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Equipamentos culturais, novas perspectivas sobre o espaço público e a um mês dos Jogos Olímpicos de Inverno: o resumo da semana

O compilado de notícias desta semana reúne discussões atuais sobre espaço público e coletivo, infraestrutura cultural e transformação urbana de longo prazo em diversos contextos geográficos. Desde modelos de gestão compartilhada que redefinem a propriedade do espaço público em cidades como Paris e Nova York, até iniciativas de grande escala impulsionadas por eventos vinculadas a Milano Cortina 2026 e ao Fórum Urbano Mundial em Baku, os projetos e iniciativas selecionados destacam a interseção entre governança, cultura e infraestrutura na prática contemporânea. Esses temas são aprofundados por meio de uma combinação de processos de planejamento estratégico, incluindo esforços internacionais de planejamento experimental no norte de Lviv, e projetos construídos nas áreas de educação, cultura e arquitetura temporária — desde uma nova instalação de ensino odontológico em Blantyre, no Malawi, até espaços culturais restaurados e recém-inaugurados nos Estados Unidos e em Taiwan, além de intervenções de reutilização adaptativa apresentadas na Bienal de Arquitetura de Chicago. Os exemplos internacionais delineiam um panorama arquitetônico moldado pelo reuso, pelo engajamento público e pelo papel em evolução do design na resposta a estruturas sociais, culturais e institucionais.

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O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily

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Muito antes de a arquitetura assumir a forma de paredes, coberturas ou cidades, ela reunia as pessoas em torno do fogo. A simples fogueira foi um dos primeiros dispositivos espaciais da humanidade: um lugar de calor, alimento, contação de histórias e rituais. Ao seu redor, o espaço tomava forma pela proximidade, e não pelo fechamento; pela presença compartilhada, e não pelo uso prescrito. O fogo organizava os corpos em círculo, promovia alianças e transformava a sobrevivência em vida coletiva. Hoje, essa lógica ancestral persiste: a arquitetura tem o potencial de aproximar as pessoas não ao ditar como devem se reunir, mas ao criar as condições que tornam possível o estar junto.

Este mês, o ArchDaily explora Estar Junto e a Criação do Lugar, um tema que examina a arquitetura como um suporte para a inclusão, o cuidado e o pertencimento. O tema se alinha à primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, prêmio que aborda o cuidado sob uma perspectiva coletiva, concentrando-se em espaços que estimulam melhores formas de convivência. Olhando além dos espaços de encontro icônicos, a cobertura editorial considera ambientes do cotidiano — de mercados públicos e mesas coletivas a praças de bairro, terceiros lugares, contextos domésticos e ambientes digitais ou híbridos de convivência remota. Em vez de tratar o estar junto como um programa rígido, o especial questiona como o desenho do espaço pode apoiar a abertura, a diversidade e a vida coletiva sem impor formas homogêneas de encontro.

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Integrando espaços criativos: projetando ampliações para ateliês de arte em casa

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A casa carrega múltiplas identidades, funcionando como abrigo, santuário, local de trabalho e palco para rituais diários. Nos últimos anos, seu papel expandiu-se de maneiras sem precedentes. A pandemia, notadamente, forçou a casa a agir como um local de extraordinária adaptabilidade para absorver funções outrora delegadas a escolas, escritórios, academias e estúdios. Essa transformação mudou a forma como imaginamos a vida doméstica, instando-nos a pensar no lar não apenas como um cenário para atividades, mas como uma estrutura dinâmica para viver, produzir e criar. Diante dessa compreensão ampliada, artistas se deparam com uma nova questão: como a casa pode oferecer a flexibilidade necessária para a prática criativa?

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Fachadas autônomas: sistemas de energia renovável para proteção solar

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Aprofundar-se nos jogos de luzes e sombras na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de profissionais da disciplina. Espaços de luminosidade e escuridão são concebidos com o fim de potencializar desde percursos e direcionalidades nos espaços até destacar cores, texturas e formas de certos elementos arquitetônicos. No entanto, o impacto da luz natural sobre as fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver medidas que colaborem com a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços interiores e também promovam a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneira sua potência poderia contribuir para a experiência arquitetônica?

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Wohnpark Alterlaa: A visão monumental de Viena para a vida cotidiana

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No extremo sul de Viena, um conjunto de terraços monumentais ergue-se sobre a paisagem urbana, com varandas escalonadas repletas de vegetação em cascata e coberturas coroadas por piscinas. Trata-se do Wohnpark Alterlaa, um dos projetos de habitação social mais ambiciosos da Europa do pós-guerra. Projetado pelo arquiteto austríaco Harry Glück e construído entre 1973 e 1985, o complexo fundamentou-se em um princípio provocativo: a habitação municipal não deve apenas fornecer abrigo acessível, mas também oferecer os prazeres e as comodidades normalmente reservados aos mais ricos.

