Diz o ditado popular: 'Diga-me com quem andas e te direi quem és'. Em outras palavras, as pessoas com quem escolhemos nos associar revelam muito sobre o nosso próprio caráter.
A julgar por esse provérbio, a reputação da Mara, empresa sediada em Brescia, parece estar em alta. A marca com o selo Made in Italy, há muito especializada na produção de sistemas e elementos de mobiliário com forte componente técnica, vive um momento de renovação de identidade, transitando de uma fabricante tradicional de escritórios para uma marca que atende tanto ao segmento corporativo quanto ao residencial. Além disso, as parcerias de design externo que firmou recentemente revelam o nível de sua ambição. AMDL CIRCLE e Michele De Lucchi, Christophe Pillet, Ferruccio Laviani e Marcello Ziliani trazem, cada um, uma indiscutível bagagem de experiência em design e uma produção amplamente premiada.
As reclamações de arquitetos e arquitetas são inúteis. O edifício com estrutura leve de madeira sobre embasamento — o chamado 5-over-1 — veio para ficar. "A Caixa", como gosto de chamá-la, utiliza a tecnologia híbrida de uma base de concreto e aço sob uma estrutura leve de madeira, sendo usada predominantemente para habitação a preço de mercado. Apesar da reação negativa comum à sua estética banal, seu apelo para uma grande parcela de consumidores de apartamentos é inegável. É também, obviamente, um sucesso entre as incorporadoras.
À medida que Kharkiv inicia sua longa jornada de recuperação após o devastador conflito na Ucrânia, um concurso global de projetos foi lançado pela Norman Foster Foundation e pela Buildner para reimaginar um dos marcos mais importantes da cidade: a Praça da Liberdade. Símbolo do planejamento urbano da era soviética, a praça, juntamente com o Edifício da Administração Regional, foi severamente danificada por um ataque de mísseis em 1º de março de 2022. O ataque deixou o edifício em ruínas e a praça com as marcas do conflito.
Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.
Essencialmente, o projeto de fachadas deve aliar proteção, desempenho e impacto visual, tornando-se um elemento arquitetônico definidor. A evolução das fachadas reflete os avanços em materiais, tecnologia e flexibilidade de projeto. Antigamente, as fachadas utilizavam materiais simples como tijolo, pedra e madeira, oferecendo suporte estrutural ao mesmo tempo em que expressavam estilos regionais. Com o tempo, novos materiais como ferro e aço foram introduzidos, permitindo edifícios mais altos com fachadas de vidro contínuas que marcaram o início do modernismo nos centros urbanos. O século XX trouxe o concreto armado e o alumínio para o perímetro das edificações, possibilitando projetos mais leves e variados. Avanços recentes em materiais de alto desempenho, como os painéis compostos e revestimentos de base biológica, oferecem aos profissionais de arquitetura novas opções estéticas e de eficiência energética. A STACBOND exemplifica essa inovação, viabilizando soluções de projeto criativas e sustentáveis.
O clima do Canadá é conhecido por seus contrastes drásticos, variando de invernos rigorosos a verões quentes. Grandes áreas metropolitanas como Toronto, Montreal e Vancouver enfrentam uma variedade de condições climáticas extremas: nevascas intensas, tempestades de gelo e temperaturas congelantes são comuns. Em alguns casos, os termômetros podem despencar para menos de -30 °C, especialmente em cidades como Montreal ou Quebec. Por sua vez, essas condições climáticas impõem desafios significativos a profissionais de arquitetura e engenharia ao projetarem com determinados materiais. Nesse cenário, o tijolo continua sendo um material de construção popular, não apenas por sua condutividade térmica relativamente baixa — o que o torna um bom isolante durante o inverno —, mas também por sua profunda ligação com o patrimônio arquitetônico do país.
Se outrora o tijolo era um material estrutural primário, seu papel na arquitetura moderna mudou, passando a ser utilizado predominantemente em vedações e revestimentos externos. Isso permite que profissionais de arquitetura experimentem com o tijolo como elemento de textura e design, em vez de se concentrarem em suas capacidades estruturais. Embora o clima de fato influencie a escolha dos materiais, a importância histórica do tijolo e sua capacidade de criar texturas e padrões complexos em fachadas fazem dele uma escolha atraente para projetos contemporâneos em todo o Canadá. Profissionais da arquitetura contemporânea estão constantemente encontrando novas maneiras de reinterpretar esse material clássico, explorando diferentes paginações e texturas de superfície que agregam riqueza estética, ao mesmo tempo que garantem a resiliência dos edifícios diante das condições climáticas extremas.
