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Global Design Forum Istambul encerra sua primeira edição com programação de instalações e palestras por toda a cidade

O Global Design Forum Istambul encerrou sua edição inaugural realizada entre 13 e 16 de maio de 2026, reunindo arquitetos/as, designers, urbanistas e profissionais da cultura por meio de uma programação de instalações, palestras, exibições e eventos públicos espalhados por toda a cidade. Apresentado pelo London Design Festival em colaboração com a People Places Ideas, o fórum foi idealizado e curado pela diretora artística Melek Zeynep Bulut e pela assessora de conteúdo do fórum Beatrice Galilee. Organizado em torno do tema "Worlds in Contact" (Mundos em Contato), o programa contou com a contribuição de nomes como Lina Ghotmeh, Marina Tabassum, Liam Young, Tom Dixon, Lesley Lokko, Ma Yansong, Andrew Waugh e Olaf Grawer, posicionando Istambul como uma plataforma de debates interdisciplinares sobre design e o ambiente construído.

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Atelier Bow-Wow e cientistas do clima são homenageados com o Daylight Award 2026 no Dia Internacional da Luz da UNESCO

No Dia Internacional da Luz da UNESCO, celebrado anualmente em 16 de maio, o Daylight Award anunciou os/as laureados/as de 2026. Criado para apoiar pesquisas sobre a compreensão científica da luz natural e sua importância para a saúde, o bem-estar, os ecossistemas e o projeto de arquitetura, o prêmio reconhece realizações em duas categorias: Luz Natural na Arquitetura e Pesquisa em Luz Natural. Este ano, os/as arquitetos/as japoneses/as Momoyo Kaijima e Yoshiharu Tsukamoto, do Atelier Bow-Wow, foram homenageados/as por demonstrarem como a luz natural pode moldar os espaços compartilhados e a vida cotidiana, ao passo que os/as biólogos/as marinhos/as Brittany N. Zepernick, Steven W. Wilhelm e R. Michael McKay, dos Estados Unidos e do Canadá, foram reconhecidos/as por suas pesquisas sobre microrganismos aquáticos e suas implicações para a saúde planetária e a biodiversidade.

Reconsiderando a Casa Shotgun: Entre Preservação, Experimentação e Deslocamento

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Surgida em cidades portuárias e bairros operários ao longo do século XIX, a casa shotgun tornou-se uma resposta duradoura à densidade, ao clima e a lotes urbanos restritos, consolidando-se como uma das formas domésticas mais emblemáticas do sul dos Estados Unidos. Sua implantação estreita, planta sequencial e varandas profundamente sombreadas geraram uma lógica espacial econômica e ambientalmente responsável muito antes de qualquer um desses termos se tornar central no discurso arquitetônico. De Nova Orleans e Mobile a Houston e Louisville, as casas shotgun formaram o tecido físico de bairros moldados pela migração, pelo trabalho, pela comunidade e pela vida cultural. Embora muitas vezes desdenhada como uma construção vernacular comum, essa tipologia residencial há muito tempo corporifica ideias sofisticadas de adaptação climática, adjacência social e crescimento urbano incremental, o que a torna uma das formas domésticas mais influentes na história das cidades estadunidenses.

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"Fazer Arquitetura": Wang Shu e Lu Wenyu anunciam o tema e o título da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027

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Wang Shu e Lu Wenyu, responsáveis pela curadoria da 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, revelaram os primeiros detalhes da aguardada edição de 2027. Sob o título "Do Architecture - For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a mostra acontecerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027, ocupando os Giardini, o Arsenale e diversos espaços em Veneza.

A linha curatorial reflete muitas das ideias desenvolvidas ao longo da trajetória do Amateur Architecture Studio, fundado por Wang Shu e Lu Wenyu em 1997. Seus projetos exploram de forma consistente o reúso de materiais reaproveitados, técnicas construtivas regionais e a continuidade entre formas históricas e contemporâneas de construir. Tanto em contextos urbanos quanto rurais, o trabalho do escritório costuma enfatizar as tradições artesanais, a memória coletiva e as qualidades espaciais intrínsecas aos ambientes cotidianos.

