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Eficiencia Energética: O mais recente de arquitetura e notícia

Protótipo de bateria arquitetônica transforma espaço público em armazenamento urbano de energia em Ontário, Canadá

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Diante de um cenário de mudanças climáticas, inflação e conflitos armados, o sistema energético global passa por transformações e enfrenta questionamentos. Segundo as Nações Unidas, os edifícios devem ser aquecidos, iluminados e eletrificados por meio de fontes de energia limpas, acessíveis, viáveis, sustentáveis e confiáveis. A arquitetura e o planejamento urbano podem contribuir tanto para expandir o acesso à energia quanto para explorar diferentes formas de armazenamento. A startup Civic Grid, sediada em Toronto, projeta e constrói sistemas de armazenamento de energia com o objetivo de transformar a relação das comunidades com a eletricidade que move o cotidiano. Sua primeira bateria arquitetônica foi concebida como uma obra de arquitetura pública pelos/as arquitetos/as Jack Self e Josh Harskamp, em colaboração com o designer industrial Max Fine. O protótipo é a evolução de um sistema de energia implantável desenvolvido em parceria com a Proteção Civil de Lisboa para a Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025, ainda em funcionamento, e é acompanhado por uma maquete física.

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Como a Terraco potencializa a eficiência térmica e a longevidade das fachadas em edifícios pré-fabricados

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O mercado global de construção offsite—que engloba sistemas modulares, pré-moldados de concreto e híbridos pré-fabricados—foi avaliado em US$ 172 bilhões em 2024 e projeta-se que atinja US$ 225,7 bilhões até 2030 (com uma taxa de crescimento anual composta, ou CAGR, de 4,9% a 8%). Nos Emirados Árabes Unidos, as metas governamentais preveem que 25% a 30% dos componentes de projetos públicos sejam produzidos em sistemas offsite até 2030; o Reino Unido lidera globalmente hoje, com 15% a 20% das habitações utilizando soluções offsite. A fabricação offsite é cada vez mais promovida como o futuro sustentável da construção civil, apresentando benefícios como a redução de resíduos, prazos de entrega acelerados e melhor controle de qualidade. A sustentabilidade, contudo, não se define pela rapidez com que um edifício é montado, mas sim por seu desempenho ao longo do tempo.

O que acontece quando a energia solar é tratada como material de construção?

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À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.

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Como a arquitetura está aprendendo a gerar sua própria energia

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Além de ser uma fonte de vida, a força do sol na arquitetura está há muito tempo atrelada à necessidade da humanidade de aproveitá-la e controlá-la como um recurso vital. Desde a antiguidade, a energia solar tem sido utilizada para medir o tempo, apoiar o plantio e a colheita, e oferecer proteção contra o calor e o frio. Hoje, a radiação solar desempenha um papel significativo no consumo global de energia. Soluções arquitetônicas baseadas em materiais, tecnologias e análises ambientais são desenvolvidas a partir da compreensão da capacidade da energia solar de transformar o ambiente interno das edificações. Mas como as edificações podem ser transformadas em fontes de energia limpa?

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Como as estratégias de projeto passivo moldam o desempenho térmico

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A arquitetura pode moldar o conforto antes mesmo que os sistemas mecânicos entrem em cena? Em um cenário no qual os edifícios respondem por quase 40% do consumo global de energia e as pessoas passam cerca de 90% do tempo em espaços internos, o conforto térmico tornou-se uma das preocupações mais urgentes da arquitetura. No entanto, embora seja frequentemente associado a índices de isolamento, classificações energéticas ou sistemas mecânicos, o desempenho térmico começa com decisões espaciais tomadas muito antes da introdução de equipamentos técnicos. Orientação, fluxo de ar, luz natural e a implantação de aberturas influenciam diretamente como um edifício absorve, retém e dissipa calor ao longo do dia.

O desempenho térmico não se resume a reduzir a demanda de energia, mas também a manter condições internas confortáveis em resposta ao clima. Estritamente ligado ao conforto térmico — a maneira como os/as ocupantes vivenciam a temperatura, o fluxo de ar, a umidade e o calor radiante —, ele influencia a saúde, o bem-estar e a produtividade na mesma medida em que afeta a eficiência operacional. Pesquisas sugerem que ambientes internos saudáveis podem melhorar a capacidade de aprendizado e a produtividade em até 15%, reforçando a relação cada vez mais evidente entre desempenho ambiental, resiliência e qualidade espacial.

Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente?

