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De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick

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Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.

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Playgrounds não convencionais: construídos com sucata, moldados pelo concreto, libertados pelo brincar

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E se o melhor tipo de brincadeira não for o mais seguro? Há décadas, as cidades constroem playgrounds para serem limpos, coloridos e fáceis de supervisionar. No entanto, esses espaços — projetados mais para a tranquilidade dos adultos do que para a curiosidade das crianças — muitas vezes eliminam o que torna o brincar verdadeiramente transformador: o risco, a imprevisibilidade e a autonomia. Padrões de segurança cada vez mais rígidos, o encolhimento do espaço público e a mercantilização dos equipamentos de lazer limitaram ainda mais as possibilidades de exploração independente das crianças. De um depósito de sucata na Copenhague dos anos 1940 às paisagens de concreto da Amsterdã do pós-guerra, um pequeno grupo de arquitetos/as, urbanistas e ativistas desafiou a ideia de que o brincar deve ser ordenado e controlado. Seus playgrounds não convencionais — feitos de peças soltas, materiais brutos e formas abstratas — deram às crianças a liberdade de construir, demolir, explorar e se sujar.

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Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar

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Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.

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Casas antigas, novas histórias: 11 casas tradicionais japonesas renovadas para a vida moderna

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Ao se pensar no Japão, as primeiras imagens que vêm à mente são as ruas movimentadas de Tóquio, os antigos castelos fortificados e os rios ladeados por cerejeiras nas áreas urbanas. No entanto, pouco se discute a respeito de um problema atual enfrentado pelo mercado imobiliário do país: as Akiya, termo japonês que se traduz como "casa vazia". Em 2024, o número de Akiya no Japão atingiu a marca recorde de nove milhões de unidades. Aponta-se que a raiz do problema esteja no declínio demográfico. Com a transmissão dos imóveis por herança familiar, eles frequentemente se transformam em fardos, e não em ativos. À medida que as gerações mais jovens migram para os grandes centros ou optam por viver em apartamentos, o interesse em habitar ou manter a antiga residência da família diminui drasticamente, sobretudo se estiver localizada em áreas rurais ou de menor conveniência. Metrópoles como Tóquio apresentam um volume menor de Akiya devido ao alto custo do solo. Contudo, entraves como os elevados custos de adequação às normas de segurança contra terremotos e a maior tributação sobre terrenos vazios ainda levam ao abandono dessas propriedades, mesmo em áreas urbanas.

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Desdobrando a privacidade: centralizando a casa em torno do pátio

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As casas-pátio representam uma das tipologias arquitetônicas mais perenes, sintetizando a dualidade entre abertura e reclusão ao mesmo tempo em que promovem uma profunda conexão com a natureza. Embora o termo também seja utilizado no mercado imobiliário norte-americano contemporâneo para descrever residências térreas de baixa manutenção em lotes pequenos, seu significado arquitetônico clássico refere-se a um projeto introvertido, organizado em torno de um pátio central privado. É essa forma tradicional, tema deste artigo, que remonta a milhares de anos. As casas-pátio surgiram de forma independente em várias regiões do mundo, respondendo universalmente a necessidades humanas fundamentais: privacidade, adaptabilidade climática e coerência espacial. Apesar das diversas expressões geográficas e culturais, os princípios fundamentais de introversão, abertura controlada e sensibilidade ambiental permanecem notavelmente consistentes ao longo da evolução dessa tipologia.

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Refrações em movimento conforme as piscinas se tornam formas luminosas

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A trajetória do vidro na arquitetura reflete a evolução tecnológica da humanidade. Durante séculos, foi um material frágil e opaco, restrito a pequenas aberturas em igrejas ou residências aristocráticas, com dimensões limitadas, transparência irregular e um papel majoritariamente secundário. Com a Revolução Industrial e os avanços nos processos de fabricação, essa condição mudou drasticamente. Dos vitrais artesanais e imperfeitos, passamos a contar com uma ampla gama de aplicações arquitetônicas, desde fachadas de arranha-céus totalmente envidraçadas até passarelas de pedestres translúcidas, coberturas leves, divisórias inteligentes e elementos móveis. Um dos usos mais surpreendentes — outrora considerado inviável — é a interação direta do vidro com grandes volumes de água. Hoje, vemos piscinas com paredes ou fundos transparentes que se projetam para fora dos edifícios, flutuam sobre as ruas ou se fundem visualmente com o entorno, criando experiências sensoriais marcantes. Um feito notável, especialmente considerando que, por muito tempo, o vidro foi tido como frágil demais para ambientes submersos.

