Vladimir Belogolovsky

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“Como um edifício pode desempenhar um papel pedagógico?”: Em conversa com o Crossboundaries

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Escritório interdisciplinar de arquitetura e desenho urbano, o Crossboundaries foi fundado em 2005 em Pequim por Binke Lenhardt (n. 1971, Mannheim, Alemanha) e Hao Dong (n. 1973, província de Shanxi, China). Os dois se conheceram em Nova York em 1999, enquanto cursavam o mestrado em Arquitetura no Pratt Institute. Dong havia se graduado pelo Instituto de Engenharia Civil e Arquitetura de Pequim, e Lenhardt havia recebido seu diploma em Arquitetura pela Universidade de Ciências Aplicadas de Dortmund, na Alemanha. Antes de ir para os EUA, Lenhardt trabalhou na Holanda e na Alemanha, onde é arquiteta registrada. Após se formarem no Pratt em 2000, a dupla de profissionais trabalhou em diversos escritórios em Nova York antes de se mudar para Pequim em 2002, época em que a cidade já se preparava para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008. Passaram a trabalhar no Beijing Institute of Architectural Design (BIAD) depois que Lenhardt estudou chinês em uma universidade local e alcançou fluência em mandarim. A dupla consolidou sua trajetória profissional no BIAD.

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“Penso no meu trabalho como implodindo, e não explodindo”: em conversa com Michael Rotondi, do Roto Architects

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Os edifícios de Michael Rotondi — museus, centros cívicos, instalações educacionais, mosteiros, restaurantes e residências — evocam mecanismos cinéticos que se dobram, articulam, torcem e se abrem. Eles expressam os sentimentos, o pensamento e o estado de espírito do arquiteto no momento em que foram projetados e, em algumas ocasiões, durante sua montagem e construção. Rotondi nasceu em 1949 em Los Angeles.

Ele fundou a RoTo Architects, um escritório voltado para a pesquisa em sua cidade natal, em 1991, após codirigir o Morphosis por 16 anos com Thom Mayne. Paralelamente à sua prática profissional, o arquiteto leciona e profere palestras no SCI-Arc (Southern California Institute of Architecture), instituição que ele cofundou in 1972, cujo programa de pós-graduação liderou de 1978 a 1987, e da qual foi o segundo diretor por uma década, de 1987 a 1997. 

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“Como arquitetos(as), não descobrimos nossa identidade, nós a construímos”: Em conversa com Rahul Mehrotra

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Rahul Mehrotra é um arquiteto atuante baseado em Boston e Mumbai, e leciona na GSD de Harvard, onde atualmente é chefe do Departamento de Planejamento e Desenho Urbano e diretor do programa de Mestrado em Arquitetura em Desenho Urbano. Nascido em 1959, Mehrotra cresceu em Lucknow, cidade no norte da Índia e um importante polo cultural e artístico. Seu pai era gerente em uma grande empresa de máquinas-ferramenta. A família se mudava muito devido às frequentes promoções do pai de Mehrotra, o que os levava a morar em diferentes residências de propriedade da empresa. Além de alguns anos em Lucknow e Délhi, eles viveram em diferentes bairros de Mumbai.

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“Nossa ambição é redefinir o que uma grande empresa pode ser”: Em conversa com Shawn Basler, da Perkins Eastman

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Shawn Basler, arquiteto radicado em Nova York, fundou seu escritório Basler Mosa Design Group em 2000; sete anos depois, fundiu-se com o Perkins Eastman, um dos maiores e mais dinâmicos escritórios de arquitetura do mundo em termos de crescimento. Atualmente, ele divide o cargo de co-CEO/Diretor Executivo — com Nick Leahy e Andrew J. Adelhardt III — dessa força global de 1.100 profissionais, sediada em Nova York e com um total de 24 escritórios, dos quais sete estão fora dos Estados Unidos, especificamente em Xangai, Mumbai, Dubai, Singapura, Vancouver, Toronto e Guayaquil, no Equador. Além de projetar diversas obras internacionais, Basler compartilha a responsabilidade de impulsionar a expansão global da empresa.

