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Pavilhão de Design da Espanha explora reversibilidade, artesanato e espaço público em Frankfurt 2026

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O que acontece quando a materialidade se torna a força motriz do design? Como uma infraestrutura cultural pode expressar sua própria identidade? O Pavilhão de Design da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 reúne a inovação criativa do país para enfrentar desafios contemporâneos por meio de uma releitura do legado arquitetônico de Gaudí. Concebido como uma infraestrutura cultural reversível, o projeto ativa o espaço público ao mesmo tempo que amplia o debate sobre o uso de materiais, a circularidade e o reúso. Em vez de reproduzir formas históricas, o pavilhão adota uma abordagem contemporânea e operacional, destacando a colaboração entre a indústria, o design e a cultura espanhola ao explorar princípios estruturais e construtivos enraizados na geometria, na eficiência material e na relação entre forma e sistema.

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Oito casas de madeira no Chile com Cristián Izquierdo

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Nicolás Valencia conversa em Santiago com o arquiteto chileno Cristián Izquierdo, autor do livro Composición centralizada, uma seleção de oito ensaios sobre oito casas projetadas e construídas por Izquierdo no Chile, entrelaçando teoria e prática.

Quem é Cristián Izquierdo? É arquiteto pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e mestre (MSc) pela Columbia University. É sócio da Izquierdo Lehmann Arquitectos e fundador do Taller Tecton, onde desenvolve projetos cívicos de baixas emissões. É autor de Composición Centralizada e El material de lo construido. Recebeu reconhecimentos como o Architectural Record Design Vanguard e a Medalha AOA de Arquiteto Jovem Destacado. É professor na Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Como os cursos d'água e a memória moldam o design de banheiros

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A água sempre ocupou uma posição singular na arquitetura: elementar, porém elusiva; funcional, mas simbólica. Trata-se de um elemento que atua tanto como material quanto como meio, moldando cidades, estruturando rituais e influenciando a percepção do espaço. Em diferentes culturas, a água é compreendida não apenas como fonte de vida, mas também como portadora de significados associados à purificação, à renovação e à continuidade. Sua presença no ambiente construído frequentemente transcende a mera utilidade, tornando-se um recurso por meio do qual a arquitetura dialoga com os sentidos e constrói atmosferas.

Uma era de renovações: 6 motivos pelos quais as membranas de cobertura podem prolongar a vida útil de estruturas existentes

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As coberturas dos edifícios estão avançando por meio de um processo de otimização multidimensional que abrange inovações tecnológicas, novos materiais, eficiência energética e métodos construtivos mais rápidos. De coberturas verdes e sistemas de captação de água da chuva a painéis solares, profissionais da arquitetura contemporânea buscam equilibrar estética, desempenho, durabilidade e impacto ambiental em seus projetos. A reforma de coberturas não apenas prolonga a vida útil dos edifícios, mas também reflete um compromisso ecológico ao melhorar a eficiência e a sustentabilidade.

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Por que a adoção de software falha sem capacitação

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Ao migrar da prancheta para a tela do computador, a digitalização de desenhos e documentações marcou a primeira fase da transformação digital nos escritórios de arquitetura. A segunda introduziu o BIM, conectando as informações do projeto por meio de plataformas em nuvem e fluxos de trabalho colaborativos. Hoje, surge uma nova fase, definida pela inteligência artificial, pela automação e por ecossistemas de software mais especializados. O paradoxo é que, enquanto as fases anteriores eram dominadas por um pequeno número de ferramentas, o cenário atual oferece uma abundância de soluções altamente especializadas, potencializadas por IA e frequentemente sobrepostas, que disputam a atenção dos profissionais. Embora a aquisição de novos softwares seja frequentemente a parte mais simples da transformação digital, o maior desafio reside em alterar fluxos de trabalho e comportamentos consolidados — razão pela qual muitas ferramentas novas enfrentam dificuldades para alcançar uma adoção duradoura.