O Safari Lodge: Uma tipologia negligenciada com potencial social e ambiental

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No leste e no sul da África, os lodges de safári atraem turistas de todo o mundo que desejam contemplar as paisagens e a fauna do mundo natural. Geralmente situados em parques nacionais e reservas de caça, suas localizações remotas tornam a viagem dispendiosa e, portanto, propícia para estadias de luxo. Muitas vezes negligenciados como tipologia arquitetônica, muitos lodges correm o risco de cair na armadilha de serem insensíveis ao contexto ou de imitarem de forma grosseira métodos construtivos vernáculos, resultando em pastiche. Por outro lado, o lodge de safári situa-se na interseção entre o mundo construído e o natural, aproximando populações rurais e urbanas, riqueza e pobreza, fauna silvestre e seres humanos. Desse modo, representa uma oportunidade para projetar com a máxima responsabilidade social e ambiental.

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Das falésias da Arábia Saudita aos vinhedos de Santorini, conheça 8 propostas de hotéis não construídos da comunidade do ArchDaily

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Os hotéis estão sendo cada vez mais projetados para além de meros locais de hospedagem. À medida que as expectativas em torno das viagens mudam, profissionais da arquitetura abordam projetos de hotelaria como oportunidades para explorar conceitos de contexto, experiência e identidade. Sejam integradas em paisagens remotas ou inseridas em ambientes urbanos densos, estas propostas examinam como a arquitetura pode moldar a experiência do hóspede por meio da organização espacial, da seleção de materiais e da conexão com o lugar. O hotel torna-se uma estrutura não apenas para o descanso, mas para a interação com o entorno, com o outro e com o próprio projeto.

A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily cura uma seleção de projetos não construídos focados em uma tipologia ou tema comum. Enviadas por escritórios de todas as escalas e de várias partes do mundo, essas propostas representam a diversidade de abordagens na nossa comunidade global de arquitetura. A seleção deste mês foca em hotéis, indo desde as escultóricas Pistachio Villas em Ubud ao modular Dubai Edition Hotel e ao Terra Dionysia em Santorini, enraizado em um vinhedo. Juntos, esses projetos refletem um amplo espectro do pensamento arquitetônico voltado à hotelaria, desde a integração com a paisagem e referências culturais até questões de densidade e espaço público. O envio de projetos é aberto a todas as pessoas.

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Onde a forma diz muito: 7 edifícios para explorar a singular arquitetura cultural de Taiwan

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Na maioria dos casos, os/as arquitetos/as enfrentam uma complexa rede de códigos de obras, regulamentos de espaço aéreo e inúmeras outras regras que ditam a forma e a execução de um projeto. No entanto, a arquitetura cultural frequentemente apresenta uma oportunidade única para projetos mais ousados e expressivos. Esses projetos costumam receber apoio dos governos locais, liberando possibilidades de explorações formais que, de outra forma, poderiam não se concretizar. Nesse sentido, a arquitetura cultural cumpre um duplo propósito: enriquecer a comunidade e estabelecer marcos icônicos que definem a identidade de sua cidade ou região. Essa ambição certamente se manifestou em Taiwan. Situado no coração do Leste Asiático, este país insular ostenta uma variedade notável de explorações formais, realizadas tanto por profissionais internacionais quanto por arquitetos/as taiwaneses.

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O/A Arquiteto/a como Mediador(a) de Materiais: Lições de Habitats Híbridos

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Com raízes profundas, troncos robustos e a capacidade de suportar temperaturas extremas, as tamareiras (Phoenix dactylifera) estão entre as espécies mais bem adaptadas ao ambiente árido do deserto. Não é por acaso que, em muitas culturas indígenas locais, são conhecidas como a "árvore da vida", já que seus frutos, folhas e troncos fornecem alimento, abrigo e materiais de construção há milhares de anos. Sem elas, grande parte do assentamento humano em regiões desérticas não teria sido possível. Hoje, amplamente cultivada em regiões áridas de todo o mundo, a espécie continua a sustentar práticas agrícolas tradicionais; no entanto, seu potencial pode ser ainda mais aprimorado e ampliado por meio dos esforços da pesquisa contemporânea.

