No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.
A saúde tornou-se uma preocupação central na arquitetura, no planejamento urbano e no design, impulsionada por uma crescente consciência sobre como o ambiente construído influencia o bem-estar físico, mental, social e ambiental. Em 2025, essa percepção foi além de tipologias de edifícios especializados ou de métricas de desempenho, passando a ocupar o centro das decisões arquitetônicas e moldando a forma como os espaços são concebidos, construídos e habitados em diversos contextos. Arquitetos e arquitetas já não tratam a saúde como um requisito externo, mas sim como uma condição fundamental da vida cotidiana.
À medida que o solstício marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte, ele também chama a atenção para um aspecto com o qual a arquitetura lida há muito tempo, mas que muitas vezes negligencia: o tempo. Para além da forma ou da função, edifícios e espaços são continuamente moldados por ciclos de luz e escuridão, mudanças sazonais e ritmos ambientais que afetam a maneira como são habitados.
Nos últimos anos, um número crescente de projetos de arquitetura começou a trabalhar explicitamente com esses ciclos. Em vez de projetar espaços para funcionar de uma única maneira fixa, arquitetos/as estão criando ambientes que se transformam ao longo do dia, das estações ou em resposta a fenômenos naturais como o percurso do sol, as fases lunares, os padrões de vento ou os ritmos circadianos. Esses projetos operam em diálogo com o tempo, surgindo, transformando-se e ativando-se de forma diferente conforme as condições ambientais.
A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.
Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.
Detalhe da Rede de Quiosques Garifuna. Imagem cortesia de 24 Grados Arquitectura
Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.
MVRDV e Universidade de Tecnologia de Delft publicam _Le Grand Puzzle_, um estudo urbano de Marselha no sul da França. Imagem cortesia de HÇläne Bossy, Manifesta
Na arquitetura, a maior parte da prática profissional gira em torno da entrega de projetos aos clientes. Os escritórios são moldados por prazos, orçamentos e diretrizes (briefings) claras. Embora essa estrutura produza edifícios, raramente deixa espaço para que profissionais da arquitetura questionem questões mais amplas — sobre como vivemos, como as cidades estão mudando ou o que o futuro exige do design. Contudo, paralelamente a esse sistema focado na produção, surgiu um movimento mais silencioso: estúdios, coletivos e fundações que priorizam a pesquisa, a experimentação e a reflexão. São os chamados think tanks de arquitetura — espaços concebidos não para construir de imediato, mas para pensar primeiro.
A ideia de um think tank não é nova. Tradicionalmente presentes na política, na economia ou na ciência, os think tanks reúnem especialistas para estudar problemas complexos e propor soluções. Na arquitetura, sua ascensão revela uma tensão no cerne da disciplina. Para que a arquitetura continue social e ambientalmente relevante, ela pode continuar dependendo apenas de uma prática orientada pelo cliente? Ou deve abrir espaço para investigações mais lentas e profundas?
Em um cenário global marcado por transformações aceleradas, 2025 consolidou-se como um ano decisivo para a arquitetura — não apenas pelos grandes eventos que mobilizaram o circuito internacional mas, sobretudo pelas vozes que neles se destacaram. Da Bienal de Arquitetura de Veneza à Expo Osaka, os pavilhões e instalações dos países do Sul Global deixaram de operar como meros gestos expositivos para se afirmar como territórios de memória, resistência e imaginação, articulando narrativas que ampliam os horizontes do debate arquitetônico contemporâneo.
Neles, tradição e futuro caminham lado a lado: materiais ancestrais reaparecem reinventados, feridas históricas ganham forma sensível e a urgência social se traduz em propostas que desafiam modos estabelecidos de construir e de habitar o mundo.
Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.
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Segundo Lugar: Branch. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do concurso de arquitetura Howard Waterfall Retreat, um desafio internacional de projeto desenvolvido em estreita colaboração com o Howard Family Trust. O concurso convidou arquitetos/as e designers a proporem um refúgio familiar multigeracional inserido em uma paisagem florestal de propriedade privada no noroeste da Pensilvânia, centrado na presença marcante das quedas d'água Howard Falls e do desfiladeiro circundante.
Em vez de prescrever uma solução arquitetônica única, o programa enfatizou um diálogo cuidadoso entre arquitetura e natureza. Solicitou-se aos/às participantes que considerassem como um refúgio poderia equilibrar a vida compartilhada e a privada, responder à topografia íngreme e aos sistemas hídricos, e integrar-se de forma sustentável em um ambiente ecológico sensível. O projeto também pedia uma interpretação do legado familiar, incentivando os/as designers a reconhecer a história do local e do chalé de verão original, ao mesmo tempo em que imaginavam um refúgio capaz de evoluir ao longo das gerações.