ARK Architects: Monumentalidade silenciosa e diálogo com a paisagem

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A residência unifamiliar continua sendo um dos territórios mais complexos da arquitetura contemporânea. Ao mesmo tempo íntima e técnica, cotidiana e simbólica, ela concentra debates sobre conforto, sustentabilidade, paisagem e modos de vida, além de servir como um instrumento para projetar a identidade de quem ali habita. É nesse campo que atua o escritório ARK Architects. Sediado em Marbella e Sotogrande, o trabalho do estúdio, sob a direção criativa do cofundador Manuel Ruiz Moriche, desenvolve-se a partir de uma relação direta entre arquitetura, luz natural e contexto ambiental.

Por dentro da arquitetura contemporânea do Cazaquistão: Explorando a obra do NAAW

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Selecionado como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório NAAW representa uma nova geração de estúdios de arquitetura que estão remodelando a prática contemporânea na Ásia Central. Fundado em 2019 por Elvira Bakubayeva e Aisulu Uali, o estúdio atua na interseção entre pesquisa, colaboração interdisciplinar e experimentação espacial, posicionando a arquitetura como uma ferramenta de reflexão e um agente ativo na construção da identidade cazaque contemporânea.

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Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte

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Dando continuidade ao panorama das cidades da Copa do Mundo da FIFA 2026, chegamos àquela que é atualmente a cidade mais habitável da América do Norte: Vancouver. Apelidada de cidade de vidro pelo artista Douglas Coupland — em referência à estética arquitetônica predominante de aço e vidro em seu centro urbano —, a cidade apresenta, na verdade, uma arquitetura diversa, que vai de edifícios eduardianos do século XX a singulares projetos modernistas do século XXI.

Vancouver é conhecida por sua alta qualidade de vida e proximidade com a natureza. Embora isso tenha um custo elevado, a cidade oferece serviços de alto padrão e amplos espaços públicos e de lazer, refletidos em sua arquitetura. Há muitos edifícios corporativos e institucionais reaproveitados que ganharam uma nova vida como espaços públicos e de hospitalidade.

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Uma imagem que vale mais que mil pixels: transformando a Disneyland Paris em uma tela

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Em ambientes altamente curados como a Disneyland Paris, a arquitetura opera sob um conjunto diferente de expectativas. Não se exige dos edifícios apenas desempenho técnico; eles também precisam se comunicar, muitas vezes instantaneamente. Nesse contexto, a fachada se torna um marco visual que funciona como um limiar, mediando a luz, o ar e a percepção. Uma estratégia que tem ganhado força nesse cenário é o uso de sistemas de envoltórias semiopacas. Sem serem totalmente transparentes nem completamente fechados, esses sistemas de fachada introduzem profundidade e variabilidade.

Ao contrário dos revestimentos convencionais, os sistemas de limiar opacos funcionam como filtros. Eles amenizam a exposição solar, viabilizam a ventilação natural e garantem privacidade sem romper a continuidade visual. Essas características são valiosas em contextos urbanos e comerciais, onde as edificações buscam equilibrar a resposta ambiental com o impacto da experiência espacial. Tais sistemas também se tornam portadores de narrativas, incorporando referências culturais, padrões ou imagens à própria pele arquitetônica.

Da Indústria à Sala de Estar: Mobiliários de Metal na Arquitetura de Interiores

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Como um material concebido para pontes, fábricas e grandes estruturas chegou ao banco da sala, à estante do apartamento, à mesa do café? O metal atravessou séculos associado ao esforço, à máquina e à monumentalidade — das estruturas expostas das Exposições Universais do século XIX à lógica produtiva da indústria moderna. Sua presença no interior doméstico não é um dado óbvio, mas uma conquista cultural: a transformação de um material fabril em elemento de uso cotidiano, íntimo e próximo do corpo.

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Como Enquadrar a Paisagem: Estratégias Projetuais Aplicadas em Residências

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No momento de implantar uma casa no terreno, um dos primeiros passos consiste no reconhecimento do território que a circunda, identificando suas potencialidades e tensões. Nesse processo, inevitavelmente selecionamos, recortamos, ocultamos ou potencializamos determinadas vistas, moldando a experiência arquitetônica de acordo com as sensações que se deseja fomentar.