Com mais de 3.000 apartamentos que abrigam quase 9.000 residentes, Alterlaa foi concebido como uma cidade dentro da cidade. Paralelamente às suas torres residenciais, o complexo incorpora lojas, escolas, serviços médicos e instalações culturais, garantindo que a vida cotidiana possa se desenrolar inteiramente dentro de seus limites. O projeto reflete um momento de otimismo na política urbana de Viena, quando a habitação era entendida como infraestrutura para o bem-estar coletivo, e não como mercadoria.

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"Aprendizado em contato com a natureza": Em conversa com o vencedor do Holcim Award 2025, Urko Sánchez Architects

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A Waldorf School Nairobi, projetada pelo escritório Urko Sánchez Architects, foi selecionada entre os 20 projetos vencedores do Holcim Foundation Awards 2025, prêmio que reconhece contribuições para o design sustentável e a construção sustentável em todo o mundo. Localizado em um terreno florestal em Nairóbi, o projeto foi premiado na região do Oriente Médio e África, em reconhecimento à sua resposta sensível às condições locais, às necessidades educacionais e à cultura da região. Desenvolvida em estreito diálogo com seu entorno e com a comunidade, a escola explora métodos de construção de baixo impacto, o uso de materiais de origem local e processos de design participativo.

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The Egg Performing Arts Center reabre após restauração de seis meses em Albany, Nova York

O The Egg é um centro de artes cênicas localizado em Albany, na Empire State Plaza de Nova York, projetado pelo escritório norte-americano Harrison & Abramovitz. A construção teve início em 1966 e foi concluída doze anos depois, em 1978, com o objetivo de acolher uma ampla programação de eventos culturais e espetáculos para a população do Estado de Nova York. Inspirada no modernismo brasileiro, a estrutura de concreto em forma de cúpula semelhante a um ovo se destaca como um contraponto marcante em meio a um conjunto urbano de caráter racional. Cercado pelas torres do governo estadual implantadas em uma grande praça aberta e revestidas de pedra, o concreto aparente do edifício, sua forma aparentemente suspensa e sua geometria curva acentuada o posicionam como um exemplar tardio do brutalismo modernista. Atualmente, o espaço passa por uma restauração e, após seis meses de obras, deve reabrir em 8 de janeiro de 2026, apresentando-se como um local "renovado e reinventado".

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Espólios modernos: recuperando materiais de construção em locais de demolição

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A economia circular, o que inclui o reúso de materiais de construção, está se tornando rapidamente um componente fundamental na luta contra as emissões de carbono. Isso pressupõe projetar para minimizar resíduos e utilizar materiais que possam ser reaproveitados ao final da vida útil da edificação. Em contrapartida, o reúso de componentes provenientes de edifícios parcial ou totalmente demolidos também pode reduzir o desperdício e evitar as emissões de carbono que seriam geradas pela produção de materiais virgens. Para além das questões de sustentabilidade, o reaproveitamento de materiais de construção tem uma história secular, motivado tanto por razões simbólicas quanto por pura necessidade.

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Azerbaijão declara 2026 como o "Ano do Planejamento Urbano e da Arquitetura" enquanto Baku se prepara para sediar o WUF13

O presidente Ilham Aliyev assinou um decreto declarando 2026 como o "Ano do Planejamento Urbano e da Arquitetura" na República do Azerbaijão. A decisão estabelece uma estrutura nacional focada em políticas de planejamento urbano, cultura arquitetônica e desenvolvimento sustentável, alinhando-se aos preparativos do Azerbaijão para sediar o 13º Fórum Urbano Mundial (WUF13) em Baku, em maio de 2026. De acordo com o decreto, a iniciativa visa preservar as tradições centenárias do Azerbaijão e, ao mesmo tempo, integrar abordagens contemporâneas que respondam aos desafios sociais, ambientais e espaciais atuais. A administração presidencial agora elaborará e apresentará um plano de ação abrangente para o ano no prazo de um mês.

