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Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

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Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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O Controle Suave do Espaço: Design para a Tomada de Decisões

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"Não há espaço sem acontecimento, não há arquitetura sem ação." Ao escrever essas palavras, Bernard Tschumi articulava um princípio fundamental da prática da arquitetura. A arquitetura trata de comportamento. Cada traço de caneta em uma planta baixa é uma proposição sobre como os/as ocupantes se moverão ou quais ações se tornarão possíveis.

Desenhar é arquitetar uma realidade. Contudo, apesar desse poder, a arquitetura não comanda. Ela não emite instruções nem impõe conformidade; em vez disso, opera por meio de um controle sutil — um modo de influência que molda o comportamento ao estruturar a percepção e guiar a atenção.

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LANZA atelier revela novos detalhes do Pavilhão Serpentine de 2026

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O escritório mexicano de arquitetura LANZA atelier revelou novos detalhes sobre o Serpentine Pavilion de 2026, intitulado "a serpentine", que abrirá ao público em 6 de junho de 2026 na Serpentine South. Projetado pela dupla de fundadores do estúdio, Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, o projeto reinterpreta a histórica parede sinuosa (conhecida como crinkle-crankle) por meio de uma estrutura leve de tijolos integrada à paisagem do Hyde Park. Marcando a 25ª edição da comissão anual, o pavilhão permanecerá aberto até outubro de 2026 e servirá como espaço para a programação pública da Serpentine, que inclui performances, debates, exibições de filmes e eventos comunitários.

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Espaços de entretenimento históricos em Oxford, Valparaíso e Osaka refletem as crescentes pressões sobre a infraestrutura cultural

Entre 2005 e 2021, os/as fotógrafos/as franceses/as Yves Marchand e Romain Meffre desenvolveram um projeto de longo prazo intitulado Theaters. Recentemente exposta na KYOTOGRAPHIE 2026, a obra documenta um fenômeno que segue se desdobrando gradualmente ao redor do mundo: o declínio de infraestruturas originalmente projetadas para o entretenimento público no início do século XX. Teatros, cinemas e casas de espetáculo que outrora acompanharam a modernização das cidades estão sendo cada vez mais abandonados, reaproveitados ou "deixados em suspensão como ruínas híbridas." Esse processo é frequentemente associado à crescente individualização do consumo cultural — desde a popularização da televisão até a ascensão da indústria de streaming —, bem como ao impacto da pandemia de COVID-19 nas instituições culturais. Abaixo, três casos localizados na Inglaterra, no Chile e no Japão ilustram diferentes etapas dessa transformação, ao mesmo tempo em que destacam os esforços liderados pela comunidade para preservar o patrimônio cultural moderno.

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Petróleo, Vidro e Identidade: O Modernismo do Golfo entre a Imagem Global e o Clima Local

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Ao passar do calor de Dubai para o saguão de uma torre de vidro, o deserto parece desaparecer. Do lado de fora, as temperaturas ultrapassam os 45 graus Celsius; do lado de dentro, o ar é frio, confinado e perfeitamente controlado. Durante décadas, esse contraste se tornou a imagem definidora da modernidade do Golfo. A arquitetura passou a ser menos uma negociação com o clima e mais uma demonstração de que o clima poderia ser superado. Torres de vidro reflexivo ergueram-se no deserto como símbolos de ascensão, projetando poder financeiro, confiança tecnológica e ambição global. Sob essa imagem urbana, operava uma infraestrutura baseada no petróleo, na energia barata e na contínua supressão mecânica do calor.

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Ver e Prever: Pesquisa Arquitetônica em Quatro Cidades do Sudeste Europeu

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As cidades do Sudeste Europeu não esperam para ser lidas. Elas acumulam, camada sobre camada, o planejamento socialista, a ruptura pós-socialista e o trabalho mais silencioso e menos legível de cidadãos e cidadãs que reconstroem o espaço a partir do zero. Aqui, o espaço e o legado impõem suas próprias condições. O que acontece com a pesquisa em arquitetura quando as cidades que observamos parecem já saber algo que nossa disciplina ainda não aprendeu a enxergar? 

