1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

O que torna um lar resiliente? Eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes em todo o mundo. De apagões, furacões e terremotos a incêndios florestais, enchentes e secas, o mundo passa por um processo de transformação e adaptação que exige a colaboração entre diversas disciplinas. O papel da arquitetura no ambiente construído reflete uma oportunidade de repensar o desempenho das habitações sob condições ambientais em constante mudança — e não apenas antecipando o inesperado. Projetar visando à resiliência significa pensar de forma holística, considerando escolhas de materiais, sistemas de energia, paisagismo e detalhes construtivos que prevejam interrupções e ajudem as residências a se recuperarem rapidamente. Envolve a criação de uma arquitetura que evolui junto com o meio ambiente, que vale a pena ser preservada e que perdura por anos e gerações.

Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática - Image 1 of 4Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática - Image 2 of 4Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática - Image 3 of 4Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática - Image 4 of 4Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática - Mais Imagens+ 4

Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

O projeto ReGreeneration, uma iniciativa do programa Horizon Europe liderada pela Inetum e apoiada pelo C40 Cities, pela ARUP, pela Placemaking Europe, entre outros parceiros, atua como uma colaboração ativa entre governos locais, empresas privadas, academia e organizações da sociedade civil na interseção entre regeneração urbana, espaços públicos verdes e desenho em escala de bairro. Sua premissa aborda como as cidades europeias são construídas e mantidas, e de que forma vivenciam as mudanças climáticas, defendendo que os centros urbanos precisam mudar estruturalmente para continuarem habitáveis diante das crescentes pressões climáticas.

Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana - Imagen 1 de 4Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana - Imagen 2 de 4Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana - Imagen 3 de 4Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana - Imagen 4 de 4Reimaginando o bairro completo por meio da renaturalização urbana - Mais Imagens+ 12

Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Durante séculos, a arquitetura foi definida por uma permanência estática. Presume-se que um edifício seja fixo, com suas paredes e fundações imóveis no espaço. No entanto, um número crescente de arquitetos/as vem questionando essa premissa ao incorporar o movimento na própria essência e nas estruturas tectônicas das edificações.

Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.

Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço - Image 1 of 4Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço - Image 2 of 4Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço - Image 3 of 4Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço - Image 4 of 4Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço - Mais Imagens+ 36

Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile

Áudio disponível

Como o projeto de arquitetura pode se tornar uma ferramenta ativa de conservação? Ao considerar a natureza como uma fonte inesgotável de inspiração, uma conexão harmoniosa com ela contextualiza as inúmeras inter-relações existentes entre seres humanos, organismos vivos e ciclos naturais. Projetar com a paisagem significa aprender a coexistir com suas dinâmicas temporais sem tentar controlar seus processos. Tradições, ecologia e o passado e o presente de um lugar contribuem para criar espaços que interpretam suas comunidades. A arquitetura paisagística pode se inspirar em aves, plantas e outros elementos naturais para moldar a complexa e dinâmica rede de ecossistemas e atividades humanas que compõem o meio ambiente.

Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile - Imagem 1 de 4Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile - Imagem 2 de 4Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile - Imagem 3 de 4Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile - Imagem 4 de 4Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile - Mais Imagens+ 20

Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

No sul da China, existe um mito urbano recorrente — especialmente em Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou — sobre a importância de escolher um imóvel que evite a luz poente. Ao longo de décadas, o sol voltado para o oeste tem se mostrado uma condição particularmente difícil de conviver: seu ângulo baixo no fim da tarde, seu agressivo ganho de calor (especialmente no verão) e a maneira como penetra profundamente nos interiores. Com o aquecimento global e as estações cada vez mais quentes e longas, aquele tão romantizado "brilho do entardecer" é cada vez menos vivenciado como romance e mais como ofuscamento, calor e fadiga. Embora essa sabedoria circule como uma regra prática popular, ela carrega uma inegável clareza arquitetônica sobre a orientação dos edifícios: evitar a luz poente não diz respeito apenas ao conforto térmico, mas também a evitar a forma mais forte e intrusiva de iluminação direta — uma luz que incide no ângulo mais implacável, lavando superfícies, achatando a profundidade e transformando os ambientes em campos de desconforto de alto contraste.

Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais - 1 的图像 4Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais - 2 的图像 4Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais - 3 的图像 4Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais - 4 的图像 4Uniformemente iluminadas, sem excessos: Repensando a luminosidade nas cidades subtropicais - Mais Imagens+ 8

Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

A Honduras é o segundo maior país da América Central, tanto em território quanto em população. Hoje, sua malha urbana continua fortemente influenciada por princípios modernistas da década de 1970, que priorizavam corredores arteriais de alta velocidade e uma mobilidade "ponto a ponto" dependente do automóvel. Além disso, o país enfrentou muitos desafios em relação à segurança pública durante os anos 2010, o que contribuiu para a criação de um espaço urbano caracterizado por fachadas cegas, muros altos e condomínios fechados projetados para isolar o interior da esfera pública.

Tivemos a oportunidade de conversar com Alejandra Ferrera, arquiteta hondurenha criada em Danlí, uma cidade no leste de Honduras. Com mais de 15 anos de atuação profissional passando por Brasil, Holanda e Austrália, ela defende que, embora o projeto focado na segurança tenha sido uma necessidade funcional de sua época, ele resultou em uma experiência urbana fragmentada, na qual a rua funciona apenas como um vazio de trânsito, em vez de um local de encontro social. Para a arquiteta, mesmo que esse isolamento tenha sido uma medida de segurança justificada, ele gerou um distanciamento entre as pessoas e a cidade. Ela também argumenta que, de modo geral, a situação da segurança pública contribuiu para a criação de uma identidade nacional fragilizada, que frequentemente busca referências de qualidade no exterior, desconsiderando o potencial de seu próprio contexto.

Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras - Imagem 1 de 4Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras - Imagem 2 de 4Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras - Imagem 3 de 4Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras - Imagem 4 de 4Retomando a rua: Alejandra Ferrera sobre arquitetura e vida urbana em Honduras - Mais Imagens+ 10

Buildner lança o Unbuilt 2026 e revela os projetos vencedores do Unbuilt 2025

Áudio disponível

A Buildner lançou o Buildner's Unbuilt Award 2026, a terceira edição de seu concurso anual, que oferece um fundo de prêmios de 100.000 EUR.

A Buildner também anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2025, a segunda edição do concurso que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com um expressivo fundo de prêmios de 100.000 EUR, a iniciativa oferece uma vitrine global para que arquitetos/as e designers apresentem suas propostas não construídas mais instigantes, sejam elas conceituais, publicadas, inéditas ou totalmente desenvolvidas.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá - Imagen 1 de 4Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá - Imagen 2 de 4Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá - Imagen 3 de 4Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá - Imagen 4 de 4Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá - Mais Imagens+ 20

Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome

Áudio disponível

Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.

Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.

Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome - Image 1 of 4Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome - Image 2 of 4Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome - Image 3 of 4Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome - Image 4 of 4Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome - Mais Imagens+ 31

Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.

Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.

Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026 - Imagen 1 de 4Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026 - Imagen 2 de 4Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026 - Imagen 3 de 4Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026 - Imagen 4 de 4Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026 - Mais Imagens+ 5

Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.

O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.

Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - Imagem 1 de 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - Imagem 2 de 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - Imagem 3 de 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - Imagem 4 de 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - Mais Imagens+ 11

Chamada aberta para colaboradores/as especialistas no ArchDaily

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

O ArchDaily está à procura de um/a Colaborador/a Especialista para se juntar à nossa equipe de Conteúdo Patrocinado. Nesta função, você criará conteúdo editorial explorando produtos, materiais, projetos e ideias de arquitetura, mantendo a perspectiva focada em design e os padrões editoriais que definem o ArchDaily.

Esta função exige uma sólida compreensão de arquitetura e design, experiência com conteúdo de marca (branded content) ou patrocinado, e a capacidade de comunicar ideias complexas de maneira clara, envolvente e profissional. O conteúdo patrocinado no ArchDaily consiste em textos financiados por marcas e criados em parceria, apresentando produtos, projetos e ideias sob o tom de voz editorial do ArchDaily, com o objetivo de informar, inspirar e engajar o público leitor.

