Apesar das controvérsias sobre a realização da Copa do Mundo no Brasil, um fato que é certamente positivo - e pouquíssimo divulgado - é que quatro dos estádios construídos para o evento esportivo somam 5,4 MW de produção de energia elétrica proveniente de células fotovoltaicas.
Para os que não conhecem, o Solar Decathlon é um concurso criado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos em 1999 que realizou sua primeira edição internacional em 2010, desafiando equipes universitárias a projetar e construir residências acessíveis, inovadores e energeticamente eficientes que utilizem apenas o sol como fonte de energia. Pela primeira vez em sua exitosa história a competição realizará uma versão latino-americana, prevista para dezembro de 2015; a sede escolhida foi Santiago de Cali, Colômbia.
Um das diferenças que a versão latino-americana trará é que a tradicional exposição das casas (Vila Solar) não será desmontada ao final no evento. Como comenta o prefeito de Cali, Rodrigo Guerrero, "desta vez, ao fim do evento, não se desmontará os pavilhões. Deixaremos eles ali para que seja um bairro modelo que servirá de laboratório e referência."
Há alguns meses nossa série Cinema e Arquitetura mostrou a história de Michael Reynolds; um arquiteto visionário e rebelde que impulsionou uma série de iniciativas experimentais em todo o mundo, desafiando o que é dado como certo e promovendo um novo tipo de arquitetura baseada na reciclagem e na autossuficiência.
O projeto “Tol-Haru, la Nave Tierra del Fin del Mundo" - localizado em Ushuaia, Argentina (em um terreno doado pelo Município) - está sendo completamente construído com materiais reciclados e poderá gerar energia através dos ventos e do sol para seu próprio aquecimento e resfriamento, além de reutilizar a água da chuva e reciclar seus próprios resíduos.
Mais detalhes do novo projeto de Reynolds a seguir.
O sol é a maior fonte de energia sustentável da terra. Há mais de 30 anos a tecnologia tem nos ajudado a converter esta fonte inesgotável de energia para o funcionamento das nossas cidades, contudo, o movimento da terra sempre tornou difícil a tarefa de absorvê-la plenamente. O projeto Rawlemon, de André Broessel, se volta à produção de uma energia mais limpa, com uma pegada de carbono mais baixa e melhor rendimento no uso e conversão desta energia solar renovável.
O projeto é composto por uma esfera perfeitamente simétrica e transparente - fácil de integrar aos edifícios - que aumenta em 35% a eficiência dos painéis fotovoltaicos tradicionais.