Selecionado como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório NAAW representa uma nova geração de estúdios de arquitetura que estão remodelando a prática contemporânea na Ásia Central. Fundado em 2019 por Elvira Bakubayeva e Aisulu Uali, o estúdio atua na interseção entre pesquisa, colaboração interdisciplinar e experimentação espacial, posicionando a arquitetura como uma ferramenta de reflexão e um agente ativo na construção da identidade cazaque contemporânea.
A revitalização de centros históricos tem se tornado uma estratégia recorrente nas cidades centro-americanas que buscam reafirmar a relevância simbólica, econômica e funcional de seus núcleos tradicionais. Esses processos frequentemente combinam reabilitação física, investimento institucional e um controle mais rígido sobre o espaço público. San Salvador oferece um caso recente e instrutivo, que permite compreender como as intervenções em espaços cívicos herdados equilibram a melhoria da infraestrutura com a conservação do patrimônio e a regulação social. Além disso, possibilita avaliar como essas escolhas ecoam em debates mais amplos sobre a transformação urbana na região.
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Villa Tai. Imagem cortesia de ARK Architects
A residência unifamiliar continua sendo um dos territórios mais complexos da arquitetura contemporânea. Ao mesmo tempo íntima e técnica, cotidiana e simbólica, ela concentra debates sobre conforto, sustentabilidade, paisagem e modos de vida, além de servir como um instrumento para projetar a identidade de quem ali habita. É nesse campo que atua o escritório ARK Architects. Sediado em Marbella e Sotogrande, o trabalho do estúdio, sob a direção criativa do cofundador Manuel Ruiz Moriche, desenvolve-se a partir de uma relação direta entre arquitetura, luz natural e contexto ambiental.
Programas voltados à hospitalidade, especificamente cafeterias e centros sociais, são definidos em parte por seu papel como "terceiros lugares": âncoras sociais que fazem a ponte entre a vida privada e a pública. Ao contrário de programas residenciais ou comerciais de escritórios, que exigem divisões rígidas para privacidade e funcionalidade, esses espaços dependem de ambientes amplos e em plano aberto. Isso viabiliza uma estratégia arquitetônica de intervenção mínima, permitindo que o envelope estrutural permaneça intacto. Ao evitar a subdivisão do espaço, a equipe de projeto mantém linhas de visão desimpedidas para a alvenaria original, as estruturas de madeira ou os tetos decorativos, garantindo que a narrativa histórica do edifício permaneça como protagonista. Simultaneamente, a atividade comercial proporciona a manutenção necessária e o engajamento público indispensáveis para garantir a existência contínua do local.
Restauração de Bir Ettin / Bled El Abar Collective. Imagem cortesia de Bled El Abar Collective
Em alguns idiomas, a própria palavra para edifício (como *immeuble*, em francês) refere-se à sua imobilidade. A disciplina de engenharia relacionada às edificações é denominada *estática*. Assim, a arquitetura está intimamente associada ao que é fixo e imóvel. No entanto, para milhões de pessoas nômades em todo o mundo, os abrigos devem ter uma estrutura leve e essencialmente móvel, enquanto o lar é a vasta paisagem onde residem. Esses estilos de vida, que carregam séculos de tradição, são constantemente ameaçados pela atração exercida pela vida sedentária em vilas e cidades. Na Tunísia, um projeto reconhece o risco de perda desse patrimônio e busca melhorar as condições de vida de pastores/as nômades.
Vencedor do Primeiro Prêmio: A Thread Through Time. Imagem cortesia de Buildner
Buildner anunciou os resultados do Dubai Urban Elements Challenge, um marco entre os concursos internacionais de design, organizado em colaboração estratégica com a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA). Com um prêmio total de 2.000,000 AED (aproximadamente €500.000), a iniciativa representa uma das mais expressivas competições globais de design financiadas por recursos públicos com foco em transformação urbana.
O concurso foi concebido como uma plataforma prospectiva de inovação e contratação para um dos ambientes metropolitanos de evolução mais rápida do mundo. Os/as participantes foram convidados/as a propor elementos urbanos modulares e responsivos ao clima — sistemas de assentos, dispositivos de sombreamento, infraestrutura de iluminação, componentes de sinalização (wayfinding), áreas de descanso e estruturas de microcomércio — projetados para valorizar a vida de pedestres e fortalecer a identidade do espaço público de Dubai.
A arquitetura começa como um encontro com a gravidade. Trata-se do antigo ato de assentar o peso sobre a terra, de persuadir a matéria a se erguer, sustentar e abrigar. Sob essa condição fundamental de peso, no entanto, reside uma possibilidade mais silenciosa: a de que a própria densidade pode gerar uma sensação de leveza — uma condição perceptual na qual o corpo, plenamente convencido da gravidade da matéria, passa a vivenciar o espaço como suspensão.
