Vladimir Belogolovsky

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“Nossa ambição é redefinir o que uma grande empresa pode ser”: Em conversa com Shawn Basler, da Perkins Eastman

Shawn Basler, arquiteto radicado em Nova York, fundou seu escritório Basler Mosa Design Group em 2000; sete anos depois, fundiu-se com o Perkins Eastman, um dos maiores e mais dinâmicos escritórios de arquitetura do mundo em termos de crescimento. Atualmente, ele divide o cargo de co-CEO/Diretor Executivo — com Nick Leahy e Andrew J. Adelhardt III — dessa força global de 1.100 profissionais, sediada em Nova York e com um total de 24 escritórios, dos quais sete estão fora dos Estados Unidos, especificamente em Xangai, Mumbai, Dubai, Singapura, Vancouver, Toronto e Guayaquil, no Equador. Além de projetar diversas obras internacionais, Basler compartilha a responsabilidade de impulsionar a expansão global da empresa.

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“Como arquitetos(as), não descobrimos nossa identidade, nós a construímos”: Em conversa com Rahul Mehrotra

Rahul Mehrotra é um arquiteto atuante baseado em Boston e Mumbai, e leciona na GSD de Harvard, onde atualmente é chefe do Departamento de Planejamento e Desenho Urbano e diretor do programa de Mestrado em Arquitetura em Desenho Urbano. Nascido em 1959, Mehrotra cresceu em Lucknow, cidade no norte da Índia e um importante polo cultural e artístico. Seu pai era gerente em uma grande empresa de máquinas-ferramenta. A família se mudava muito devido às frequentes promoções do pai de Mehrotra, o que os levava a morar em diferentes residências de propriedade da empresa. Além de alguns anos em Lucknow e Délhi, eles viveram em diferentes bairros de Mumbai.

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“Segui o conselho do meu pai e não projetei uma casa para minha família”: entrevista com Paul Tange

Nesta entrevista com Paul Tange, presidente e diretor da Tange Associates em Tóquio, discutimos a relação com seu famoso pai Kenzo Tange (1913-2005; o arquiteto mais influente no Japão pós-guerra e vencedor do Prêmio Pritzker 1987), o destino da casa Tange Sênior construída para sua primeira família e a decisão de ingressar no escritório de seu pai logo após se formar em Harvard. Paul fala também de seu primeiro trabalho construído independentemente: a Mode Gakuen Cocoon Tower, em Tóquio, um campus vertical de 50 pavimentos capaz de acomodar dez mil estudantes.

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“Quero ir à raiz das coisas”: Entrevista com Kim Utzon

Kim Utzon fundou seu pequeno escritório de arquitetura, Kim Utzon Arkitekter, em Copenhague em 1987, optando por atuar principalmente na Dinamarca e na vizinha Suécia, a fim de manter laços estreitos com a família e refletir de forma eficaz sobre as tradições construtivas regionais. Kim é o filho mais novo de Jørn Utzon (1918-2008), arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker cujas obras mais célebres incluem a Ópera de Sydney (1973), a Igreja de Bagsværd, perto de Copenhague (1976), e o Edifício da Assembleia Nacional do Kuwait (1982). O irmão de Kim, Jan Utzon, é arquiteto atuante, e sua irmã, Lin Utzon, é ceramista.

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“Cada projeto é como uma pequena cidade para mim” em conversa com Glenn Sestig

Seja um edifício de apartamentos, uma casa, uma fachada comercial, o interior de um escritório ou um restaurante, a arquitetura de Glenn Sestig revela-se consistentemente em fragmentos organizados de uma geometria robusta e determinadamente monumental que tende a evocar qualidades urbanas. Suas fachadas austeras, colunatas, patamares de escadas e até mesmo balcões de recepção e prateleiras de exposição parecem bastante robustos e substanciais. De fato, cada projeto, seja uma pequena boutique ou galeria, começa com um planejamento rigoroso – eixos visuais primários e secundários são estabelecidos, o fluxo de circulação é traçado e os principais pontos de ancoragem são identificados antes que o/a arquiteto/a passe a abordar os materiais, superfícies e detalhes apropriados. Cada espaço é, antes de tudo, arquitetura; seu programa e aparência se adaptarão a ele.