Lançando as bases: seis estratégias criativas para reutilizar fundações arquitetônicas

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O reúso adaptativo permite que profissionais de arquitetura possam conservar recursos, reduzir o desperdício e prolongar a vida útil de estruturas existentes. Ao trabalhar com o que já existe, quem projeta diminui a necessidade de novos materiais, reduz o consumo de energia e limita o volume de resíduos de demolição. Essa abordagem protege habitats naturais e áreas verdes ao reduzir a demanda pela ocupação de novos terrenos. Por meio do reúso, as cidades tornam-se mais sustentáveis e menos intensivas em carbono, ao mesmo tempo que preservam o valor material e cultural do ambiente construído.

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Repensando o morar urbano: 8 projetos conceituais de habitação coletiva da comunidade ArchDaily

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O futuro da vida urbana é cada vez mais concebido como algo coletivo, em camadas e adaptável. À medida que as cidades se tornam mais densas e as fronteiras entre trabalho, casa e lazer se dissipam, profissionais de arquitetura repensam a noção tradicional de habitação, migrando de unidades isoladas para ambientes integrados e voltados para a comunidade. Esta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, reflete essa transição: uma exploração global de como o design pode moldar formas de viver mais resilientes, inclusivas e conectadas.

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Ciclos Vivos na Arquitetura Regenerativa: Lições do Goetheanum

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À medida que a incerteza climática e as transformações nos ecossistemas reformulam as prioridades do projeto, a arquitetura passa a desempenhar um papel cada vez mais ativo nessas discussões, em vez de se limitar a uma postura de mera observação. Sob essa perspectiva, a ideia de propor um "re" estimula um recuo consciente para repensar, reconectar e realinhar a relação entre os edifícios e seus entornos. Essa abordagem, central para a arquitetura regenerativa, vai além de tecnologias ou escalas específicas, abrangendo desde planos diretores voltados à renaturalização de cidades até pavilhões nacionais que combinam arte e ciência.

Qual é o caminho a seguir? Se, por um lado, muitos debates atuais enfatizam a tecnologia; por outro, há abordagens que, longe de serem opostas, complementam-se e ampliam o espectro de possibilidades ao resgatar tradições, saberes ancestrais e uma compreensão profunda do meio ambiente. Entre essas perspectivas, a obra de Rudolf Steiner e o movimento antroposófico, desenvolvidos no início do século XX, oferecem uma visão e insights que conectam a arquitetura aos ritmos ecológicos, aos materiais e à vida comunitária.

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Co-projetando com a natureza: como as comunidades estão se tornando guardiãs da biodiversidade urbana

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O desfiladeiro de concreto da Degraves Street, em Melbourne, já foi um corredor de serviço árido e funcionalmente obscuro. Hoje, a ruela estreita pulsa com vida que vai muito além de seus famosos cafés. Gramíneas nativas caem em cascata de floreiras cuidadosamente posicionadas, enquanto pequenos arbustos criam microclimas refrescantes. Desafiando os modelos tradicionais de design ecológico, as abordagens à biodiversidade lideradas pela comunidade convidam a uma reimaginação de como arquitetos/as, urbanistas e comunidades colaboram para desenvolver futuros urbanos biodiversos.

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Inovação com impacto global: o poder transformador do A’ Design Award

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Disciplinas como arquitetura, design de interiores, design de produto e moda recorrem a premiações para celebrar a inovação, estabelecer referências para o setor e inspirar a excelência. Para além do simples reconhecimento, essas distinções validam conquistas criativas, fortalecem reputações e ampliam a visibilidade de ideias que desafiam convenções. Elas também fomentam a colaboração interdisciplinar, estimulam o crescimento profissional e destacam o impacto transformador do design no cotidiano. 

Entre as competições de design mais prestigiadas do mundo, o A' Design Awards & Competition está com inscrições abertas — uma oportunidade para profissionais de design, arquitetura e do campo criativo apresentarem seus trabalhos em um palco global. A conquista deste prêmio traz benefícios incomparáveis, incluindo exposições internacionais, visibilidade na mídia e uma posição de destaque no World Design Rankings. Profissionais premiados em edições anteriores tiveram suas obras exibidas globalmente, publicadas em veículos renomados e apresentadas em eventos do setor, conectando-os a lideranças influentes e ampliando seu alcance no competitivo mercado de design.

