
“Autoconstrução”: sem menção a arquitetos/as — ou a qualquer outra pessoa, na verdade. Talvez seja um impulso pré-histórico que torna essa ideia tão atraente; nossos ancestrais mais distantes construíam suas cabanas primitivas para atender às suas necessidades específicas e refletir seu status ou estilo. A “autoconstrução” promete reconectar fisicamente as pessoas às casas em que vivem.
No entanto, a noção romântica de "autoconstrução" residencial raramente é compatível com a realidade moderna em que vivemos. O ato de construir tornou-se cada vez mais complexo devido à dificuldade de aquisição de terrenos, à excessiva burocracia governamental e ao aumento da complexidade técnica das obras. Embora a autoconstrução continue sendo a forma mais pura desse sonho, existe hoje uma série de processos cheios de nuances que podem nos ajudar a alcançar resultados semelhantes. À medida que surge uma nova geração de comunidades que incentivam esse ideal, torna-se essencial analisar o papel que os/as arquitetos/as desempenham nelas.
