 10 de maio, tornando-se um grande palco internacional para conhecer a atualidade da arquitetura mundial e propor discussões em torno dos desafios enfrentados hoje pela disciplina, tanto os compartilhados quanto os específicos de cada território. Sob o lema deste ano, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective", a proposta do curador-geral, o arquiteto italiano Carlo Ratti, convida a refletir sobre la interconexão da arquitetura com outras disciplinas, como a arte, a inteligência artificial e a tecnologia, destacando também os territórios, as paisagens e, sobretudo, as pessoas que habitam e moldam coletivamente nosso ambiente construído.
No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.
Durante o período pós-guerra no século XX, o Sul Global esteve sob forte influência de profissionais de arquitetura do exterior, frequentemente convidados por governos locais para aportar sua expertise e visão inovadora. Vistos como símbolos de modernidade, edifícios projetados por "starchitects" elevaram a imagem dessas nações. Décadas mais tarde, mesmo com o avanço na capacidade das indústrias locais, o desejo pelo talento estrangeiro persiste. Trata-se de um resultado natural da globalização ou a presença contínua de escritórios internacionais no Sul Global reflete uma dependência persistente?
A arquitetura está sendo remodelada pela inteligência artificial, pelas mudanças climáticas e pelas transformações nas estruturas sociais. Na SCI-Arc, estudantes aprendem a enfrentar esses desafios de frente, utilizando o design como ferramenta para moldar um mundo em rápida mutação.
Neste semestre, os Ateliês Verticais (Vertical Studios) de nível avançado da SCI-Arc trazem o mundo para dentro da sala de aula. Cada um é liderado por um/a arquiteto/a atuante no mercado e na vanguarda da profissão — desde a fabricação experimental até o design urbano e ambiental. A partir de projetos reais e de sua experiência profissional, o corpo docente desafia os/as estudantes a se engajarem com as realidades do presente e a projetarem com precisão, empatia e imaginação.
Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.
No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.
No momento de criar espaços de exposição, o design da experiência, a proposta de percurso ou a transmissão de certas percepções e sentidos contribuem para a criação de diferentes vínculos e conexões entre os objetos exibidos e seus visitantes. Compreendendo o caráter de um showroom como aquele espaço pensado para mostrar produtos e serviços de forma criativa e experiencial, que estratégias de design poderiam melhorar as experiências internas de seus usuários? Como o design de interiores dialoga com a arquitetura de exposição?