Quando a escultura se torna discurso: Reflexões sobre Mujassam Watan

Na cidade, a estética não se mede pela altura das torres ou pela largura das vias, mas por sua capacidade de evocar significados no espaço. Sob essa perspectiva, a iniciativa Mujassam Watan surge como algo que vai muito além de um mero esforço artístico. Ela envolve uma tentativa deliberada de redefinir a relação entre as pessoas e o lugar, entre a memória material e a identidade imaginada. Na cidade de Khobar, no Reino da Arábia Saudita — onde a modernidade urbana se cruza com uma rápida transformação social —, essa iniciativa levanta a seguinte questão: como uma escultura pode se tornar um texto aberto, lido visualmente e sentido pela experiência?

Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura

Acesso exclusivo | 

O território do Equador abrange uma notável diversidade de paisagens, que vão desde a Costa do Pacífico até os picos dos Andes, passando pela vasta extensão da floresta Amazônica e pelas vulcânicas Ilhas Galápagos. Cada região do país apresenta características singulares, refletidas em seus variados contextos ambientais, culturais e sociais. Embora a arquitetura latino-americana esteja enraizada em ricas tradições ancestrais, técnicas construtivas nativas e materiais locais, a arquitetura equatoriana contemporânea expressa uma identidade em evolução que combina esses elementos com as demandas atuais. Tradição e inovação, recursos locais e técnicas modernas, somados à responsabilidade social e à estética, interagem com o meio ambiente natural, as condições urbanas e os contextos sociais.

Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura - Imagem 1 de 4Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura - Imagem 2 de 4Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura - Imagem 3 de 4Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura - Imagem 4 de 4Arquitetura Equatoriana Contemporânea: Conectando Materiais, Meio Ambiente e Cultura - Mais Imagens+ 20

Projetando o conforto através de texturas, aconchego e sistemas de forro

Acesso exclusivo | 

Antes de compreendermos um espaço de forma racional, nós o percebemos sensorialmente. A luz, a proporção, a textura, a cor e a materialidade influenciam a maneira como o corpo interpreta um ambiente, definindo se ele parece acolhedor, frio, íntimo ou impessoal. Elementos visuais e cromáticos podem afetar diretamente a percepção de profundidade, atmosfera e escala nos interiores, sobretudo em edifícios contemporâneos caracterizados por grandes vãos e superfícies contínuas. Entre os elementos arquitetônicos que moldam essa experiência, o forro talvez seja um dos mais subestimados, apesar de sua profunda influência na maneira como o espaço é percebido e habitado.

O impacto duradouro do ensino de arquitetura: formando profissionais para questionar convenções

Acesso exclusivo | 

As escolas de arquitetura costumam deixar marcas duradouras em estudantes, moldando seu estilo e sua capacidade de questionamento crítico muito após o término da formação acadêmica. Por exemplo, o SCI-Arc, fundado em 1972 e sediado no centro de Los Angeles, é uma instituição reconhecida por sua cultura de experimentação, investigação crítica e independência criativa, construindo uma reputação baseada na ideia de que a arquitetura deve ser compreendida como um campo aberto ao diálogo com a arte, a tecnologia, o design e a cultura contemporânea. A diversidade de trajetórias de quem se forma na instituição demonstra como esse ambiente pode gerar abordagens profissionais distintas, porém unidas pela mesma disposição para explorar novas possibilidades.

O movimento como princípio de design para assentos em ambientes de trabalho

Durante décadas, profissionais aceitaram uma realidade desconfortável: horas passadas em uma mesa de trabalho frequentemente resultam em dores nas costas, inquietação constante e uma fadiga mental progressiva. Embora os assentos ergonômicos convencionais tenham buscado melhorar o conforto por meio de mecanismos ajustáveis, eles, em grande parte, continuaram a pressupor que o sentar-se de forma eficaz depende da manutenção de uma postura estável. A crescente compreensão da relação entre movimento, bem-estar físico e desempenho cognitivo sugere uma abordagem diferente, na qual o movimento se torna parte integrante da experiência de sentar-se, em vez de algo a ser minimizado.

Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista

Acesso exclusivo | 

Um bloco residencial em Nova Belgrado parece ordenado quando visto de longe. Lajes de concreto se repetem com consistência disciplinada, janelas se alinham em malhas ritmadas e sacadas se sobrepõem com a confiança de um sistema seguro de si. No entanto, a proximidade altera essa leitura. Uma sacada é fechada com esquadrias de alumínio, outra é suavizada por um sombreamento improvisado. O isolamento térmico engrossa parte de uma fachada, enquanto roupas estendidas moldam outra extremidade como um estudo de elevação involuntário. O distrito ainda se revela planejado, embora a ocupação tenha tornado sua ordem menos uniforme. Dentro dessa ordem, a repetição foi gradualmente reescrita pela ocupação.

Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 1 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 2 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 3 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - 4 的图像 4Projetada para se repetir, forçada a se adaptar: a arquitetura paralela da habitação socialista - Mais Imagens+ 10

Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras

Acesso exclusivo | 

São oito horas da manhã e o painel do carro indica 36°C nas ruas de San Pedro Sula, em Honduras. O céu está quase limpo: seu azul é intenso e as poucas nuvens que passam brilham sob o sol. O ar-condicionado dos carros — todos com vidros escurecidos — faz esquecer que, ao descer, o ar quente e úmido pesará sobre os ombros, provocando suor imediato.

Puerto Cortés, no Caribe, fica longe demais para um mergulho rápido, mas, no bairro de Armenta, o rio homônimo desce quase em silêncio da Sierra del Merendón e corre de oeste a leste entre pedras cinzentas. Na margem norte, as árvores altas e frondosas no topo do barranco dão sombra a uma praça longa, seca e empoeirada, enquanto as grossas raízes expostas conferem rugosidade ao terreno. Ali, o sol castiga menos.

Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 1 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 2 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 3 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Imagen 4 de 4Armenta Ressurge: arquitetura comunitária junto ao rio em Honduras - Mais Imagens+ 11

Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional

Acesso exclusivo | 

O futuro dos hubs de transporte nos Estados Unidos não será definido por icônicos terminais aeroportuários metropolitanos e amplas estações ferroviárias centrais. As comunidades rurais concentram a maior parte da malha rodoviária do país, respondem por quase metade de toda a quilometragem percorrida por caminhões e dão origem a dois terços do transporte ferroviário de carga. Essas realidades posicionam os hubs de transporte rurais como pontos vitais de acesso regional e centros de distribuição que moldam a mobilidade nacional fora dos modelos de expansão urbana.

Os hubs de transporte rurais nos Estados Unidos são âncoras cívicas e logísticas essenciais cujo sucesso não pode ser medido a partir de métricas urbanas. Em vez de replicar os hubs de transporte de tipologias urbanas densas, os/as projetistas estão desenvolvendo modelos arquitetônicos que refletem as realidades rurais: populações dispersas, infraestrutura predominantemente voltada à carga, multimodalidade modesta, desafios de segurança e demandas de acesso social. Em muitas regiões rurais, um terminal aeroportuário modesto sustenta a viabilidade econômica, uma estação de transbordo ferroviário conecta indústrias baseadas em recursos naturais aos mercados nacionais e um terminal de ônibus regional garante o acesso a emprego, educação e serviços essenciais.

Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional - Image 1 of 4Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional - Image 2 of 4Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional - Image 3 of 4Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional - Image 4 of 4Polos de transporte rural: projeto de infraestrutura, acesso e mobilidade regional - Mais Imagens+ 44

Lógica Insular: Como o Terreno Molda a Arquitetura Costeira

Acesso exclusivo | 

As paisagens costeiras frequentemente determinam muito mais do que apenas as vistas. Encostas íngremes, formações rochosas fragmentadas, vegetação densa, enseadas escondidas e acessibilidade limitada podem moldar como a privacidade, a circulação e a ocupação se desenvolvem antes mesmo de a arquitetura intervir no local. A proximidade com a água e o clima tornam os territórios costeiros altamente desejáveis para a habitação; no entanto, sua sensibilidade ecológica e geografia restrita costumam exercer pressão sobre a forma como o desenvolvimento se materializa. Ao contrário das cidades, onde a densidade pode apoiar a caminhabilidade, a infraestrutura e a vida urbana coletiva, os territórios costeiros operam por meio de relações mais frágeis entre a terra, a vegetação e a água.