Estabelece-se, portanto, uma hierarquia visual que orienta o olhar, determinando o que deve ser visto, de que maneira e com qual intensidade emocional, sendo capaz de definir como o usuário interpreta o entorno. Nesse contexto, a estratégia projetual ultrapassa o campo da decisão estética para atuar como uma manipulação da experiência fenomenológica do espaço. Ao selecionar um fragmento específico do horizonte por meio de uma abertura controlada, ou dissolver os limites entre interior e exterior com amplos planos envidraçados, a arquitetura passa a operar como uma lente. Ela pode enfatizar a pequenez da escala humana diante da vastidão do território ou, em sentido oposto, domesticar a natureza, incorporando-a como parte da vida cotidiana.

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Quando a escola se torna cidade: 6 projetos no Sul Global que fortalecem suas comunidades

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A educação e a cultura sempre se consolidaram como pilares estratégicos para promover transformações sociais profundas. Nesse sentido, a qualidade das infraestruturas físicas não é apenas uma questão funcional, mas um elemento estruturante para a efetivação de políticas públicas consistentes — especialmente em territórios marcados pela precariedade urbana, desigualdades históricas e fragilidade institucional. Diante desse cenário, a arquitetura escolar pode assumir um papel que vai muito além da sala de aula, tornando-se catalisadora da transformação social.

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Ingrediente arquitetônico: 15 restaurantes brasileiros que ampliam fronteiras

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A relação entre arquitetura e gastronomia transcende a simples funcionalidade de um espaço para comer. Trata-se de uma simbiose sensorial onde o ambiente prepara o paladar tanto quanto o tempero. A estética visual de um prato pode ser compreendida a partir de princípios de volumetria, equilíbrio, contraste e ritmo — conceitos igualmente caros ao desenho arquitetônico. Da mesma forma, a arquitetura do restaurante — suas cores, iluminação e escolha de materiais — atua como um ingrediente invisível que pode elevar a experiência gastronômica ou comprometer a percepção do sabor antes mesmo da primeira garfada. Ambas as disciplinas são dinâmicas e reflexos diretos de comportamentos sociais e tendências culturais que ditam a maneira como ocupamos o espaço e como alimentamos o corpo.

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As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen

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Símbolos do desenvolvimento tecnológico e da densidade urbana, os edifícios em altura, tal qual conhecemos hoje, surgiram no final do século XIX, principalmente nos Estados Unidos, como resposta ao crescimento acelerado do comércio urbano e à necessidade de expandir as cidades sem ocupar mais território. O termo arranha-céu, por exemplo, foi cunhado na década de 1880 e originalmente se referia a edifícios com cerca de 10 a 20 pavimentos — uma altura impressionante para a época.

No entanto, a ideia de construir verticalmente é bem mais antiga do que os arranha-céus de aço e vidro sugerem. Muito antes da revolução industrial, algumas sociedades já experimentavam formas de urbanização vertical como solução para limitações de espaço, defesa territorial ou adaptação ambiental.

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Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política do Petróleo

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Sob o solo encontra-se um material que, silenciosamente, moldou a arquitetura do mundo moderno. O petróleo raramente é debatido no discurso arquitetônico; no entanto, a extração, a circulação e o consumo desse recurso reorganizaram profundamente a lógica espacial dos territórios. Oleodutos, refinarias, plataformas de perfuração, portos, rodovias e complexos petroquímicos formam uma vasta paisagem de infraestrutura que sustenta a vida contemporânea, compondo uma arquitetura de energia dispersa.

Ao longo dos séculos XX e XXI, o petróleo tornou-se a base material da sociedade industrial. Ele abasteceu os transportes, alimentou fábricas e sustentou o crescimento de cidades cuja organização espacial dependia de fluxos contínuos de energia. Contudo, as infraestruturas que viabilizam esses fluxos raramente se tornam objetos de investigação arquitetônica. A atenção permanece amplamente direcionada para a forma, a tipologia ou a densidade urbana, enquanto os sistemas materiais que sustentam esses ambientes tendem a ser deslocados no âmbito da disciplina.

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Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem

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Os mirantes são estruturas destinadas à observação da paisagem a partir de pontos elevados. Implantados em meio à natureza ou no cenário urbano, funcionam como dispositivos que organizam o olhar e estabelecem uma relação direta entre o corpo e o território. Nessa fronteira entre o observador e a paisagem, os mirantes podem assumir diferentes configurações, desde pequenos gestos até estruturas monumentais, sempre em resposta ao contexto em que se inserem. Independente da escala, são – em certa medida -, tentativas de domesticar a vastidão, recortes precisos que tornam legível aquilo que, sem mediação, poderia se apresentar como excesso.

