
Nos últimos anos, algo aconteceu com a disposição de arquitetos e arquitetas em buscar a originalidade. As visões mais ousadas agora costumam vir da velha guarda da arquitetura — e, francamente, gosto muito mais de conversar com essas pessoas. A insistência atual em encontrar um terreno comum empurrou tantos profissionais mais jovens para um estado de espírito de imitação quase zumbi. Para mim, no entanto, terreno comum significa não pensar da mesma forma — só assim há espaço para o debate.
Minha conversa mais recente com Helmut Jahn em seu escritório em Chicago é um exemplo claro disso. “A arquitetura consiste inteiramente em seguir o próprio instinto. Prefiro quando a forma segue a força, e não a função”, me disse ele. Sua carreira distinta foi marcada por idas e vindas, e ele não planeja deixar de explorar novas ideias tão cedo. Seu Thompson Center de 1985, com planta em quadrante, reinventou uma tipologia governamental trivial em um imponente espaço público, com sua fachada curva de vidro colorido inaugurando de forma decisiva o período pós-modernista em Chicago (um período que pensávamos ter acabado, mas que hoje parece contínuo, englobando todos os movimentos pós-modernos como meras nuances e variações). A arquitetura de Jahn abalou e modernizou diversas cidades globais e, com o tempo e a experiência, o que começou como uma rebelião contra o *modus operandi* “menos é mais” de Mies amadureceu em uma produção sutil, comedida, mas inquestionavelmente audaciosa de torres, aeroportos, centros de convenções, sedes corporativas e, acima de tudo, espaços públicos. Como o próprio Jahn diz: “...tudo o que você não precisa é um benefício. Você não apenas precisa ter menos coisas, mas, com as coisas que lhe restam, precisa fazer mais”.



