Conceito de cápsula EGGER - Decorative Collection 24+ . Imagem cortesia de EGGER
Atualmente, os ciclos de mudança na sociedade e na arquitetura têm gerado novos modelos urbanos, tecnologias emergentes e tendências de design que reforçam a necessidade de uma adaptabilidade constante em todas as áreas. Nesse contexto, aspectos como flexibilidade, confiabilidade e simplicidade surgem como elementos distintivos, tanto na arquitetura quanto nos componentes que a constituem, incluindo os materiais. Por essa razão, linhas como a Coleção Decorativa EGGER 24+, desenvolvida a partir de materiais derivados da madeira, buscam redefinir conceitos por meio de uma série rotativa, atualizada no máximo a cada dois anos. Essa dinâmica possibilita uma resposta mais ágil às novas tendências, influências e inovações de produtos que surgem no ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140759/de-madeira-pedra-aco-e-cores-unicolores-uma-colecao-decorativa-para-tendencias-em-rapida-evolucaoEnrique Tovar
Caminhar sobre um piso de vidro é uma experiência única que mistura deslumbramento com um toque de inquietação. A transparência cria a ilusão de vazio sob os pés, apesar do suporte firme, gerando uma desconexão visual que faz com que cada passo pareça hesitante, como se estivesse flutuando ou cruzando uma ponte invisível. Embora o vidro seja projetado para garantir a segurança, a mente muitas vezes o associa à fragilidade, gerando uma curiosa tensão entre confiança e dúvida. É essa mistura de emoções que torna a caminhada sobre um piso de vidro algo tão inesquecível.
Os pisos de vidro modernos são incrivelmente resistentes, graças a materiais e processos de fabricação avançados. Geralmente feitos de vidro laminado — composto por múltiplas camadas unidas por uma película intermediária durável —, eles são projetados para evitar o estilhaçamento em fragmentos cortantes. Em termos de capacidade de carga, um piso de vidro bem projetado pode suportar pesos equivalentes ou superiores aos dos materiais de revestimento tradicionais, muitas vezes ultrapassando 500 quilos por metro quadrado, dependendo do projeto e da aplicação. Ao pisar em um piso de vidro, não se trata apenas de caminhar: é flutuar, suspenso entre a realidade e a ilusão, em uma proeza emocionante do design moderno.
Al-Imam Al-Shafi'i. Imagem cortesia de Megawra - Built Environment Collective
Cairo, muitas vezes chamada de "Cidade dos Mil Minaretes", ostenta uma das tapeçarias culturais e arquitetônicas mais ricas do mundo. Seu patrimônio reflete séculos de influências diversas, desde monumentos faraônicos até a arquitetura islâmica e mameluca. No entanto, a preservação desse legado é um desafio constante diante das pressões urbanas, das mudanças climáticas e das dinâmicas socioeconômicas. A conservação do patrimônio no Cairo não se resume a salvaguardar essas estruturas, mas sim a integrá-las à vida das comunidades locais, garantindo que permaneçam como espaços dinâmicos e acessíveis.
Na vanguarda dessa missão está a Dra. May al-Ibrashy, arquiteta e conservadora cuja abordagem inovadora e voltada para a comunidade redefiniu a forma como o patrimônio é preservado. Como fundadora do Megawra–Built Environment Collective, ela tem trabalhado incansavelmente em bairros como Al-Khalifa, Al-Hattaba e Sayyida Zeinab para restaurar monumentos históricos ao mesmo tempo em que cria espaços públicos vibrantes. Seu trabalho faz a ponte entre a preservação arquitetônica e a regeneração urbana, garantindo que esses distritos históricos funcionem tanto como marcos culturais quanto como espaços vivos e funcionais para a população local.