Do presídio espanhol à malha americana: as raízes hispânicas do núcleo urbano de San Diego

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Muito próxima à fronteira mexicana, no extremo sudoeste dos Estados Unidos, fica a cidade de San Diego. Sua história urbana teve início em 1769 com a chegada de uma expedição militar espanhola comandada por Gaspar de Portolá, marco do primeiro assentamento permanente no território então conhecido como Alta Califórnia. No entanto, diferentemente das capitais administrativas e vilas mais formalmente urbanizadas do México e da América Central, San Diego foi concebida como um posto avançado de fronteira. Hoje, tornou-se a segunda maior cidade da Califórnia, atrás apenas de Los Angeles, e sua malha urbana conta a história de uma herança hispânica que se entrelaça com o cenário cultural contemporâneo dos Estados Unidos.

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Repensando o arranha-céu: 5 torres não construídas da comunidade ArchDaily

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A arquitetura de edifícios em altura continua sendo um instrumento fundamental para acomodar a densidade em ambientes urbanos em rápida evolução. Tradicionalmente definida pela eficiência e repetição, a torre vem sendo cada vez mais reexaminada como um sistema espacial e organizacional mais complexo. Em diferentes geografias, arquitetos e arquitetas testam como as estruturas verticais podem ir além de funções únicas para incorporar programas em camadas, estratégias ambientais e novas formas de ocupação.

A seleção a seguir reúne projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily, destacando uma variedade de abordagens para a torre contemporânea. De empreendimentos de uso misto e edifícios residenciais em altura a propostas ecológicas especulativas, essas obras refletem uma mudança contínua na forma como a arquitetura vertical é concebida. Tais torres dialogam com questões mais amplas de privacidade, coexistência, adaptabilidade e integração urbana.

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Salas de aula em evolução para mentes e futuros diversos

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Aprender algo novo é, biologicamente, uma transformação do cérebro. A cada experiência, as conexões neurais são reorganizadas, criando e fortalecendo sinapses. Muito mais do que simplesmente acumular informações, o aprendizado envolve reconfigurar estruturas internas — um processo capaz de remodelar tanto indivíduos quanto sociedades. O ambiente no qual isso ocorre pode cultivar a curiosidade, a adaptabilidade e a resiliência emocional, apoiando assim a nossa próxima geração de líderes, ou suprimir essas qualidades, levando ao retraimento e ao isolamento.

Com o surgimento da escolarização moderna durante a Revolução Industrial, emergiu um modelo padronizado, definido por fileiras de carteiras, instrução simultânea e supervisão visual. Frequentemente comparado a um sistema fabril, esse modelo ainda persiste em muitos lugares, apesar de profundas transformações tecnológicas. Esses ambientes rígidos permanecem mesmo quando o aprendizado contemporâneo exige experimentação e adaptabilidade.

Studio Gang conclui o Samuel H. Scripps Theater Center para o Hudson Valley Shakespeare em Nova York

O Hudson Valley Shakespeare inaugurou o Samuel H. Scripps Theater Center em Garrison, Nova York, marcando a conclusão de um projeto de seis anos que estabelece a primeira sede permanente da companhia. O novo campus, projetado pelo Studio Gang em colaboração com o escritório Nelson Byrd Woltz Landscape Architects, expande o tradicional modelo de apresentações ao ar livre da organização em uma instalação cultural e educacional permanente integrada à paisagem de Hudson Valley. A construção teve início em setembro de 2024, após vários anos de planejamento e captação de recursos.

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Kengo Kuma & Associates e Paul Raff Studio são selecionados para projetar o novo Centro de Visitantes do Parque Nacional de Banff, no Canadá

Em 13 de maio de 2026, a Parks Canada, agência federal responsável por proteger e gerenciar o patrimônio natural e cultural do Canadá, anunciou o projeto vencedor para a reformulação do centro de visitantes e espaço comunitário no Parque Nacional de Banff. O concurso foi organizado em parceria com o Royal Architectural Institute of Canada (RAIC) como parte do Projeto de Reurbanização do Quarteirão 200 da Banff Avenue. A proposta do Paul Raff Studio e da Kengo Kuma & Associates foi selecionada a partir de uma lista de cinco equipes pré-qualificadas que também incluía EVOQ + Ryder, KPMB Architects, Revery Architecture e Stantec Architecture. Um júri independente reunido pelo RAIC selecionou o projeto por sua abordagem em relação à paisagem, princípios de sustentabilidade e pelo equilíbrio entre conservação, patrimônio, perspectivas indígenas e experiência de visitantes, entre outros fatores.