Grande parte da arquitetura contemporânea tem buscado a leveza por meio da redução: estruturas mais esbeltas, superfícies mais lisas e transições cada vez mais fluidas entre interior e exterior. Aqui, a leveza é equiparada ao desaparecimento, como se a gravidade pudesse ser superada ao se retirar a presença material. Contudo, existe outro registro no qual a leveza não resulta da ausência, mas sim da intensificação. Ela emerge quando a presença material se torna tão precisa, tão plenamente afirmada, que passa a alterar a própria percepção — quando a massa permanece pesada, mas deixa de se comportar de forma meramente inerte.
A visualização de arquitetura há muito desempenha um papel fundamental na comunicação e na formatação de ideias de projeto. Hoje, essa atribuição está se expandindo. Com o avanço da inteligência artificial, a visualização passa a se integrar de maneira mais profunda a todo o fluxo de trabalho de projeto, viabilizando iterações mais rápidas e tomadas de decisão mais fundamentadas.
A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.
O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.
Pico House, parte do Distrito Histórico de Los Angeles Plaza. Imagem por Daniel L. Lu - Trabalho próprio, CC BY-SA 4.0
Hoje, a forma urbana de Los Angeles é caracterizada pela dispersão urbana do século XX e por uma extensa infraestrutura rodoviária. No entanto, a realidade física do núcleo original da cidade revela uma história mais complexa, profundamente enraizada na herança hispânica. De fato, Los Angeles não se originou do sistema de divisão de terras padronizado estadunidense que define a maior parte do território dos Estados Unidos. Em vez disso, é produto da tradição urbana espanhola nas Américas, que seguiu uma estrutura repetida em grandes cidades do continente. A intersecção desses sistemas criou uma história e uma geometria urbana em camadas, que permanecem visíveis no traçado viário contemporâneo da cidade.
Quando Los Angeles foi fundada em 1781 como um pueblo por Felipe de Neve, tratava-se de um posto avançado do Vice-Reino da Nova Espanha. Os vice-reinos eram divisões políticas dos territórios espanhóis na América e, no final do século XVIII, a Nova Espanha era vasta. Estendia-se desde o sul da Costa Rica até o extremo norte na Alta Califórnia, limitando-se a leste com o Rio Mississippi e os recém-independentes Estados Unidos da América. Naquela época, a Cidade do México funcionava como o principal centro administrativo e econômico, fazendo com que regiões de fronteira como a Alta Califórnia dependessem de uma tríade específica de assentamentos: missões (religiosas), presídios (militares) e pueblos (civis).
Fachada de correntes de alumínio na loja Disney Glamour Store / SRA Architectes – Etienne Jacquin. Imagem Cortesia de Kriskadecor
Em ambientes altamente curados como a Disneyland Paris, a arquitetura opera sob um conjunto diferente de expectativas. Não se exige dos edifícios apenas desempenho técnico; eles também precisam se comunicar, muitas vezes instantaneamente. Nesse contexto, a fachada se torna um marco visual que funciona como um limiar, mediando a luz, o ar e a percepção. Uma estratégia que tem ganhado força nesse cenário é o uso de sistemas de envoltórias semiopacas. Sem serem totalmente transparentes nem completamente fechados, esses sistemas de fachada introduzem profundidade e variabilidade.
Nicolás Valencia conversa em Santiago com o arquiteto chileno Cristián Izquierdo, autor do livroComposición centralizada, uma seleção de oito ensaios sobre oito casas projetadas e construídas por Izquierdo no Chile, entrelaçando teoria e prática.
Quem é Cristián Izquierdo? É arquiteto pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e mestre (MSc) pela Columbia University. É sócio da Izquierdo Lehmann Arquitectos e fundador do Taller Tecton, onde desenvolve projetos cívicos de baixas emissões. É autor de Composición Centralizada e El material de lo construido. Recebeu reconhecimentos como o Architectural Record Design Vanguard e a Medalha AOA de Arquiteto Jovem Destacado. É professor na Pontifícia Universidade Católica do Chile.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093954/oito-casas-de-madeira-no-chile-com-cristian-izquierdoArchDaily Team
In a história arquitetônica do território mexicano, o ambiente construído funcionou não apenas como um palco humano, mas como uma infraestrutura biológica projetada para organizar a proximidade entre as espécies. A lógica espacial resultante não é uma performance solo, mas uma coexistência negociada entre corpos humanos e animais. Examinar essa herança hoje significa desviar o foco analítico da autoria estilística em direção a um fenômeno mais fundamental: a persistência de práticas espaciais que surgiram para sustentar formas de vida compartilhadas.