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Sobre a obra de três arquitetos chineses pioneiros: Wang Shu, Yung Ho Chang e Liu Jiakun

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Estive na China pela primeira vez em 2002, um ano após o Comitê Olímpico Internacional conceder os Jogos de Verão de 2008 a Pequim. Aquela viagem inicial teve como foco explorar a natureza, a culinária, templos antigos, sítios arqueológicos e, de modo geral, vivenciar o estilo de vida no país, principalmente fora das grandes metrópoles. Minha motivação era a pura curiosidade de quem, como turista ocidental, viajava a um país oriental em busca do velho mundo, do exótico, na esperança de vislumbrar uma rica cultura tradicional às vésperas de sua inevitável e radical transformação. Naquela época, não se podia falar em uma arquitetura moderna — ou melhor, contemporânea — na China. Havia apenas os primeiros indícios promissores do desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica potencialmente nova, elaborada por um punhado de arquitetos/as independentes que atuavam quase inteiramente fora do radar. 

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“Quero ir à raiz das coisas”: Entrevista com Kim Utzon

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Kim Utzon fundou seu pequeno escritório de arquitetura, Kim Utzon Arkitekter, em Copenhague em 1987, optando por atuar principalmente na Dinamarca e na vizinha Suécia, a fim de manter laços estreitos com a família e refletir de forma eficaz sobre as tradições construtivas regionais. Kim é o filho mais novo de Jørn Utzon (1918-2008), arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker cujas obras mais célebres incluem a Ópera de Sydney (1973), a Igreja de Bagsværd, perto de Copenhague (1976), e o Edifício da Assembleia Nacional do Kuwait (1982). O irmão de Kim, Jan Utzon, é arquiteto atuante, e sua irmã, Lin Utzon, é ceramista.

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Um panorama compacto, porém fundamental, do Movimento Moderno: Em conversa com Kenneth Frampton

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Se existe um livro que todo/a estudante de arquitetura deve ter na estante, este livro é uma história da arquitetura. Não há alternativa mais abrangente e, ao mesmo tempo, compacta do que Kenneth Frampton's Modern Architecture: A Critical History, publicado originalmente em 1980 pela Thames & Hudson. Sua mais recente e ampliada edição — a quinta, com 734 páginas e 813 ilustrações — foi lançada em 2020. Em 2023, conversei longamente sobre o livro com o autor em uma entrevista em vídeo, agora disponível no YouTube.

Como um panorama compacto e, ao mesmo tempo, fundamental da evolução do Movimento Moderno, Modern Architecture: A Critical History é inquestionavelmente a crônica mais autoritativa, completa e aprofundada desse período. O acréscimo mais valioso ao novo livro é a introdução de novos capítulos focados em regiões como Canadá, México, Colômbia, Austrália, China, Índia e Sri Lanka, entre outras. Esses capítulos lançam luz sobre diversas práticas anteriormente negligenciadas que operavam fora dos centros tradicionais de poder, a saber, a Europa Ocidental, os Estados Unidos e o Japão.

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Atelier Deshaus: "A ideia não é criar um objeto, mas construir um caminho"

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Na emergente constelação de arquitetos/as de renome na China, poucos escritórios despertam tanta surpresa quanto o Atelier Deshaus. Com projetos que vão do monumental ao modesto, sua obra não se curva a regras estilísticas, mas todas as suas propostas emanam uma aura enigmática. Nesta entrevista, a mais recente da série “City of Ideas” de Vladimir Belogolovsky, os sócios-diretores Liu Yichun e Chen Yifeng discutem o papel da identidade em seu trabalho e como buscam conectar seus edifícios à paisagem.

Vladimir Belogolovsky: É verdade que cada um projeta edifícios diferentes no escritório? Por que adotaram essa dinâmica?

Liu Yichun: Tem sido assim desde 2010. Antes disso, sempre projetávamos tudo juntos. Tínhamos discussões intermináveis e divergências constantes. Por essa razão, decidimos seguir caminhos paralelos. Essa abordagem trouxe maior eficiência e nos ajudou a consolidar ideias mais claras sobre nossas visões independentes de arquitetura. Além disso, contribui para diversificar nossa produção e evitar a consolidação de um estilo único e facilmente reconhecível.

Chen Yifeng: Para nós, é importante expressar nossas soluções de maneiras distintas, embora, fundamentalmente, trabalhemos em uma mesma direção e compartilhemos da mesma base conceitual.

