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Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina

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Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".

Em um universo no qual o próprio termo "arquitetura" é estrangeiro, abordar suas construções — se é que essa palavra dá conta de nomeá-las — a partir de um viés exclusivamente material ou tecnológico não deixa de ser uma tentativa de enquadrar suas formas de produzir espaço em categorias ocidentais. Reduz-se, assim, uma cosmologia complexa a um conjunto de atributos mensuráveis, como se fosse possível transformá-la em um checklist aplicável a qualquer arquitetura, apagando justamente aquilo que a distingue: as relações entre território, corpo e memória.

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Ambientes virtuais estão mudando a forma como vivenciamos a arquitetura

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Há uma grande diferença entre olhar para a imagem de um edifício e vivenciar o espaço que ela representa. A atmosfera de um lugar, moldada por sua luz, sons, materialidade e relação com a paisagem circundante, há muito pertence ao domínio da experiência física. Hoje, as tecnologias de renderização em tempo real começam a estreitar essa lacuna, permitindo que os projetos sejam explorados e vivenciados antes mesmo de serem construídos.

Muito antes de um edifício ser construído, ele existe como desenhos, maquetes físicas, perspectivas, fotografias e, mais recentemente, renderizações fotorrealistas. Ao longo da história, cada nova ferramenta de representação buscou comunicar não apenas a aparência de um projeto, mas também a experiência de habitá-lo.

Restauração do Teatro Mauri revitaliza marco modernista de 1951 em Valparaíso, Chile

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Em junho de 2026, o reformado Teatro Mauri reabriu suas portas no Cerro Bellavista, em Valparaíso, que já foi o principal porto do Chile. O edifício faz parte do legado modernista da América Latina e fica ao lado de La Sebastiana, uma das renomadas residências do poeta Pablo Neruda. O projeto foi concebido pelo arquiteto Alfredo Vargas Stoller, autor de outros ícones da arquitetura moderna em Valparaíso, como o Edificio Cooperativa Vitalicia e o Conjunto de Viviendas Vargas em Viña del Mar. O Teatro Mauri foi inaugurado em 1951 como um espaço para espetáculos e cinema. Após um incêndio no início dos anos 1990, o edifício entrou em declínio, servindo apenas esporadicamente como espaço para festas e eventos locais. Em 2015, foi adquirido pela Sociedad Chilena de Autores e Intérpretes (SCD), que encomendou sua restauração aos/às arquitetos/as Laura Garrido e Gregorio Garretón.

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto

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Embora os Andes sejam frequentemente vistos como uma cordilheira contínua, eles abrangem uma grande variedade de climas e ecossistemas. No Equador, Peru, Bolívia, Colômbia e Chile, páramos, planaltos áridos, vales temperados e paisagens nevadas podem coexistir a distâncias relativamente curtas uns dos outros. À medida que a altitude varia, mudam também a temperatura, a radiação solar, a umidade, os ventos, a vegetação e a topografia, gerando ambientes que exigem diferentes abordagens construtivas.

Diferentemente de muitas regiões montanhosas onde o frio é a condição ambiental predominante, as áreas de grande altitude nos Andes reúnem diversas condições climáticas simultaneamente. Conforme a altitude aumenta, a radiação solar torna-se mais intensa. Algumas regiões permanecem úmidas ao longo de todo o ano, ao passo que outras enfrentam períodos prolongados de seca. Em muitos locais, o terreno íngreme, a neve e as mudanças constantes nos padrões meteorológicos tornam-se fatores adicionais que influenciam o desenho das edificações.

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Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula

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A madeira está entre os materiais mais antigos e familiares da arquitetura. Contudo, seu uso contemporâneo levanta questões complexas sobre impacto ambiental, disponibilidade de recursos, procedência de materiais e circularidade em relação às economias locais. Ao mesmo tempo, os avanços no design computacional, na usinagem CNC e na fabricação robótica também estão reconfigurando a maneira como a madeira é projetada e montada, abrindo novas possibilidades para a inovação estrutural e a expressão formal, ao mesmo tempo em que redefinem o equilíbrio entre automação, força de trabalho e eficiência.

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Como os/as arquitetos/as podem simplificar os fluxos de trabalho de projeto além do CAD e do BIM

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As informações de um projeto de arquitetura não se limitam aos softwares CAD ou BIM. Briefings, PDFs de desenhos, contratos, orçamentos, relatórios de obra, arquivos de aprovação e especificações técnicas costumam ser os documentos que as equipes abrem, revisam, enviam e confirmam diariamente.

Quando esses arquivos ficam dispersos em e-mails, aplicativos de mensagem, cópias digitalizadas e diferentes dispositivos, erros de versão, atrasos em aprovações e perda de informações podem acontecer facilmente. Para arquitetos/as e pequenos escritórios, isso não apenas desacelera a comunicação, como também compromete a precisão do projeto, a confiança do cliente e os prazos de entrega.