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Jaali, Muxarabi, Cobogó: As peles mais leves da arquitetura

Uma tela perfurada frequentemente é tratada como um elemento secundário, algo aplicado para suavizar a luz, decorar uma fachada ou adicionar textura onde, de outro modo, a parede pareceria plana. É fotografada como superfície, desenhada como padrão e discutida como trabalho artesanal. No entanto, em muitos edifícios pelo subcontinente indiano e pelo mundo islâmico, essa tela nunca foi um mero acréscimo. Era a própria parede. Ao removê-la, o edifício não muda apenas de aparência; ele perde a capacidade de regular o calor, circular o ar e mediar a relação entre o interior e o exterior.

Essa leitura equivocada revela mais sobre os hábitos contemporâneos do que sobre a tela em si. O pensamento arquitetônico há muito separa a estrutura da envoltória, o desempenho da expressão. Sob essa perspectiva, elementos como o jaali ou o muxarabi são facilmente categorizados como ornamentais, visualmente ricos, mas tecnicamente secundários. Contudo, essas telas foram concebidas como sistemas integrados, nos quais geometria, material e clima operam em conjunto. Sua inteligência reside naquilo que realizam.

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Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica

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Há um gesto ancestral em dar forma à terra. Muito antes da arquitetura se constituir como disciplina, o barro já era moldado pelas mãos e transformado pelo fogo, convertendo matéria bruta em utensílio doméstico e objeto cultural. Na história desse ofício, as fábricas de cerâmica marcam a transição do saber manual para a produção em série, ampliando sua escala sem romper completamente com a origem material. Dispersas por diferentes territórios, essas estruturas registram a relação entre técnica, paisagem e tempo. Com o passar das décadas, no entanto, muitas delas acabaram perdendo sua função original, sendo substituídas por processos mais tecnológicos ou fagocitadas pelo desenvolvimento urbano ao seu redor, passando a ocupar um estado intermediário, entre permanência e obsolescência.

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Clima e uso coletivo: permeabilidade arquitetônica na América Latina

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A arquitetura é frequentemente compreendida como uma questão de fechamento. Paredes definem o espaço, separando o interior do exterior e estabelecendo limites claros. No entanto, em muitos projetos na América Latina, essa distinção se torna menos precisa. Em vez de operarem como objetos fechados, os edifícios muitas vezes permanecem abertos, permitindo a passagem do ar, da luz e do movimento.

Essa condição vai além da forma. Em toda a região, a arquitetura responde há muito tempo a climas caracterizados pelo calor, pela umidade, pela forte exposição solar e pelas chuvas sazonais, bem como a culturas construtivas moldadas pela adaptação, pelo trabalho coletivo e pelo engajamento direto com o meio ambiente. Nesses contextos, interiores totalmente vedados nem sempre são a resposta mais eficaz. O espaço é frequentemente organizado por meio da sombra, da ventilação e de zonas intermediárias que regulam, em vez de isolar.

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Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência

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Mesmo o transeunte mais distraído é capturado pela presença monumental dessa estrutura situada no consolidado bairro valenciano de Benimaclet. Diante dela, qualquer tentativa de apreensão racional se desfaz. A lógica construtiva parece escapar enquanto o espaço se desdobra em tensões e desvios onde nada se oferece de imediato. Entre massas de concreto e a insurgência da vegetação, emerge um jogo quase coreográfico de planos, ângulos e rotações. Na vertigem desse encontro, percebe-se que o edifício não foi feito para ser compreendido, mas para ser experimentado.

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Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas

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Diferente de muitos programas industriais tradicionalmente ocultos atrás de fachadas neutras e espaços herméticos, as destilarias contemporâneas frequentemente expõem seus processos produtivos como parte essencial da experiência arquitetônica. O calor dos alambiques, os vapores da destilação ou os percursos da matéria-prima deixam de ser apenas operações técnicas para assumir protagonismo espacial.