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Selldorf Architects, STUDIOS Architecture e BASE Paysagiste são selecionados para renovar o Museu do Louvre

O Ministério da Cultura da França anunciou na segunda-feira, 18 de maio de 2026, a equipe vencedora do concurso "Louvre–Nouvelle Renaissance". O grupo selecionado para transformar o mundialmente famoso Museu do Louvre é liderado por STUDIOS Architecture, pelo escritório nova-iorquino Selldorf Architects e pela empresa de arquitetura paisagística BASE Paysagiste. A iniciativa de reforma foi anunciada em janeiro de 2025 como uma grande intervenção no complexo histórico, após preocupações expressas pela direção do museu quanto ao seu estado de deterioração. A primeira etapa do concurso ocorreu em junho, e a lista de cinco equipes finalistas foi divulgada em outubro. Segundo as autoridades francesas, o projeto tem um duplo objetivo: reparar e transformar o edifício para preservar seu acervo e, ao mesmo tempo, atualizá-lo para atender às expectativas do público contemporâneo, incluindo exigências de sustentabilidade que trarão desafios significativos para o museu nas próximas décadas.

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Arquitetura e ideologia: como os sistemas políticos moldaram o design do século XX

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A arquitetura é frequentemente apresentada como a expressão visível de seu tempo, de seus desejos, de sua fé no progresso, de sua ideia de ordem. No entanto, essa leitura tende a achatar as condições sob as quais as edificações são produzidas. Ela sugere que a arquitetura simplesmente acompanha a história quando, em muitos casos, participa ativamente dela. Poucos períodos tornam isso tão evidente quanto o século XX, quando a arquitetura se viu profundamente imbricada com programas políticos, sistemas econômicos e visões conflitantes sobre como a vida coletiva deveria ser organizada.

O que costuma ser agrupado sob o rótulo de Modernismo é frequentemente descrito como um projeto coerente, definido pela clareza formal, pelo otimismo tecnológico e pela ruptura com os estilos históricos. Contudo, essa aparente coerência se dissolve quando olhamos para além de seus centros canônicos. Os mesmos princípios espaciais (padronização, zoneamento funcional, produção industrial) foram adotados em contextos políticos e econômicos que diferiam significativamente em suas estruturas e objetivos. Um movimento aparentemente estático desdobrou-se em um sistema flexível, continuamente reorientado de acordo com as prioridades de cada regime. O que parecia uma linguagem compartilhada era, na prática, um conjunto de ferramentas aplicadas a agendas distintas.

Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

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Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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O Controle Suave do Espaço: Design para a Tomada de Decisões

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"Não há espaço sem acontecimento, não há arquitetura sem ação." Ao escrever essas palavras, Bernard Tschumi articulava um princípio fundamental da prática da arquitetura. A arquitetura trata de comportamento. Cada traço de caneta em uma planta baixa é uma proposição sobre como os/as ocupantes se moverão ou quais ações se tornarão possíveis.

Desenhar é arquitetar uma realidade. Contudo, apesar desse poder, a arquitetura não comanda. Ela não emite instruções nem impõe conformidade; em vez disso, opera por meio de um controle sutil — um modo de influência que molda o comportamento ao estruturar a percepção e guiar a atenção.

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LANZA atelier revela novos detalhes do Pavilhão Serpentine de 2026

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O escritório mexicano de arquitetura LANZA atelier revelou novos detalhes sobre o Serpentine Pavilion de 2026, intitulado "a serpentine", que abrirá ao público em 6 de junho de 2026 na Serpentine South. Projetado pela dupla de fundadores do estúdio, Isabel Abascal e Alessandro Arienzo, o projeto reinterpreta a histórica parede sinuosa (conhecida como crinkle-crankle) por meio de uma estrutura leve de tijolos integrada à paisagem do Hyde Park. Marcando a 25ª edição da comissão anual, o pavilhão permanecerá aberto até outubro de 2026 e servirá como espaço para a programação pública da Serpentine, que inclui performances, debates, exibições de filmes e eventos comunitários.