As maiores cidades do mundo em 2026 por população

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Anualmente, no dia 11 de julho, o Dia Mundial da População chama a atenção para as tendências demográficas que estão remodelando as sociedades em todo o mundo. Em 2026, as Nações Unidas marcam a ocasião sob o tema "Realizar as Esperanças e Aspirações dos Jovens – Hoje e para o Futuro", destacando como as decisões da juventude sobre educação, emprego, habitação, relacionamentos e vida familiar são cada vez mais influenciadas pelas cidades onde vivem. Com base em Lives, Choices and Futures, uma pesquisa global com mais de 108 mil jovens adultos em 73 países, a campanha deste ano destaca a estreita relação entre as mudanças demográficas e as condições sociais, econômicas e espaciais das cidades.

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O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

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O conceito de museu historicamente suscita reflexões sobre identidade, representação e estruturas institucionais. Atualmente, os museus são concebidos como espaços cada vez mais complexos, que combinam áreas de exposição com outras funções culturais e educativas, estimulando o engajamento cívico, a experimentação artística e a responsabilidade arquivística. Ao longo deste ano, inúmeros projetos de museus foram anunciados e avançaram em várias regiões do mundo, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. A essa variedade soma-se a ampla gama de conceitos desenvolvidos no campo das ideias, propostas e especulações. É nesse território que se insere esta seleção de projetos enviados pela comunidade de leitores do ArchDaily: propostas cujos desenhos expandem os limites da nossa imaginação.

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Resgatando a voz local da arquitetura

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Parte da arquitetura regional mais inovadora do mundo nunca chega às manchetes simplesmente porque ninguém está contando a sua história. No sexto episódio do podcast Room For Dreams, gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a host Claire Brodka, do designboom, analisa detalhadamente esse gargalo ao lado dos/as arquitetos/as Niroop Reddy, Sujit Nair e Aman Aggarwal. O debate investiga como a falta histórica de narrativas na arquitetura acabou obscurecendo uma grande revolução de design em curso no subcontinente indiano.

A arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD)

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A arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Arch Daily EntrevistasA arquitetura chinesa contemporânea em constante geração e transformação: entrevista com Liu Yulong (THAD) - Mais Imagens+ 14

Paul Clemence registra o West Bund Orbit do Heatherwick Studio ao longo do rio Huangpu, em Xangai

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O fotógrafo Paul Clemence registrou o West Bund Orbit, pavilhão de exposições públicas do Heatherwick Studio na orla de West Bund, em Xangai, através de uma série de fotos que explora a identidade arquitetônica em constante evolução do projeto. Situado no Distrito de Xuhui, ao longo do Rio Huangpu, o edifício foi concebido como um destino cultural dentro do emergente polo financeiro da região, ao mesmo tempo em que amplia a rede de espaços públicos que definem a orla revitalizada. Em vez de focar apenas no edifício como um objeto isolado, as fotografias de Clemence examinam a relação entre arquitetura, circulação e paisagem, revelando como os caminhos interconectados e a forma em camadas do projeto dialogam tanto com a orla quanto com a cidade ao redor.

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A Ópera de Xangai do Snøhetta e o novo bairro do Foster + Partners em Seul: Os destaques da semana

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Esta semana foi dedicada às artes, com a arquitetura cultural dominando as manchetes em todo o mundo. Edifícios emblemáticos de grandes instituições alcançaram marcos importantes de construção e projeto, desde a Ópera de Xangai até o novo centro de artes cênicas de Abu Dhabi, ao mesmo tempo em que duas novas encomendas de museus foram anunciadas após concursos internacionais. A arquitetura também assumiu o papel de protagonista como tema de exposição em si mesma, com a Trienal de Arquitetura de Sharjah revelando sua lista de participantes e a Áustria apresentando sua proposta para a Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027. Além dessas novidades, o compilado de notícias desta semana inclui três futuros projetos de desenho urbano: em Seul, Coreia do Sul, um novo bairro à beira-rio no distrito de Apgujeong integra torres residenciais a áreas de parque que conectam a cidade ao Rio Han; em Cardiff, País de Gales, uma ponte de pedestres e ciclistas sobre o Rio Taff conecta bairros costeiros a novas habitações à beira-mar; e em Bengaluru, no sul da Índia, o Museu de Arte e Fotografia está expandindo seu campus público, adicionando novas instalações cívicas e culturais, além de um grande parque de esculturas localizado em uma Reserva da Biosfera da UNESCO em Tamil Nadu.

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Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

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O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

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A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas

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Muito provavelmente, cada pessoa tem seu próprio ritual ao entrar em uma piscina. Há os que mergulham sem hesitar, os que começam pelas pontas dos pés, os que nadam por esporte e os que submergem por puro prazer. Individual ou compartilhada, intensa ou contemplativa, toda experiência com a água acontece dentro de um ambiente cuidadosamente construído para recebê-la.