Embora produzam bebidas distintas, os projetos selecionados a seguir compartilham desafios arquitetônicos semelhantes. Todos precisam organizar fluxos industriais, controlar condições específicas de temperatura, ventilação e armazenamento, além de compatibilizar áreas técnicas com percursos de visitação pública. Ao mesmo tempo, cada destilaria estabelece respostas particulares ao território em que se insere, revelando diferentes maneiras de relacionar produção e paisagem.

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As métricas que usamos definem as cidades que construímos: indicadores urbanos e a experiência vivida

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As cidades modernas são movidas por indicadores de desempenho. Elas movem milhões de pessoas todos os dias, concentram capital, separam os usos do solo e sustentam sistemas complexos de logística e consumo. Nesse sentido, a cidade funciona como um sistema a ser continuamente ajustado e otimizado.

As métricas dominantes hoje são familiares e amplamente conhecidas: veículos por hora, tempos médios de deslocamento, coeficientes de aproveitamento, rotatividade de estacionamento, novos projetos habitacionais e receita tributária por lote. Esses números descrevem uma cidade legível por meio da eficiência. São herdados de uma lógica industrial, na qual o espaço urbano é tratado mais como um mecanismo de produção do que como um ambiente vivenciado. Sob essa perspectiva, as cidades começam a mimetizar as necessidades e métricas de uma máquina.

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Design expográfico do "Complexo de Museus Tongyuan" por Diameter Narrative: um núcleo de experiência histórica e cultural na renovação urbana

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Diretrizes do projeto: Renovação urbana, marco cultural da Grande Baía e serviços culturais para a comunidade histórica da antiga cidade
A Antiga Cidade de Nantou está localizada no distrito de Nanshan, em Shenzhen, uma área em rápido desenvolvimento. Situada na margem leste da foz do Rio das Pérolas, sua história remonta a quase 1.700 anos, desde a criação da Prefeitura de Dongguan em 331 d.C. (sexto ano do período Xianhe da Dinastia Jin Oriental) [1]. Com a reforma e abertura de Shenzhen, o local não apenas preservou o traçado espacial de seus assentamentos históricos, mas também integrou o desenvolvimento industrial à habitação de alta densidade, tornando-se a “vila urbana” (chengzhongcun) mais singular de Shenzhen. Em 2019, com o início oficial do projeto de preservação e revitalização da Antiga Cidade de Nantou, o ponto de partida do nosso trabalho (Diameter Narrative Design - DND) para a curadoria e o design de experiência do “Conjunto de Pavilhões de Origem Comum” foi responder a duas questões fundamentais: como resgatar o contexto histórico de Nantou e como dialogar, por meio de um design inovador, com as demandas contemporâneas da renovação urbana? A história de Nantou remonta a 110 a.C., quando o governo da Dinastia Han estabeleceu ali o posto do oficial de sal de Panyu para gerenciar a produção salineira na margem leste da foz do Rio das Pérolas. Durante a Dinastia Jin Oriental, as sedes da Prefeitura de Dongguan e do Condado de Bao'an foram estabelecidas na região de Nantou, cuja jurisdição se estendia da margem leste da foz do rio até o atual leste de Guangdong. Posteriormente, governos centrais de várias dinastias estabeleceram ali órgãos administrativos políticos, econômicos e militares. Pode-se dizer que Nantou não apenas testemunha a origem comum entre Shenzhen e Hong Kong, mas também vivenciou de perto a evolução histórica da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau. Desde a sua concepção, o projeto de Nantou buscou se consolidar como um marco cultural humanístico para a Grande Baía, sendo o “Conjunto de Pavilhões de Origem Comum” a materialização do valor histórico-cultural da antiga cidade e um veículo de serviços culturais públicos para a comunidade.

Uma revolução na tecnologia de cozinha: o cooktop invisível da Gaggenau

O compromisso da Gaggenau com a inovação e com uma estética visualmente agradável na cozinha é amplamente reconhecido; seus eletrodomésticos buscam satisfazer o/a cozinheiro/a mais exigente e atender ao rigor do/a entusiasta do minimalismo. No entanto, seu último lançamento transforma completamente o conceito de design de eletrodomésticos.

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