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Espaços de entretenimento históricos em Oxford, Valparaíso e Osaka refletem as crescentes pressões sobre a infraestrutura cultural

Entre 2005 e 2021, os/as fotógrafos/as franceses/as Yves Marchand e Romain Meffre desenvolveram um projeto de longo prazo intitulado Theaters. Recentemente exposta na KYOTOGRAPHIE 2026, a obra documenta um fenômeno que segue se desdobrando gradualmente ao redor do mundo: o declínio de infraestruturas originalmente projetadas para o entretenimento público no início do século XX. Teatros, cinemas e casas de espetáculo que outrora acompanharam a modernização das cidades estão sendo cada vez mais abandonados, reaproveitados ou "deixados em suspensão como ruínas híbridas." Esse processo é frequentemente associado à crescente individualização do consumo cultural — desde a popularização da televisão até a ascensão da indústria de streaming —, bem como ao impacto da pandemia de COVID-19 nas instituições culturais. Abaixo, três casos localizados na Inglaterra, no Chile e no Japão ilustram diferentes etapas dessa transformação, ao mesmo tempo em que destacam os esforços liderados pela comunidade para preservar o patrimônio cultural moderno.

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Petróleo, Vidro e Identidade: O Modernismo do Golfo entre a Imagem Global e o Clima Local

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Ao passar do calor de Dubai para o saguão de uma torre de vidro, o deserto parece desaparecer. Do lado de fora, as temperaturas ultrapassam os 45 graus Celsius; do lado de dentro, o ar é frio, confinado e perfeitamente controlado. Durante décadas, esse contraste se tornou a imagem definidora da modernidade do Golfo. A arquitetura passou a ser menos uma negociação com o clima e mais uma demonstração de que o clima poderia ser superado. Torres de vidro reflexivo ergueram-se no deserto como símbolos de ascensão, projetando poder financeiro, confiança tecnológica e ambição global. Sob essa imagem urbana, operava uma infraestrutura baseada no petróleo, na energia barata e na contínua supressão mecânica do calor.

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Ver e Prever: Pesquisa Arquitetônica em Quatro Cidades do Sudeste Europeu

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As cidades do Sudeste Europeu não esperam para ser lidas. Elas acumulam, camada sobre camada, o planejamento socialista, a ruptura pós-socialista e o trabalho mais silencioso e menos legível de cidadãos e cidadãs que reconstroem o espaço a partir do zero. Aqui, o espaço e o legado impõem suas próprias condições. O que acontece com a pesquisa em arquitetura quando as cidades que observamos parecem já saber algo que nossa disciplina ainda não aprendeu a enxergar? 

Do presídio espanhol à malha americana: as raízes hispânicas do núcleo urbano de San Diego

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Muito próxima à fronteira mexicana, no extremo sudoeste dos Estados Unidos, fica a cidade de San Diego. Sua história urbana teve início em 1769 com a chegada de uma expedição militar espanhola comandada por Gaspar de Portolá, marco do primeiro assentamento permanente no território então conhecido como Alta Califórnia. No entanto, diferentemente das capitais administrativas e vilas mais formalmente urbanizadas do México e da América Central, San Diego foi concebida como um posto avançado de fronteira. Hoje, tornou-se a segunda maior cidade da Califórnia, atrás apenas de Los Angeles, e sua malha urbana conta a história de uma herança hispânica que se entrelaça com o cenário cultural contemporâneo dos Estados Unidos.

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Repensando o arranha-céu: 5 torres não construídas da comunidade ArchDaily

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A arquitetura de edifícios em altura continua sendo um instrumento fundamental para acomodar a densidade em ambientes urbanos em rápida evolução. Tradicionalmente definida pela eficiência e repetição, a torre vem sendo cada vez mais reexaminada como um sistema espacial e organizacional mais complexo. Em diferentes geografias, arquitetos e arquitetas testam como as estruturas verticais podem ir além de funções únicas para incorporar programas em camadas, estratégias ambientais e novas formas de ocupação.

A seleção a seguir reúne projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily, destacando uma variedade de abordagens para a torre contemporânea. De empreendimentos de uso misto e edifícios residenciais em altura a propostas ecológicas especulativas, essas obras refletem uma mudança contínua na forma como a arquitetura vertical é concebida. Tais torres dialogam com questões mais amplas de privacidade, coexistência, adaptabilidade e integração urbana.

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Salas de aula em evolução para mentes e futuros diversos

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Aprender algo novo é, biologicamente, uma transformação do cérebro. A cada experiência, as conexões neurais são reorganizadas, criando e fortalecendo sinapses. Muito mais do que simplesmente acumular informações, o aprendizado envolve reconfigurar estruturas internas — um processo capaz de remodelar tanto indivíduos quanto sociedades. O ambiente no qual isso ocorre pode cultivar a curiosidade, a adaptabilidade e a resiliência emocional, apoiando assim a nossa próxima geração de líderes, ou suprimir essas qualidades, levando ao retraimento e ao isolamento.