Muitas das características arquitetônicas hoje interpretadas como marcadores culturais ou estéticos — portais monumentais, pátios amplos e superfícies duráveis — podem ser compreendidas, na verdade, como vestígios materiais de um contrato entre espécies. Durante séculos, cavalos, mulas e o gado não foram elementos externos à arquitetura, mas habitantes essenciais cuja presença física moldou a escala, a circulação e as escolhas materiais. Seus corpos deixaram marcas mensuráveis no espaço, desde a altura das entradas que acomodavam cavaleiros e amazonas até sistemas de pavimentação projetados para resistir aos cascos, ao atrito e ao desgaste biológico. Em nenhum lugar esse contrato era mais visível do que no térreo da casa colonial.
Em toda a América do Sul, a arquitetura resiste através dos materiais que utiliza, aqueles que persistem ao longo do tempo. O bambu, o tijolo, a madeira e o concreto surgem em diferentes regiões, conectando clima, trabalho e cultura de maneiras que garantem sua permanência através das gerações. Sua continuidade não depende exclusivamente de preservação ou tombamento. Depende do uso.
Sob essa perspectiva, a memória cultural não reside primordialmente em monumentos ou imagens, mas sim na prática. Ela sobrevive em gestos repetidos: no assentamento de tijolos, na amarração de nós de guadua, na montagem de estruturas de madeira, na concretagem de lajes que antecipam um novo pavimento. Essas ações são transmitidas menos por manuais do que pela participação direta. Com o tempo, formam sistemas de conhecimento integrados ao hábito e à necessidade. Os materiais perduram não por simbolizarem o passado, mas porque continuam cumprindo sua função.
Não faz muito tempo, em um período recente o suficiente para parecer atual, a arquitetura entrou em um momento no qual os edifícios passaram a ser interpretados como produtos. Essa abordagem trouxe disciplina e uma perspectiva renovada para uma indústria que, frequentemente, valoriza a novidade mais do que a clareza operacional. Ao direcionar os exercícios formais em direção à repetibilidade, experiência do usuário, desempenho e escalabilidade, preparou-se o terreno para que as edificações fossem avaliadas como "produtos". A arquitetura passou a responder de forma mais direta sobre o seu funcionamento, a clareza com que comunica seu uso e a consistência com que entrega a experiência pretendida.
A disciplina do design de produto renova a perspectiva dos profissionais de arquitetura que projetam para um futuro em constante transformação. Além de oferecer um novo vocabulário e parâmetros de projeto, a área traz consigo a responsabilidade: um produto deve funcionar de maneira confiável ao longo do tempo e em diferentes contextos. Ele deve se estruturar como um sistema de decisões, e não como uma mera coleção de partes. Desse modo, a qualidade já não é medida apenas pela singularidade, mas sim pela consistência e pela capacidade de gerar uma experiência previsível para quem o ocupa.
Nas últimas décadas, cidades de todo o mundo testemunharam um aumento na demolição de vias expressas elevadas de concreto. Taipé, Seul, Portland e Boston, por exemplo, vivenciaram a ascensão e a queda dessas infraestruturas para dar lugar a parques e a novas propostas de regeneração urbana. Em outros casos, como em Montreal, no Canadá, houve forte oposição popular às vias expressas antes mesmo de serem construídas, o que resultou no desvio de viadutos, na preservação do patrimônio e na liberação das vistas para a orla. Em São Francisco, nos Estados Unidos, a história da Embarcadero Freeway é uma dessas narrativas que servem como estudo de caso sobre a ambição infraestrutural de meados do século XX, a reação da comunidade ao projeto e sua eventual reversão em prol da conectividade urbana.
Sunlight House / HEIN-TROY Architects. Imagem cortesia de VELUX
A arquitetura pode moldar o conforto antes mesmo que os sistemas mecânicos entrem em cena? Em um cenário no qual os edifícios respondem por quase 40% do consumo global de energia e as pessoas passam cerca de 90% do tempo em espaços internos, o conforto térmico tornou-se uma das preocupações mais urgentes da arquitetura. No entanto, embora seja frequentemente associado a índices de isolamento, classificações energéticas ou sistemas mecânicos, o desempenho térmico começa com decisões espaciais tomadas muito antes da introdução de equipamentos técnicos. Orientação, fluxo de ar, luz natural e a implantação de aberturas influenciam diretamente como um edifício absorve, retém e dissipa calor ao longo do dia.
O desempenho térmico não se resume a reduzir a demanda de energia, mas também a manter condições internas confortáveis em resposta ao clima. Estritamente ligado ao conforto térmico — a maneira como os/as ocupantes vivenciam a temperatura, o fluxo de ar, a umidade e o calor radiante —, ele influencia a saúde, o bem-estar e a produtividade na mesma medida em que afeta a eficiência operacional. Pesquisas sugerem que ambientes internos saudáveis podem melhorar a capacidade de aprendizado e a produtividade em até 15%, reforçando a relação cada vez mais evidente entre desempenho ambiental, resiliência e qualidade espacial.