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“Sempre tenho em mente que construir é um pecado”: Entrevista com Vinu Daniel, do Wallmakers

A maioria dos/as arquitetos/as projeta no conforto de seus escritórios, sentados/as atrás de suas mesas, tomando decisões ao olhar para suas telas planas, sem nunca visitar um canteiro de obras e gerenciando tudo remotamente. Essa atitude pode resultar no projeto de um edifício elegante e até mesmo objetivamente bonito. No entanto, uma solução como essa passa longe de ser uma resposta genuína às demandas reais de um determinado local. Como é possível descobrir isso? Seria possível construir algo novo como se fosse uma extensão do que já está lá, em sua forma mais inata, consequente e, ainda assim, original? A única maneira de descobrir é começar pelo próprio local, afirma Vinu Daniel, fundador do Wallmakers, um premiado escritório de arquitetura em Trivandrum, capital do estado de Kerala, no sul da Índia.

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“Nossos projetos levam a descobertas”: uma conversa com Oleg Drozdov

No início deste ano, a invasão russa à vizinha Ucrânia forçou milhões de pessoas a fugir de suas cidades e do país em busca de segurança. Conversei com um dos principais arquitetos da Ucrânia, Oleg Drozdov, que foi forçado a mudar seu escritório e a escola de arquitetura que ajudou a fundar em Kharkiv, para Lviv, mil quilômetros a oeste, próximo à fronteira polonesa. Sua equipe de arquitetos e professores retomaram seu trabalho apenas algumas semanas após o início da guerra.

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“Coisas interessantes acontecem nas sombras”: Em conversa com Brian Healy

O arquiteto de Boston Brian Healy passou por diversas cidades no início de sua carreira antes de se estabelecer e construir na Nova Inglaterra. Ele manteve estúdios na Flórida, Califórnia e Nova York, até finalmente abrir seu escritório em Boston. Healy obteve seu bacharelado em arquitetura na Pennsylvania State University em 1978 e continuou seus estudos em Yale, onde teve contato com professores influentes como James Stirling, Vincent Scully, John Hejduk, Aldo Rossi e Cesar Pelli, entre outros.

Graduou-se com o título de mestre em arquitetura em 1981 e, em seguida, utilizou bolsas de viagem de Yale, do Van Allen Institute e da American Academy in Rome para viajar pelo mundo por um ano, explorando ruínas antigas na Irlanda, Itália, Grécia, Sudão, Egito, Índia, Nepal e Tailândia. Antes da viagem, havia trabalhado nos escritórios de Charles Moore e Cesar Pelli. Ao retornar, projetou e construiu residências na Flórida antes de colaborar com Richard Meier em Nova York. Em 1985, fundou o escritório Brian Healy Architects. Paralelamente, lecionou em mais de vinte universidades na América do Norte, incluindo Yale, Harvard, MIT e a University of Pennsylvania.  Healy foi presidente da Boston Society of Architects em 2004 e, de 2011 a 2014, atuou como diretor de design na Perkins + Will.

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“Funcionalismo, racionalismo e conceitualismo não bastam”: Em conversa com Alison Brooks

A arquiteta estabelecida em Londres Alison Brooks nasceu e cresceu no Canadá, onde estudou arquitetura na Universidade de Waterloo, em Waterloo, Ontário. Após se formar em 1988, partiu para Londres, onde, depois de trabalhar com o designer Ron Arad por sete anos, fundou o escritório Alison Brooks Architects em 1996. Suas obras mais representativas incluem o Accordia Brass Building em Cambridge (vencedor do Stirling Prize), o Cohen Quad do Exeter College em Oxford, o pavilhão The Smile para o London Design Festival de 2016 e diversas residências unifamiliares expressivas em Londres: VXO House, Fold House, Lens House, Mesh House e Windward House.

Entre os projetos atuais do escritório estão o The Passages em Surrey, no Canadá; o Homerton College em Cambridge, além de outros projetos residenciais e culturais no Reino Unido e na América do Norte. Este mês, a proposta do escritório foi selecionada para a lista de finalistas do LSE Firoz Lalji Global Hub e do Institute for Africa, em Londres. Junto ao escritório nigeriano Studio Contra, a equipe liderada pelo ABA foi uma das seis finalistas escolhidas entre 190 propostas internacionais.

