Após a recente atualização das diretrizes do AIA sobre segurança escolar, o arquiteto Jay Brotman, responsável pelo projeto da nova Escola Primária Sandy Hook, depôs perante o Departamento de Educação dos EUA esta semana para instar o governo a adotar padrões de projeto mais seguros. Embora não seja algo inédito, a presença de profissionais de arquitetura perante o Congresso não é comum.
A pesquisa de estudantes de 2018 do Architects' Journal revelou tendências preocupantes, embora talvez não surpreendentes, na profissão. Os resultados do levantamento, que consultou quase 500 estudantes no Reino Unido, sugerem que estudantes com maior poder aquisitivo têm mais chances de sucesso em uma cultura que promove jornadas de trabalho exaustivas e prejudiciais à saúde.
Os números traçam um panorama sombrio do estilo de vida de quem estuda arquitetura no Reino Unido, onde, incluindo as mensalidades, estudantes desembolsam uma média de £24.000 por ano. Para 44% das pessoas que responderam à pesquisa, esse é o maior problema enfrentado por elas e seus/suas colegas.
Diante disso, à medida que o caminho tradicional para ingressar na profissão se torna “cada vez mais inacessível para muitos/as”, seria o momento de escolas e escritórios reavaliarem seus métodos para garantir uma arquitetura diversa e acessível?
Paredes pretas e um piso de concreto aparente criam um cenário misterioso e inquietante para Together and Apart: 100 Years of Living—o Pavilhão da Letônia, que conta com a curadoria da urbanista Evelīna Ozola, do arquiteto Matīss Groskaufmanis, da cenógrafa Anda Skrējānem e da diretora Gundega Laiviņa.
Cercados por todos os lados por “quarteirões comerciais de beleza arquitetônica e dimensões metropolitanas”, os planos que se interceptam da Pershing Square proporcionam um refúgio modernista para muitos angelinos no centro da cidade. Projetada por Ricardo Legorreta e Laurie Olin, a atual configuração da praça foi inaugurada em 1994, sucedendo várias outras versões que deram origem à sua reputação de “ambiente cívico e dinâmico” — reagindo constantemente aos altos e baixos de uma cidade em eterna mudança. Embora para alguns sua grande torre de estuque e o espelho d'água que remete a um aqueduto sirvam como um marco cultural, o espaço tem atraído críticas negativas devido à escassez de áreas verdes e à frequência de atividades relacionadas ao uso de drogas. Após anos de campanhas, a praça passará por uma reconfiguração — um projeto de redesenho “radicalmente plano”, desenvolvido pelos escritórios Agence Ter e Gruen Associates.
Objeto de desejo de todo atleta, os Jogos Olímpicos atraem os olhares do mundo para uma cidade-sede a cada dois anos, exibindo o melhor que o esporte tem a oferecer em eventos de verão e de inverno. Em meio a uma atmosfera de grande expectativa, o burburinho geral pela cidade antes e durante as quatro semanas de evento é palpável, com turistas, imprensa e atletas contribuindo para o fervor coletivo. Com uma resposta pública quase exclusivamente positiva (a maioria das candidaturas olímpicas conta com aprovação de 70% ou mais), os Jogos tornam-se uma oportunidade para uma nação exibir sua cultura e tudo o que tem a oferecer. À primeira vista, trata-se de uma oportunidade que seria tolice desperdiçar.
No entanto, quando a poeira baixa, essas "afortunadas" cidades-sede frequentemente se deparam com estruturas que carecem da relevância e da função de suas vidas iniciais e efêmeras. Centros aquáticos vazios, pistas de atletismo abandonadas e estádios subutilizados tornaram-se uma marca registrada dos Jogos tanto quanto os anéis olímpicos, com a manutenção estrutural e as implicações sociais sobrecarregando as antigas cidades-sede por muitos anos. Nos últimos anos, menos cidades têm participado do processo de candidatura, o que sugere que o impacto dos Jogos está começando a se sobrepor ao entusiasmo inicial. Enquanto 12 cidades disputaram a honra de sediar os Jogos de 2004, apenas duas se candidataram para 2024/2028.