Vencedor do Primeiro Prêmio. Imagem cortesia de Buildner
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, distribuindo um prêmio total de 150.000 EUR. A competição deste ano, agora em sua sétima edição, atraiu arquitetos/as e designers, tanto profissionais quanto estudantes, de 115 países.
O que faz de um edifício arquitetura? O eterno debate sobre o que distingue a arquitetura da mera construção utilitária frequentemente inclui a habitação social e de baixo custo como um tema de grande influência, despertando diferentes pontos de vista. Esta questão é particularmente significativa no contexto latino-americano, onde condições singulares vão além das preocupações com custos, sejam elas impostas ou inevitáveis. O acesso limitado ao financiamento, a prevalência da autoconstrução e a disseminação de assentamentos informais são fatores interligados que moldam o ambiente construído. Essas dinâmicas fomentam uma estética que, para alguns, desafia as noções de boa arquitetura, manifestando-se em paisagens urbanas onde os materiais aparentes se tornam uma característica definidora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140763/narrativas-nao-polidas-materiais-aparentes-na-habitacao-social-da-america-latinaEnrique Tovar & José Tomás Franco
O A' Design Award está de volta com uma nova seleção de premiados/as e uma chamada para inscrições, expandindo os limites do design criativo com uma mensagem clara: "o bom design merece grande reconhecimento". Este ano, um júri composto por 278 membros avaliou propostas em 185 categorias distintas, que incluem o Good Industrial Design Award, o Good Product Design Award e o Architecture Design Award, destacando o melhor do design global.
A Villa Cavrois se consolida como um poderoso testemunho do modernismo inicial e da visão do arquiteto Robert Mallet-Stevens. Construída entre 1929 and 1932 em Croix, na França, esta residência histórica foi encomendada por Paul Cavrois, um importante industrial do setor têxtil, com o objetivo de materializar os valores modernos e abrigar sua família em crescimento. O projeto de Mallet-Stevens funde os ideais modernistas a uma estética luxuosa e funcional que rompe drasticamente com os estilos tradicionais, configurando um espaço definido por linhas puras, proporções equilibradas e materiais inovadores.
Muito mais do que uma casa de família, a Villa Cavrois foi concebida como um manifesto arquitetônico, apresentando novas e ousadas ideias para o desenho residencial que inspirariam gerações futuras. Sua distribuição espacial meticulosamente planejada, seus recursos tecnológicos avançados e a conexão harmoniosa com a paisagem circundante a posicionaram como um símbolo do habitar moderno.
Buildner anunciou os resultados do seu concurso Hospice - Home for the Terminally Ill, o terceiro de uma série de desafios de ideias arquitetônicas focados na criação de espaços humanizados para pessoas que enfrentam doenças terminais. O concurso incentivou arquitetos/as a irem além dos modelos médicos tradicionais, projetando ambientes que priorizam o conforto, a dignidade e o senso de comunidade.
Interruptores de alavanca LS 1912. Imagem cortesia de JUNG
Barragán, Bofill, Graves e Le Corbusier são figuras da arquitetura renomadas por seu uso excepcional e sensível da cor. Em suas abordagens, a cor assume uma importância quase comparável à funcionalidade, alcançada por meio de uma percepção detalhada e abrangente de seu contexto. Mas o que é a cor? Do ponto de vista técnico, trata-se de uma percepção visual que surge da interação da luz com nossos olhos e cérebro. No entanto, ao explorarmos seu significado em um nível mais emocional e poético, ela assume um sentido mais profundo. Para Ricardo Bofill, a cor infunde vida à arquitetura, ao passo que para Charles-Édouard Jeanneret — mais conhecido como Le Corbusier —, ela serve como uma ferramenta poderosa para evocar emoções e criar ilusões espaciais.
