Como fundador do SITE (Sculpture in the Environment), escritório de arquitetura amplamente conhecido por sua seminal série de edifícios para a rede de lojas de departamento BEST na década de 1970, James Wines (n. 1932, Oak Park, Illinois), originalmente artista plástico, introduziu uma abordagem singular ao praticar a arquitetura como forma de crítica cultural. Essa postura repercutiu profundamente, encantando o público e enfurecendo muitos/as arquitetos/as e críticos/as por corromper a arquitetura com suas ideias espirituosas. Seus edifícios estiveram entre os primeiros a dialogar diretamente com a natureza, tanto pelo puro deleite quanto para levantar questões ambientais.

Integrante da geração de artistas conceituais e ambientais como Gordon Matta-Clark, Robert Smithson e Michael Heizer, que iniciaram suas carreiras na Nova York dos anos 1960, Wines opõe-se radicalmente à ideia de manifestações puramente estéticas na arte e, por extensão, na arquitetura. Em vez disso, ele nos força a enxergar de outra maneira aquilo que há muito se tornou familiar demais. Ele insere meticulosamente sua arte nos locais onde menos a esperamos. Este arquiteto conceitual busca nos manter atentos; para isso, projeta edifícios e espaços públicos provocativos que convidam ao engajamento espontâneo, à curiosidade e ao questionamento do ambiente cotidiano.