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LOT-EK: “O contêiner é um veículo para inventar uma nova arquitetura”

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Os contêineres marítimos, outrora os queridinhos do upcycling na arquitetura, têm recebido muitas críticas recentemente, à medida que arquitetos/as começam a reconhecer que suas aparentes vantagens — estrutura e espaço habitável prontos, além da oportunidade de reciclar um material amplamente disponível — não passam de uma jogada otimista de relações públicas. Contudo, para um dos escritórios mais proeminentes a utilizar regularmente contêineres marítimos em seu trabalho, o LOT-EK, a atração por esses ready-mades arquitetônicos sempre foi além das justificativas ecológicas e práticas apresentadas por terceiros. Nesta entrevista no estúdio do escritório em Nova York, que faz parte da série “City of Ideas” de Vladimir Belogolovsky, os fundadores do LOT-EK, Ada Tolla e Giuseppe Lignano, discutem as bases conceituais de seu fascínio pela arquitetura com contêineres.

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"Prefiro quando a forma segue a força": uma entrevista com Helmut Jahn

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Nos últimos anos, algo aconteceu com a disposição de arquitetos e arquitetas em buscar a originalidade. As visões mais ousadas agora costumam vir da velha guarda da arquitetura — e, francamente, gosto muito mais de conversar com essas pessoas. A insistência atual em encontrar um terreno comum empurrou tantos profissionais mais jovens para um estado de espírito de imitação quase zumbi. Para mim, no entanto, terreno comum significa não pensar da mesma forma — só assim há espaço para o debate.

Minha conversa mais recente com Helmut Jahn em seu escritório em Chicago é um exemplo claro disso. “A arquitetura consiste inteiramente em seguir o próprio instinto. Prefiro quando a forma segue a força, e não a função”, me disse ele. Sua carreira distinta foi marcada por idas e vindas, e ele não planeja deixar de explorar novas ideias tão cedo. Seu Thompson Center de 1985, com planta em quadrante, reinventou uma tipologia governamental trivial em um imponente espaço público, com sua fachada curva de vidro colorido inaugurando de forma decisiva o período pós-modernista em Chicago (um período que pensávamos ter acabado, mas que hoje parece contínuo, englobando todos os movimentos pós-modernos como meras nuances e variações). A arquitetura de Jahn abalou e modernizou diversas cidades globais e, com o tempo e a experiência, o que começou como uma rebelião contra o *modus operandi* “menos é mais” de Mies amadureceu em uma produção sutil, comedida, mas inquestionavelmente audaciosa de torres, aeroportos, centros de convenções, sedes corporativas e, acima de tudo, espaços públicos. Como o próprio Jahn diz: “...tudo o que você não precisa é um benefício. Você não apenas precisa ter menos coisas, mas, com as coisas que lhe restam, precisa fazer mais”.

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Will Alsop: “Essa é a arte da arquitetura — reunir tudo à sua própria maneira”

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Durante meus encontros com Will Alsop — dois em seu estúdio em Londres, em 2008 e 2010, e outro durante nossa viagem de quatro dias a Moscou, no inverno de 2011, onde organizei sua palestra para a revista SPEECH —, ele me impressionou como a alma mais genuína, artística e de espírito livre entre todos os arquitetos e arquitetas que conheci. Calatrava, Hadid e Gehry podem parecer grandes artistas, mas, por mais inventivos que sejam, todos se dedicam a moldar edifícios. Já Alsop se envolvia em um trabalho completamente livre e sem amarras, como um verdadeiro artista. Parece que suas obras lúdicas — "manchas e borrões", como ele as chamava — são concebidas como puras fantasias para, muito mais tarde, serem transformadas em arquitetura por sua equipe. No fim das contas, ele tinha que “vendê-las” aos clientes como edifícios funcionais.

As criações de Alsop trazem magia ao mundo real; elas conectam realidades e sonhos de maneiras fantásticas. No entanto, nunca pensei que gostaria de seus edifícios. Eu via suas renderizações e fotografias como caricatas, até visitá-los pessoalmente em Londres e Xangai, entre outros lugares. Foi então que meus preconceitos se dissiparam. Essas estruturas despertam felicidade e curiosidade nas pessoas; elas desarmam as críticas mais severas e enriquecem nossas experiências. A conversa a seguir com Alsop, que faleceu em 12 de maio aos 70 anos, é uma versão condensada da entrevista baseada em dois de nossos encontros de várias horas.

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Ma Yansong: “Algumas pessoas podem dizer que meu trabalho é futurista, mas eu o vejo como tradicional”

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Com as formas não convencionais e onduladas de seus edifícios — e o fato de sua trajetória rumo ao sucesso na arquitetura ter incluído uma passagem pelo escritório de Zaha Hadid —, Ma Yansong é frequentemente rotulado de forma equivocada como um arquiteto da geração mais recente de desconstrutivistas, interessado apenas em formas futuristas que desafiam os limites da tecnologia pela inovação como um fim em si mesmo. Na realidade, contudo, os projetos de Ma, especialmente aqueles em seu país natal, a China, estão profundamente enraizados na natureza e na tradição, conforme ele explica nesta última entrevista da série “City of Ideas” de Vladimir Belogolovsky.