Ao longo de muitas faixas litorâneas, o desenvolvimento tende a priorizar a visibilidade e a proximidade com o mar, organizando o solo por meio de uma ocupação concentrada e de redes de circulação expandidas. Contudo, certos locais podem orientar uma abordagem diferente, na qual a própria geografia se torna a principal força organizadora. Como a arquitetura pode ocupar uma paisagem sem dissolver as qualidades que tornam o lugar singular? Localizado em uma península isolada na costa mediterrânea da Turquia, o Gokce Gemile Private Bay explora essa questão por meio de uma abordagem arquitetônica de baixa densidade, moldada pela geografia, pelo acesso controlado e pelo distanciamento espacial.

Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana

Acesso exclusivo | 

Em muitas cidades latino-americanas, os bairros periféricos historicamente têm menos acesso aos recursos que tornam a vida urbana algo mais do que apenas habitável. Habitação, transporte e serviços públicos são os marcadores habituais dessa lacuna. No entanto, existe outra disparidade que é mais difícil de quantificar: a ausência de lugares onde as pessoas possam se reunir, aprender, descansar e participar da vida coletiva. Quando esses espaços não existem, a cidade não apenas deixa de prestar um serviço, mas também falha em reconhecer uma presença.

Nas últimas décadas, um número crescente de projetos tem tentado enfrentar essa ausência de forma direta. Em vez de se concentrarem apenas na infraestrutura física, essas iniciativas investem em espaços projetados para apoiar a educação, a cultura, o lazer e a vida comunitária, muitas vezes integrando várias dessas funções em um único edifício, em bairros onde tais espaços costumam ser escassos.

Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Image 1 of 4Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Image 2 of 4Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Image 3 of 4Construindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Imagem de DestaqueConstruindo a vida pública: como Bogotá e a Cidade do México enfrentaram a desigualdade urbana - Mais Imagens+ 19

Arquitetos e arquitetas na Índia repensam o vernáculo digital por meio da IA, do artesanato e da memória

Acesso exclusivo | 

O segundo episódio da série de podcasts Room For Dreams apresenta uma imersão profunda sobre como a arquitetura pode abraçar o futuro sem perder sua alma. Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, este episódio traz os/as arquitetos/as Arun Sharma e Jaskaran Singh para desvendar o verdadeiro significado do vernacular digital.

Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos

Acesso exclusivo | 

O Pós-Modernismo nos Estados Unidos transformou a arquitetura em um palco para a memória cultural, a ironia e o patrimônio em um momento no qual o ambiente construído se tornava menos cívico e mais comercial e curado. No final do século XX, o investimento em arquitetura não se centrava mais em instituições públicas monumentais ou no compromisso federal compartilhado com o espaço cívico. O desenvolvimento privado, a expansão corporativa e os ambientes de consumo moldavam cada vez mais as cidades por todo o país. Os edifícios assumiram um novo papel como imagens culturais, dos quais se esperava tanto a comunicação de identidade e significado quanto o atendimento a uma função.

O Pós-Modernismo começou como uma crítica às promessas esgotadas do modernismo. No final dos anos 1960 e início dos anos 1970, muitos/as designers já não tratavam o modernismo como algo radical ou socialmente redentor. Os projetos de renovação urbana aceleraram a demolição de bairros históricos, e as batalhas pela preservação do patrimônio levantaram questões urgentes sobre o que os Estados Unidos valorizavam e, em última análise, protegiam. A perda de grandes ícones cívicos, incluindo a Penn Station de Nova York, aguçou a consciência pública de que o progresso muitas vezes ocorre por meio do apagamento. Em Chicago, o arquiteto e provocador Stanley Tigerman capturou esse sentimento de ruptura em sua fotomontagem de 1978, The Titanic, que retrata o Crown Hall de Mies van der Rohe afundando no Lago Michigan, uma imagem contundente do colapso simbólico do modernismo. Os/as arquitetos/as pós-modernos/as trabalharam em meio a essa turbulência, moldados/as por choques econômicos, excessos corporativos, transformações na produção cultural e um ceticismo crescente em relação às grandes soluções arquitetônicas.

Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 1 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 2 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 3 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Imagen 4 de 4Lúdico e irônico: o legado da arquitetura pós-moderna nos Estados Unidos - Mais Imagens+ 19

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.