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Falta um mês: Reúso adaptativo e melhorias no transporte alpino moldam o caminho para Milano Cortina 2026

Falta apenas um mês para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, cujas competições acontecerão de 4 a 22 de fevereiro de 2026. A Cerimônia de Abertura será realizada no dia 6 de fevereiro no Estádio Olímpico San Siro, em Milão, reunindo cerca de 2.900 atletas de todo o mundo para disputar 16 esportes, com 116 medalhas de ouro em jogo. Os Jogos Olímpicos de Inverno retornam à Itália vinte anos depois de Turim 2006 e setenta anos após Cortina 1956. Esta edição, no entanto, adota uma abordagem marcadamente diferente, distanciando-se do modelo tradicional de altos custos e desperdício em prol do reuso adaptativo, do uso de energia renovável e do desenvolvimento regional de longo prazo. Sendo a edição mais dispersa geograficamente na história dos Jogos de Inverno, o plano prevê o uso de 92% de instalações já existentes ou temporárias, aproveitando regiões com forte infraestrutura turística para evitar grandes impactos ambientais e implementar estratégias de design circular e reciclagem — cujos resultados se tornarão evidentes nos próximos meses. Em seguida, serão realizadas as Paralimpíadas de Inverno de Milano Cortina 2026, de 6 a 15 de março de 2026.

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Da inteligência material à circularidade: lições da arquitetura em 2025

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Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.

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Como a Ásia construiu escolas em 2025: 5 projetos rurais com materiais do próprio local

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Nas regiões montanhosas do Vietnã, nas áreas de fronteira da Tailândia e nos relevos acidentados dos Gates Ocidentais da Índia, a construção de escolas continua sendo um desafio essencialmente logístico. Em áreas onde a infraestrutura e as cadeias de suprimentos industriais são escassas ou distantes, o transporte de cada quilograma de material pode inflacionar significativamente os custos e a complexidade logística. Ao longo de 2025, diversos projetos de escolas em contextos rurais na Ásia demonstraram como o papel do/a arquiteto/a frequentemente mudou de designer de formas para estrategista de suprimentos. O principal desafio não era meramente estético, mas sim uma questão de durabilidade: utilizar materiais disponíveis localmente e protegê-los das chuvas de monção, ventos de alta velocidade e, por vezes, da instabilidade sísmica.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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High Museum of Art anuncia exposição itinerante sobre a obra de design de Isamu Noguchi

O High Museum of Art em Atlanta apresentará Isamu Noguchi: "I am not a designer" de 10 de abril a 2 de agosto de 2026. A exposição examina o trabalho de design de Isamu Noguchi (1904–1988) em escultura, mobiliário, iluminação, paisagismo e cenografia, marcando sua primeira grande retrospectiva focada em design em quase 25 anos. Após a exibição em Atlanta, a mostra seguirá para o Peabody Essex Museum em Salem, Massachusetts, de 19 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, e para a Memorial Art Gallery da Universidade de Rochester na primavera de 2027.

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Pequenos Escritórios, Grandes Ideias: Estúdios Indianos Redefinindo a Atuação da Arquitetura

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No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.

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Arquitetura que molda a saúde: lições de design e bem-estar em 2025

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A saúde tornou-se uma preocupação central na arquitetura, no planejamento urbano e no design, impulsionada por uma crescente consciência sobre como o ambiente construído influencia o bem-estar físico, mental, social e ambiental. Em 2025, essa percepção foi além de tipologias de edifícios especializados ou de métricas de desempenho, passando a ocupar o centro das decisões arquitetônicas e moldando a forma como os espaços são concebidos, construídos e habitados em diversos contextos. Arquitetos e arquitetas já não tratam a saúde como um requisito externo, mas sim como uma condição fundamental da vida cotidiana.

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"Construa algo que desapareça": Gabriela Carrillo fala sobre o projeto de espaços públicos em entrevista ao Louisiana Channel

Nesta entrevista ao Louisiana Channel, a arquiteta mexicana Gabriela Carrillo apresenta os desafios que movem seu trabalho, especialmente os projetos desenvolvidos como integrante do Colectivo C733, do qual participa atualmente ao lado de Carlos Facio, José Amozurrutia, Eric Valdez e Israel Espin. Ao explorar sua definição de arquitetura, ela propõe reflexões sobre o projeto de espaços públicos, a relação entre arquitetura e land art e o papel do preexistente na transformação do espaço. A arquiteta defende a arquitetura como uma "ferramenta poderosa" para estreitar as conexões entre as pessoas e seu entorno, definindo sua prática como otimista.

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Complexo do Museu de Arte e Biblioteca de Taichung, do SANAA, é inaugurado como novo marco cultural público em Taiwan

O Museu de Arte de Taichung inaugurou oficialmente em 13 de dezembro de 2025, com a exposição inaugural intitulada A Call of All Beings: See You Tomorrow, Same Time, Same Place. O edifício, projetado pelo SANAA, faz parte do projeto Taichung Green Museumbrary, desenvolvido em colaboração com o escritório local Ricky Liu & Associates. Concebido como uma grande iniciativa cultural, o projeto combina um museu de arte contemporânea, recursos de biblioteca e um parque público. Por meio de programas educativos e de extensão interativos, o projeto visa estabelecer um novo modelo institucional para Taichung, apoiando o intercâmbio artístico e posicionando a cidade como um polo cultural internacional. Em exibição até 12 de abril de 2026, a mostra de abertura explora as relações entre as pessoas e a natureza, a cidade e a memória, as conexões entre espécies e o futuro, partindo de uma análise do próprio contexto do complexo no centro de Taiwan.

