Belmont (Monty) Freeman (n. 1951) fundou seu escritório sediado em Nova York e atualmente com oito integrantes, a Belmont Freeman Architects, em 1986. Seus projetos ativos dividem-se igualmente entre institucionais e residenciais, com foco especial em reuso adaptativo, predominantemente em Nova York e estados vizinhos. Entre as obras mais emblemáticas do escritório estão a LGBT Carriage House no campus da Universidade da Pensilvânia, uma série de restaurações no restaurante Four Seasons no Seagram Building, reformas no Yale Club em Manhattan e a reforma da Galeria Ezra e Cecile Zilkha na Universidade Wesleyan, em Connecticut, projetada por Kevin Roche. Os projetos atuais incluem um complexo residencial amplo, porém minimalista, em Martha's Vineyard, reformas em filiais de bibliotecas públicas na cidade de Nova York e a requalificação de um antigo frigorífico em um novo Hub de Inovação para a Escola de Negócios da Universidade de Columbia.
Vladimir Belogolovsky conversa com o arquiteto norte-americano Rick Joy sobre suas primeiras inclinações em direção à arquitetura, que tipo de arquitetura ele gosta de visitar e sobre projetar seus edifícios como instrumentos.
Vladimir Belogolovsky conversa com Antoine Predock sobre o projeto Bahías, uma comunidade de 13 casas que será construída em breve na Costa Rica, inspirada por uma visão de folhagem construída.
Sonnenklang / Christoph Hesse Architects. Imagem cortesia de Christoph Hesse Architects
Vladimir Belogolovsky conversa com Christoph Hesse via Skype, ligando Nova York ao escritório do arquiteto em Korbach, na Alemanha, para discutir seus projetos pioneiros e a relevância de se trabalhar no campo.
Vladimir Belogolovsky conversa com o arquiteto russo Totan Kuzembaev sobre a flexibilidade nos edifícios, a liberdade no projeto e o fato de que, mesmo após liderar um escritório de sucesso por quase vinte anos, ele ainda continua buscando maneiras de fazer arquitetura.
Vladimir Belogolovsky conversa com o arquiteto mexicano-americano Francisco Gonzalez-Pulido sobre sua exposição 30 Projects/30 Years/30 Stories, atualmente em cartaz no Museo Metropolitano de Monterrey, no México. 30 Projects/30 Years/30 Stories, uma grande retrospectiva sobre a obra do arquiteto mexicano-americano Francisco Gonzalez-Pulido, foi inaugurada em 18 de junho no Museo Metropolitano de Monterrey, no México. A exposição permanecerá em cartaz até 21 de setembro.
O arquiteto norte-americano Brian Mac cresceu perto de Detroit. Ele se formou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Detroit em 1988 e, nos cinco anos seguintes, trabalhou em um escritório especializado em preservação histórica, o Quinn Evans Architects, em Ann Arbor. Foi lá que ele aprendeu a amar o detalhamento arquitetônico histórico e, enquanto trabalhava no escritório, em 1992, obteve seu registro profissional. Em seguida, veio um breve período de desilusão com a profissão, o que o levou a se mudar para o Ohio para trabalhar em um centro de tratamento residencial para jovens infratores.
Hydro Healing Center, Yerevan, Armênia, 2015. Imagem cortesia de Nishan Kazanian
O que se segue a esta breve introdução é minha entrevista singularmente pessoal com o arquiteto e artista libano-americano Nishan Kazazian. Seu trabalho é inspirado por inúmeras fontes vindas de diversas direções, como o Kintsugi — a arte japonesa de reconstituir peças de cerâmica quebradas —, abstrações geométricas em cores primárias que evocam o Construtivismo Russo, além de pinturas de Piet Mondrian e Paul Klee. No entanto, uma inspiração ainda mais forte vem de suas memórias afetivas e da história familiar. A sobreposição e a estratificação de culturas e idiomas estiveram constantemente presentes em sua vida desde a infância e continuam sendo forças orientadoras para Kazazian, que é tanto arquiteto habilitado quanto artista profissional.
