Le Corbusier declarou em seu texto seminal, Towards a New Architecture, que “... o homem olha para a criação da arquitetura com seus olhos, que estão a 1,70 metros do chão”. Códigos lógicos e racionais como esse configuram os padrões para grande parte da produção arquitetônica - mas, é claro, essas "normas" são tão construídas quanto a própria arquitetura. Esse padrão em particular é especialmente irrelevante ao projetar para crianças, em que as premissas arquitetônicas centradas em adultos não se aplicam e nem devem ser aplicadas.
É raro um pai e filho compartilharem a mesma data de nascimento. Ainda mais raro que essa dupla trabalhe na mesma profissão e mais raro ainda ambos alcançarem sucesso internacional em suas respectivas carreiras. Esta, no entanto, é a história de Eliel e Eero Saarinen, os arquitetos finlandeses-americanos cujo portfólio conjunto retrata o desenvolvimento do pensamento arquitetônico moderno nos Estados Unidos. Desde os edifícios finlandeses inspirados pela Art Nouveau de Eliel e o planejamento urbano modernista até o estilo internacional de Eero e suas estruturas neo-futuristas, a dupla pai-filho produziu um corpo incomparável de trabalho, culminando em duas medalhas de ouro individuais do AIA.
Uma coleção de pedras empilhadas umas sobre as outras, a pedra seca é um método construtivo icônico encontrado em praticamente todo o mundo. Apoiando-se unicamente em um ofício milenar para criar estruturas robustas e confiáveis, e caracterizada por suas formas rústicas e intertravadas, a técnica tem raízes profundas que remontam a antes mesmo da invenção da roda. Seus princípios são simples: empilhar as pedras para criar uma parede estrutural unificada. Contudo, os resultados eficientes e duradouros, somados à relevância cultural da técnica, levaram ao seu uso contínuo e a releituras atualizadas que chegam até a arquitetura contemporânea atual.
Após a recente atualização das diretrizes do AIA sobre segurança escolar, o arquiteto Jay Brotman, responsável pelo projeto da nova Escola Primária Sandy Hook, depôs perante o Departamento de Educação dos EUA esta semana para instar o governo a adotar padrões de projeto mais seguros. Embora não seja algo inédito, a presença de profissionais de arquitetura perante o Congresso não é comum.
Objeto de desejo de todo atleta, os Jogos Olímpicos atraem os olhares do mundo para uma cidade-sede a cada dois anos, exibindo o melhor que o esporte tem a oferecer em eventos de verão e de inverno. Em meio a uma atmosfera de grande expectativa, o burburinho geral pela cidade antes e durante as quatro semanas de evento é palpável, com turistas, imprensa e atletas contribuindo para o fervor coletivo. Com uma resposta pública quase exclusivamente positiva (a maioria das candidaturas olímpicas conta com aprovação de 70% ou mais), os Jogos tornam-se uma oportunidade para uma nação exibir sua cultura e tudo o que tem a oferecer. À primeira vista, trata-se de uma oportunidade que seria tolice desperdiçar.
No entanto, quando a poeira baixa, essas "afortunadas" cidades-sede frequentemente se deparam com estruturas que carecem da relevância e da função de suas vidas iniciais e efêmeras. Centros aquáticos vazios, pistas de atletismo abandonadas e estádios subutilizados tornaram-se uma marca registrada dos Jogos tanto quanto os anéis olímpicos, com a manutenção estrutural e as implicações sociais sobrecarregando as antigas cidades-sede por muitos anos. Nos últimos anos, menos cidades têm participado do processo de candidatura, o que sugere que o impacto dos Jogos está começando a se sobrepor ao entusiasmo inicial. Enquanto 12 cidades disputaram a honra de sediar os Jogos de 2004, apenas duas se candidataram para 2024/2028.
Fazer a ponte entre o antigo e o novo nunca é fácil. Os métodos tradicionais de construção, nos quais você costuma ajustar-se à imprevisibilidade de um material natural, parecem contrastar com a precisão mecânica das construções modernas. Sombra Verde - um gazebo de bambu desenvolvido pela AIRLAB e Singapore University of Technology and Design (SUTD) como parte do Urban Design Festival de 2018 - preenche essa lacuna. O tradicional bambu, usado extensivamente em todo o Sudeste Asiático, combina-se com conectores impressos em 3D, utilizando uma série de novas tecnologias. O resultado é uma estrutura icônica e leve no Parque Duxton Plain, em Singapura, que promove o uso do espaço público, abrigando a população tanto do sol intenso quanto da chuva forte.