Uma tradição cultural, arquitetônica e territorial: casas que reciclam e valorizam as telhas de madeira no Chile

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Em um declive, às margens de um rio, entre árvores ou em meio a uma extensa encosta, cada território constitui um testemunho vivo de suas próprias tradições locais. Por meio de sua arquitetura, a experimentação, a valorização e o uso de determinados materiais, técnicas construtivas, ofícios e ferramentas locais buscam promover a perenidade de histórias e transmitir as descobertas e aprendizados que deram origem a várias das práticas empregadas na construção até os dias de hoje. No Chile, a linguagem das tejuelas evoca uma reflexão a partir da história e do conhecimento de relações, tempos e redes de vida.

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Arquitetura no Ritmo do Tempo: Projetando Através de Ciclos Solares, Lunares e Biológicos

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À medida que o solstício marca o dia mais curto do ano no Hemisfério Norte, ele também chama a atenção para um aspecto com o qual a arquitetura lida há muito tempo, mas que muitas vezes negligencia: o tempo. Para além da forma ou da função, edifícios e espaços são continuamente moldados por ciclos de luz e escuridão, mudanças sazonais e ritmos ambientais que afetam a maneira como são habitados.

Nos últimos anos, um número crescente de projetos de arquitetura começou a trabalhar explicitamente com esses ciclos. Em vez de projetar espaços para funcionar de uma única maneira fixa, arquitetos/as estão criando ambientes que se transformam ao longo do dia, das estações ou em resposta a fenômenos naturais como o percurso do sol, as fases lunares, os padrões de vento ou os ritmos circadianos. Esses projetos operam em diálogo com o tempo, surgindo, transformando-se e ativando-se de forma diferente conforme as condições ambientais.

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Um conto de dois estudantes: como as decisões de projeto em etapas iniciais moldam o sucesso educacional

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Dois estudantes sentam-se a uma carteira de distância. Um/a se destaca em ciências; o/a outro/a tem dificuldades. Um/a recebe elogios, o/a outro/a, críticas. Um/a ganha confiança, o/a outro/a a perde aos poucos. É fácil presumir que a diferença se deve ao esforço, à criação ou à habilidade natural. Mas e se o verdadeiro fator decisivo fosse a própria sala de aula? Imagine que o/a estudante que ficou para trás sentasse, todos os dias, em uma carteira ofuscada pelo brilho excessivo de janelas mal posicionadas. Com assentos fixos na sala, não era possível mudar de lugar. Com o tempo, essa distração pequena, mas constante, transformou-se em desinteresse, e o desinteresse minou sua confiança. Uma reação em cadeia desencadeada não pelo esforço, mas pelo design.

Design Resiliente ao Calor: Como Líderes Urbanos Utilizam Materiais de Construção para Combater o Calor Urbano

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O calor extremo é uma das consequências mais urgentes e de crescimento mais rápido das mudanças climáticas, especialmente nas cidades. As áreas urbanas são particularmente vulneráveis porque retêm o calor nos materiais de construção e nas vias urbanas, criando condições perigosas para a população. À medida que as temperaturas continuam a subir e as ondas de calor se prolongam, as cidades enfrentam o desafio de se manterem habitáveis diante dessa ameaça intensificada.

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Como funcionará o transporte no futuro? Um olhar sobre a ascensão da mobilidade elétrica nas cidades

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Das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar ao desmatamento, um dos principais fatores para o aquecimento global atualmente são as emissões vindas do setor de transportes. Ao explorar suas origens e evolução, bem como os principais desafios enfrentados, o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambientes urbanos representa uma transição global que exige uma combinação coordenada de políticas e ações para alcançar sistemas de transporte mais limpos e sustentáveis. Projetar uma infraestrutura segura e confortável para caminhar e pedalar, promover o transporte público e a mobilidade compartilhada, além de desenhar ruas mais eficientes que incorporem veículos elétricos, entre outras ações, fazem parte de um esforço global crescente para reduzir as emissões de carbono.

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Escavando o Solo: Arquitetura e a Política do Subterrâneo

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Sob a superfície visível das cidades jaz uma arquitetura invisível. Metrôs, túneis, sistemas de água, cabos de dados e bunkers formam uma rede densa que sustenta a vida urbana enquanto permanece, em grande parte, invisível. O solo sob nossos pés não é um vazio, mas um território complexo que abriga as infraestruturas, memórias e ansiedades de nossa época. Nos últimos anos, à medida que a terra se torna escassa e as pressões climáticas se intensificam, arquitetos/as e urbanistas voltaram seus olhares para baixo, redescobrindo o subterrâneo como uma fronteira tanto física quanto conceitual. Projetar no subsolo significa engajar-se com os mecanismos invisíveis que moldam o mundo acima.

