
Geralmente caracterizados por suas configurações ao ar livre, ofertas diversas, vendedores/as locais e independentes, caráter temporário e por atuarem como polos sociais, os mercados de rua e as feiras livres existem há milhares de anos. Desde a época do Fórum Romano até a Rota da Seda e os mercados da Grécia Antiga, eles são, sem dúvida, partes essenciais da vida urbana, ou “o centro de tudo o que é não oficial.” Classificados em sua maioria no âmbito da economia informal devido à falta de regulamentação e autorização, os mercados de rua no Sul Global muitas vezes têm sido vistos como uma ameaça ao desenvolvimento urbano. No entanto, esses espaços urbanos inconstantes e adaptáveis desempenham funções fundamentais em qualquer cidade em desenvolvimento, atuando como pilares comunitários em diversas facetas da sociedade.
Formuladores/as de políticas e autoridades municipais há muito lutam contra a informalidade, considerando-a a “antítese da modernidade”. Convencionalmente, a economia informal consiste em atividades com valor de mercado que não são registradas formalmente, sendo muitas vezes desregulamentadas, não documentadas e operando fora do sistema de incentivos oferecido pelo Estado. Os/as vendedores/as ambulantes, especificamente no Sul Global, constituem uma parcela substancial da economia informal. Além disso, à medida que as cidades crescem e avançam em seu desenvolvimento, os espaços públicos tornam-se mais disputados e privatizados, o que resulta em uma missão generalizada de remover os mercados de rua ou pressioná-los rumo à formalização.





