A pesquisa de estudantes de 2018 do Architects' Journal revelou tendências preocupantes, embora talvez não surpreendentes, na profissão. Os resultados do levantamento, que consultou quase 500 estudantes no Reino Unido, sugerem que estudantes com maior poder aquisitivo têm mais chances de sucesso em uma cultura que promove jornadas de trabalho exaustivas e prejudiciais à saúde.
Os números traçam um panorama sombrio do estilo de vida de quem estuda arquitetura no Reino Unido, onde, incluindo as mensalidades, estudantes desembolsam uma média de £24.000 por ano. Para 44% das pessoas que responderam à pesquisa, esse é o maior problema enfrentado por elas e seus/suas colegas.
Diante disso, à medida que o caminho tradicional para ingressar na profissão se torna “cada vez mais inacessível para muitos/as”, seria o momento de escolas e escritórios reavaliarem seus métodos para garantir uma arquitetura diversa e acessível?
'Um espaço para todos' de Hawkins\Brown foi anunciado como o vencedor do Concurso para o Carro Alegórico do Orgulho, organizado por London Festival of Architecture (LFA) e Architects LGBT+, representando a arquitetura na Parada de Orgulho LGBT de Londres 2018. Formando uma parte crucial do programa 2018 deste ano, a competição foi aberta a estudantes, graduados, escritórios emergentes e escritórios estabelecidos, com “explorar a identidade” sendo o tema central. O carro alegórico vitorioso defende o aumento da aceitação e presença LGBT + na indústria da construção, combinando “as identidades duais de ser um LGBT + e um arquiteto”.
O filme "Moriyama-San", produzido por Bêka & Lemoine, foi premiado como o melhor filme no festival Arquiteturas Film Festival de Lisboa de 2018. A obra gira em torno da famosa Casa Moriyama, projetada por Ryue Nishizawa, vencedor do Prêmio Pritzker, sendo este um dos projetos mais emblemáticos do conceito de "espaço de habitação". A dupla de cineastas questiona a "imagem idealizada" da arquitetura, que costuma apresentar as obras como perfeitas e impecáveis a partir de ideias preconcebidas. O filme utiliza de forma sutil imagens e sons para narrar a relação entre arquitetura e música dentro de uma residência tão singular.
O júri do Young Talent Architecture Award 2018 (YTAA 2018) anunciou os vencedores de sua segunda edição. Organizada pela Comissão Europeia, pela Fundação Mies van der Rohe, pelo Architects’ Council of Europe e pela European Association for Architectural Education, a premiação selecionou projetos de universidades de Londres, Madri, Berlim e Delft, todos destacados por sua "relevância social e cultural implícita".
"É extraordinário descobrir que, durante o Ano Europeu do Patrimônio Cultural, os quatro vencedores do YTAA trabalharam com o patrimônio", afirma Themis Christophidou, diretora-geral da DG EAC. "A formação arquitetônica que inclui o patrimônio é essencial para o futuro da Europa, e a antiga dicotomia entre patrimônio e contemporaneidade está se transformando em uma poderosa aliança entre ambos", acrescenta.
A segunda edição do prêmio contou com a participação de 451 estudantes de 118 escolas localizadas em 32 países de toda Europa, além de China e Coreia do Sul, países convidados nesta ocasião.
Os quatro vencedores do Young Talent Architecture Award (YTAA) de 2018 - um concurso da European Commission, Fundació Mies van der Rohe, do Conselho de Arquitetos da Europa e da Associação Européia de Educação Arquitetônica - foram anunciados. Com “relevância social e cultural implícita”, cada um dos projetos vencedores lida com o tema do patrimônio de maneira pessoal, porém visionária, levando a um conjunto de projetos que “mostram uma boa cidadania arquitetônica”. Na segunda edição do prêmio, 451 estudantes de 118 escolas participaram, representando 32 países de toda a Europa (com a China e a Coreia do Sul participando como países convidados).