Ma Yansong: “Algumas pessoas podem dizer que meu trabalho é futurista, mas eu o vejo como tradicional” - Arch Daily EntrevistasMa Yansong: “Algumas pessoas podem dizer que meu trabalho é futurista, mas eu o vejo como tradicional” - Arch Daily EntrevistasMa Yansong: “Algumas pessoas podem dizer que meu trabalho é futurista, mas eu o vejo como tradicional” - Arch Daily EntrevistasMa Yansong: “Algumas pessoas podem dizer que meu trabalho é futurista, mas eu o vejo como tradicional” - Arch Daily EntrevistasMa Yansong: “Algumas pessoas podem dizer que meu trabalho é futurista, mas eu o vejo como tradicional” - Mais Imagens+ 88

Philip Yuan, do Archi-Union Architects: "O processo de construção pode ser elevado a performance artística"

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Embora os discretos pavilhões Suíço e Britânico tenham sido os grandes (e talvez excessivamente literais) vencedores da Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano, cujo tema foi *Freespace*, foram os chineses que de fato colocaram seu incansável progresso arquitetônico em exibição. Situado nos fundos do Arsenale, o Pavilhão Chinês apresentou dezenas de obras construídas no interior do país, em que cada projeto demonstrava um impacto social significativo por meio do envolvimento dos moradores dos vilarejos no processo de produção. Entre os nomes da arquitetura chinesa com maior visibilidade no pavilhão estava Philip Yuan, atuante no ensino e na prática profissional em Xangai, cujo escritório Archi-Union Architects se tornou uma voz de peso no já singular cenário da arquitetura contemporânea chinesa.

No dia 19 de julho de 2018, o/a curador/a Vladimir Belogolovsky se juntará ao/à galerista e curador/a Ulrich Müller para debater o trabalho de Philip Yuan na abertura da exposição Archi-Union Architects Collaborative Laboratory na Architektur Galerie Berlin. A entrevista de Belogolovsky com Philip Yuan segue abaixo:

Philip Yuan, do Archi-Union Architects: "O processo de construção pode ser elevado a performance artística" - Arch Daily EntrevistasPhilip Yuan, do Archi-Union Architects: "O processo de construção pode ser elevado a performance artística" - Arch Daily EntrevistasPhilip Yuan, do Archi-Union Architects: "O processo de construção pode ser elevado a performance artística" - Arch Daily EntrevistasPhilip Yuan, do Archi-Union Architects: "O processo de construção pode ser elevado a performance artística" - Arch Daily EntrevistasPhilip Yuan, do Archi-Union Architects: O processo de construção pode ser elevado a performance artística - Mais Imagens+ 19

Sergey Skuratov, do Sergey Skuratov Architects: "Imagino o edifício como um ser vivo"

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Sergey Skuratov, do Sergey Skuratov Architects: "Imagino o edifício como um ser vivo" - Arch Daily Entrevistas
Copper House / Sergey Skuratov Architects. Imagem cortesia de Sergey Skuratov Architects

Sergey Skuratov, fundador do escritório Sergey Skuratov Architects, uma premiada prática russa (Arquiteto do Ano em 2008), é conhecido por seu portfólio elegante e de excelente composição. Projetos como a Copper House, a Art House e a House on Mosfilmovskaya Street demonstram sua sensibilidade em relação à materialidade e sua capacidade de manter a visão conceitual intacta até a realidade construída. Nas últimas duas décadas, Skuratov conseguiu produzir toda uma vertente de arquitetura de nível internacional em Moscou, muito mais do que qualquer outro/a profissional local. Seus projetos, predominantemente complexos residenciais e corporativos, permanecem atraentes e versáteis sem nunca se renderem ao conservadorismo.

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Manuel Zornoza, da LATITUDE: "Ficamos fascinados com esta ideia — Como se constrói uma cidade do zero?"

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Manuel N. Zornoza cresceu em Alicante, Espanha e, após estudar em Madri (UAX) e Londres (na AA), mudou-se para a China em 2010 para escapar da crise econômica que sufocava a atividade arquitetônica em seu país natal. Nos últimos oito anos, o pequeno, porém próspero, escritório do jovem arquiteto construiu mais de uma dezena de projetos — de lojas a conversões de galpões industriais e um tradicional hutong chinês —, todos na China. Isso não significa, contudo, que Zornoza tenha deixado suas raízes para trás. Atualmente, ele também mantém um pequeno escritório em Madri, que desenvolve projetos tanto na China quanto na Espanha.