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EDGE Suedkreuz Berlin leva a construção híbrida de madeira a uma nova escala e visão.

Localizado na área entre a avenida Sachsendamm e a estação de trem S-Bahn Berlin Südkreuz, em Schöneberg, o novo complexo de uso misto EDGE Suedkreuz Berlin foi concluído no mês passado pelo/a arquiteto/a radicado/a em Berlim Sergei Tchoban e seu escritório Tchoban Voss Architekten, que conta com filiais em Hamburgo e Dresden. O complexo é composto por duas estruturas independentes: o edifício Carré, de maior porte, e o edifício Solitaire, menor. Juntos, eles ocupam uma quadra inteira. Trata-se atualmente do maior complexo de edifícios em estrutura híbrida de madeira da Alemanha e um dos maiores da Europa.

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"Sem uma história, não há razão para construir": entrevista com Daniel Libeskind

Daniel Libeskind (n. 1946, Lodz, Polônia) estudou arquitetura na Cooper Union em Nova York, graduou-se em 1970 e recebeu seu diploma de pós-graduação na Universidade de Essex, na Inglaterra, em 1972. Enquanto seguia a carreira de professor, ganhou o concurso internacional de 1989 para projetar o Museu Judaico em Berlim, antes mesmo de construir um único edifício. Ele então, mudou-se com sua família para lá estabelecendo um escritório com sua esposa Nina e dedicou a próxima década à conclusão do museu que abriu em 2001. O projeto levou a uma série de outras comissões de museus que exploraram noções como memória e história na arquitetura.

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Arquitetos(as) podem agir mais como DJs: em conversa com Cino Zucchi

Arquitetos(as) podem agir mais como DJs: em conversa com Cino Zucchi - Imagem de Destaque
Edifícios residenciais na antiga área do Mercato Navile, Bolonha, Itália, 2014. Imagem cortesia de Cino Zucchi Architetti

O arquiteto Cino Zucchi (n. 1955) cresceu e trabalha em Milão, na Itália. Formou-se no MIT, em Cambridge, e no Politecnico di Milano, mas se considera em grande parte autodidata, embora tenha sofrido influência de compatriotas como Aldo Rossi e Manfredo Tafuri. É conhecido internacionalmente por diversos projetos em toda a Europa. Muitos deles são complexos residenciais abstratos e, ao mesmo tempo, contextuais na Itália, particularmente em Milão, Bolonha, Parma, Ravenna e, mais notavelmente, em Veneza. O edifício residencial D, projetado por Zucchi em Giudecca, atraiu atenção e elogios internacionais quando foi concluído em 2003. Encontrei Cino Zucchi no ano passado durante a Bienal de Arquitetura de Veneza; esse encontro deu origem a uma longa entrevista realizada recentemente via Zoom entre Nova York e o estúdio do arquiteto em Milão, repleto de livros e luz solar.

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“A arquitetura é uma jornada cativante pelo mundo revivido do desenho” — Em conversa com Sergei Tchoban

Sergei Tchoban (n. 1962, São Petersburgo, Rússia) graduou-se no Instituto Repin de Pintura, Escultura e Arquitetura da Academia de Artes da Rússia em São Petersburgo em 1986. Iniciou sua carreira profissional na Rússia, mas partiu para a Alemanha em 1991, tornando-se sócio-gerente do escritório nps tchoban voss em Berlim em 1995. Desde 2006, também lidera o SPEECH, um dos principais escritórios de arquitetura de Moscou. Além de construir uma carreira de sucesso como arquiteto atuante, ele é colecionador de desenhos de arquitetura, editor e proprietário de museu.

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"Ainda não construímos aquela cidade do futuro onde um dia vivi": Em conversa com Nishan Kazazian

O que se segue a esta breve introdução é minha entrevista singularmente pessoal com o arquiteto e artista libano-americano Nishan Kazazian. Seu trabalho é inspirado por inúmeras fontes vindas de diversas direções, como o Kintsugi — a arte japonesa de reconstituir peças de cerâmica quebradas —, abstrações geométricas em cores primárias que evocam o Construtivismo Russo, além de pinturas de Piet Mondrian e Paul Klee. No entanto, uma inspiração ainda mais forte vem de suas memórias afetivas e da história familiar. A sobreposição e a estratificação de culturas e idiomas estiveram constantemente presentes em sua vida desde a infância e continuam sendo forças orientadoras para Kazazian, que é tanto arquiteto habilitado quanto artista profissional.