O ambiente construído da Índia tem, nos últimos anos, ganhado visibilidade por meio de um número crescente de projetos transformadores de arquitetura e infraestrutura. Cidades e povoados crescem em escala mais rapidamente a cada ano, apesar das crescentes preocupações com a volatilidade climática e econômica. O país tem demonstrado resiliência ao equilibrar a rápida urbanização com a escassez de recursos; um feito nada desprezível. As práticas arquitetônicas da Índia raramente se apoiam apenas na novidade; elas se estruturam sobre sistemas que existem há séculos. Por meio do especial Building for Billions, do ArchDaily, histórias recorrentes têm destacado a inteligência social e a capacidade adaptativa incorporadas a essas práticas, revelando uma arquitetura que opera menos como forma isolada e mais como infraestrutura.
A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.
Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.
Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?
No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.
Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?
Ao longo dos últimos anos, o discurso arquitetônico tem sido moldado pela emergência de novas vozes, territórios redescobertos e por um compromisso crescente com formas compartilhadas de conhecimento. Essas preocupações permanecem plenamente presentes em 2025 como debates contínuos que ganham cada vez mais densidade e nuance. Questões sobre quem produz arquitetura, a partir de quais contextos e sob quais condições continuam centrais, cada vez mais informadas por práticas que operam de forma coletiva, interdisciplinar e para além da autoria individual.
Essa continuidade se reflete em como a arquitetura é entendida menos como um objeto acabado e mais como um processo contínuo integrado a sistemas sociais, culturais e ambientais. Persistem as discussões sobre agência, participação e produção de conhecimento, acompanhadas de uma atenção contínua a contextos rurais, periféricos e historicamente marginalizados. Em vez de privilegiar uma única escala ou geografia, a arquitetura é abordada como uma prática que transita entre territórios, reconhecendo as condições desiguais que moldam como os espaços são projetados, construídos, mantidos e habitados.
Na arquitetura contemporânea, os espaços comerciais deixaram de ser apenas pontos de venda para se tornarem palcos onde identidade, imagem e experiência convergem. Lojas, showrooms e interiores de marcas funcionam frequentemente como laboratórios onde arquitetos/as experimentam com forma, material e luz, traduzindo narrativas corporativas em experiências espaciais. Nesse contexto, o/a arquiteto/a surge como um/a mediador/a do desejo, moldando atmosferas que guiam a percepção, evocam emoções e influenciam o comportamento de forma sutil. Esse papel revela uma complexa intersecção entre design e capitalismo: a criação de espaços que vendem não apenas produtos, mas também aspirações, estilos de vida e significados culturais. Ao transformar o comércio em uma performance arquitetônica, esses projetos convidam à reflexão sobre como a disciplina negocia sua própria agência em um mundo onde a visibilidade e a imagem se tornaram tão essenciais quanto a função.
A seleção deste ano das melhores casas latino-americanas reúne tanto renovações quanto projetos construídos do zero, abarcando reinterpretações de técnicas construtivas locais e respostas arquitetônicas inovadoras. As obras estão situadas em uma ampla variedade de contextos, desde ambientes urbanos densos até paisagens rurais e litorâneas isoladas.
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Vencedor do Primeiro Prêmio: Edge of presence. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do Re-Form: New Life for Old Spaces, um concurso internacional de ideias que investiga o reuso adaptativo de edificações existentes em pequena escala. O certame convidou profissionais de arquitetura e design a propor transformações de estruturas usadas, abandonadas ou negligenciadas com uma área de implantação aproximada de 250 metros quadrados, localizadas em qualquer parte do mundo. Sem terreno ou programa predefinidos, estimulou-se a busca por alternativas à demolição e a novas construções por meio de estratégias de reuso fundamentadas em preocupações sociais e ambientais contemporâneas.
Por ser um concurso de formato aberto, o Re-Form priorizou a sustentabilidade, a viabilidade e o impacto comunitário em detrimento de restrições formais ou tipológicas. As propostas enviadas variaram de inserções urbanas precisas a intervenções rurais mais especulativas, refletindo uma ampla gama de abordagens no trabalho com o tecido preexistente. Muitos projetos focaram em como espaços limitados e, frequentemente, marginais poderiam ser reativados para viabilizar novas formas de uso coletivo, respondendo simultaneamente a condicionantes materiais, climáticas e ecológicas.