Com o surgimento da escolarização moderna durante a Revolução Industrial, emergiu um modelo padronizado, definido por fileiras de carteiras, instrução simultânea e supervisão visual. Frequentemente comparado a um sistema fabril, esse modelo ainda persiste em muitos lugares, apesar de profundas transformações tecnológicas. Esses ambientes rígidos permanecem mesmo quando o aprendizado contemporâneo exige experimentação e adaptabilidade.

Studio Gang conclui o Samuel H. Scripps Theater Center para o Hudson Valley Shakespeare em Nova York

O Hudson Valley Shakespeare inaugurou o Samuel H. Scripps Theater Center em Garrison, Nova York, marcando a conclusão de um projeto de seis anos que estabelece a primeira sede permanente da companhia. O novo campus, projetado pelo Studio Gang em colaboração com o escritório Nelson Byrd Woltz Landscape Architects, expande o tradicional modelo de apresentações ao ar livre da organização em uma instalação cultural e educacional permanente integrada à paisagem de Hudson Valley. A construção teve início em setembro de 2024, após vários anos de planejamento e captação de recursos.

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Kengo Kuma & Associates e Paul Raff Studio são selecionados para projetar o novo Centro de Visitantes do Parque Nacional de Banff, no Canadá

Em 13 de maio de 2026, a Parks Canada, agência federal responsável por proteger e gerenciar o patrimônio natural e cultural do Canadá, anunciou o projeto vencedor para a reformulação do centro de visitantes e espaço comunitário no Parque Nacional de Banff. O concurso foi organizado em parceria com o Royal Architectural Institute of Canada (RAIC) como parte do Projeto de Reurbanização do Quarteirão 200 da Banff Avenue. A proposta do Paul Raff Studio e da Kengo Kuma & Associates foi selecionada a partir de uma lista de cinco equipes pré-qualificadas que também incluía EVOQ + Ryder, KPMB Architects, Revery Architecture e Stantec Architecture. Um júri independente reunido pelo RAIC selecionou o projeto por sua abordagem em relação à paisagem, princípios de sustentabilidade e pelo equilíbrio entre conservação, patrimônio, perspectivas indígenas e experiência de visitantes, entre outros fatores.

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Leitura do território: as paisagens do Estudio Ome

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Sediado na Cidade do México, o Estudio Ome, fundado por Susana Rojas Saviñón e Hortense Blanchard, é um escritório de arquitetura e paisagismo que atua em florestas, terrenos vulcânicos, fragmentos urbanos e antigos sítios industriais. Vencedor do prêmio ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio desenvolve projetos a partir da observação contínua das condições ecológicas e territoriais, em que as decisões de projeto decorrem diretamente do comportamento do solo, da água, da vegetação e do relevo.

Cada projeto começa com encontros sucessivos. O primeiro contato com o terreno se dá por meio de caminhadas e da observação prolongada, permitindo que os padrões de drenagem, a erosão e as variações sazonais se tornem legíveis antes de qualquer medição formal. Essas visitas constituem a base para interpretar tanto as camadas visíveis quanto as subterrâneas — a hidrologia e as transformações históricas que continuam a exercer influência sobre a superfície.

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Appartamento Spagnolo abre uma janela para o design de interiores espanhol na Semana de Design de Milão 2026

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Interpretar o habitat contemporâneo é uma prioridade para arquitetos/as e designers em todo o mundo. Em meio a tendências flutuantes, fusões estilísticas e o resgate de diferentes técnicas, o design de interiores contemporâneo reúne materiais, texturas e cores para transformar a experiência de uso. No âmbito doméstico, desenrola-se uma série de realidades, tensões e atividades, em que o design serve como uma base sólida e um sistema de apoio para atender às necessidades de seus/suas habitantes. Durante a Milan Design Week 2026, o ICEX e a Elle Decor Italia apresentaram a quarta edição do Appartamento Spagnolo—uma estrutura espacial criada para exibir o design de interiores espanhol contemporâneo em um contexto histórico.

