Quais materiais assumiram o papel de destaque no discurso arquitetônico de 2025? Quais projetos redescobriram novas práticas e métodos construtivos por meio da inovação material? Embora o futuro dos materiais de construção ainda pareça incerto, ano após ano, a experimentação e a pesquisa continuam a revelar diversas práticas, iniciativas e esforços dedicados a compreender seu valor e responsabilidade no ambiente construído. Desde resíduos agrícolas que reduzem a pegada de carbono até plásticos reciclados que ganham uma nova vida, passando por materiais vivos que dialogam com tecnologias emergentes ao mesmo tempo em que se reconectam com a natureza, o ano de 2025 destacou e fortaleceu o papel de arquitetos/as como mediadores/as entre materiais, disciplinas, saberes e interesses de diversas origens.
Nas regiões montanhosas do Vietnã, nas áreas de fronteira da Tailândia e nos relevos acidentados dos Gates Ocidentais da Índia, a construção de escolas continua sendo um desafio essencialmente logístico. Em áreas onde a infraestrutura e as cadeias de suprimentos industriais são escassas ou distantes, o transporte de cada quilograma de material pode inflacionar significativamente os custos e a complexidade logística. Ao longo de 2025, diversos projetos de escolas em contextos rurais na Ásia demonstraram como o papel do/a arquiteto/a frequentemente mudou de designer de formas para estrategista de suprimentos. O principal desafio não era meramente estético, mas sim uma questão de durabilidade: utilizar materiais disponíveis localmente e protegê-los das chuvas de monção, ventos de alta velocidade e, por vezes, da instabilidade sísmica.
Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.
Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.
O High Museum of Art em Atlanta apresentará Isamu Noguchi: "I am not a designer" de 10 de abril a 2 de agosto de 2026. A exposição examina o trabalho de design de Isamu Noguchi (1904–1988) em escultura, mobiliário, iluminação, paisagismo e cenografia, marcando sua primeira grande retrospectiva focada em design em quase 25 anos. Após a exibição em Atlanta, a mostra seguirá para o Peabody Essex Museum em Salem, Massachusetts, de 19 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, e para a Memorial Art Gallery da Universidade de Rochester na primavera de 2027.
No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.
A saúde tornou-se uma preocupação central na arquitetura, no planejamento urbano e no design, impulsionada por uma crescente consciência sobre como o ambiente construído influencia o bem-estar físico, mental, social e ambiental. Em 2025, essa percepção foi além de tipologias de edifícios especializados ou de métricas de desempenho, passando a ocupar o centro das decisões arquitetônicas e moldando a forma como os espaços são concebidos, construídos e habitados em diversos contextos. Arquitetos e arquitetas já não tratam a saúde como um requisito externo, mas sim como uma condição fundamental da vida cotidiana.
Nesta entrevista ao Louisiana Channel, a arquiteta mexicana Gabriela Carrillo apresenta os desafios que movem seu trabalho, especialmente os projetos desenvolvidos como integrante do Colectivo C733, do qual participa atualmente ao lado de Carlos Facio, José Amozurrutia, Eric Valdez e Israel Espin. Ao explorar sua definição de arquitetura, ela propõe reflexões sobre o projeto de espaços públicos, a relação entre arquitetura e land art e o papel do preexistente na transformação do espaço. A arquiteta defende a arquitetura como uma "ferramenta poderosa" para estreitar as conexões entre as pessoas e seu entorno, definindo sua prática como otimista.
O Museu de Arte de Taichung inaugurou oficialmente em 13 de dezembro de 2025, com a exposição inaugural intitulada A Call of All Beings: See You Tomorrow, Same Time, Same Place. O edifício, projetado pelo SANAA, faz parte do projeto Taichung Green Museumbrary, desenvolvido em colaboração com o escritório local Ricky Liu & Associates. Concebido como uma grande iniciativa cultural, o projeto combina um museu de arte contemporânea, recursos de biblioteca e um parque público. Por meio de programas educativos e de extensão interativos, o projeto visa estabelecer um novo modelo institucional para Taichung, apoiando o intercâmbio artístico e posicionando a cidade como um polo cultural internacional. Em exibição até 12 de abril de 2026, a mostra de abertura explora as relações entre as pessoas e a natureza, a cidade e a memória, as conexões entre espécies e o futuro, partindo de uma análise do próprio contexto do complexo no centro de Taiwan.
À medida que o solstício marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte, ele também chama a atenção para um aspecto com o qual a arquitetura lida há muito tempo, mas que muitas vezes negligencia: o tempo. Para além da forma ou da função, edifícios e espaços são continuamente moldados por ciclos de luz e escuridão, mudanças sazonais e ritmos ambientais que afetam a maneira como são habitados.
Nos últimos anos, um número crescente de projetos de arquitetura começou a trabalhar explicitamente com esses ciclos. Em vez de projetar espaços para funcionar de uma única maneira fixa, arquitetos/as estão criando ambientes que se transformam ao longo do dia, das estações ou em resposta a fenômenos naturais como o percurso do sol, as fases lunares, os padrões de vento ou os ritmos circadianos. Esses projetos operam em diálogo com o tempo, surgindo, transformando-se e ativando-se de forma diferente conforme as condições ambientais.