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Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome

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Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.

Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.

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Appartamento Spagnolo abre uma janela para o design de interiores espanhol na Semana de Design de Milão 2026

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Interpretar o habitat contemporâneo é uma prioridade para arquitetos/as e designers em todo o mundo. Em meio a tendências flutuantes, fusões estilísticas e o resgate de diferentes técnicas, o design de interiores contemporâneo reúne materiais, texturas e cores para transformar a experiência de uso. No âmbito doméstico, desenrola-se uma série de realidades, tensões e atividades, em que o design serve como uma base sólida e um sistema de apoio para atender às necessidades de seus/suas habitantes. Durante a Milan Design Week 2026, o ICEX e a Elle Decor Italia apresentaram a quarta edição do Appartamento Spagnolo—uma estrutura espacial criada para exibir o design de interiores espanhol contemporâneo em um contexto histórico.

WUF13 em Baku e o Mosteiro Ambrosiano de Stefano Boeri em Milão: Resumo da Semana

À medida que as crises urbanas globais se intensificam, somando-se às crescentes pressões ambientais, sociais e culturais, as notícias desta semana mostram como instituições, exposições e projetos de restauro evidenciam a relação entre o ambiente construído e a experiência coletiva. Os temas variam de fóruns internacionais que abordam a insegurança habitacional e a resiliência urbana a eventos culturais que examinam memória, identidade e percepção espacial, posicionando a arquitetura tanto como uma estrutura para políticas públicas quanto como um meio de reflexão crítica. Paralelamente, grandes iniciativas de restauro e redesenvolvimento destacam uma atenção renovada na preservação da continuidade histórica, adaptando locais de patrimônio e instituições culturais a novas formas de uso, acessibilidade e engajamento público.

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MVRDV e OODA revelam masterplan guiado pela paisagem para a regeneração da frente ribeirinha de Marvila, em Lisboa

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MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.

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Steel Architectural Awards ASEAN 2026: Inscrições abertas em todo o Sudeste Asiático

O Steel Architectural Awards ASEAN 2026 é um prêmio regional de arquitetura promovido pela NS BlueScope para reconhecer projetos construídos que demonstram excelência arquitetônica por meio do uso de soluções em aço revestido. Sob o tema Shaping Resilient Futures: Timeless Design with Coated Steel, o programa destaca projetos na Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, progredindo das etapas nacionais (Country Awards) ao reconhecimento em nível regional (ASEAN). Este artigo explica como funciona a dinâmica em duas etapas, quais categorias estão incluídas e como os projetos são avaliados em termos de Excelência em Design, Inovação e Sustentabilidade.

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

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A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

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Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026

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"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.

Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.

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Projetando com som: como o áudio molda a arquitetura residencial

 | Em colaboração
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O que define a atmosfera de uma casa? Para além das paletas de materiais e da luz natural, o som desempenha um papel decisivo na forma como os espaços são percebidos e habitados. A reverberação dos passos sobre a pedra, a calmaria atenuada de um cômodo revestido de tecidos ou a maneira como a música se propaga por um interior em plano aberto moldam a identidade sensorial do espaço doméstico. A arquitetura não é vivenciada apenas visualmente, mas também acusticamente.

O conceito de "paisagem sonora" descreve essa relação entre as pessoas, o som e o ambiente construído. Na arquitetura residencial, o som vai além do ruído de fundo ou do desempenho técnico; ele influencia a privacidade, a concentração, o descanso e o conforto emocional. A geometria e a materialidade atuam como os principais condutores acústicos: enquanto o concreto, o vidro e a pedra refletem e amplificam, a madeira e os estofados suavizam e absorvem. Alturas de pé-direito, fluxos de circulação e proporções dos cômodos moldam ainda mais a maneira como o som se propaga e se dissipa pelo espaço.