WUF13 em Baku e o Mosteiro Ambrosiano de Stefano Boeri em Milão: Resumo da Semana

À medida que as crises urbanas globais se intensificam, somando-se às crescentes pressões ambientais, sociais e culturais, as notícias desta semana mostram como instituições, exposições e projetos de restauro evidenciam a relação entre o ambiente construído e a experiência coletiva. Os temas variam de fóruns internacionais que abordam a insegurança habitacional e a resiliência urbana a eventos culturais que examinam memória, identidade e percepção espacial, posicionando a arquitetura tanto como uma estrutura para políticas públicas quanto como um meio de reflexão crítica. Paralelamente, grandes iniciativas de restauro e redesenvolvimento destacam uma atenção renovada na preservação da continuidade histórica, adaptando locais de patrimônio e instituições culturais a novas formas de uso, acessibilidade e engajamento público.

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MVRDV e OODA revelam masterplan guiado pela paisagem para a regeneração da frente ribeirinha de Marvila, em Lisboa

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MVRDV e OODA revelaram um novo plano diretor para a regeneração de uma área vaga de 28 hectares entre Marvila e Beato, na frente ribeirinha de Lisboa. Recentemente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, o projeto foi desenvolvido em colaboração com o escritório LOLA Landscape Architects e a empresa de engenharia Thornton Tomasetti para transformar a área em um distrito urbano pautado pelo paisagismo. Sob o título *The Marvila Masterplan*, a proposta estabelece diretrizes para a implantação de 1.400 moradias, além de equipamentos públicos, espaços comerciais e de serviços, em um território fragmentado e majoritariamente abandonado. O projeto é uma iniciativa privada liderada pelo/a principal proprietário/a do terreno e desenvolvida em coordenação com a Câmara Municipal de Lisboa e a Infraestruturas de Portugal.

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Steel Architectural Awards ASEAN 2026: Inscrições abertas em todo o Sudeste Asiático

O Steel Architectural Awards ASEAN 2026 é um prêmio regional de arquitetura promovido pela NS BlueScope para reconhecer projetos construídos que demonstram excelência arquitetônica por meio do uso de soluções em aço revestido. Sob o tema Shaping Resilient Futures: Timeless Design with Coated Steel, o programa destaca projetos na Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, progredindo das etapas nacionais (Country Awards) ao reconhecimento em nível regional (ASEAN). Este artigo explica como funciona a dinâmica em duas etapas, quais categorias estão incluídas e como os projetos são avaliados em termos de Excelência em Design, Inovação e Sustentabilidade.

Projetar com o ar: repensando a arquitetura para além da parede

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A arquitetura é tradicionalmente registrada pela persistência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é invocada, ela costuma ser compreendida como um ato subtrativo — o afilamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. No entanto, existe uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material de construção não é o que ocupa o espaço, mas o que se move através dele.

Tratar o ar como um meio significa ir além do binarismo do envelope. A fronteira entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e se transforma, em contrapartida, em um campo de filtragem e pressão. Começamos a ver o edifício como uma válvula térmica, uma série de gradientes nos quais a umidade, a velocidade e o calor não são meras "condições" de fundo a serem mitigadas por sistemas mecânicos, mas as próprias substâncias que estão sendo moldadas.

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Distração na Arquitetura: Em conversa com Smiljan Radić, Prêmio Pritzker 2026

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"Quero começar agradecendo à própria arquitetura." Com essas palavras, o arquiteto chileno Smiljan Radić, o 55º laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura, abriu seu discurso de aceitação na Cidade do México. Ao refletir sobre o que chama de "distrações", ele agradeceu pelos muitos encontros que o acompanharam ao longo de sua vida e prática profissional: da arte, cidades, materiais, estruturas e composições a paisagens, poesia, natureza, formas, histórias e memórias. Ele falou sobre o que, dentro de tudo isso, o instigou e sobre as marcas deixadas em sua imaginação arquitetônica.

Da luz negra em Chandigarh e do interior de San Salvatore em Rialto aos amontoados de pedra na ilha croata de Brač; das colunas caídas do Templo de Poseidon e dos vilarejos abandonados espalhados pelo Chile a People Meet in Architecture, a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010 de Kazuyo Sejima, o circo itinerante chileno e o silêncio da água nas cisternas de Santa Sofia, seu discurso se desdobrou como um tributo a momentos, encontros e distrações. Uma colagem de memórias e impressões que, juntas, moldaram o arquiteto que ele se tornou.

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