Na história da arquitetura, as questões de eficiência energética e emissões de CO2 eram consideradas marginais até o final do século XX. A pontuação ínfima de alguns icônicos edifícios modernistas no programa de certificação energética Energy Star ilustra essa situação. O edifício MetLife/PanAm de 1963 (Walter Gropius e Pietro Belluschi), obteve uma pontuação sombria de 39 (em uma escala de 0 a 100), a Lever House (Skidmore, Owings e Merrill, 1952), obteve 20. O pior desempenho de todos foi do icônico edifício Seagram de Mies Van der Rohe, construído em 1958, com apenas 3 pontos. Por outro lado, dois venerados edifícios da década de 1930 considerados Art Déco, o Chrysler Building e o Empire State Building, alcançaram 84 e 80 pontos como resultado de amplas atualizações de seus sistemas mecânicos e de isolamento.

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Explorando as estratégias arquitetônicas passivas nos edifícios icônicos de Renzo Piano

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Não é exagero dizer que Renzo Piano é um dos arquitetos mais unânimes que existem no mundo da arquitetura. Com uma obra que mescla respeito ao contexto, leveza e tecnologia para criar estruturas ambientalmente conscientes e esteticamente agradáveis, sua abordagem combina materiais avançados com técnicas tradicionais. Em projetos de diversas escalas, o arquiteto genovês mantém um fio condutor essencial: a implementação de estratégias arquitetônicas passivas, destacando a importância desses métodos para a sustentabilidade e a eficiência energética. Isso é frequentemente explicitado em seus croquis, como uma preocupação inicial, e se concretiza claramente nas obras finalizadas. Veja, a seguir, alguns exemplos em projetos icônicos desenvolvidos pelo seu escritório nas últimas décadas.

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8 Opiniões sobre arquitetura em 2023 (por uma maior ecoeficiência na construção)

Se os últimos anos foram uma ocasião perfeita para refletir e debater sobre bem-estar, digitalização e democratização no projeto arquitetônico, este ano de 2023 foi uma tremenda oportunidade para aprofundar e comentar outras das questões mais urgentes: a crise climática e o ambiente natural entraram definitivamente na agenda global de arquitetura e construção, juntamente com a circularidade, a eficiência energética e a descarbonização. É hora de falar sobre isso para construir de forma consciente.

Analisando o futuro da madeira, da água e da iluminação, em cada um dos tópicos relacionados que o ArchDaily desenvolveu mês a mês, fizemos uma pergunta aberta para que vocês - nossos queridos leitores - pudessem participar ativamente com a contribuição de suas experiências e conhecimentos. Depois de ler e compilar um grande número de mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e entusiastas da arquitetura, chegou a hora de apresentar um resumo das principais posições. Muito obrigado por suas opiniões e aguardamos seus comentários para 2024!

Como as cores influenciam no conforto térmico e gasto energético dos edifícios?

A tonalidade das cores desempenha um papel importante no conforto térmico dos edifícios, influenciando a absorção, reflexão e emissão de energia térmica. Junto da análise do clima local, da orientação solar e das qualidades dos materiais de construção, é possível conceber uma abordagem integrada consoante as pinturas das superfícies que ajuda a economizar até mesmo na conta de luz. Saiba como essas variáveis podem ser combinadas para trabalhar as cores com o desempenho térmico do seu projeto.

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Baupal: um aplicativo de construção para uma arquitetura mais acessível

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A empresa alemã baupal busca democratizar a arquitetura sustentável e personalizada através de uma ferramenta online. A empresa quer tornar o projeto de arquitetura, seus trâmites legais, as avaliações de custos e análises energéticas mais acessíveis e fáceis para construtores privados e projetos de pequeno porte. Baupal é um serviço online de construção que visa aproveitar processos digitais e estruturas de equipe eficientes para otimizar processos de projeto, planejamento e licenciamento para uma variedade de projetos de pequena escala.

Selecionado como um dos Melhores Novos Escritórios de 2021, Baupal é uma start-up sediada em Berlim fundada em 2020 por Constantin Schmidt-Thomé, Justus Menten e Max Schroeren com o objetivo de "simplificar o design e aplicativos de construção para os proprietários de residências e seus construtores". Com formação em finanças, empreendedorismo e arquitetura, a equipe quer transformar o processo de aprovação de projetos em uma experiência do cliente por meio de fluxos de trabalho digitais e transparentes. A empresa é especializada em reformas, ampliações e novas casas unifamiliares, além de fornecer serviços de construção para empresas do setor.

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50 Tons de verde: as contradições do "greenwashing" na arquitetura

Hoje em dia tudo é “pintado” de verde. São embalagens verdes, tecnologias verdes, materiais verdes, automóveis verdes e, claro, arquitetura verde. Uma “onda verde” estimulada pela crise ambiental e energética que estamos enfrentando, com destaque para as mudanças climáticas e todas as consequências atreladas ao aquecimento do planeta. Situação calamitosa confirmada pela segunda parte do relatório intitulado Mudanças Climáticas 2022: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) eapresentado nas últimas semanas. Nele revela-se que, embora os esforços de adaptação estejam sendo observados em todos os setores, o progresso implementado até agora é muito baixo, pois as ações tomadas não são suficientes.