Em 'Polychromie Architecturale', Le Corbusier argumenta que a cor não é apenas um elemento decorativo, mas também uma ferramenta fundamental para criar ambientes e potencializar a funcionalidade dos espaços arquitetônicos. Essa ideia, desenvolvida entre 1931 e 1959, articula-se em torno de um sistema composto por uma gama de cores, no qual cada tom tem sua relevância e contribui para a criação de atmosferas que transcendem o mero projeto arquitetônico. Um exemplo disso é a gama de interruptores de alavanca LS 1912 da JUNG, que combina um design clássico com opções avançadas de controle e apresenta as diversas variações de tonalidade das 63 cores do sistema de cores de Le Corbusier.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140756/inteligente-e-retro-interruptores-de-alavanca-avancados-harmonizados-com-o-sistema-de-cores-de-le-corbusierEnrique Tovar
É evidente que a infraestrutura educacional é fundamental para qualquer comunidade. Quanto melhor for a qualidade desses espaços, melhor será o aprendizado de quem os utiliza. No entanto, esses estabelecimentos frequentemente desempenham uma função muito mais abrangente do que a meramente educativa. Em comunidades do Sul Global, em países como Peru ou Vietnã, onde grande parte da população vive em zonas rurais distantes dos centros urbanos, não apenas os espaços educativos são escassos, mas também faltam pontos onde toda a comunidade — e não apenas os/as estudantes — possa se reunir.
Museu Nacional Sheikh Zayed / Foster + Partners. Imagem cortesia de Foster + Partners
Com a proximidade do fim de 2024, o mundo da arquitetura volta seus olhos para 2025, um ano que promete revelar projetos transformadores em todo o mundo. Desde marcos culturais na Ásia — como o "Grand Ring" de Sou Fujimoto para a Expo 2025 em Osaka e o Museu de Ciência de Hainan, do escritório MAD Architects, na China — até desenvolvimentos urbanos dinâmicos, como o Harajuku Quest do OMA em Tóquio e a Elbtower de David Chipperfield em Hamburgo, esses projetos refletem o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a preservação do patrimônio cultural.
Na América do Norte, o Shirley Chisholm Recreation Center do Studio Gang, no Brooklyn, e o Lucas Museum of Narrative Art, em Los Angeles, destacam o papel da arquitetura no fortalecimento dos laços comunitários. Enquanto isso, a Europa aguarda a torre residencial híbrida de Shigeru Ban na Antuérpia e o Centro de Visitantes do Parque Nacional de Butrint, na Albânia, projetado por Kengo Kuma, evidenciando a interseção entre o design contemporâneo e o contexto local. À medida que essas obras ganham forma, oferecem um vislumbre do poder da arquitetura de redefinir espaços e inspirar comunidades.
Exposición central en Faena Art Center . Image Cortesía de La Bienal
No último sábado, 12 de outubro, foi realizada a cerimônia de premiação da 19ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Nesta edição, foram concedidos prestigiados prêmios e reconhecimentos em diversas categorias, destacando os projetos e obras de arquitetura mais relevantes em nível internacional dos últimos anos. Com a participação de um júri internacional, o Comitê Diretivo da Bienal, integrado por Carlos Sallaberry, Roberto Converti, Miguel Jurado, Daniel Muñiz, Carlos Dibar, Matías Glusberg, Lorenzo Shakespear e Claudia Faena, avaliou tanto as propostas exibidas quanto os projetos previamente selecionados por meio de convocatória aberta.
A arquitetura detém um poder que vai além da criação de edifícios — trata-se de uma prática que molda a maneira como as pessoas vivem, interagem e prosperam em suas comunidades. Ela também pode funcionar como uma ferramenta de inovação social. A partir da compreensão de processos centrados no ser humano, do design participativo e das ciências sociais, profissionais da área conseguem abordar desafios societários como a solidão, a desigualdade e a saúde pública, transformando espaços em vetores de equidade social e engajamento. O papel da arquitetura na definição do futuro das comunidades responde diretamente às necessidades humanas e à promoção de transformações sociais ativas.
"Ó bela, por teus céus espaçosos, por tuas ondas douradas de trigo, terá existido outro lugar na Terra onde tantas pessoas de riqueza e poder pagaram por e toleraram tanta arquitetura que detestavam quanto dentro de tuas fronteiras abençoadas hoje em dia?"