Leia mais para conhecer os quatro vencedores com as descrições de seus projetos fornecidos pelo Young Talent Architecture Award.
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via Graven Hill Village Development Company
“Autoconstrução”: sem menção a arquitetos/as — ou a qualquer outra pessoa, na verdade. Talvez seja um impulso pré-histórico que torna essa ideia tão atraente; nossos ancestrais mais distantes construíam suas cabanas primitivas para atender às suas necessidades específicas e refletir seu status ou estilo. A “autoconstrução” promete reconectar fisicamente as pessoas às casas em que vivem.
No entanto, a noção romântica de "autoconstrução" residencial raramente é compatível com a realidade moderna em que vivemos. O ato de construir tornou-se cada vez mais complexo devido à dificuldade de aquisição de terrenos, à excessiva burocracia governamental e ao aumento da complexidade técnica das obras. Embora a autoconstrução continue sendo a forma mais pura desse sonho, existe hoje uma série de processos cheios de nuances que podem nos ajudar a alcançar resultados semelhantes. À medida que surge uma nova geração de comunidades que incentivam esse ideal, torna-se essencial analisar o papel que os/as arquitetos/as desempenham nelas.
Moriyama-San - um filme de Bêka & Lemoine - recebeu o prêmio maior no Arquiteturas Film Festival em Lisboa. Centrado em torno da famosa Casa Moriyama, projetada pelo Pritzker Ryue Nishizawa, o filme faz parte de uma série em desenvolvimento chamada "Living Architectures", na qual os cineastas pretendem "colocar em questão o fascínio pela imagem, que encobre os edifícios com ideias preconcebidas de perfeição, virtuosismo e infalibilidade”. Em sua abordagem única, o filme “combina magistralmente imagem, som e narrativa em uma história convincente sobre um personagem singular e sua relação com sua casa e música."
Como parte de seu trabalho recente, Nikola Olic - fotógrafo sérvio radicado em Dallas, Texas - explora a “fotografia de arquitetura através da abstração das estruturas, reinventando a representação de suas formas de uma maneira lúdica, adimensional e desorientadora”. Sua abordagem fotográfica muitas vezes isola os elementos compositivos das fachas, ofuscando a percepção do espectador em relação a sua orientação, escala e perspectiva. O fotógrafo fornece apenas pequenas descrições sobre suas imagens, desmistificando a representação da arquitetura e fazendo-nos lembrar da natureza cotidiana deste assunto. Neste terceiro volume fotográfico compartilhado com o ArchDaily, serão apresentadas fotografias de obras em Dallas, Fort Worth, Las Vegas, Nova Iorque, Los Angeles, Long Beach e Hong Kong.
O edifício-garagem: uma estrutura pouco estimada, tão necessária quanto impopular. É fácil para a arquitetura refletir essa falta de prestígio, mas, às vezes, em meio a tanta mediocridade, um belo design se destaca.
O site de estacionamentos aeroportuários Looking4.com relançou seu prêmio de Estacionamento Mais Incrível do Mundo (*World’s Coolest Car Park*), publicado pela primeira vez em 2013, que apresenta algumas das estruturas de estacionamento mais inovadoras do planeta. Abaixo está a lista dos 10 projetos finalistas — qual deles você acha que merece levar o prêmio?
Não é possível definir a civilização moderna sem deixar de mencionar seus elementos mais marcantes, as cidades. Os assentamentos urbanos variam em cultura, tamanho e especialidade, além do que, certas áreas acabam se tornando mais significativas ao longo do desenvolvimento de uma região. Historicamente, as dimensões físicas ou demográficas de uma cidade são indicadores de sua importância - quanto maior uma cidade, maior será sua capacidade de produção - entretanto, com o grande êxodo rural do século passado, ficou cada vez mais difícil definir os verdadeiros motivos que fazem uma cidade ser mais "importante" que outra. As cidades podem ser classificadas em centenas, milhares de paisagens urbanas distintas. Para nós, arquitetos e urbanistas, é vital compreender e categorizar de maneira eficiente os diversos tipos de assentamentos urbanos para poder desenvolver projetos e planos urbanísticos adequados. A lista a seguir fornece quatro definições de cidades que surgiram durante o século passado.