Esta entrevista foi realizada em um trem-bala de Pequim a Tianjin, para onde partimos em busca da arquitetura recente que tem atraído tanta atenção da mídia para esta metrópole emergente.

Manuel Zornoza, da LATITUDE: "Ficamos fascinados com esta ideia — Como se constrói uma cidade do zero?" - Arch Daily EntrevistasManuel Zornoza, da LATITUDE: "Ficamos fascinados com esta ideia — Como se constrói uma cidade do zero?" - Arch Daily EntrevistasManuel Zornoza, da LATITUDE: "Ficamos fascinados com esta ideia — Como se constrói uma cidade do zero?" - Arch Daily EntrevistasManuel Zornoza, da LATITUDE: "Ficamos fascinados com esta ideia — Como se constrói uma cidade do zero?" - Arch Daily EntrevistasManuel Zornoza, da LATITUDE: Ficamos fascinados com esta ideia — Como se constrói uma cidade do zero? - Mais Imagens+ 12

Tatiana Bilbao: “A arquitetura deve beneficiar cada ser humano neste planeta”

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Como parte de uma geração de designers que, nos últimos anos, colocou o México no mapa, Tatiana Bilbao é uma arquiteta que integra, cada vez mais, a consciência global da profissão. No entanto, enquanto alguns/as arquitetos/as mexicanos/as deixaram sua marca com uma arquitetura espetacular, seguindo a tendência internacional dos edifícios “icônicos”, Bilbao optou por uma abordagem mais voltada para as pessoas. Nesta entrevista, a mais recente da série “City of Ideas” de Vladimir Belogolovsky, Bilbao explica como se envolveu com esse tipo de arquitetura voltada para a construção de comunidades, compartilha suas reflexões sobre a forma arquitetônica e revela suas ambições para o futuro.

Vladimir Belogolovsky: Quanto mais converso com arquitetos/as da sua geração ou da minha, mais evidente se torna que a arquitetura não tem fronteiras absolutas. Em outras palavras, a arquitetura não se resume a edifícios. Cada vez mais, trata-se de construir comunidades.

Tatiana Bilbao: Com certeza. Para mim, essa é a parte mais importante da arquitetura. A arquitetura não se trata de erguer um edifício, mas de construir uma comunidade.

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Benjamín Romano: "Foco em melhorar o edifício"

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Visitar a Cidade do México várias vezes nos últimos meses me permitiu conhecer alguns dos principais nomes da arquitetura local. Com isso, acabei sendo direcionado a outros/as arquitetos/as que ainda não conhecia, mas que logo descobri serem, na verdade, os/as profissionais mais reverenciados/as do país, segundo a comunidade local. Refiro-me, em especial, a Alberto Kalach e Mauricio Rocha, cujas entrevistas foram publicadas nesta coluna no ano passado, e a Benjamín Romano, cujo nome surgiu quando pedi a vários/as arquitetos/as que indicassem seu edifício favorito dos últimos anos na Cidade do México. Ao lado do favorito absoluto, a Biblioteca Vasconcelos de Kalach, outra estrutura se destacou: a Torre Reforma, uma torre de escritórios de 57 andares, o edifício mais alto da cidade. A conversa a seguir com Romano, responsável pelo projeto, ocorreu dentro dessa estrutura excepcionalmente potente e inventiva.

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Han Wenqiang, do ARCHSTUDIO: “Chamemos meu trabalho de a arte da coordenação”

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Em toda a obra do escritório ARCHSTUDIO, sediado em Pequim, há uma constante sensibilidade em relação à cultura e à história. Isso não significa que os projetos do escritório não sejam modernos — muito pelo contrário —, mas sim que o trabalho do fundador Han Wenqiang infunde materiais e formas modernas com uma sensibilidade nitidamente chinesa, algo tão evidente em seus projetos para uma instalação de embalagem de alimentos quanto em um santuário budista (inclusive, ambos os projetos foram vencedores do prêmio ArchDaily Building of the Year, em 2017 e 2018, respectivamente). Na mais recente entrevista de sua série “City of Ideas”, Vladimir Belogolovsky conversa com Han sobre se a arquitetura é uma forma de arte e o que significa criar uma arquitetura “chinesa” no século XXI.

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