O subterrâneo há muito tempo é um espaço de interseção entre arquitetura, política, tecnologia e crença. Das catacumbas de Roma aos metrôs industriais da modernidade, o ato de descer simboliza tanto a proteção quanto a exposição. O urbanismo do século XX transformou esse gesto em sistema: metrôs, abrigos e serviços públicos redefiniram o corte urbano como um instrumento de governança. Sob a promessa de eficiência e progresso, o subsolo absorveu as ansiedades de uma era de guerra, vigilância e colapso. Sua evolução revela não apenas como as sociedades constroem, mas também como temem.

Hoje, o solo se tornou a nova fronteira da expansão urbana e da adaptação ecológica. À medida que infraestruturas digitais, sistemas de energia e amortecedores climáticos migram para baixo do nível do solo, a arquitetura confronta um espaço que é ao mesmo tempo técnico e metafísico — essencial, porém marginal; invisível, porém decisivo. Pensar em cortes, e não em planta, é reconhecer que as cidades contemporâneas não existem mais apenas em suas silhuetas, mas também em suas profundezas. O desafio para a arquitetura não é apenas ocupar esse espaço, mas torná-lo legível, transformar o invisível em conhecimento e o oculto em um novo território de projeto.

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Dando vida ao design curvo com produtos de acabamento curvos

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A famosa atriz Mae West certa vez descreveu a curva como "a distância mais encantadora entre dois pontos". Embora ela estivesse se referindo ao corpo humano, essa observação vai além da aparência física e toca no cerne daquilo que conforta e acalma a psique humana no design da natureza.

Colinas ondulantes, o arco de uma onda no oceano, o brilho intenso do amanhecer no horizonte—essas formas naturais evocam paz e serenidade a quem as observa. Ao projetar ambientes de trabalho e espaços comuns, é importante que os/as profissionais de design se lembrem de que existem pouquíssimas linhas retas na natureza. Quando bordas suaves, tetos em arco e paredes curvas são aplicados ao interior de um edifício, o design da natureza é trazido para dentro.

Encenando a Cultura: O/A Arquiteto/a como Curador/a

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A arquitetura nunca se limitou ao ato de construir. Ela negocia constantemente entre a prática material e a reflexão intelectual; no entanto, ao longo dos séculos XX e XXI, muitos/as arquitetos/as sentiram que o projeto construído, por si só, era insuficiente para responder à totalidade das questões que se colocavam à disciplina. Pressões econômicas, contextos políticos e exigências programáticas frequentemente limitavam o escopo da prática profissional.

Em contrapartida, as exposições e plataformas curatoriais criaram espaços de experimentação e crítica, abrindo arenas onde a arquitetura podia interrogar a si mesma, onde seu passado podia ser reinterpretado, seu presente desafiado e seu futuro projetado. Nessa tensão, surgiu a figura do/a arquiteto/a-curador/a, tratando a própria curadoria como uma forma de projeto — não de paredes ou fachadas, mas de discursos, narrativas e estruturas de significado.

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Equilibrando habitabilidade e metas climáticas: O caminho de Edimburgo rumo à construção sustentável

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Edimburgo, a capital da Escócia, é reconhecida há muito tempo por sua rica história cultural e por sua intrincada malha urbana. A cidade pulsa através de seus museus, de seus edifícios residenciais tradicionais (tenements) e de seu comércio integrado a edifícios georgianos. Em 2022, a Time Out elegeu Edimburgo como a melhor cidade do mundo, destacando sua eficiência na coesão comunitária e em sistemas urbanos como o transporte público. Contudo, à medida que os efeitos das mudanças climáticas se tornam progressivamente visíveis no nível urbano, a cidade inevitavelmente se depara com um dilema urgente: como sustentar essa qualidade de vida sob condições cada vez mais desafiadoras.

O caminho em direção a esse equilíbrio envolve diversas estratégias interligadas — como o retrofit, o reuso adaptativo, o design circular e a colaboração comunitária —, onde cada uma delas contribui para consolidar a visão em constante evolução de Edimburgo rumo a um futuro urbano sustentável.

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