A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.
Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.
Em diferentes geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem um foco contínuo em como as cidades e os edifícios estão sendo recalibrados em resposta à evolução dos padrões de movimento, trabalho e vida coletiva. Em múltiplos contextos, o espaço público e a mobilidade continuam sendo preocupações centrais, com ruas, centros urbanos e empreendimentos de grande escala servindo como campos de teste para novas abordagens de acessibilidade, resiliência e uso cotidiano. Iniciativas de pedestrianização e visões lideradas por comunidades apontam para modelos de governança em evolução e estratégias urbanas de longo prazo, ao mesmo tempo em que plataformas culturais e voltadas para a pesquisa continuam a enquadrar essas transformações em um debate público mais amplo. Paralelamente, o avanço de grandes projetos de uso misto e corporativos destaca a crescente integração de sistemas digitais, infraestrutura, desempenho ambiental e estruturas espaciais flexíveis na arquitetura contemporânea.
Renzo Piano Building Workshop, em colaboração com o escritório Betaplan Architects (Atenas) e o/a paisagista Camille Muller (Paris), deu início às obras de um novo centro cultural em Pireu, o porto de Atenas. Comissionado pela Fundação Dinos e Lia Martinos (DLMF), o projeto busca estabelecer um polo internacional conectado a centros de arte semelhantes no exterior, aberto à comunidade local, a estudantes e a visitantes, além de contribuir para o tecido urbano e cultural da região metropolitana de Atenas. O complexo, chamado KYKLOS, abrigará coleções de arte contemporânea e uma programação cultural de projeção internacional. Iniciado em 2023, o projeto está atualmente em desenvolvimento, com a conclusão das obras prevista para o último trimestre de 2028.
Detalhe da Rede de Quiosques Garifuna. Imagem cortesia de 24 Grados Arquitectura
Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.
MVRDV e Universidade de Tecnologia de Delft publicam _Le Grand Puzzle_, um estudo urbano de Marselha no sul da França. Imagem cortesia de HÇläne Bossy, Manifesta
Na arquitetura, a maior parte da prática profissional gira em torno da entrega de projetos aos clientes. Os escritórios são moldados por prazos, orçamentos e diretrizes (briefings) claras. Embora essa estrutura produza edifícios, raramente deixa espaço para que profissionais da arquitetura questionem questões mais amplas — sobre como vivemos, como as cidades estão mudando ou o que o futuro exige do design. Contudo, paralelamente a esse sistema focado na produção, surgiu um movimento mais silencioso: estúdios, coletivos e fundações que priorizam a pesquisa, a experimentação e a reflexão. São os chamados think tanks de arquitetura — espaços concebidos não para construir de imediato, mas para pensar primeiro.
A ideia de um think tank não é nova. Tradicionalmente presentes na política, na economia ou na ciência, os think tanks reúnem especialistas para estudar problemas complexos e propor soluções. Na arquitetura, sua ascensão revela uma tensão no cerne da disciplina. Para que a arquitetura continue social e ambientalmente relevante, ela pode continuar dependendo apenas de uma prática orientada pelo cliente? Ou deve abrir espaço para investigações mais lentas e profundas?
Em um cenário global marcado por transformações aceleradas, 2025 consolidou-se como um ano decisivo para a arquitetura — não apenas pelos grandes eventos que mobilizaram o circuito internacional mas, sobretudo pelas vozes que neles se destacaram. Da Bienal de Arquitetura de Veneza à Expo Osaka, os pavilhões e instalações dos países do Sul Global deixaram de operar como meros gestos expositivos para se afirmar como territórios de memória, resistência e imaginação, articulando narrativas que ampliam os horizontes do debate arquitetônico contemporâneo.
Neles, tradição e futuro caminham lado a lado: materiais ancestrais reaparecem reinventados, feridas históricas ganham forma sensível e a urgência social se traduz em propostas que desafiam modos estabelecidos de construir e de habitar o mundo.
Sister Plot C, Manchester. Imagem cortesia de Allies and Morrison
O Lote C do campus Sister, em Manchester, um par de edifícios comerciais interligados localizados no canto nordeste do campus, recebeu aprovação urbanística do Conselho Municipal de Manchester. Projetado por Allies and Morrison e SLA para o cliente Sister, uma joint venture entre a Universidade de Manchester e a Bruntwood SciTech, o projeto representa a primeira grande fase de novas construções do plano diretor para o emergente distrito de inovação de Manchester. Com uma área bruta externa total de aproximadamente 81.000 metros quadrados, o empreendimento posiciona-se como um dos maiores novos projetos corporativos da cidade, marcando um momento fundamental na transformação em etapas do local.