Com 48 leitos psicogeriatras e 68 apartamentos acessíveis para cadeirantes, acomodações para cuidadores/as informais e espaço para cuidados domiciliares, o edifício De Keyzer foi inaugurado em Amsterdã em 2011. Seu programa havia sido concebido inteiramente para pessoas idosas que necessitam de assistência, mas, logo após a conclusão da obra, o edifício foi vendido a um fundo de investimento e os apartamentos começaram a ser alugados para famílias jovens com crianças.
Para os/as arquitetos/as do projeto, Tom Frantzen e Karel van Eijken, o episódio poderia ter sido interpretado como uma falha de previsão. Em vez disso, tornou-se uma confirmação. "Isso mostrou, com muita clareza, que os edifícios podem acabar sendo usados de maneiras completamente diferentes das originalmente planejadas", lembra Frantzen. A transformação só foi possível porque os apartamentos eram generosos e porque a estrutura permitia usos mais diversos do que os previstos no programa original. Caso o edifício tivesse sido projetado exclusivamente para sua função inicial, a mudança de uso provavelmente exigiria uma reforma destrutiva ou, em caso extremo, a demolição.
Barcelona é a primeira cidade na história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA a sediar o evento duas vezes. A edição de 1996, Presente e Futuros: Arquitetura nas Cidades, aconteceu em um momento de forte efervescência, quando a cidade pós-olímpica consolidava um modelo urbano que se tornaria um dos mais estudados e contestados do urbanismo contemporâneo, e quando a arquitetura aprendia a pensar a grande metrópole como seu principal campo de investigação. Trinta anos depois, a mesma cidade retoma a questão sob uma condição distinta: aquela em que o ambiente construído não pode mais ser compreendido como um objeto autônomo, mas apenas por meio dos sistemas ecológicos, materiais e políticos mais amplos que o sustentam. O tema do Congresso de 2026 — Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição — não abandona as preocupações urbanas de 1996; ele as reabre a partir de uma escala planetária.
A equipe de curadoria por trás desta edição, formada por Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres, aborda a arquitetura como uma ferramenta crítica e transformadora enraizada no território, atuando na intersecção entre prática profissional, pesquisa e ensino. Seu programa estrutura o Congresso em torno de seis linhas temáticas interconectadas (Devir Mais-que-humano, Devir Circular, Devir Incorporado, Devir Interdependente, Devir Hiperconsciente e Devir Sintonizado) e o distribui por três locais de características bastante distintas — Les Tres Xemeneies del Besòs, o Disseny Hub em Glòries e o CCIB —, cada um escolhido tanto pelo que representa quanto pelo que pode abrigar.
De sistemas de revestimento acústico e térmico a blocos de alvenaria e tecidos produzidos a partir de resíduos agrícolas, a experimentação com materiais de base biológica continua a impulsionar soluções sustentáveis para a indústria da construção civil. Diante da necessidade urgente de repensar como concebemos e interagimos com os materiais que moldam o ambiente construído, profissionais, pesquisadores/as e educadores/as vêm abordando diferentes escalas de projeto e fases de planejamento, reconhecendo a importância de reduzir as emissões de carbono e o impacto ambiental do setor. Em parceria com o Projeto Bagaceira, o protótipo de painel acústico e térmico Sugarcrete®, desenvolvido pela University of East London (UEL), demonstra como o design de baixo carbono pode transformar resíduos agrícolas em materiais de construção de alto desempenho.
Conceito de banheiro Waterway por Haihua Zhang e a coleção de banheiro AXOR Archivio por Barber Osgerby. Imagem cortesia de AXOR
A água sempre ocupou uma posição singular na arquitetura: elementar, mas elusiva; funcional, mas simbólica. Trata-se tanto de um material quanto de um meio que molda cidades, estrutura rituais e influencia a percepção do espaço. Em diferentes culturas, a água é compreendida não apenas como fonte de vida, mas também como portadora de significados, associada à purificação, à renovação e à continuidade. Sua presença no ambiente construído frequentemente vai além da utilidade prática, tornando-se um recurso por meio do qual a arquitetura estimula os sentidos e constrói atmosferas.
Em 2026, Barcelona se tornará o epicentro mundial da arquitetura ao ser nomeada Capital Mundial da Arquitetura pela UNESCO e pela UIA. Esse reconhecimento reforça o papel da cidade como laboratório urbano de inovação, sustentabilidade e design contemporâneo. Nesse contexto, estudar um mestrado em arquitetura em Barcelona representa uma oportunidade para arquitetos, arquitetas e profissionais do setor que buscam se especializar e se conectar com as tendências que estão transformando a disciplina.