Arquitetura e água pertencem a naturezas opostas. Enquanto uma delimita e contém, a outra insiste em se espalhar, e é dessa tensão entre o sólido e o líquido que surgem os centros aquáticos. Nesses edifícios, a presença da água transforma tudo ao seu redor. A luz se fragmenta em reflexos instáveis, os sons adquirem uma reverberação particular, a temperatura e a umidade passam a definir a atmosfera dos espaços, enquanto materiais e sistemas construtivos são permanentemente postos à prova. Mas sua singularidade não é apenas técnica.

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Guia de soluções para construir com madeira contralaminada (CLT)

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No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando diversos desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais de arquitetura e design. Para além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira laminada cruzada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

Studio Campo Baeza e Maoda vencem concurso para projetar o novo Museu Nacional do Equador em Quito

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Studio Campo Baeza, com sede em Madri, em parceria com o escritório Maoda, sediado em Quito, venceu o concurso internacional para projetar o novo Museu Nacional do Equador (MUNA) em Quito. A proposta da equipe, intitulada Echoes of the Sun (Ecos do Sol), foi selecionada por um júri nacional e internacional entre 17 finalistas na segunda fase do concurso. A chamada pública atraiu inicialmente 148 equipes de todo o mundo, das quais 20 foram pré-selecionadas para desenvolver propostas de projeto antes do anúncio do projeto vencedor em uma cerimônia pública em Quito, em 6 de julho de 2026.

O movimento como princípio de design para assentos em ambientes de trabalho

Durante décadas, profissionais aceitaram uma realidade desconfortável: horas passadas em uma mesa de trabalho frequentemente resultam em dores nas costas, inquietação constante e uma fadiga mental progressiva. Embora os assentos ergonômicos convencionais tenham buscado melhorar o conforto por meio de mecanismos ajustáveis, eles, em grande parte, continuaram a pressupor que o sentar-se de forma eficaz depende da manutenção de uma postura estável. A crescente compreensão da relação entre movimento, bem-estar físico e desempenho cognitivo sugere uma abordagem diferente, na qual o movimento se torna parte integrante da experiência de sentar-se, em vez de algo a ser minimizado.

Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história

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Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história - Imagen 3 de 4
ALEA RESORT HIDEAWAY / Iluminação por OLEV / PLAJER + FRANZ. Imagem © Ken Schluchtmann - diephotodesigner.de

A arquitetura frequentemente recorre à história de um lugar, traduzindo narrativas locais em formas, materiais e experiências espaciais contemporâneas. Localizado na estância termal de Bad Orb, perto de Frankfurt, o ALEA RESORT HIDEAWAY segue essa premissa, inspirando-se no histórico de extração de sal da região.

Projetado pelo escritório PLAJER + FRANZ, o projeto de hospitalidade de 5.200 m² faz referência à geometria dos cristais de sal por meio de sua linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo em que utiliza soluções de iluminação da OLEV para moldar a atmosfera de seus espaços internos. Nesta entrevista, o arquiteto Alexander Plajer discute a relação do projeto com seu contexto, o processo de concepção e o papel da iluminação.

RCR Arquitectes projeta nova instituição cultural "Large" na Île Seguin

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Um novo espaço dedicado à arte contemporânea na Île Seguin, na região metropolitana de Paris, será inaugurado em outubro de 2026. A nova instituição cultural, batizada de "Large", será abrigada em um edifício projetado pela equipe de arquitetura catalã e vencedora do Prêmio Pritzker RCR Arquitectes, marcando o primeiro projeto do escritório em Paris. O complexo está situado na La Pointe des Arts, uma grande reconfiguração da antiga área industrial da Île Seguin em um empreendimento de uso misto com mais de 53.000 m², focado em arte e cultura. A volumetria arquitetônica do projeto segue o conceito de estratificação definido no plano diretor do escritório Ateliers Jean Nouvel. A instituição abrirá as portas com a exposição "Imaginary Engine: From Masterpieces of the Collection Renault to Artists of Today", que reunirá 55 artistas de 23 países para explorar a relação entre a humanidade e as máquinas, em uma homenagem à história industrial do local e à colaboração de décadas da Renault com artistas.

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Ampliando o significado de acessibilidade: projetando para o cuidado assistido no espaço público

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Como um direito humano fundamental, a inclusão exige que todas as pessoas — independentemente de sua origem, habilidades ou circunstâncias — sejam reconhecidas e respeitadas, com igual acesso aos mesmos recursos e oportunidades. Para muitas pessoas com deficiência e seus cuidadores e cuidadoras, os banheiros acessíveis ainda deixam de oferecer o que há de mais essencial: um local seguro, privado e digno para a troca assistida. Embora muitas instalações cumpram as normas de acessibilidade da ADA e do ICC, os layouts de banheiros convencionais frequentemente não acomodam usuários e usuárias que necessitam de mais espaço, tempo e apoio de assistência. Essa lacuna tem contribuído para a crescente adoção de trocadores para adultos, instalações que expandem a acessibilidade para além dos requisitos convencionais de banheiros e respondem a necessidades que os equipamentos padrão não conseguem atender.