Tom Wolfe escreveu isso em seu livro de 1981, Da Bauhaus ao Nosso Caos. O conflito entre o designmoderno e o tradicional mal diminuiu desde então, como fica evidente neste artigo recente. Nos Estados Unidos, os edifícios modernos frequentemente enfrentam aversão por parte da comunidade, por motivos já conhecidos: a percepção de frieza e a falta de sensibilidade contextual, o impacto no caráter local e a perda de continuidade histórica. Contudo, sob outra perspectiva, a crítica ao design moderno encontra ainda mais força em uma escala maior: a da cidade. As cidades estadunidenses modernas são marcadas por congestionamentos e poluição, desigualdade social e gentrificação, perda de senso comunitário e de espaços culturais, além da escassez de áreas públicas utilizáveis.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140781/arquitetura-contemporanea-e-a-cidade-modernaGerhard W. Mayer
Anne Lacaton, reconhecida por seu trabalho inovador ao lado de seu parceiro Jean-Philippe Vassal, trabalha há décadas para expandir os limites da arquitetura de habitação sustentável e socialmente responsável. A dupla laureada com o Prêmio Pritzker é celebrada por sua abordagem inovadora em relação à habitação social e pelo compromisso em melhorar a qualidade de vida de moradores e moradoras. Sua filosofia de trabalho centra-se na criação de espaços generosos e adaptáveis que repensam a forma como vivemos coletivamente. Diretamente de San Sebastián, o ArchDaily teve a oportunidade de entrevistar a vencedora do Prêmio Pritzker para aprofundar-se em sua prática e filosofia arquitetônica. Na entrevista, a arquiteta abordou seus valores fundamentais, a importância do reúso na habitação social e as tendências promissoras no design de habitação coletiva que emergiram desta primeira edição da premiação.
Na 'The Thai Silk Company', Jim Thompson combina tradição com modernidade no artesanato. Imagem cortesia de Jim Thompson
Hoje, há apenas um punhado de nomes no mundo têxtil contemporâneo que carregam um legado histórico tão significativo e uma biografia tão extraordinária entrelaçada em sua trajetória. Jim Thompson é uma marca repleta de romantismo. Natural de Delaware, ele serviu militarmente no Sudeste Asiático e trabalhou para o Office of Strategic Services (OSS), o serviço de inteligência dos EUA. Com o fim do conflito, estabeleceu-se na Tailândia, construindo uma nova vida fundamentada em seu fascínio pela beleza e pelo fazer artesanal intrínsecos ao país. Naquela época, a tecelagem de seda tradicional era ameaçada pelos tecidos industriais, e foi então que ele descobriu uma comunidade de tecelões e tecelãs de seda excepcionalmente talentosos em Bangkok. Ele trabalhou em estreita colaboração com esse grupo para desenvolver a produção e aproximá-lo de outras comunidades têxteis talentosas, incluindo uma em Pak Thong Chai, Korat — província no nordeste da Tailândia. Seus esforços foram fundamentais para revitalizar a indústria da seda na Tailândia, um legado que perdura até hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140848/elevando-espacos-interiores-com-o-artesanato-textil-modernoMark C. O'Flaherty
Fundada em 1864, a Universidade Gallaudet tornou-se a primeira instituição de ensino estadunidense voltada para pessoas surdas e com deficiência auditiva. A universidade é oficialmente bilíngue, adotando a Língua de Sinais Americana (ASL) e o inglês escrito em todos os seus programas pedagógicos. Ao longo dos anos, a instituição expandiu-se, adaptando tanto seus métodos de ensino quanto suas instalações às demandas de seus estudantes. Esse processo permitiu aprender com a própria comunidade estudantil a superar desafios cotidianos e criar um ambiente mais seguro e acolhedor. Esses aprendizados consolidaram-se em diretrizes de projeto, desenvolvidas para conscientizar a comunidade de arquitetura sobre estratégias capazes de tornar os espaços mais acessíveis para todos.
Esta seleção curada da Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que demonstram o uso de formas orgânicas em diferentes tipologias arquitetônicas e programas. Frequentemente, a arquitetura orgânica serve como prova do que somos capazes de criar em 2024, inovando em termos de tecnologia estrutural e de materiais. Do HospiWood, de Vincent Callebaut, ao Cadence Art Center, de Zomorrodi & Associates, estes exemplos revelam uma mudança no pensamento de projeto. Seja em uma villa residencial nos Estados Unidos ou em um resort estruturado em torno de uma piscina curvilínea nos Países Baixos, a arquitetura orgânica tem se consolidado como uma tendência global.