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"Eu preferiria ser conhecido como um arquiteto de elegante contenção": Entrevista com Belmont (Monty) Freeman

Belmont (Monty) Freeman (n. 1951) fundou seu escritório sediado em Nova York e atualmente com oito integrantes, a Belmont Freeman Architects, em 1986. Seus projetos ativos dividem-se igualmente entre institucionais e residenciais, com foco especial em reuso adaptativo, predominantemente em Nova York e estados vizinhos. Entre as obras mais emblemáticas do escritório estão a LGBT Carriage House no campus da Universidade da Pensilvânia, uma série de restaurações no restaurante Four Seasons no Seagram Building, reformas no Yale Club em Manhattan e a reforma da Galeria Ezra e Cecile Zilkha na Universidade Wesleyan, em Connecticut, projetada por Kevin Roche. Os projetos atuais incluem um complexo residencial amplo, porém minimalista, em Martha's Vineyard, reformas em filiais de bibliotecas públicas na cidade de Nova York e a requalificação de um antigo frigorífico em um novo Hub de Inovação para a Escola de Negócios da Universidade de Columbia.

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"Quero que meus lugares ganhem vida": Em conversa com Brian Mac

O arquiteto norte-americano Brian Mac cresceu perto de Detroit. Ele se formou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Detroit em 1988 e, nos cinco anos seguintes, trabalhou em um escritório especializado em preservação histórica, o Quinn Evans Architects, em Ann Arbor. Foi lá que ele aprendeu a amar o detalhamento arquitetônico histórico e, enquanto trabalhava no escritório, em 1992, obteve seu registro profissional. Em seguida, veio um breve período de desilusão com a profissão, o que o levou a se mudar para o Ohio para trabalhar em um centro de tratamento residencial para jovens infratores.

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"É como seu eu habitasse os edifícios que estou projetando": entrevista com Toyo Ito

Analisando a obra construída do arquiteto japonês Toyo Ito (n. 1941)— particularmente alguns de seus projetos mais impressionantes como a Mediateca de Sendai (1995-2001), a Serpentine Gallery de Londres (construída em 2002 em colaboração com Cecil Balmond), o Edifício TOD Omotesando (Tóquio, 2004), a Biblioteca da Universidade de Arte de Tama (Tóquio, 2007) e a Taichung Metropolitan Opera House (2009-16)—é possível observar um altíssimo grau de inovação em suas estruturas e nas organizações espaciais não hierárquicas de seus edifícios. Embora todas esses projetos pareçam ser bastante diferentes entre si, há algo que os une—que é o compromisso do arquiteto em romper com os limites entre o interior e o exterior, dissipando barreiras físicas e integrando seus programas através de um espaço contínuo e fluido. Neste sentido, é possível perceber que o arquiteto, vencedor do Prêmio Pritzker de 2013, busca não apenas construir edifícios, mas explorar e desenvolver continuamente um sistema de espaços integrados em sua arquitetura. Dito isso, é de se imaginar que enquanto ele permaneça sentado em sua prancheta, estaremos sempre a descobrir novos desdobramentos de uma obra em constante processo de evolução.

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“A boa arquitetura é aquela que tem algo a dizer sobre seu contexto”: entrevista com Mario Botta

Mario Botta, arquiteto suíço formado pelo Instituto Universitario di Architettura di Venezia (IUA) em 1969, é mundialmente conhecido por suas estruturas geométricas e imponentes, edifícios massivos inspirados na arquitetura vernacular italiana. Suas vilas, capelas, vinícolas, escolas, bibliotecas, museus, edifícios de escritórios, bancos e condomínios residenciais encontram-se espalhados pelos quatro cantos do mundo, desde pequenos vilarejos na região do Ticino, no sul da Suíça, até os confins da China, Índia, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos.

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