Chamada aberta para colaboradores/as especialistas no ArchDaily

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O ArchDaily está à procura de um/a Colaborador/a Especialista para se juntar à nossa equipe de Conteúdo Patrocinado. Nesta função, você criará conteúdo editorial explorando produtos, materiais, projetos e ideias de arquitetura, mantendo a perspectiva focada em design e os padrões editoriais que definem o ArchDaily.

Esta função exige uma sólida compreensão de arquitetura e design, experiência com conteúdo de marca (branded content) ou patrocinado, e a capacidade de comunicar ideias complexas de maneira clara, envolvente e profissional. O conteúdo patrocinado no ArchDaily consiste em textos financiados por marcas e criados em parceria, apresentando produtos, projetos e ideias sob o tom de voz editorial do ArchDaily, com o objetivo de informar, inspirar e engajar o público leitor.

A quem pertence o espaço público? Três modelos ativos de gestão compartilhada que moldam os bens comuns urbanos na Europa e em Nova York

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O espaço público é frequentemente compreendido como um local que não pertence a ninguém em particular — coletivamente acessível, porém mantido por instituições. No entanto, um número crescente de iniciativas vem desafiando essa premissa ao testar modelos de gestão compartilhada e propriedade distribuída. Em Paris, o projeto Adoptez un banc introduz uma abordagem baseada em patrocínio, permitindo que pessoas e grupos apoiem financeiramente e assumam, de forma temporária e simbólica, a responsabilidade por mobiliários públicos históricos, sem comprometer seu uso coletivo. Em outros pontos da cidade, hortas comunitárias que operam sob a estrutura do programa Main Verte demonstram um modelo de autogestão, no qual proprietários de terras públicos e privados mantêm a titularidade dos terrenos, mas delegam o controle cotidiano a associações de cidadãos/ãs para produção de alimentos e uso compartilhado. Em Nova York, o projeto Common Corner representa um terceiro caminho, fundamentado na colaboração institucional e no design participativo, em que agências públicas, organizações sem fins lucrativos, designers e moradores/as coproduzem o espaço público no contexto da habitação social. Juntos, esses três casos sugerem que o cuidado, a autoria e a responsabilidade podem ser distribuídos entre cidadãos/ãs e instituições, gerando ambientes urbanos mais resilientes e conectados à realidade local.

Dos dados aos gêmeos digitais: o projeto PLATEAU do Japão oferece modelos em acesso aberto de mais de 250 cidades

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"Mapear o Novo Mundo" é o lema do Projeto PLATEAU, liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT), para desenvolver e expandir o acesso a modelos 3D que representam a diversidade das cidades de todo o país. O Japão é composto por um total de 744 cidades, incluindo 14 com populações que superam um milhão de habitantes, 190 com população entre 100 mil e um milhão, e 540 com populações entre 10 mil e 100 mil habitantes. Até o momento, modelos 3D de mais de 250 cidades foram disponibilizados como dados abertos por meio do Centro de Informações G-Espaciais público do país, podendo também ser acessados através de um visualizador online no navegador. Segundo as autoridades públicas, o projeto visa fortalecer a resiliência urbana ao fornecer à sociedade novas ferramentas para enfrentar desafios locais. Isso envolve não apenas a modelagem do espaço urbano, mas também a colaboração com governos locais, empresas privadas e comunidades de tecnologia. O projeto inclui ainda uma reconstrução digital do local da recém-encerrada Expo Mundial de Osaka.

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“A arte não é ficção, mas uma realidade excedente”: Pedro Reyes fala sobre a escultura como prática social em entrevista ao Louisiana Channel

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O escultor mexicano Pedro Reyes desenvolveu uma prática multidisciplinar que abrange escultura, arquitetura, engajamento social e ativismo. Com formação como arquiteto, Reyes aborda a escultura como um processo tanto material quanto coletivo, combinando o entalhe tradicional em pedra com projetos participativos que tratam de questões sociais contemporâneas. Seu trabalho frequentemente explora a transformação, seja por meio de materiais físicos ou de ação comunitária, posicionando a escultura como uma ferramenta para reimaginar realidades sociais. Em uma entrevista de 2025 ao Louisiana Channel, Reyes discute a influência da arquitetura em sua prática artística, o conceito de "escultura social" e a importância de preservar as tradições artesanais em um mundo cada vez mais automatizado.

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