O Zeitz Museum of Contemporary Art Africa — ou simplesmente Zeitz MOCAA — conquistou recentemente o primeiro lugar no prêmio de Reforma em Arquitetura da ArchDaily, graças ao seu projeto impactante que transformou um antigo edifício industrial abandonado em um marco icônico no porto ativo mais antigo da África do Sul. Desenvolvido pela V&A Waterfront na Cidade do Cabo e projetado pelo escritório Heatherwick Studio, o empreendimento de uso misto é hoje “o maior museu do mundo dedicado à arte contemporânea da África e de sua diáspora”. Para celebrar a premiação, conversamos com o líder de grupo Matthew Cash para discutir os desafios enfrentados durante o projeto, sua importância cultural para a África e o interesse do escritório em projetos de reforma como um todo.
O júri do Young Talent Architecture Award 2018 (YTAA 2018) anunciou os vencedores de sua segunda edição. Organizada pela Comissão Europeia, pela Fundação Mies van der Rohe, pelo Architects’ Council of Europe e pela European Association for Architectural Education, a premiação selecionou projetos de universidades de Londres, Madri, Berlim e Delft, todos destacados por sua "relevância social e cultural implícita".
"É extraordinário descobrir que, durante o Ano Europeu do Patrimônio Cultural, os quatro vencedores do YTAA trabalharam com o patrimônio", afirma Themis Christophidou, diretora-geral da DG EAC. "A formação arquitetônica que inclui o patrimônio é essencial para o futuro da Europa, e a antiga dicotomia entre patrimônio e contemporaneidade está se transformando em uma poderosa aliança entre ambos", acrescenta.
A segunda edição do prêmio contou com a participação de 451 estudantes de 118 escolas localizadas em 32 países de toda Europa, além de China e Coreia do Sul, países convidados nesta ocasião.
O vermelho está em toda parte. De placas de pare a tijolos, de batons a vinhos, nosso uso constante dessa cor em objetos cotidianos tomou conta, pouco a pouco, do nosso subconsciente. O vermelho é uma cor que sempre se integra ao contexto, ditando como devemos nos sentir ou o que devemos pensar. Mas por que somos atraídos por ela? Por que nossos ancestrais escolheram pigmentos à base de ocre para desenhar nas paredes de suas cavernas? Por que as revoluções parecem sempre usar o vermelho para angariar apoio? Por que fazemos celebridades desfilarem por tapetes vermelhos, quando o verde ou o azul certamente fariam o mesmo papel? Embora as respostas para essas perguntas possam ser vagas e imprecisas, o uso do vermelho na arquitetura é quase sempre meticulosamente calculado.
Esquerda: via Norman Foster no Instagram; direita: Cortesia de Foster + Partners
Após ser condecorado cavaleiro em 1990 por seus serviços à arquitetura, vencer o Prêmio Pritzker em 1999 e, no mesmo ano, tornar-se membro da nobreza britânica, pode-se argumentar que não há arquiteto/a vivo/a que tenha causado maior impacto na vida urbana do que Norman Foster. Em uma palestra recente, Foster falou para um Barbican Hall lotado sobre o futuro de nossa paisagem urbana em crescimento, na sétima edição da série Architecture On Stage, organizada pela The Architecture Foundation em parceria com o Barbican. Embora o conteúdo estivesse repleto de declarações e previsões grandiosas, em uma escala semelhante à dos projetos realizados pelo escritório de Foster, foi a sua abordagem de resolução de problemas que ofereceu uma visão mais profunda sobre o homem por trás da obra. As 5 lições a seguir, extraídas da apresentação, não garantem níveis de sucesso semelhantes aos de Foster, mas podem ajudar a navegar pelos desafios que a arquitetura impõe, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Apreciado no meio profissional, embora frequentemente criticado pelo público geral, o brutalismo definiu a arquitetura do pós-guerra no Reino Unido, assim como em diversos países ao redor do mundo. Em seu artigo de 1955, The New Brutalism, Reyner Banham afirma que o estilo deve apresentar: “1, legibilidade formal da planta; 2, clara exposição da estrutura; e 3, valorização dos materiais por suas qualidades inerentes, tais como encontrados”.
O One Kemble Street, um bloco de escritórios cilíndrico de 16 pavimentos originalmente chamado "Space House" e projetado por George Marsh e Richard Seifert, exibe claramente todas essas características, constituindo um marco no coração de Londres que permanece tão impressionante hoje quanto em sua conclusão, em 1968. Ao registrar o edifício tombado como patrimônio de Grau II ao longo do dia, o/a fotógrafo/a Ste Murray consegue capturar lindamente a essência da edificação, celebrando seu cinquentenário ao mesmo tempo em que destaca o fascínio de sua forma de uma maneira que sugere paralelos com ideologias contrastantes.
