
E se o melhor tipo de brincadeira não for o mais seguro? Há décadas, as cidades constroem playgrounds para serem limpos, coloridos e fáceis de supervisionar. No entanto, esses espaços — projetados mais para a tranquilidade dos adultos do que para a curiosidade das crianças — muitas vezes eliminam o que torna o brincar verdadeiramente transformador: o risco, a imprevisibilidade e a autonomia. Padrões de segurança cada vez mais rígidos, o encolhimento do espaço público e a mercantilização dos equipamentos de lazer limitaram ainda mais as possibilidades de exploração independente das crianças. De um depósito de sucata na Copenhague dos anos 1940 às paisagens de concreto da Amsterdã do pós-guerra, um pequeno grupo de arquitetos/as, urbanistas e ativistas desafiou a ideia de que o brincar deve ser ordenado e controlado. Seus playgrounds não convencionais — feitos de peças soltas, materiais brutos e formas abstratas — deram às crianças a liberdade de construir, demolir, explorar e se sujar.






