Última residência original de Antoni Gaudí na Casa Batlló abre após três anos de restauração

A Casa Batlló, em Barcelona, revelou o terceiro andar restaurado do edifício, abrindo ao público pela primeira vez a última residência original preservada da transformação realizada por Antoni Gaudí no imóvel entre 1904 e 1906. Liderada pelo arquiteto de restauro Xavier Villanueva e desenvolvida ao longo de três anos por meio de um processo de conservação de caráter arqueológico, a intervenção recupera um ambiente doméstico amplamente intacto que permaneceu habitado por descendentes da família Batlló por mais de um século. Adaptado em uma série de salas privadas para reuniões, eventos culturais e experiências, o apartamento restaurado combina a preservação do patrimônio com uma intervenção contemporânea de design de interiores de Paola Navone – OTTO Studio, estabelecendo um novo programa para um dos marcos arquitetônicos mais reconhecidos de Barcelona.

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8 destaques de pavilhões nacionais da Bienal de Arte de Veneza 2026

Em dezembro de 2024, a curadora de arte Koyo Kouoh tornou-se a primeira mulher africana selecionada para fazer a curadoria da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza. Ela propôs uma abordagem introspectiva e sensível para a exposição, moldada por temas como luto, memória, espiritualidade e exaustão global. Após seu falecimento precoce em maio de 2025, a Bienal decidiu continuar com o mesmo projeto curatorial, intitulado In Minor Keys. O escritório Wolff Architects foi convidado por Kouoh no início de 2025 para realizar o projeto expográfico e a cenografia, focados no "poder espacial transformador do limiar como um portal para compreensões e experiências alternativas". O evento foi inaugurado no sábado, 9 de maio, e acontecerá até domingo, 22 de novembro de 2026, nos Giardini della Biennale, no Arsenale di Venezia e em outros locais de Veneza.

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Casa Dogtrot: Saber Vernacular e Projeto Responsivo ao Clima

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A casa dogtrot surgiu no sul dos Estados Unidos no final do século XIX como uma resposta direta aos climas úmidos, à disponibilidade de materiais e aos padrões de habitação rural. Presente em toda a região dos Montes Apalaches, no litoral das Carolinas e nas planícies da Louisiana, a casa dogtrot apresentava inúmeras variações regionais; no entanto, sua lógica espacial fundamental permanecia notavelmente consistente. Dois volumes habitáveis fechados são separados por uma passagem central aberta e unificados sob uma cobertura contínua, criando uma habitação que é, ao mesmo tempo, econômica e sensível aos verões longos e quentes. Embora historiadores/as da arquitetura continuem a debater as origens geográficas precisas da dogtrot, a tipologia representa uma inteligência vernacular mais ampla que surgiu da convergência entre necessidade ambiental, práticas construtivas locais e a vida rural.

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Como a IA está transformando o fluxo de trabalho da visualização arquitetônica

A visualização de arquitetura há muito desempenha um papel fundamental na comunicação e na formatação de ideias de projeto. Hoje, essa atribuição está se expandindo. Com o avanço da inteligência artificial, a visualização passa a se integrar de maneira mais profunda a todo o fluxo de trabalho de projeto, viabilizando iterações mais rápidas e tomadas de decisão mais fundamentadas.

ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva

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O espaço público é frequentemente projetado em torno de uma ideia restrita sobre como as pessoas se movem, interagem e respondem ao seu entorno. O ParkTEA parte de uma premissa diferente: a cidade também pode abrir espaço para quem vivencia o ambiente a partir de diferentes condições sensoriais e sociais.

Desenvolvido por Ignacio Martínez Pardo na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (ETSAM), o projeto foi concebido no âmbito do programa de trabalho de conclusão de mestrado (Graduate-MHab) durante o ano letivo de 2024 a 2025, sob a orientação de Héctor Fernández Elorza, Jesús Aparicio, Carlos García Fernández e Jaime Daroca Guerrero. Reconhecido como um dos vencedores da primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, o ParkTEA aborda o tema da coexistência por meio de uma proposta que reúne cuidado, infraestrutura e vida urbana.

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