Sergei Tchoban (n. 1962, São Petersburgo, Rússia) graduou-se no Instituto Repin de Pintura, Escultura e Arquitetura da Academia de Artes da Rússia em São Petersburgo em 1986. Iniciou sua carreira profissional na Rússia, mas partiu para a Alemanha em 1991, tornando-se sócio-gerente do escritório nps tchoban voss em Berlim em 1995. Desde 2006, também lidera o SPEECH, um dos principais escritórios de arquitetura de Moscou. Além de construir uma carreira de sucesso como arquiteto atuante, ele é colecionador de desenhos de arquitetura, editor e proprietário de museu.
De onde vêm a originalidade e o pensamento independente? A resposta é prosaicamente direta: de um indivíduo questionador — e um ambiente experimental certamente ajuda a estimulá-la. Atribui-se a Rem Koolhaas o fomento de tal ambiente, tanto por meio da consolidação de seu escritório, o Office for Metropolitan Architecture (OMA) — uma rede de sete filiais globais que reúne cerca de 300 arquitetos/as —, quanto por sua atuação docente na GSD de Harvard e palestras pelo mundo. Koolhaas conta hoje com oito sócios/as. Um/a deles/as, desde 2008, é Shohei Shigematsu, que lidera o OMA New York desde 2006. O estúdio, que inicialmente contava com apenas um punhado de pessoas, cresceu ao longo dos anos para se tornar uma grande equipe de 75 arquitetos/as com foco em projetos na América do Norte.
Oscar Ko nasceu em Harbin, na China, e mudou-se com os pais para Hong Kong aos cinco anos de idade. Obteve seu Bacharelado em Arquitetura pela Universidade de Michigan e o título de mestre pela Columbia University em 2006. Após passar sete anos nos Estados Unidos, mudou-se para a Europa, onde seu plano original era permanecer por quatro ou cinco anos — ou mais. No entanto, ao conversar com amigos mais velhos que atuavam na China, percebeu rapidamente que havia mais oportunidades em seu país natal. Depois de trabalhar por menos de dois anos em escritórios de prestígio — Josep Lluis Mateo Architects em Barcelona, David Chipperfield Architects em Berlim e Space Group Architects em Oslo, na Noruega —, regressou à China, onde trabalhou por alguns anos em duas importantes práticas sediadas em Pequim: Studio Zhu-Pei e Chiasmus Partners.
O trecho a seguir de minha recente entrevista com o arquiteto Zhang Hua, sediado em Tianjin, dá continuidade a uma série de entrevistas que venho realizando durante minhas frequentes viagens à China. Zhang Hua lidera seu estúdio de projeto, o Zhanghua Architects, que faz parte do Instituto de Pesquisa da Universidade de Tianjin. O trabalho do professor Zhang Hua segue sua intransigente teoria de geração de formas, baseada no desejo de capturar a progressão dos processos de transformação. Em seus muitos projetos construídos, o arquiteto examina e expressa transformações formais, como a transição do básico ao complexo ou do monolítico ao disperso. O foco está no próprio estado de transformação, em como uma forma se altera e se modifica de um estado para outro. Conversamos com Zhang Hua por meio de um/a intérprete no instituto, com meia dúvida de jovens arquitetos/as e pesquisadores/as de seu estúdio sentados/as ao redor, tomando notas.
Vivo em uma bolha. Salto de conversa em conversa com arquitetos e arquitetas que vivem em suas próprias bolhas. Fico pulando de uma bolha para a outra. Essas bolhas são formadas pelos profundos desalinhamentos e discrepâncias entre o que esses profissionais dizem e o que de fato fazem. Gosto de me aventurar em suas mentes fascinantes; elas moldam a mitologia da arquitetura na qual adoro habitar. Na entrevista a seguir, o arquiteto, educador e crítico Zhang Li, radicado em Pequim, me ajudou a diagnosticar essas discrepâncias. Ele afirmou: “Não importa quão moral, ético ou correto você seja; se não for capaz de criar coisas belas, estará condenado... A arquitetura é grandiosa porque é bela.”
Zhang Li formou-se na Universidade de Tsinghua, em Pequim, e lecionou em prestigiosas universidades europeias e americanas. Atuou como professor de arquitetura e chefe do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Tsinghua, a mais renomada instituição de ensino superior da China. Seu escritório com 50 profissionais, o Atelier TeamMinus, foi fundado em 2001. Desde 2012, o arquiteto atua como editor-chefe da prestigiada revista mensal chinesa World Architecture. A seguir, apresentamos um trecho de nossa recente conversa em seu estúdio em Pequim.