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via Graven Hill Village Development Company
“Autoconstrução”: sem menção a arquitetos/as — ou a qualquer outra pessoa, na verdade. Talvez seja um impulso pré-histórico que torna essa ideia tão atraente; nossos ancestrais mais distantes construíam suas cabanas primitivas para atender às suas necessidades específicas e refletir seu status ou estilo. A “autoconstrução” promete reconectar fisicamente as pessoas às casas em que vivem.
No entanto, a noção romântica de "autoconstrução" residencial raramente é compatível com a realidade moderna em que vivemos. O ato de construir tornou-se cada vez mais complexo devido à dificuldade de aquisição de terrenos, à excessiva burocracia governamental e ao aumento da complexidade técnica das obras. Embora a autoconstrução continue sendo a forma mais pura desse sonho, existe hoje uma série de processos cheios de nuances que podem nos ajudar a alcançar resultados semelhantes. À medida que surge uma nova geração de comunidades que incentivam esse ideal, torna-se essencial analisar o papel que os/as arquitetos/as desempenham nelas.
Fruto de uma colaboração entre o escritório Caruso St John Architects e o artista Marcus Taylor, "Island" cria um espaço público elevado, oferecendo vistas de Veneza e um local único tanto para encontros quanto para reflexão.
O filme "Moriyama-San", produzido por Bêka & Lemoine, foi premiado como o melhor filme no festival Arquiteturas Film Festival de Lisboa de 2018. A obra gira em torno da famosa Casa Moriyama, projetada por Ryue Nishizawa, vencedor do Prêmio Pritzker, sendo este um dos projetos mais emblemáticos do conceito de "espaço de habitação". A dupla de cineastas questiona a "imagem idealizada" da arquitetura, que costuma apresentar as obras como perfeitas e impecáveis a partir de ideias preconcebidas. O filme utiliza de forma sutil imagens e sons para narrar a relação entre arquitetura e música dentro de uma residência tão singular.
Foram anunciados os vencedores do concurso Reside, promovido pela arch out loud, no qual as equipes participantes deveriam projetar um empreendimento residencial de uso misto em uma das últimas áreas não urbanizadas da costa de Mumbai. A iniciativa de pesquisa arquitetônica desafiou as pessoas participantes a projetarem "tanto para a comunidade pesqueira nativa que ocupa o local há centenas de anos quanto para uma nova demografia atraída pelo bairro nobre que agora cerca a área".
O edifício-garagem: uma estrutura pouco estimada, tão necessária quanto impopular. É fácil para a arquitetura refletir essa falta de prestígio, mas, às vezes, em meio a tanta mediocridade, um belo design se destaca.
O site de estacionamentos aeroportuários Looking4.com relançou seu prêmio de Estacionamento Mais Incrível do Mundo (*World’s Coolest Car Park*), publicado pela primeira vez em 2013, que apresenta algumas das estruturas de estacionamento mais inovadoras do planeta. Abaixo está a lista dos 10 projetos finalistas — qual deles você acha que merece levar o prêmio?
Quando os gregos esculpiram degraus de pedra na encosta de uma colina, o objetivo era criar uma área de assentos onde as pessoas pudessem descansar e ter uma vista excelente do palco no centro do anfiteatro. Mais de dois milênios depois, esses objetivos ainda são fundamentais para os princípios de projeto de estádios; no entanto, com um alcance global cada vez maior e a necessidade de múltiplos usos, os critérios para o que define uma arena de sucesso estão em constante evolução. Enquanto você se prepara para assistir à Copa do Mundo de 2018, sediada na Rússia, confira esta lista de projetos notáveis de estádios na história das Copas que influenciaram a evolução da arquitetura esportiva.
Uma coleção de pedras empilhadas umas sobre as outras, a pedra seca é um método construtivo icônico encontrado em praticamente todo o mundo. Apoiando-se unicamente em um ofício milenar para criar estruturas robustas e confiáveis, e caracterizada por suas formas rústicas e intertravadas, a técnica tem raízes profundas que remontam a antes mesmo da invenção da roda. Seus princípios são simples: empilhar as pedras para criar uma parede estrutural unificada. Contudo, os resultados eficientes e duradouros, somados à relevância cultural da técnica, levaram ao seu uso contínuo e a releituras atualizadas que chegam até a arquitetura contemporânea atual.