Em toda a América Latina, a reforma tem se concentrado menos na mera preservação e mais na resposta às mudanças nos modos de vida. Em vez de congelar os edifícios no tempo, muitos projetos contemporâneos trabalham com estruturas existentes para adaptá-las a novas rotinas domésticas, dinâmicas sociais e necessidades espaciais. Por meio de alterações estratégicas de materiais, composição, cor e luz, essas intervenções reinterpretam os espaços cotidianos, mantendo uma forte conexão com seu contexto original.
Nesse processo, casas e apartamentos tornam-se palcos de transformação onde o fluxo, a continuidade e os espaços compartilhados são cuidadosamente reconsiderados. A reforma funciona como uma ferramenta arquitetônica precisa, que prioriza a iluminação natural, a abertura e a flexibilidade para acolher a vida cotidiana em constante evolução. Em vez de impor novas formas, esses projetos reaproveitam o que já existe, alinhando as decisões espaciais aos hábitos e rituais de quem neles habita.
Em 2025, os projetos de design de maior impacto na Índia desenrolaram-se, em grande parte, longe dos olhos do público. Enquanto a atenção pública convergia para museus, marcos culturais e fachadas de forte apelo visual, a arquitetura que moldou de forma mais decisiva a vida cotidiana situava-se no subsolo, nas franjas urbanas ou no interior de complexos de segurança que poucos habitantes chegariam a adentrar. Redes de esgoto foram reconstruídas, túneis de escoamento de enchentes foram escavados sob bairros densos, subestações foram elevadas acima de planícies de inundação e data centers se multiplicaram pelas paisagens periurbanas. Estas não eram obras periféricas de engenharia; eram os sistemas espaciais que permitiram às cidades indianas manterem-se funcionais sob ondas de calor recordes, monções erráticas e um crescimento urbano acelerado.
Bratislava, a capital de rápido desenvolvimento da Eslováquia—localizada no coração da Europa—continua a fortalecer sua presença no mapa arquitetônico europeu. Como um polo crescente de design contemporâneo—que já abriga projetos de Zaha Hadid Architects, Massimiliano & Doriana Fuksas, Stefano Boeri, Studio Egret West e Snøhetta—, a cidade agora alcançou outro marco importante: foi anunciado um concurso internacional de arquitetura e desenho urbano para moldar o futuro do Zváračák, um dos últimos grandes vazios industriais próximos ao centro da cidade.
Em 2025, o campo da arquitetura foi marcado por um calendário intenso de exposições, por uma desaceleração moderada na construção civil em diversas regiões e por um período de reflexão que examina o impacto da inteligência (artificial e natural) — tanto na prática profissional e na cultura do ambiente de trabalho quanto em seu uso como ferramenta pedagógica. Ao longo deste ano, o ArchDaily publicou mais de 30 entrevistas em diversos formatos — perguntas e respostas, conversas presenciais, vídeos especiais e muito mais. Esses diálogos abordaram temas como sustentabilidade e natureza, habitação e desenvolvimento urbano, IA e inteligência, reuso adaptativo e vida pública, além de terem acompanhado de perto importantes plataformas de exposição, incluindo a Bienal de Veneza, a Expo 2025 Osaka, a Semana de Design de Milão, o Concentrico, entre outras.
Em meio a inúmeras perguntas, reflexões e debates sobre como repensar o que um hotel pode ser, a arquitetura hoteleira atual enfrenta complexidades crescentes que abrangem a experiência do/a usuário/a, a responsabilidade ambiental e a relação com o contexto local. O design contemporâneo de hotéis demonstra uma intenção clara — e cada vez mais proeminente — de se integrar de forma fluida e harmoniosa ao seu entorno, construindo um senso de identidade que responde às culturas, tradições e ao caráter local. A interconexão com a natureza, somada à reinterpretação dos hotéis como espaços de diálogo com o entorno, estabelece uma relação direta que expande seus limites para além da história e das origens das diversas práticas que moldaram — e continuam a definir — suas características locais e filosofia de vida.
Em uma época em que muitos hotéis são projetados para parecerem destinos, o verdadeiro desafio é conceber hotéis que surjam organicamente de seu destino. No entanto, como integrar projetos urbanos de grande escala em paisagens sensíveis sem descaracterizá-las? Como é possível construir com alta densidade preservando um senso de intimidade e criar identidade em locais que já carregam um forte caráter local?