Espera-se hoje que os/as arquitetos/as se distanciem do desenho de edifícios ou objetos icônicos para focar na criação de ambientes construídos envolventes; que deixem de idealizar projetos utópicos e formais pautados pela busca artística para se concentrarem em soluções puramente pragmáticas. A China, naturalmente, reflete essas tendências de forma expressiva, já que muitos/as arquitetos/as chineses/as rapidamente produziram exatamente o tipo de projeto que agrada à crítica: de escala modesta, com expressão direta, baseados em técnicas construtivas locais e no uso inventivo de materiais tradicionais. Os resultados, por mais atraentes que sejam, parecem carecer de variedade e de ousadia. Deve haver outro caminho, menos formulado.
Nestle Application Group / Rojkind Arquitectos . Imagem
Nascido em 1969 na Cidade do México, Michel Rojkind formou-se nos anos 1990 pela Universidad Iberoamericana, época em que também atuava como baterista na popular banda de rock de Aleks Syntek, la Gente Normal. Fundou seu escritório, Rojkind Arquitectos, em 2002. Entre suas obras construídas mais representativas estão o Foro Boca para a Orquestra Filarmônica de Boca del Río em Veracruz, a recém-ampliada Cineteca Nacional na Cidade do México, duas ampliações de fábricas para a Nestlé em Querétaro e o Museu do Chocolate Nestlé em Toluca, todos no México. Conversamos sobre como sua arquitetura se conecta com as pessoas, por que arquitetos/as devem assumir papéis que vão além da arquitetura e a importância da generosidade e de não se preocupar em projetar tudo 100%.
No ano passado, recebi um convite para lecionar no ateliê de projeto pela primeira vez na Universidade de Tsinghua, em Pequim, sede da melhor faculdade de arquitetura da China e uma das mais prestigiadas do mundo, segundo as classificações internacionais mais recentes. Lá, conheci Qing Fei e Frank Fu, casal de arquitetos e docentes. Assim que presenciei sua abordagem pouco convencional de ensino, desafiando os estudantes com questionamentos rigorosos, quis entrevistá-los. Sua metodologia inovadora não correspondia à minha impressão sobre como a arquitetura é tratada na China. Graduados pela Tsinghua, Fei e Fu mudaram-se para os Estados Unidos no final da década de 1980, onde estudaram, trabalharam e pesquisaram arte e arquitetura por quase duas décadas.
O arquiteto Wang Shuo nasceu em 1981 em Pequim. Cresceu em uma família de neurocientistas e era particularmente talentoso em matemática, chegando a vencer as olimpíadas nacionais de matemática no ensino médio. No entanto, em vez de seguir a carreira de ciência da computação, como fizeram muitos de seus colegas de classe, decidiu estudar arquitetura. A decisão foi inteiramente intuitiva. Obteve seu bacharelado em arquitetura pela Universidade de Tsinghua, em Pequim, em 2004. O título de mestre foi concluído na Rice University, em Houston, em 2006. Sua tese, intitulada Wild Beijing, focou na emergência do urbanismo espontâneo em Pequim. Após concluir sua formação, Wang trabalhou por um ano no escritório GLUCK+, de Peter Gluck, em Nova York. A empresa é conhecida por se especializar em projetos práticos de concepção e construção (design-build) e por atuar como empreiteira geral, o que confere aos/às arquitetos/as grande controle sobre a qualidade da execução. Após seu período nos Estados Unidos, mudou-se para a Europa por dois anos, trabalhando na OMA em Roterdã. Lá, colaborou com Rem Koolhaas, dedicando-se especialmente a projetos em que diversas camadas da vida social, cultural e cotidiana se sobrepunham para criar espaços ativos e genuinamente contemporâneos.
O arquiteto Zhang Lei, radicado em Nanjing (n. 1964, Jiangsu, China), não acredita na história, apenas no tempo. Ele está convencido de que a história é algo que acontece em nosso próprio tempo, sendo moldada por circunstâncias específicas, demandas programáticas atuais, técnicas construtivas de ponta e sensibilidades contemporâneas.