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Favela em São Paulo será totalmente abastecida por energia solar

A Favela Marte, localizada em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, será a primeira comunidade da América Latina totalmente abastecida com placas solares. O local servirá de modelo para um amplo projeto que promete gerar renda e desenvolvimento social aos moradores. 

Conhecida como Vila Itália, a comunidade começou a surgir em 2014. Por diversos anos, a população foi alvo de ações judiciais, que visavam desapropriar a área privada. Um novo revés veio quando a área foi escolhida para servir como modelo para o projeto “Favela 3D”, referindo-se à criação de ambientes dignos, digitais e desenvolvidos. 

Estratégias passivas de conforto térmico aplicadas em projetos residenciais

Foi-se o tempo em que eram bem vistas as arquiteturas que se fechavam para dentro de si, nas quais seu envoltório seria, não como um moderador do clima exterior no ambiente interno, mas uma barreira inerte e independente. Inúmeros equipamentos mecânicos, elétricos para ventilar, para aquecer, para resfriar. Uma completa máquina.

Hoje se pensa cada vez mais na interação da arquitetura com meio no qual está inserida, fazendo com que nós arquitetos assumamos a responsabilidade do conforto térmico dos ambientes, utilizando estratégias de projeto para uma climatização natural.

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Pesquisadores criam primeira bateria recarregável à base de cimento

O armazenamento de energia renovável, sobretudo eólica e solar, ainda é um desafio. Mas, cientistas da Universidade Técnica Chalmers, na Suécia, estão dando um grande passo rumo à criação de uma bateria ecológica feita de cimento. O projeto, ainda em fase de protótipo, é focado na construção civil. 

Em busca de materiais sustentáveis e escaláveis, os pesquisadores Emma Zhang e Luping Tang, do Departamento de Arquitetura e Engenharia Civil, criaram um novo conceito para baterias recarregáveis. O processo envolve primeiro uma mistura à base de cimento, com pequenas quantidades de fibras curtas de carbono adicionadas para aumentar a condutividade e a tenacidade à flexão. Então, embutida na mistura está uma malha de fibra de carbono revestida de metal – ferro para o ânodo e níquel para o cátodo. É o primeiro conceito do tipo no mundo.

Resultado do concurso nacional de Habitação de Interesse Sustentável

Reunir projetos arquitetônicos de habitações de interesse social que sejam inovadores, sustentáveis e possibilitem redução do consumo de energia. Esse era o objetivo do Concurso Nacional de Ideias em Arquitetura para Eficiência Energética em Habitação de Interesse Social, organizado pela empresa de cooperação governamental alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

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Concurso de projeto para eficiência energética em habitação de interesse social: inscrições abertas

Reunir projetos arquitetônicos de habitações de interesse social que sejam inovadores, sustentáveis e possibilitem redução do consumo de energia. Esse é o objetivo do Concurso Nacional de Ideias em Arquitetura para Eficiência Energética em Habitação de Interesse Social, lançado nesta segunda-feira (15) pela empresa de cooperação governamental alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. As inscrições vão até 26 de abril.

O que acontece com um painel solar quando termina sua vida útil?

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Sempre que pensamos em painéis solares, a ideia de um produto sustentável surge. Sem dúvida eles são uma solução para gerar energia renovável, mas, o que pouca gente sabe, é que os painéis solares são muito difíceis de reciclar. Esta desvantagem não é motivo para que eles não sejam adotados em construções e usinas solares, mas mostram que a sustentabilidade tem que ser um foco constante em relação a estes produtos, mesmo depois que eles deixam de funcionar.

O que esperar dos interiores do futuro

Em 2018, a ONU divulgou um artigo afirmando que 55% da população mundial já vivia em áreas urbanas, prevendo que em 2050 esse percentual chegará a 68%. Essa tendência à maior urbanização traz consigo várias implicações em relação à degradação ambiental e à desigualdade social. De acordo com a National Geographic, o crescimento urbano aumenta a poluição do ar, põe em perigo as populações de animais, promove a perda de cobertura urbana de árvores e aumenta a probabilidade de catástrofes ambientais, como inundações repentinas. Esses riscos à saúde e fenômenos catastróficos podem ter maior probabilidade de afetar as populações mais pobres, pois as cidades maiores geralmente demonstram taxas mais altas de desigualdade econômica e o crescimento descontrolado tende a produzir distribuições desiguais de espaço, serviços e oportunidades.

Para mitigar esses efeitos negativos da urbanização, arquitetos vêm priorizando cada vez mais a sustentabilidade e a maximização do espaço disponível - permitindo que mais pessoas ocupem menos espaço com uma área menor.

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