A exposição Coming Together: Reimagining America's Downtowns, realizada no National Building Museum, em Washington, D.C., explora as transformações em curso nos centros urbanos dos Estados Unidos e as maneiras como as comunidades têm se organizado para moldar cenários urbanos alternativos. Com curadoria de Uwe S. Brandes, docente na Universidade de Georgetown, e projeto expográfico de Reddymade e MGMT., esta é a primeira de três grandes exposições da iniciativa Future Cities do museu, um projeto interdisciplinar que examina a cidade como polo, catalisadora, elemento fundamental e reflexo da sociedade. Coming Together apresenta exemplos de mais de 60 cidades estadunidenses, de grande e pequeno porte, destacando lições aprendidas e oportunidades aproveitadas em decorrência da pandemia de COVID-19, à medida que as comunidades se adaptam a mudanças duradouras no trabalho, na moradia, na mobilidade, no entretenimento e no lazer. A exposição está aberta ao público e permanecerá em cartaz até o outono de 2026.
Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.
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Segundo Lugar: Branch. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do concurso de arquitetura Howard Waterfall Retreat, um desafio internacional de projeto desenvolvido em estreita colaboração com o Howard Family Trust. O concurso convidou arquitetos/as e designers a proporem um refúgio familiar multigeracional inserido em uma paisagem florestal de propriedade privada no noroeste da Pensilvânia, centrado na presença marcante das quedas d'água Howard Falls e do desfiladeiro circundante.
Em vez de prescrever uma solução arquitetônica única, o programa enfatizou um diálogo cuidadoso entre arquitetura e natureza. Solicitou-se aos/às participantes que considerassem como um refúgio poderia equilibrar a vida compartilhada e a privada, responder à topografia íngreme e aos sistemas hídricos, e integrar-se de forma sustentável em um ambiente ecológico sensível. O projeto também pedia uma interpretação do legado familiar, incentivando os/as designers a reconhecer a história do local e do chalé de verão original, ao mesmo tempo em que imaginavam um refúgio capaz de evoluir ao longo das gerações.
Situado no bairro de El Raval, em Barcelona, o Edifício de Escritórios Futurista desenvolvido pelo escritório SNOB Architects introduz um programa de escritórioscontemporâneo em um ambiente urbano consolidado e historicamente estratificado. Projetado pela equipe com sede em Lisboa e com conclusão prevista para 2026, o projeto compreende aproximadamente 12.000 metros quadrados de área bruta construída. A altura, a volumetria e as proporções do edifício são calibradas em resposta à malha urbana circundante, refletindo a escala das estruturas adjacentes ao mesmo tempo em que estabelecem uma linguagem arquitetônica contemporânea. Em vez de se apresentar como um objeto isolado, o projeto é concebido como parte integrante da cidade existente, contribuindo para a transformação gradual de El Raval por meio de uma abordagem arquitetônica controlada e atenta ao contexto.
As obras da nova sede global da NTT, uma importante empresa de tecnologia japonesa, foram oficialmente iniciadas em Tóquio. O projeto é um componente essencial do plano diretor Tokyo Cross Park da PLP Architecture, um empreendimento de revitalização urbana em grande escala na região metropolitana de Tóquio, anunciado pela primeira vez em 2022. Em 5 de dezembro de 2025, teve início a construção da primeira etapa do projeto, uma das quatro torres previstas no plano diretor. A NTT Hibiya Tower, projetada pela PLP Architecture e desenvolvida pela NTT Urban Development em parceria com a Tokyo Electric Power Company, é um edifício de uso misto com 230 metros de altura e 361.000 metros quadrados, constituindo o elemento central do Tokyo Cross Park Vision, que soma 1,1 milhão de metros quadrados. A PLP Architecture assina o projeto arquitetônico da torre, atuando também como autora do plano diretor e estrategista de placemaking do empreendimento.
O restauro do patrimônio histórico sempre foi um processo complexo que exige um equilíbrio delicado entre a preservação da integridade dos materiais históricos e a integração de técnicas contemporâneas que possam aumentar a precisão, a eficiência e a resiliência. Com o processo de restauração da Parliament Hill em Ottawa, capital do Canadá, essa interseção entre tradição e tecnologia está agora em plena evidência. O East Block (Bloco Leste), construído em 1865, oferece um exemplo contundente de como as ferramentas digitais podem apoiar os esforços de preservação patrimonial e contribuir para um ofício secular como o entalhe em pedra.
O ambiente construído da Índia tem, nos últimos anos, ganhado visibilidade por meio de um número crescente de projetos transformadores de arquitetura e infraestrutura. Cidades e povoados crescem em escala mais rapidamente a cada ano, apesar das crescentes preocupações com a volatilidade climática e econômica. O país tem demonstrado resiliência ao equilibrar a rápida urbanização com a escassez de recursos; um feito nada desprezível. As práticas arquitetônicas da Índia raramente se apoiam apenas na novidade; elas se estruturam sobre sistemas que existem há séculos. Por meio do especial Building for Billions, do ArchDaily, histórias recorrentes têm destacado a inteligência social e a capacidade adaptativa incorporadas a essas práticas, revelando uma arquitetura que opera menos como forma isolada e mais como infraestrutura.