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Arquitetura no Ritmo do Tempo: Projetando Através de Ciclos Solares, Lunares e Biológicos

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À medida que o solstício marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte, ele também chama a atenção para um aspecto com o qual a arquitetura lida há muito tempo, mas que muitas vezes negligencia: o tempo. Para além da forma ou da função, edifícios e espaços são continuamente moldados por ciclos de luz e escuridão, mudanças sazonais e ritmos ambientais que afetam a maneira como são habitados.

Nos últimos anos, um número crescente de projetos de arquitetura começou a trabalhar explicitamente com esses ciclos. Em vez de projetar espaços para funcionar de uma única maneira fixa, arquitetos/as estão criando ambientes que se transformam ao longo do dia, das estações ou em resposta a fenômenos naturais como o percurso do sol, as fases lunares, os padrões de vento ou os ritmos circadianos. Esses projetos operam em diálogo com o tempo, surgindo, transformando-se e ativando-se de forma diferente conforme as condições ambientais.

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Projetando o futuro, novamente: o que o retorno da Expo Mundial a Osaka após 55 anos revela

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A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.

Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.

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Iniciativas de pedestrianização e o Teatro Central Yards do UNStudio em Hong Kong: O resumo desta semana

Em diferentes geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem um foco contínuo em como as cidades e os edifícios estão sendo recalibrados em resposta à evolução dos padrões de movimento, trabalho e vida coletiva. Em múltiplos contextos, o espaço público e a mobilidade continuam sendo preocupações centrais, com ruas, centros urbanos e empreendimentos de grande escala servindo como campos de teste para novas abordagens de acessibilidade, resiliência e uso cotidiano. Iniciativas de pedestrianização e visões lideradas por comunidades apontam para modelos de governança em evolução e estratégias urbanas de longo prazo, ao mesmo tempo em que plataformas culturais e voltadas para a pesquisa continuam a enquadrar essas transformações em um debate público mais amplo. Paralelamente, o avanço de grandes projetos de uso misto e corporativos destaca a crescente integração de sistemas digitais, infraestrutura, desempenho ambiental e estruturas espaciais flexíveis na arquitetura contemporânea.

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Renzo Piano Building Workshop inicia a construção do Centro Cultural KYKLOS em Pireu, Grécia

Renzo Piano Building Workshop, em colaboração com o escritório Betaplan Architects (Atenas) e o/a paisagista Camille Muller (Paris), deu início às obras de um novo centro cultural em Pireu, o porto de Atenas. Comissionado pela Fundação Dinos e Lia Martinos (DLMF), o projeto busca estabelecer um polo internacional conectado a centros de arte semelhantes no exterior, aberto à comunidade local, a estudantes e a visitantes, além de contribuir para o tecido urbano e cultural da região metropolitana de Atenas. O complexo, chamado KYKLOS, abrigará coleções de arte contemporânea e uma programação cultural de projeção internacional. Iniciado em 2023, o projeto está atualmente em desenvolvimento, com a conclusão das obras prevista para o último trimestre de 2028.

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Intervenções contextuais e a valorização do patrimônio: explore a arquitetura do 24 Grados em Honduras

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Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.

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Expandindo a prática: think tanks de arquitetura na interseção entre pesquisa e projeto

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Na arquitetura, a maior parte da prática profissional gira em torno da entrega de projetos aos clientes. Os escritórios são moldados por prazos, orçamentos e diretrizes (briefings) claras. Embora essa estrutura produza edifícios, raramente deixa espaço para que profissionais da arquitetura questionem questões mais amplas — sobre como vivemos, como as cidades estão mudando ou o que o futuro exige do design. Contudo, paralelamente a esse sistema focado na produção, surgiu um movimento mais silencioso: estúdios, coletivos e fundações que priorizam a pesquisa, a experimentação e a reflexão. São os chamados think tanks de arquitetura — espaços concebidos não para construir de imediato, mas para pensar primeiro.

A ideia de um think tank não é nova. Tradicionalmente presentes na política, na economia ou na ciência, os think tanks reúnem especialistas para estudar problemas complexos e propor soluções. Na arquitetura, sua ascensão revela uma tensão no cerne da disciplina. Para que a arquitetura continue social e ambientalmente relevante, ela pode continuar dependendo apenas de uma prática orientada pelo cliente? Ou deve abrir espaço para investigações mais lentas e profundas?

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